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16 de mar. de 2016

Galera Pop: American Crime Story


Ryan Murphy é nosso conhecido desde a época de Glee. Depois veio American Horror Story, The New Normal e Scream Queens. Então, claro, quando fiquei sabendo que ele produziria American Crime Story já me interessei. Afinal, as séries dele não costumam decepcionar.

American Crime Story segue o estilo antológico de American Horror Story, cada temporada apresenta uma história diferente. Nesse caso tendo como foco um crime famoso acontecido nos Estados Unidos. A primeira temporada, The People v. O.J. Simpson, vamos acompanhar os bastidores do julgamento de O.J. Simpson.


O.J. é um ex-jogador de futebol americano acusado de matar sua ex-mulher Nicole. A história se inicia logo após o crime e gira em torno do julgamento. O julgamento acontecido em 1994 foi transmitido pela TV, coberto exaustivamente pela imprensa e causou furor nos EUA, considerando que o acusado era uma figura muito famosa e querida pelo público. Li em alguns lugares que é considerado o “Julgamento do Século”... então tá.


Se você, como eu, é um pouco entendido da vida das celebridades o nome de O.J. Simpson vai parecer familiar. O ex-jogador foi defendido por Robert Kardashian, grande amigo dele e pai do clã Kardashian. Sim! Kim, Khloé, Kourtney e Rob são filhos de Robert que foi casado com Kris Jenner e faleceu em 2003. Até então ele não era “famoso”, o nome Kardashian ficou conhecido durante o julgamento. No início do terceiro episódio tem uma cena bem engraçadinha com Robert dando uma lição para os filhos que estão ficando impressionados com a repentina fama do papai “Vocês me conhecem e o que tento ensinar a vocês. Somos Kardashians. E nessa família, ser uma boa pessoa e um amigo leal é mais importante que fama. Fama é passageira. É vazia. Não significa nada sem um coração virtuoso.” Não preciso dizer que eles não absorveram bem o recado.


No elenco temos muitas carinhas conhecidas. Cuba Gooding Jr interpreta O.J. Simpson, John Travolta, que dispensa apresentações, é Robert Shapiro, um dos advogados de O.J., David Schwimmer, o Ross de Friends - saudades! Ele não faz muita tv e nem cinema, focou mais no teatro -, faz Robert Kardashian, amigo e advogado do acusado. Além de Sarah Paulson (American Horror Story) como a promotora Marcia Clark, Selma Blair no papel de Kris Jenner e participação de Connie Britton (Nashville) como Faye Resnick.


Mal comecei a assistir e fiquei grudada. Gosto de série assim, que já gruda na nossa cabeça e nem dá chance para desistir.  

Xoxo

9 de dez. de 2015

Galera Pop: Jessica Jones


Jessica Jones foi um presente fabuloso que Marvel e Netflix nos deram neste final de ano. Vou falar aqui como uma fã de séries comum, não sou adepta das histórias em quadrinhos. Então não se assustem, ou me julguem, mas eu nunca tinha ouvido falar dessa tal de Jessica Jones antes da Netflix divulgar que iria fazer a série. Então foi mais ou menos assim, eu fui lá assistir à série e me deparo com essa mulher forte, solitária e corajosa. Como de costume, fui procurar saber mais com meu amigo Google. Com mais noção do universo em que ela vive (não, eu não assisti e nem li o Demolidor) e mais conhecimento de alguns dos personagens foi tranquilo seguir os episódios.
Krysten Ritter, de Breaking Bad e Don’t Trust the B* in Apartment 23, foi a escolhida para interpretar a super-heroína. Mesmo não conhecendo a personagem, fiquei um pouco intrigada com a escolha da atriz. Já a conhecia de vários filmes e séries no melhor estilo “comédia romântica”, então fiquei meio na duvida ao imaginá-la interpretando uma personagem que não tivesse o estilo da melhor amiga da Becky Bloom ou da roomate folgada de Apartment 23. E foi uma surpresa muito boa! Se você a conhece pelos papéis mais água com açúcar, pode confiar, ela arrasa.



A série não trás aquela coisa de fantasia da HQ, Jessica não aparece usando uniforme, não voa e está longe de ser aquela típica heroína que estamos acostumados. Ela é bem “gente como a gente”, isso faz a série chamar tanta atenção, tem problemas reais, trabalho real, apartamento real. A moça usa seus poderes só no trabalho, ela é detetive particular. E nesse meio tempo, Jessica tem algumas visões perturbadoras. A gente (se você, como eu, não conhece a história) só começa a entender isso lá pelo terceiro episódio quando o vilão, interpretado pelo David Tennant (os whovians gritam!) aparece. Kilgrave tem o poder de controlar mentes; as pessoas fazem tudo que ele manda. O cara é obcecado pela Jessica, de quem se aproveitou no passado, e, quando ele volta, ela tem que lutar para sobreviver e resistir aos abusos do vilão.



