28 de fev. de 2013

Pré-estreia de Dezesseis Luas


Quem nunca passou horas lendo, mergulhado no mundo da história do livro? Imaginou um grande amor e esperou que ele aparecesse? Quis largar tudo pra morar em um lugar diferente de qualquer coisa que conheceu? Agora, quem tem coragem para tomar uma decisão e enfrentar a realidade da escolha?


Em Dezesseis Luas, filme homônimo do primeiro volume da série amada da Galera, Beautiful Creatures, finalmente conhecemos na telinha Ethan Wate e Lena Duchannes. (Sim, loucas como estávamos para assistir ao longa, é claro que fomos à pré-estreia! E nós A-M-A-M-O-S!!!) É Ethan o narrador da história, e quem dá conta de todos esses questionamentos, agindo com uma segurança indiscutível. Porque o que você vai encontrar é um pouco de tudo. Amor. Poder. Magia. Autocontrole. Conhecimento. Destino.

Ethan é o garoto que devora livros (escondido dos caras do basquete), tem insônia e vive sonhando com a mesma menina, que nem conhece, nunca viu, mas que ama loucamente. Ele é aquele cara questionador, cansado do pensamento provinciano e preconceituoso de Gatlin. Quer mesmo é mudar de ares! Sair de lá! E é Lena quem dá um novo fôlego ao rapaz quando chega na cidade para estudar na mesma turma que ele.




Opa. Ela é a sobrinha do cara mais odiado-barra-temido da região, que mora na “casa mal-assombrada”, e, por isso, repudiada pelos colegas. Mas, mesmo assim, tira suspiros de Ethan. O encantamento pela garota é tal que logo o casal está junto, independente dos olhares tortos das minhocas da terra. Óbvio que não demora para ele saber que é Lena “a garota dos sonhos". Ela é ríspida, grossa, blasé, mas também sensível, meiga e poderosa! Ele é engraçado, expressivo, foooofo de doer, apaixonado por ela e companheiro (grande “Ohm” pra ele!!). Os dois são carismáticos até não poder mais! E, olha, esse casal de protagonistas tem química, e muita! São beijos acalorados, trocas de olhares sinceros e abraços apertados, dignos dos amores intensos.

Mas nada é perfeito! A namorada é de uma família peculiar, de Conjuradores, e está amarrada a uma maldição, né? A tattoo na mão de Lena registra a contagem regressiva até a noite de lua cheia do seu aniversário de 16 anos, o dia da Invocação, quando ela irá para a Luz ou para as Trevas. Fora isso, há um segredo que pode abalar o amor dos dois (sem spoilers para quem ainda não sabe o que acontece!). Em momento algum você duvida deste amor, sobretudo do dele. Aliás, você se apaixona pelos pombinhos vividos pelos atores Alden Ehrenreich e Alice Englert! Até as brigas entre os dois convencem o espectador! E nem precisamos dizer que Jeremy Irons, Viola Davis e Emma Thompson abrilhantam o filme com suas atuações!

Resultado: cinema cheio, muitas gargalhadas, lágrimas escorridas, um coro de “Ohmm” e uma salva de palmas da plateia no fim do filme de mais de duas horas, que não cansa. Pelo contrário, por aqui, estamos ansiosas pela continuação.




E você, está louco para ver o filme? Já leu Dezesseis Luas?
Não deixe de ler Dezessete Luas e não perca o mais novo livro: Dezoito Luas.

Um beijo,
Equipe Galera Record

27 de fev. de 2013

Galera Pop - Trilha sonora das telinhas



A gente sabe que não existe uma categoria no Globo de Ouro e Emmy (pelo menos não entre as principais) para premiar as melhores trilhas sonoras dos seriados. MAS POR QUÊ?

Os filmes ganham Oscars de melhor canção original e outros tantos prêmios por trilhas sonoras, mas nadinha para as séries. Acho injusto. Nas telinhas, às vezes as músicas conseguem salvar até o mais chato dos episódios, então nada mais justo do que elas terem seu valor reconhecido!!!

Dia desses fui perceber que as poucas músicas boas que tenho no meu computador são de trilhas sonoras de séries. Como assim gente? Hahahaha! Sempre amei cantar, música me faz feliz e deixa qualquer situação chata e/ou triste completamente incrível se a música certa estiver passando na hora certa. Mas o que acontece é que tenho um gosto musical, vamos dizer, bastante duvidoso... Você acharia no meu iTunes algumas músicas pops para adolescentes desesperadas que não me dariam nenhum orgulho.

Mas lá estão elas, as trilhas sonoras das minhas séries sendo a salvação das minhas playlists cheias de One D... deixa para lá.

A lista seria gigantesca, então aí vai uma seleção bem especial com músicas fofas e inspiradoras que transformaram alguns episódios:

SMALLVILLE

You and Me – Lifehouse




Smallville já acabou faz tempo, e eu parei de ver até antes disso. Mas a trilha sonora sempre foi um dos pontos altos do seriado. Grande parte das músicas “salva iTunes” que tenho por aqui vem de lá.



GREY’S ANATOMY

Chasing Cars – Grey’s Anatomy cast




Essa é indicação dos meus amigos Vitor e Bárbara. Segundo eles a série tem uma das melhores trilhas sonoras de todas. Eu vi só umas duas temporadas, mas não tem como não concordar. Música certa para hora certa é tudo.


GILMORE GIRLS

Where you lead – Carol King




Além da série maravilhosa, a música era um ponto forte quando a gente acompanhava a vida da Rory e da Lorelai. Desde a abertura absolutamente perfeita e que representa tudo que Gilmore Girls é, não dá para esquecer as músicas folks que passavam em quase todo episódio. Descanso para os ouvidos...



GIRLS


Sight Of The Sun – Fun.




