25 de jan de 2013

Papos de Sexta - De volta no tempo, por @vivimaurey

Eu finalmente comprei um par de patins! Já andei três vezes no calçadão da praia e ganhei uma super bolha no pé direito, para me lembrar todos os dias do meu esforço e força de vontade, risos. Mas não é exatamente sobre a minha conquista que eu vim falar na coluna de hoje. Vim comentar um assunto que me ocorreu no momento em que eu patinava e olhava distraída para as pessoas que passavam por mim correndo ou pedalando.

Na hora, a música que tocava no meu smartphone era "I Will Find You", da banda Clannad, e tema do filme "O Último dos Mohicanos". A música é fantástica, linda demais, mas é melhor nem perder tempo falando agora sobre ela. A questão é: Dr. Who invadiu meus pensamentos. (Para quem não sabe Dr. Who é um seriado que completa 50 anos de existência agora em 2013.)

Por trinta minutos e quarenta segundos, contados no meu aplicativo de corrida, eu não consegui parar de pensar em como seria se o Doctor (protagonista da série) viesse e me levasse para viajar no tempo com a Tardis (a máquina do tempo do personagem). Ele me ofereceu (no sonho alerta, rs) uma viagem ao meu passado. Qualquer momento da minha vida. Qualquer dia. Proposta indecente.

Para ser bem sincera, tive bastante dificuldade para decidir. Eu amo muito minha infância e, apesar de nem ter vivido tanto assim, tive milhões de momentos "eternos" que gostaria de revivê-los. Menos a "pós-adolescência". Essa eu dispenso. Dos meus dezesseis até vinte e um minha vida foi um desastre só. Não me arrependo de nada, pois acho que tudo o que fiz me ajudou a construir meu caráter e fortalecer para o que ainda estava por vir, mas não gostaria nem um pouco de tornar a ver esses dias de puro drama.

Foi pensando na época que me apaixonei pela primeira vez - eu tinha 12 anos - que tomei uma decisão. É para lá que eu gostaria de ir com a Tardis e visitar meus dias de sofrimento amoroso, dramas de amor platônico, recheado de "oh céus, oh vida, por que ele tem namorada?" e assim por diante. Os amigos da época e a inocência do dia-a-dia. Tempos de escola, tardes livres e noites tranquilas. Beleza pura. Eu era feliz e sabia.

No entanto, fico pensando se eu teria mudado alguma coisa...
Se eu teria dito algo para essa outra Vivi. A Vivi mais nova.
Talvez não.
Provavelmente ficaria de longe, só olhando, relembrando, escutando e observando.

Imagino que mesmo que a gente possa "reviver" o passado, não adianta querer estragá-lo com spoilers (risos!). A graça é viver sem saber o que vai acontecer.
Afinal, a gente precisa encontrar nossas próprias respostas, sozinhos. Não é?

Se você tivesse como viajar no tempo com a Tardis e uma chance de rever seu passado, para quando em sua vida você iria?

2 comentários:

Frini Georgakopoulos disse...

Vivi, eu AMEI a sua coluna! Sou mega nostálgica com a minha adolescência e me identifiquei de cara com seu texto. Acho que não queria viver tudo de novo, porque também amei cada segundo, mas queria ter a certeza de que a memória ficará para sempre e que novos momentos inesquecíveis virão ainda.
AMEI AMEI AMEI!
beijos
Frini

Vivi Maurey disse...

Sinto vontade de observar de novo, sabe? Por fora. Não preciso nem viver de novo aquilo, rs. Só ficar olhando algumas coisas que passaram, mais de perto, pq a memória depois de velha fica tão vaporosa, rs.

Yay! Que bom que gostou!