Essa relação abusiva de que ela tenta se livrar, trouxe à tona um problema que muita mulheres sofrem. A luta que ela tem todo dia para se manter longe das garras dele é uma alusão clara aos relacionamentos abusivos que estão por toda parte. Disfarçados de “quem ama cuida”, ou seja qual for a desculpa esfarrapada que caras babacas dão para serem abusivos com suas companheiras. Não vou me estender nesse tópico, mas recomendo algumas leituras:

Krysten Ritter: ‘Jessica Jones é feminista com F maiúsculo':  http://www.brasilpost.com.br/2015/12/08/jessica-jones-feminista_n_8747884.html 

Jessica Jones e relacionamentos abusivos: 

Jessica Jones e o lado mais sombrio da Marvel: 

Jessica Jones é incrível e você PRECISA conhecê-la! Prometo que não vai se arrepender.

xoxo

Fernanda


8 de abr. de 2015

Galera Pop: 7 motivos para não perder Scream Queens


Já imaginou uma série misturando o terror de Pânico e American Horror Story com uma espécie de Regina George protagonista???!!! Ah, e isso criado pelo Ryan Murphy, que nos trouxe séries boas e que marcaram nossa geração... Glee mostrou muito bem.
Assim que vi o primeiro teaser da série em uma madrugada dessas, QUIS MUITO que outubro chegasse logo. Porque me pegaram de jeito, não dá pra saber se vai ser maravilhosa, mas eu sei que não posso perder e descobri qual é a delas.
Então vamos lá, 7 motivos para assistir a nova série do Ryan Murphy, Scream Queens:




1- Ryan Murphy! Quando foi que ele nos decepcionou com uma série nova? Glee, American Horror Story...


2- Dramédia de terror, olha só que gênero maravilhoso!! Na primeira temporada a trama gira em torno de assassinatos que ocorrem em uma universidade americana.


3- Temporadas independentes. Na mesma linha de American Horror Story, cada temporada vai trazer uma história independente com novos personagens. Então se você estiver com a grade cheia demais (aqui!) pode escolher ver uma temporada ou outra, não precisa passar anos e anos - o quanto durar a série - acompanhando a mesma história.

4- Lea Michele. Se você assistia Glee, nem vai ter tempo de ficar com saudades da Lea. A moça vai ser protagonista da série, e pelo que li por aí, com um papel bem diferente da Rachel.


5- Logo no primeiro episódio já vai ter personagem morrendo. Pois é, não espere uma fraternidade comum, as coisas por lá são tensas. Vamos dizer que é alguma coisa entre Meninas Malvadas e American Horror Story.

6- O elenco. Prepara: Além da Lea estão Emma Roberts, Keke Palmer, Nick Jonas (!), Diego Boneta, Abigail Breslin (não consigo superar que ela não é mais aquela menininha de Little Miss Sunshine), Julian Morris, Jamie Lee Curtis e Ariana Grande, a queridinha da música pop do momento. Eu fiquei empolgada! Elenco cheio de carinhas conhecidas, sempre me empolgo, e as expectativas são altas né? Melhor tomar cuidado.


7- Hitchcock. Ok... Vai ter um assassino parecido com o Norman Bates. Só de ter referência de Psicose já vale, vai...

E aí. Ficou com vontade de assistir?



Xoxo,
Nanda

14 de jan. de 2015

Galera Pop: Finding Carter

Oi! Eu estava sumida né?

Mas as séries não pararam! Muita coisa boa chegou para a gente, e muitas foram embora mais rápido ainda (Selfie, Manhattan Love Story...). Mas ces’t la vie.

Pensei em fazer a primeira coluna de 2015 com uma série de suspense totalmente fora do padrão MTV, mas não se engane: amo aquelas comédias cheias de palavrão! Viva Awkward.

Finding Carter é tão absurdamente especial que você poderia assisti-la em qualquer outro desses canais de "gente grande", onde os sucessos de crítica e audiência ficam. Pontos pra MTV. Eu, pelo menos, nunca vi algo desse nível por lá; não nesses mais ou menos 8 anos em que venho acompanhando séries.