Girls é uma das melhores séries dos últimos tempos. Disso não há dúvidas. Mas e a trilha sonora? Outra perfeição! A Lena capricha nos mínimos detalhes, escolhendo desde músicas de bandas conhecidas (como essa aí do Fun.:) a coisas novas que me empolgam até o último minutinho quando a tela fica preta.



Veronica Mars 


We Used To Be Friends - Dandy Warhols




Resolvi assistir Veronica Mars porque uma amiga minha é a maior fã do mundo da série e insistiu muito na época. O que posso dizer? Me arrependendo de cada dia que enrolei para começar a ver os dvds, não é só o enredo e personagens que são de matar. A trilha sonora também! Inclusive o tema de abertura. Priceless.



Essas são algumas das minhas favoritas. E para você, qual série tem a melhor trilha sonora?



Xoxo,
Nanda
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Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).

22 de fev. de 2013

Sonho É uma escolha, por @vivimaurey

A Frini, na coluna LINDA da semana retrasada, tocou num ponto que, pessoalmente, mexe muito comigo. Eu concordo. Largar tudo pra viver um sonho não significa deixar se ser responsável ou deixar de pagar as contas. Tudo depende da sua realidade, do sonho em si, do que significa pra você realmente "largar tudo". Às vezes, pra viver um sonho nem é preciso praticar o radicalismo, digamos assim.

Quando larguei o trabalho fixo para escrever um livro, ainda contava com um dinheiro dos freelas de revisão. Quando a coisa apertava, sabia que precisava dividir meu tempo. Meu sonho é prioridade, minha vida também, mas isso não quer dizer que eu tenha que passar por cima de tudo e todos para conseguir realizá-lo. 

Muito pelo contrário. Eu moro com minha mãe e dependo dela para muitas coisas. Em parte por não ter dinheiro o suficiente para me sustentar sozinha, parte por não querer deixá-la sozinha. Isso é uma decisão e faz parte de mim. Assim como escrever livros e publicá-los. Não é apenas um sonho. É um objetivo de vida. Seja com 20, 30, 50 ou 70 anos. 



Realizar um sonho faz parte de tudo da mesma forma que juntamos dinheiro para viajar, para estudar ou casar e ter filhos. É um trabalho, um esforço, como colocou a Frini, que temos que diariamente alimentar. Um sonho não se realiza sozinho assim como a vida não cresce sem os cuidados apropriados.

Eu sei o que é fazer sacrifícios e correr atrás do que eu amo fazer, muita gente sabe, embora muitas vezes o problema não esteja relacionado ao que se deve fazer, mas com as pessoas ao redor. A gente ouve o amigo, a família e os próximos, porque gostamos e confiamos neles e nas opiniões que eles oferecem. Mas nem sempre eles sabem o que é melhor para você. E podem acabar te fazendo duvidar do que é possível. 

Às vezes, uma frase apenas ou uma palavra, até mesmo uma reação podem fazer você mudar de ideia ou desistir de um sonho. O que mais importa nesse momento não é o esforço de concretizá-lo, mas de se conhecer bem e saber o que quer a ponto de não desistir, independentemente das circunstâncias.

Sábios já diziam: prioridades e escolhas são os únicos grandes obstáculos. O resto é paisagem.

Ps. Leiam a coluna da Frini! Ela que abordou o assunto. Isso aqui é uma mera observação, risos.


18 de fev. de 2013

TONS DA GALERA - HITCHCOCK


Está passando na TV a cabo o filme The Girl, com Sienna Miller interpretando Tippi Hedren, uma das muitas musas loiras de Alfred Hitchcok, e retratando os bastidores de suas produções Os Pássaros e Marnie - Confissões de uma Ladra, nos anos 1960.
Além do gostinho de ver como o maior mestre do suspense do cinema trabalhava (um verdadeiro carrasco! Controlando até o tom de batom que Tippi deveria usar, e fazendo-a repetir ao longo de cinco dias a cena em que é atacada pelos pássaros), o figurino e maquiagem de Sienna, bem ladylike, estão impecáveis!

Aliás, as heroínas de Hitch, geralmente loiras geladas, são ícones de estilo desde que apareceram nas telas pela primeira vez, com Grace Kelly como sua maior representante. Quem não se lembra dos figurinos e das pérolas da socialite Lisa, de Janela Indiscreta? O diretor tinha grande preocupação com cada detalhe. Em Os Pássaros, por exemplo, o tom de verde cítrico que Tippi usa em seus tailleurs foi escolhido meticulosamente por ele para incomodar o espectador.

Outro filme sobre o mestre que chega em breve é Hitchcock, com Anthony Hopkins e Scarlett Johansson, dessa vez sobre os bastidores de Psicose. Nele vemos que óculos gatinho e bolsas tipo “doctor bag” já eram sacadas fashion de Hitch há muitas décadas. Preparei um passo a passo para a gente se inspirar! Afinal, em tempos como os nossos uma dose de classe hitchcokiana é sempre muito bem vinda!

                      



Maquiagem e esmaltes O Boticário, Acessórios Accessorize, tecido colante e luminária Caramujo, óculos Chilli Beans, bolsa Mr.Cat, livro Amazon (Hitchcock Style, Jean-Pierre Dufreigne).

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Alda Lima começou a respirar moda ainda na barriga da mãe, que viajava a trabalho para pesquisar e comprar as últimas tendências. Formada em Cenografia, hoje trabalha com Visual Merchandising e Produção de Moda numa grife carioca. Nas horas vagas traduz para a Record, vê séries e filmes, e e alimenta os vícios no Pinterest e em cheesecake.

15 de fev. de 2013

PAPOS DE SEXTA - O INSUBSTITUÍVEL CHEIRO DO LIVRO, POR RAFAELLA FUSTAGNO


Demorei para me render, é verdade. Na verdade nem posso dizer que me rendi por completo. No final do ano passado ganhei de Natal um kindle. Com ele nas mãos me senti  tão poderosa, comprei logo dois livros, ou melhor, dois arquivos, que impressos dariam pelo menos umas 400 páginas cada um. Comprei uma capa para protegê-lo, entrei no metrô com ele em punho e comecei a ler meu primeiro livro digital. Pensei : “Ai, como estou moderna!”, para virar as páginas eu somente apertava uma tecla, podia aumentar a letra, podia ligar e desligar, e a página estava lá gravada. Sem contar no máximo que foi usar o wireless e comprar com um clique livros que imediatamente eram baixados para o aparelho.

Para quem já tem há um tempo vai falar que eu sou da era jurássica, mas eu me encantei com ele nos primeiros 10 dias. Sim, digo primeiros 10 dias porque ao entrar em uma livraria aquele monte de capas lindas impressas me olhando e pedindo para serem levadas para casa e admiradas na estante, falaram mais alto. Mesmo tendo o kindle, eu continuei comprando muitos livros impressos, e olha que me enganei achando que diminuiria . Foi então que vi que sou antiga mesmo, que o que eu mais amo é entrar naqueles labirintos de estantes das livrarias aqui do Centro do Rio, ver aquele colorido, achar o livro que quero, tirar foto da capa e postar no Instagram colocando sempre “#queromuito” e logicamente sentir o cheiro dele. Cheiro? Sim....eu amo cheiro de livro, gosto de abri-lo bem no meio e dar aquela fungada, aquele cheiro que só eu entendo como é prazeroso sentir... cheiro de papel, novo, de impressão, sei lá... só quem também ama esse cheiro sabe explicar.



Esse mês resolvi unir a modernidade ao tradicional: continuar comprando meus livros e os apreciando na estante, os cheirando como assim fazem os que como eu são viciados, mas admito que o kindle tem lá seu charme,  por isso voltei a usá-lo . Mais de mil livros — ou melhor e-books — podendo ser armazenados naquele aparelhinho tão leve e pequeno... que a bateria dura por dias... como resistir?

Consegui assim juntar as paixões, meu kindle vive na bolsa de novo, e o livro pesado, com cheiro de novo ou não  está sempre por perto, assim, nunca corro o risco de um terminar e não ter outro imediatamente para ler. Já pensaram que horror? Um trajeto inteiro ainda pela frente de volta para casa e nada para ler até o final? Pesadelo define.

Não consigo imaginar uma vida sem livros impressos, mas também por uma questão de espaço os e-books são  uma excelente forma de ser ter mais livros sem precisar brigar por uma casa só de estantes para você. E aquele livro chatinho que você não gostou tanto não vai ocupar tanto espaço.

E você, já se rendeu aos e-books? Eu ainda tenho aquele ar saudosista e prefiro o livro impresso ;)

8 de fev. de 2013

Papos de Sexta – Basta – por Frini Georgakopoulos


“Aceitamos o amor que achamos que merecemos”.

OK, mas só o amor? E o respeito? E as oportunidades?

Autoestima ou a falta dela é um dos temas recorrentes em escrita jovem-adulta porque é algo que enfrentamos muito nessa época. Mas só nessa época? Quando se está trabalhando feito uma louca e o respeito profissional com você desaparece; quando gostaria de fazer A, mas acha que não tem capacidade porque dizem que é difícil e o que sempre foi feito é B. Por que não tentar? Por que achar que não merece? Eles não te fizeram, então não têm o poder de te quebrar.


Quando está na hora de fazer acontecer e quando está na hora de dizer “basta”?

Meg Cabot fechou bem a série “A Mediadora”, mas anunciou que escreverá um sétimo livro e que será bem longo. A série foi bem encerrada, mas sempre quis ler mais sobre Suzannah e Jesse. Mas e se ela estragar? Fico feliz, apreensiva, ambos ou nenhum?

J. K. Rowling conquistou o mundo com Harry Potter e agora enfrenta a crítica dos fãs com um livro completamente diferente. Ela não insistiu, mas se aventurou. Deu certo como esperava?


“Corra atrás de seus sonhos. Viva a vida que imaginou”.
Lindo, mas pago as contas como? E as reponsabilidades?

Vou largar tudo e ser autora, bailarina, acrobata! Ok, mas não acontece da noite para o dia... não como regra e sim como exceção. Não tem lugar para todo mundo. Ok, mas isso vai fazer desanimar e engavetar o talento, a vontade? Não. Os planos mudam de curso, mas o destino é o mesmo. Se existe uma vontade, existe um meio. Ele não vai aparecer sempre em uma bandeja de prata, mas no fundo de uma caverna, sendo guardado por um dragão. Enfrente, vença. Ou desista. Tudo bem. Não importa a não ser que você se importe.

As dificuldades em encontrar a pessoa certa, em se realizar profissionalmente, em conquistar “nosso lugar ao sol” sempre vão existir. A vida é simples, mas nós teimamos em complicar, pois uma coisa chamada Felicidade nos faz brincar de pique-pega com ela. Mas, muitas vezes, ela vem acompanhada da Dúvida e do Medo. E quando essa dupla acha que nos conquistou de vez, a sempre resistente Esperança aparece para dar uma mãozinha.

Essa coluna pode parecer sem pé nem cabeça, principalmente para quem está pronto para cair na folia. Na verdade, ela é um convite: toda vez que alguém o colocar para baixo — mesmo que essa pessoa seja você —, pare e reflita. No fim do dia — independente da idade, da época, da situação —, o único fator que importa é se você foi dormir se sentindo uma pessoa melhor do que quando acordou. O resto é resto. Boa folia!

6 de fev. de 2013

Galera Pop - Como é difícil ser eu longe das minhas séries (e GIRLS!)