Finding Carter

Carter (Kathryn Prescott) tem uma vida incrível ao lado da mãe amorosa e divertida, Lori (Milena Govich). Vamos colocar assim para todo mundo entender: Lori é a Lorelai (Gilmore Girls) rocker e ainda mais cool, com mais cara de irmã do que de filha (não se enganem, sou Team Lorelai na veia!). Se as visse na rua, até eu acreditaria que fossem irmãs.

Mas como nós já sabemos que a vida #nãotáfácil, Carter descobre que foi sequestrada quando pequena. A mãe maravilhosa não é a sua verdadeira mãe, mas uma sequestradora.

- 5 segundos de silêncio para absorver o choque- 

Agora imagina o baque?

Sua vida vira de ponta cabeça quando precisa voltar para a família biológica e conviver com os pais, o irmão mais novo e, SURPRESA, uma irmã gêmea. Todos completos estranhos na sua vida.

Demorei uns meses para descobrir a série. Quando peguei para ver, faltavam apenas dois episódios para terminar a temporada. Mas como sou super normal, assisti tudo em uma final de semana. Wow!

Trilha de tirar o fôlego, tem choro, tem romance fofinho, tem amizade forte.

Você tem todos os motivos para assistir, eu prometo!

E um empurrãozinho: A Carter é a Kathryn Prescott, a Emily (gêmea da Katy) de Skins!

Até breve!

Xoxo

Nanda

30 de jul. de 2014

Galera Pop: Guardiões da Galáxia


Quem não torceu a cara quando a Marvel anunciou que faria Guardiões da Galáxia. Vamos lá, admita aí, você também, todos nós. “Guardiões da Galáxia, quem?”, perguntou quem só conhece herói Marvel famoso. “Guardiões da Galáxia, quem?”, perguntou o leitor mais assíduo, que teve que puxar da memória. Pois sim, o longa-metragem chegou e tornou as expressões de desprezo e descrença em queixos caídos. É o melhor filme da Marvel, como apregoaram aos quatro ventos? Não, Os Vingadores ainda é mais redondo como obra cinematográfica, mas com certeza Guardiões da Galáxia é o mais divertido e feito com mais carinho.

Antes de mais nada, a nota enciclopédica: esses Guardiões da Galáxia são inspirados na formação de 2008 para a saga cósmica Aniquilação, publicada pela Marvel. Quase não têm a ver com a formação original de 1969, a não ser pelo uso do alienígena azulado Yondu (Michael Rooker, de The Walking Dead), aqui como coadjuvante e não um dos guardiões em si. O grupo é formado por Senhor das Estrelas (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (voz de Vin Diesel) e Rocket (voz de Bradley Cooper), heróis improváveis envolvidos na caçada e proteção a um objeto de grande poder, não muito diferente do Cubo Cósmico/Tesseract que moveu a trama de Os Vingadores.

A história é um samba-do-marvete-doido e começa com uma overdose de informações diferente do ritmo mais didático de outros filmes do estúdio — até porque, se fosse muito informativo, levaria meia hora apenas na introdução dos elementos. A trama em si é um corre-corre a respeito de quem passa o adversário (ou mesmo o aliado) para trás, em nome da recompensa por um orbe de grande poder. De olho no objeto cobiçado estão Ronan, o Acusador (Lee Pace), e Thanos (Josh Brolin), no campo dos vilões. No caminho, por motivações variadas, estão os “Guardiões da Galáxia”.

Movido a citações de cultura pop (acredite: até Kevin Bacon entra no caldeirão), tiradas infames e humor de recreio, o roteiro dá espaço para a caracterização típica da Marvel, e é ai que Guardiões da Galáxia ganha uma força impressionante. Os Vingadores beneficiou-se dos filmes anteriores de cada herói: foi só juntar todo mundo e pronto, deu liga (sem ser da justiça). Aqui, cada guardião tem pouco tempo para vender seu peixe, e todo mundo sabe que o feirante ganha a freguesa no grito, no preço e no frescor da mercadoria. Então é de tirar o chapéu que Pratt, Saldana e Cooper tenham feito tanto em tão pouco tempo de tela, porém é mais admirável como Vin Diesel, trabalhando com uma única frase (“eu sou Groot”) impressiona tanto. . . e ainda mais admirável o que o brutamontes Dave Bautista consegue na tela. Ele rouba cenas atuando bem, passando emoção e humor, indo de ator dramático a cômico. É a surpresa em um filme que, por si só, já é surpreendente que tenha sido concebido, quanto mais executado dessa forma extremamente gaiata e divertida.