Voltei! Ainda se lembram de mim? Já faz quase dois meses desde minha última coluna, mas eu garanto queminha esculpa é boa: estou em Londres! Desde o comecinho de dezembro estou por aqui fazendo um curso de inglês e outro de fotografia. Por isso a falta de tempo para escrever aqui (ou no meu blog). Não é frescura, EU JURO! Tempo quando você faz intercâmbio, pelo menos desses mais curtinhos, é uma coisa que não EXISTE. Eu estou em todos os lugares o tempo todo e não quero parar nunca. Porque afinal, vai saber quando eu vou ter essa chance de novo, não é mesmo?

O que me leva ao tema de hoje, COMO É COMPLICADO SER EU MESMA LONGE DAS MINHAS SÉRIES PREFERIDAS. Tudo bem, não é como se eu estivesse em outro planeta longe de tudo e de todos os episódios, mas é complicado mesmo me manter atualizada. E não sei como é para vocês, mas as séries são muito mais que um hobby. É uma coisa que eu quero ter comigo pelo o resto da minha vida. Quero escrever e comentar sobre elas para todo mundo que quiser ouvir e tenho certeza que eu nunca vou cansar. Afinal, não tenho essa desculpa de “falta de material”.

Me sinto diferente, um pouco “perdida” quando vejo algum comentário no facebook sobre algum episódio que eu ainda não vi. É como se outra pessoa tivesse tomado conta de mim e a British Nanda não soubesse ainda o que aconteceu no final da temporada de American Horror Story (ela não sabe hahahahaha). Então basicamente estou atrasada em TODAS as minhas séries, menos Girls.
Dia 13 de Janeiro de Fevereiro a segunda temporada do maravilhoso programa da HBO voltou ao ar! E não poderia ter sido em data melhor, no mesmo dia Lena Dunham foi premiada como melhor atriz e Girls como melhor comédia no Globo de Ouro. Tem como ter sido uma estreia melhor?

Fiquei muito orgulhosa. O seriado é um dos mais queridos tanto pela crítica especializada quanto por nós, o maravilhoso *cof cof* público. Quer dizer, não é para qualquer um receber amor por todos os lados. Me deixa surpresa ver que pela primeira vez (desde que eu acompanho tv, pelo menos) um seriado que mostra a realidade foi tão bem aceito. As coisas nem sempre são um mar de rosas, e ver que não estamos sozinhas nessas fases chatas da vida ajuda, e muito. Por isso eu amo Girls. Eu quero me ver na telinha às vezes (sou um mix de Shoshanna e Hannah), ver minhas amigas e perceber que por mais horríveis que as coisas possam parecer de vez em quando, É SÓ UMA FASE!!!!

Quarta, peguei a edição da revista Stylist saindo do metro, e imagina quem estava na capa: LENA DUNHAM!
 SUPERGIRL – Lena Dunham: Aqui para salvar nessa geração

Que esse ano nos traga muitas novidades legais para gente assistir. Na próxima trago alguma série nova ;) Deixa só eu voltar para casa antes e ser eu de novo...

Xoxo,
Nanda
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Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).

4 de fev. de 2013

Tons da Galera - Moda em movimento

Não é de hoje que as marcas investem em vídeos para divulgar suas coleções e conceitos. A novidade é o uso cada vez mais constante de protagonistas da vida real em historinhas divertidas ou simplesmente surreais.

Uma das últimas a melhor investir nesse formato foi a Louis Vuitton, que chamou as blogueiras top Elin Kling, Hanneli Mustaparta e Miroslava Duma para lançar suas Mini Mon Amour, bolsinhas micro e super charmosas em verniz e tons de pink, coral, vermelho e laranja, em tempo para o Valentine´s Day, dia dos Namorados lá fora.

Mas quem se superou mesmo foi a Seafarer, marca de jeans ícone dos anos 1970, queridinha de musas como Brigitte Bardot e Jane Birkin. A blogueira Garance Doré foi convidada a criar (e participar, por que não?) dessa série de três vídeos hilários e meio nonsense com perfume de episódio de As Panteras. A marca francesa atingiu o objetivo em cheio: deixou todas com água na boca pelos jeans de boca larga e cintura alta. Vale a pena ver os três vídeos e acompanhar a história toda!

1 de fev. de 2013

PAPOS DE SEXTA - Opinião: Você tem a sua e eu tenho a minha, por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Cada um tem a sua opinião sobre todas as coisas. Cada um pode pensar o que quiser de qualquer coisa. Mas isso não justifica usar a “Liberdade de expressão” para ofender qualquer pessoa. Já ouviram falar em “A sua liberdade vai até onde a minha começa”?

Não podemos evitar as discordâncias de pensamentos. É inútil acreditar que todos gostarão de nós, do que gostamos e de quem gostamos. Sempre terá alguém que vai discordar. A grande sacada para a convivência é saber respeitar. 

Você tem o direito de dizer o que acredita ser a verdade universal. Tem o direito de tentar convencer alguém do contrário e, quem sabe, mudar o pensamento de qualquer pessoa. Mas não tem nenhum direito de atacar essa pessoa por pura e simplesmente falta de argumentos para confrontar sua opinião. Ou seja, você pode falar o que quiser sobre o que você acha ser certo. Mas sua liberdade de expressão acaba no mesmo momento que você ofende diretamente a pessoa que discorda de você.

Sendo fã de livros, autores, filmes, time etc., sempre tive de lidar com pessoas que não concordavam comigo. Aliás, estando exposta na internet com um blog e, principalmente, com um canal no youtube, é muito fácil ter alguém que discorde de mim sobre qualquer coisa. Por acaso, eu tenho a sorte de precisar lidar com poucos casos de desrespeito direto. E quando acontece é por QUALQUER coisa, acredite.

Seja porque eu gosto de livros Jovem-Adulto, porque eu não gostei daquele livro que virou modinha,  porque eu raramente gosto de livros históricos, porque eu não gosto de Senhor dos Anéis, porque eu sou garota (é), porque eu não tenho inteligência suficiente para entender a profundidade daquela história. Simplesmente porque eu não me encaixo em qualquer coisa que as pessoas entendem por verdade absoluta.

Se você discordar de mim e de qualquer outra pessoa, primeiro, respeite a opinião contrária. Se você quiser que a pessoa pelo menos tenha uma visão diferente e, quem sabe, concorde com você, tente apresentar os argumentos, tente convencê-la que a sua opinião é mais válida que a dela.

Isso vale para qualquer coisa.

30 de jan. de 2013

GALERA POP – CAÇA AOS GÂNGSTERES

Você já viu esse filme antes: Caça aos Gângsteres mistura a trama e a estrutura de Os Intocáveis (1986) com a ambientação de Los Angeles – Cidade Proibida (1997). Revelado pela comédia Zumbilândia, o diretor Ruben Fleischer parece mais perdido do que figurante em tiroteiro ao encarar um gênero que tem uma linguagem própria, porém cheia de armadilhas fáceis e clichês manjados. E o cineasta justamente cai em todas essas armadilhas e arrasta consigo um bom elenco — Josh Brolin, Ryan Goslin, Sean Penn, Emma Stone — que merecia um material melhor. 

A história é baseada em fatos reais, narrados no livro Gangster Squad: Covert Cops, the Mob, and the Battle for Los Angeles (“Esquadrão Antigângsteres: Policiais Infiltrados, a Máfia e a Batalha por Los Angeles”, em tradução livre). Na Los Angeles de 1949, o mafioso judeu Mickey Cohen (Sean Penn) decide firmar um império na Costa Oeste dos EUA na base da truculência, após romper com o também judeu Meyer Lanski (ambos aparecem em Bugsy, de Warren Beaty, com Harvey Keitel como Cohen). Violentíssimo e ambicioso, Mickey Cohen tem a cidade inteira no bolso, a não ser por um esquadrão de policiais incorruptíveis montado para derrubá-lo, liderado por John O'Mara (Brolin). Ryan Gosling vive Jerry Wooters, o charmoso detetive que reluta em participar da operação até se envolver com a namorada de Cohen, Grace (Emma Stone). 
Este romance é um dos pontos descabidos da trama. Mickey Cohen sabe de tudo que acontece em Los Angeles, mas parece não perceber que a namorada some por horas e passa noites em outra casa, pondo-lhe um par de chifres. Em um filme carregado de clichês, onde está aquele em que o mafioso designa um motorista de confiança para ficar de olho na mulher ou manda um capanga segui-la quando dá por falta dela? O esquadrão em si é outro poço de lugares-comuns, em que cada integrante tem apenas uma função e é apenas definido por ela, sem se estabelecer como um personagem em si. Há o atirador de elite, o perito em escutas, o motorista de fugas. . . mas nenhum demonstra personalidade além de render boas piadas, momentos em que o diretor se sente mais à vontade. 

O resultado é um Os Intocáveis aguado e previsível, com tantas inconsistências e buracos na trama que haveria espaço para a trupe de Eliott Ness passar dando tchauzinho. Restam apenas o deleite de ver Los Angeles capturada pelas lentes de Dion Beebe (Oscar por Memórias de uma Gueixa; indicação por Chicago) e a diversão diante de uma apresentação da nossa Carmem Miranda (Yvette Tucker) cantando “chica-chica-bum” enquanto a boate dos mafiosos é invadida.

Mais informações no site oficial.
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André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com aRevista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).

25 de jan. de 2013

Papos de Sexta - De volta no tempo, por @vivimaurey

Eu finalmente comprei um par de patins! Já andei três vezes no calçadão da praia e ganhei uma super bolha no pé direito, para me lembrar todos os dias do meu esforço e força de vontade, risos. Mas não é exatamente sobre a minha conquista que eu vim falar na coluna de hoje. Vim comentar um assunto que me ocorreu no momento em que eu patinava e olhava distraída para as pessoas que passavam por mim correndo ou pedalando.

Na hora, a música que tocava no meu smartphone era "I Will Find You", da banda Clannad, e tema do filme "O Último dos Mohicanos". A música é fantástica, linda demais, mas é melhor nem perder tempo falando agora sobre ela. A questão é: Dr. Who invadiu meus pensamentos. (Para quem não sabe Dr. Who é um seriado que completa 50 anos de existência agora em 2013.)

Por trinta minutos e quarenta segundos, contados no meu aplicativo de corrida, eu não consegui parar de pensar em como seria se o Doctor (protagonista da série) viesse e me levasse para viajar no tempo com a Tardis (a máquina do tempo do personagem). Ele me ofereceu (no sonho alerta, rs) uma viagem ao meu passado. Qualquer momento da minha vida. Qualquer dia. Proposta indecente.

Para ser bem sincera, tive bastante dificuldade para decidir. Eu amo muito minha infância e, apesar de nem ter vivido tanto assim, tive milhões de momentos "eternos" que gostaria de revivê-los. Menos a "pós-adolescência". Essa eu dispenso. Dos meus dezesseis até vinte e um minha vida foi um desastre só. Não me arrependo de nada, pois acho que tudo o que fiz me ajudou a construir meu caráter e fortalecer para o que ainda estava por vir, mas não gostaria nem um pouco de tornar a ver esses dias de puro drama.

Foi pensando na época que me apaixonei pela primeira vez - eu tinha 12 anos - que tomei uma decisão. É para lá que eu gostaria de ir com a Tardis e visitar meus dias de sofrimento amoroso, dramas de amor platônico, recheado de "oh céus, oh vida, por que ele tem namorada?" e assim por diante. Os amigos da época e a inocência do dia-a-dia. Tempos de escola, tardes livres e noites tranquilas. Beleza pura. Eu era feliz e sabia.

No entanto, fico pensando se eu teria mudado alguma coisa...
Se eu teria dito algo para essa outra Vivi. A Vivi mais nova.
Talvez não.
Provavelmente ficaria de longe, só olhando, relembrando, escutando e observando.

Imagino que mesmo que a gente possa "reviver" o passado, não adianta querer estragá-lo com spoilers (risos!). A graça é viver sem saber o que vai acontecer.
Afinal, a gente precisa encontrar nossas próprias respostas, sozinhos. Não é?

Se você tivesse como viajar no tempo com a Tardis e uma chance de rever seu passado, para quando em sua vida você iria?

21 de jan. de 2013

Tons da Galera - Carrie está de volta


Carrie Bradshaw, a inesquecível e fashionista protagonista de Sex and the City está de volta, alguns anos mais nova. Os livros Os Diários de Carrie e Os Diários de Carrie vol. 2: O Verão e a Cidade já foram lançados pela Galera da Record há um tempo, mas agora acaba de estrear nos Estados Unidos a série baseada nos livros, que conta como Carrie saiu de sua cidadezinha natal no meio dos anos 1980 para estudar em Nova York, onde conhece Samantha, Miranda, Charlotte e, um dia, é claro, seu eterno amor Big. 

Pelos livros já dava pra sacar que a Srta. Bradshaw era ousada no comportamento e no modo de se vestir desde sempre. Se na série original a Carrie mais velha criou uma febre com seu colar personalizado, que vemos nos pescoços das fãs por aí até hoje, a Carrie adolescente já prometia causar com a “bolsa Carrie” que ela customiza e a acompanha nos livros, e que também já está rendendo depois de apenas um capítulo da série. Já tem sites como o da Forever21 com tutorial ensinando a fazer a sua, e aplicativo no facebook para criar a versão virtual.

Não podemos negar que sentimos saudades dos modelitos irreverentes da dona do closet (e das bolsas e dos sapatos e dos acessórios) mais cobiçados da TV, e que estamos felizes por voltar a vê-los toda semana. 

A série estreia aqui no Brasil em maio, com uma trilha sonora 80’s deliciosa de bônus, mas por enquanto dá para ir se deliciando com os livros e fotos como essas aqui:


Os diários:



A já falada "Carrie bag":


O famoso "colar da Carrie":


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Alda Lima começou a respirar moda ainda na barriga da mãe, que viajava a trabalho para pesquisar e comprar as últimas tendências. Formada em Cenografia, hoje trabalha com Visual Merchandising e Produção de Moda numa grife carioca. Nas horas vagas traduz para a Record, vê séries e filmes, e e alimenta os vícios no Pinterest e em cheesecake.



18 de jan. de 2013

PAPOS DE SEXTA - Era uma vez um final (in)feliz, POR RAFAELLA FUSTAGNO


Quando eu era criança meus pais liam para mim histórias de contos de fadas em que a princesa, mesmo tendo sofrido muito, sempre terminava feliz ao lado do príncipe. Sempre começava com “Era uma vez” e terminava com “...e foram felizes para sempre.” Eu amava ouvir que se beijássemos um sapo ele se transformaria em um belo rapaz, mas nunca cheguei a beijar sapos por aí... Pelo menos não quando era criança. Conforme fui crescendo as histórias tomaram outra forma. Vi que o amor nem sempre era tão indolor, chorei muito com Romeu e Julieta e nunca entendi porque autores, em geral, separavam o casal boa parte do tempo para somente os juntarem no final.

Um belo dia comecei a ler livros mais adultos, com temas como traição, com mocinhas que sofriam pelo amor dividido entre dois gatinhos (né Frini? Rs) e com algumas histórias que não tinham o  final tão feliz quanto eu queria, ou melhor, que imaginava.

Pensei em tudo isso nesses dias porque obviamente você, assim como eu, em alguma etapa de sua vida já sofreu por amor, certo?  Alguns em doses maiores, outros em doses menores, mas sim, já sofremos. Seja quando éramos crianças e sonhávamos casar com o professor de educação física, ou anos mais tarde, quando o carinha da escola pelo qual se encantou demonstrou todo o amor... mas pela sua melhor amiga! Ai, como dói não ser correspondido.

Aí a gente cresce mais ainda e descobre que com as responsabilidades da vida também vem namoros mais adultos, às vezes quase um casamento. Onde temos de dividir o namorado com a faculdade, o trabalho e/ou amigos. Quando tudo vai bem, a gente vive sorrindo. Mas e quando alguma coisa vai mal? E por um segundo você nem viu que seu príncipe virou sapo (sim, ao contrário) e não gosta mais de você, ou gosta, mas não ama, ou tem outra, ou não sabe o que quer da vida... Como fica? 

Tenho amigas que comem sorvete até ganhar todos os quilos que suaram para perder, outras não comem e viram modelos em questão de meses, tem as que choram muito, tem as que não choram, mas xingam e postam todas a raiva no Facebook – de preferência público para ele e aquelazinha verem o como você está ótima sem ele... ou não!. Mas tem as que reagem caladas. Ela sofrem quietas, elas relêem os livros de amor e se perguntam onde erraram e porque sua história não foi tão linda como aquela... 

Ou como eu me peguei outro dia... quando um gatinho some... onde mesmo está o outro ? Ah sim, a vida não é tão simples, nem todo mundo é Elena Salvatore para ter dois lutando por ela, ou Blair Waldorf para ter grana suficiente para afogar as mágoas na Louis Vuitton mais próxima. Dizem que é sempre melhor sofrer em Paris do que no Rio de Janeiro... Como eu não tive opção, quando sofri foi olhando o Cristo e não a Torre Eiffel. Mas não deixei de achar que a ajuda veio lá de cima de certa forma para que eu voltasse a ver graça e a acreditar nas lindas histórias que ouvi desde criancinha.

Mas sabe porque quis escrever essa coluna? Para dividir com vocês que nem sempre a vida é só bela. Você vai chorar, muito. Vai achar que a vida não tem graça. Vai se perguntar por que justo com você, afinal vocês eram tão felizes? Vai se achar feia, gorda e mal vestida. Vai fugir de todos os espelhos e livros românticos que achar pela frente. Vai ter raiva dos dias de sol. Vai querer ficar o dia inteiro na cama lamentando o quanto você é a mais infeliz das criaturas e vai achar que seu mundo acabou.

E sabe porque digo isso? Porque eu fiz isso. E não foi uma nem duas vezes... Mas também foram inúmeras as vezes que dei a volta por cima... que voltei a sorrir e a achar graça nos romances mais açucarados com os finais que ouvíamos quando éramos crianças... E vai lembrar do sofrimento como algo distante... algo como “Era uma vez...” 

Porque no final, a vida é mesmo um livro e o passado é mais um capítulo do qual a gente deve virar a página para que possamos viver os próximos. ;)

16 de jan. de 2013

GALERA POP – DJANGO LIVRE



Na cruzada para passar a limpo os gêneros que marcaram sua formação cinematográfica, Quentin Tarantino chega ao faroeste-espaguete com Django Livre, em que imprime toques da mesma blaxploitation que permeia o resto de sua obra. Como praticamente todos os filmes do cineasta, esta é mais uma história violenta de vingança. No Sul dos EUA, em 1858, três anos antes da Guerra Civil norteamericana, um escravo livre, Django (Jaime Foxx), torna-se caçador de recompensas e vai atrás da esposa, Brunhilda (Kerry Washington), que pertence ao cruel fazendeiro escravagista Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). O diretor, porém, deixa claro que mais importante que o resgate é o ajuste de contas de Django — como manda um bom faroeste do subgênero italiano que Tarantino reescreve com a verborragia e o verniz pop de sempre.

Django Livre tem quase três horas de duração, sendo que uma delas deve ter sido gasta apenas nas excessivas câmeras lentas. O filme é longo demais e atira em muitos alvos, infelizmente sem a precisão do protagonista. É feito de partes desconexas e banais, até que se revela “um filme de Quentin Tarantino” na parte da trama dentro da mansão do vilão.

O longa-metragem acerta em alguns pontos, no deboche demolidor contra o ridículo da Ku Klux Klan (a cena dos sacos de pano na cabeça é impagável), à inclusão de Samuel L. Jackson como um escravo de 76 anos que é o responsável pela fazenda de Calvin Candie — e é tão feitor dos demais escravos quanto os patrões brancos. É um dos personagens mais complexos e interessantes de Django Livre, ao lado do caçador de recompensas abolicionista vivido por Christoph Waltz, que ganhou um Oscar de ator coadjuvante pelo nazista de Bastardos Inglórios (também de Tarantino).

O pé de barro do filme está justamente em Django. O papel foi pensado para Will Smith e acabou nas mãos de alguém que desaparece ao lado de Christopher Waltz. O nome do protagonista está lá no cartaz, mas Jaime Foxx não se impõe e perde o filme para o colega de elenco. Talvez pela motivação rasa, Django é a pessoa menos interessante na tela, por mais que o roteiro se esforce em dizer que o personagem se destaca e chama atenção. Mas a boa intenção morre nas (muitas) palavras do texto de Quentin Tarantino, e Foxx não segura o longa-metragem.

Como sátira/faroeste revisionista, Django Livre se equilibra em uma corda bamba perigosa: é ao mesmo tempo uma obra crítica e voyeur da escravidão. Mostra o cotidiano de sofrimento dos negros com requintes de crueldade, no limiar entre a denúncia e a apreciação sádica. Ao menos é um filme que não passa em branco (desculpem o trocadilho).
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André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com aRevista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).

14 de jan. de 2013

SONS DA GALERA - AUSTIN MAHONE: O NOVO JUSTIN BIEBER?


Justin Bieber elevou o patamar para os novos jovens talentos. Todos querem um lugar ao sol! As comparações são inevitáveis: jovens, bonitos e talentosos.  Um nome desponta no início desse 2013. Austin Mahone, nascido no dia 4 de abril de 1996 na cidade de La Vernia, Texas, coleciona views no YouTube e likes no Facebook. Sua comunidade de fãs na maior rede social do mundo já contabiliza quase 2 milhões de Mahomies! Viu? A febre começa assim: os fãs se chamam de Mahomies! Alguma semelhança com o fenômeno Belieber?

Com quase 10 milhões de visualizações no YouTube, o primeiro single de Austin é o chiclete “Say Something”. O vídeo se passa num ambiente familiar aos jovens: o colégio, claro! É uma versão reloaded (digamos assim) de “Baby... One More Time” que lançou Britney Spears ao estrelato. A fórmula funciona! O cantor é carismático, tem os olhos azuis que faz qualquer menina se apaixonar e gritar. Gritar MUITO!

Numa recente visita promocional a Londres, Austin causou euforia à-la-Justin Bieber. E isso sem um álbum lançado ainda! Dá uma conferida no vídeo. Dica: abaixem o volume do seu computador. Não, sério. Abaixem.O.Volume.



O fofo deixa também uns recadinhos para as fãs brasileiras no Facebook. Tá certo ele. Tem de fazer o marketing pessoal no mercado brasileiro — o país que está entre os oito maiores consumidores de música do mundo. Quer se tornar um Mahomie? Fácil! Clica aqui:

Vamos ficar de olho e aguardar. Para conhecer o menino aqui vão os vídeos de “Say Something” e a nova “Say you’re just a friend”:





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Quando eu era pequeno eu tinha tantos livros que quando eu terminava de ler, eles viraram grandes labirintos, metrópoles à-la-Gotham City ou elaboradas pontes para os meus carrinhos. Amante dos livros e da música, tive a sorte de poder trabalhar com os dois e, o melhor de tudo, ao lado de grandes amigos!

7 de jan. de 2013

TONS DA GALERA - Review Fashion 2012


2012 finalmente acabou, mas como para alguns (e aqui eu levanto o dedo), os 366 dias do dito cujo não foram suficientes, ainda faltou um postzinho que tem a ver com o ano em que o mundo ia acabar, só que não. Prometo que post quem vem é bola pra frente e não se fala mais em passado!

O bacanérrimo site Refinery29 fez uma compilação sobre as tendências de moda de 2012 das quais mais vamos nos arrepender no futuro. Como foi um dia com a calça baggy, o nauru e a calça de bali, sabe? Dá arrepios só de pensar.

Fiz uma pequena adaptação incluindo e/ou tirando um item aqui e um item ali. Aí vai:
  • Conjuntinho de pijamas na rua – segundo o Refinery, essa moda é a versão da nossa década dos famosos casacos e calças de veludo da Juicy Couture, febre entre celebs como Paris Hilton nos anos 00. No Brasil não colou. Tem que ser muito, mas muito chique mesmo para convencer que você não se esqueceu de trocar de roupa ao sair de casa. Melhor apostar só na parte de baixo ou de cima do “pijama” de seda e mesmo assim com muito cuidado.
  • Clutches – Durinhas, pequenas, charmosas… elas são mesmo lindas para uma festa ou casamento. Mas só. Para a gente que se acostumou com as maxibolsas de alguns anos atrás, é dura a falta de espaço e ficar sem todos os nossos itens essenciais quando se precisa. Porque é claro que você mais precisa deles justo quando eles não estão na bolsa.
  • Moda de festivais – As camisetas podrinhas, tops fluorescentes, franjas, microssaias, chapéus de abas largas, botas surradas e blusas rasgadas estrategicamente, meio sem querer querendo, dominaram os festivais de música do ano passado. O Coachella deu a largada, e os outros copiaram. Só que à exaustão. Por mais que o look boho seja legal e as peças citadas acima também, todas usadas de uma vez chega, né?
  •  A saia mullet – Eu adoro! Mas o mullet em saias, vestidos, blusas e casacos, deixou algumas pessoas confusas. Em qual estação usar? No caso da saia, ela é longa, mas ao mesmo tempo não é. Esquenta ou não esquenta? Vale lembrar que um dia o corte de cabelo mullet também já foi cool. Será que o mesmo vai acontecer com essa febre fashion?
  • Sapatos peludos – Cruzes! Essa moda nem pegou aqui no Brasil, mas achei que valia a pena citar para quem não viu rir com a gente. A Celine tentou, mas não rolou. Melhor deixar para usar seus personagens dos Muppets como pantufas em casa.
  • Neon – O color blocking evoluiu e virou uma enxurrada de neon nas ruas. Um detalhe aqui e outro lá até vai, mas essa é uma tendência que de tão chamativa cansa muito rápido. Moderação é a chave, combinado?
  • Sneakers – Acho que nunca vi uma moda pegar tão depressa no Brasil quanto os sneakers. Antes de chegar a uma conclusão sobre gostar ou não dos tênis de plataforma embutida, já se via tantos nas ruas que muita gente enjoou. Eu juro que até hoje estou em dúvida. Muita gente diz que vai continuar, mas os de uma cor só e mais discretos.
O que vocês acham que vai ser motivo de riso de nossos netos ao verem nossas fotos de 2012? Vocês incluiriam alguma moda aqui? E qual vocês tirariam?

Até a próxima, desta vez com os pés em 2013, e quem sabe usando sneakers?


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Alda Lima começou a respirar moda ainda na barriga da mãe, que viajava a trabalho para pesquisar e comprar as últimas tendências. Formada em Cenografia, hoje trabalha com Visual Merchandising e Produção de Moda numa grife carioca. Nas horas vagas traduz para a Record, vê séries e filmes, e e alimenta os vícios no Pinterest e em cheesecake.

4 de jan. de 2013

PAPOS DE SEXTA - 5 motivos para ter certeza que 2013 será incrível, por Garota It (PÂMELA GONÇALVES)

Comecei este ano com aquele pensamento de que este ano será incrível. Não porque eu tenha algum dom de prever o futuro, mas simplesmente pelo fato de que resolvi pensar no que de melhor vai acontecer em 2013.

1. Ele é um ano novo. Só pelo fato de ter 12 meses maravilhosos prontinhos para serem vividos já é um motivo para comemorar. Ano pela metade ou no final dá a sensação que a gente não tem tempo para terminar ou começar nada. Então se você tem um ano novo pela frente, comemore. Ele será incrível.

2. Muitos filmes novos estrearão este ano! Desde histórias inéditas muito legais, até as adaptações mais esperadas. Parece até mentira que este ano vou poder ver o Jace  Cidade dos Ossos no cinema!

3. Uma infinidade de livros será lançada. Livros dos nossos autores favoritos, sequências de séries que adoramos. Ou, quem sabe, aquele livro e autor que não conhecíamos e que irão marcar nossa vida para sempre. 

4. Este ano tem Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Um evento com pessoas que amam a mesma coisa que a gente! Se você não é do Rio ou não pode comparecer, que tal criar seu próprio evento de livros? Um Clube do Livro, por exemplo. Oportunidades não faltam e nenhuma desculpa é válida já que você também pode criar alguma coisa na internet para discutir o que você mais gosta! Que tal um vlog, blog ou quem sabe uma conta no Skoob ou Goodreads para conversar sobre livros?

5. Em 2013 você pode começar algo que queira muito fazer! Que tal arriscar? Não há motivos para adiar mais um pouco. Já dei o pontapé inicial para um dos maiores sonhos da minha vida. Faça alguma coisa para pelo menos começar algo que você quer muito fazer. Garanto que o mais difícil é exatamente isso, começar.

Eu estou bem contente com tudo que pode acontecer esse ano. Sei que depende só de mim. Aliás, a maioria das coisas que a gente quer fazer dependem apenas de uma outra coisa: nossa força de vontade. 

Podemos quebrar a cara? É claro! Mas somos os únicos responsáveis por escrever nossa própria história.