Em tempo: há cena pós-créditos, mas não foi exibida na sessão de imprensa. Fique de olho.

O trailer e outras informações estão no site oficial: http://www.marvelbrasil.com/guardioes-da-galaxia


2 de jul. de 2014

Galera Pop: As garotas do futebol – Some Girls

Época de Copa, até eu que não suporto futebol (foi mal, fãs) não consigo me conter e me empolgo MUITO com todo esse clima de festa. Gostando ou não, é um evento que envolve todo mundo de alguma forma. Já vi gente que era contra a Copa mudar de ideia (muita gente). E euzinha, que não tenho lá muita paciência para aqueles 90 minutinhos na tv (são quase 4 episódios de uma série de comédia!), já fui a 5 jogos!!! E quero mais, se eu conseguir ingressos hahahaha! Gente de todo canto do mundo, todo mundo torcendo, novas amizades... É tudo tão bom que não devia durar só um mês! Queria Copa o ano todo. Mas, calma, Nanda. Não estou aqui para falar da Copa e das festividades. Na verdade, o futebol foi a inspiração para a série que vou indicar hoje para vocês:

SOME GIRLS

Quem já me acompanha por aqui sabe que eu sou #fanzoca de séries inglesas, e essa é mais uma delas. Some Girls é uma comédia que acompanha a rotina de Amber (Alice Felgate), Holli (Natasha Jones), Saz (Mandeep Dhillon) e Viva (Adelayo Adedayo), quatro adolescentes que fazem parte de uma equipe de futebol de uma escola só para mulheres. Aí vêm os clichês que eu adoro, a Holli, chav (leiam O Diário de uma Encrenqueira para mais detalhes sobre o termo) que faz pose de durona, mas tem bom coração. Amber, típica loira bobinha, coitada. Ela inventa cada palavra que você tem que voltar praticamente todas as suas falas para entender hahahahaha. Saz é a moça de família indiana desbocada, apesar de seguir as tradições e costumes que os pais impõem, ela é uma onça! Xinga e bate em todo mundo e é louca para se rebelar. 

Viva é a nossa protagonista, inteligente, bonita e apaixonada. Coitada. Sofre com o irmão adolescente babaca e a madrasta australiana que é uma bruxa, que para completar é a técnica do time das meninas.

O que eu mais gosto em Some Girls é a normalidade das garotas. Não são loucas supersexualizadas e movidas a drogas como em Skins, não tem tantos problemas como a Rae de My Mad Fat Diary ou são um bando de garotos bestas e pervertidos como em The Inbetweeners. Elas tem problemas, se divertem, se apaixonam, bebem, fazem sexo, ficam de castigo (hahahahaha), ganham e perdem jogos nas partidas de futebol e tudo isso é mostrado de uma forma bem leve e divertida. Para gente curtir mesmo: não tem aquele sofrimento ou é só palhaçada. 

Viva, Holli, Saz e Amber ARRASAM!

E para felicidade geral da nação, ou a minha e a dos adolescentes britânicos pelo menos, a série já foi renovada para a terceira temporada. 

Vale a pena a pena assistir viu? São só seis episódios por temporada, você nem vai gastar muito tempo, vai rir muito e aprender umas gírias que nunca vi nem em Skins (ou qualquer série adolescente inglesa hahahaha). Deem uma chance para a Viva e o futebol das meninas vai...

14 de mai. de 2014

Galera Pop: Godzilla

No novo Godzilla, o espectador paga um ingresso e leva praticamente três filmes para casa. Nas mesmas duas horas de duração, é possível assistir a um longa-metragem de Steven Spielberg, Christopher Nolan e, aqui e ali, de Godzilla. É o medo de Hollywood de apostar cem por cento no que é novo, especialmente quando há um investimento na casa dos 300 milhões de dólares (produção + marketing) para ser recuperado. Portanto, há que se seguir cartilhas consagradas, e o britânico estreante Gareth Edwards segue à risca o manual dos supercineastas de blockbusters.

Como manda o figurino de Christopher Nolan, qualquer conceito, por mais absurdo que seja, pode ganhar um verniz de realismo através de diálogos pseudocientíficos ditos por atores do quilate de um Morgan Freeman, Ken Watanabe, Michael Caine, Liam Neeson, Bryan Cranston. Não importa: com um Oscar ou Emmy (ou uma indicação), tudo fica mais crível. Portanto, antes que Godzilla solte seu primeiro rugido em cena, Gareth Edwards nos convence da existência de monstros atômicos e de uma grande conspiração militar para acobertá-los e destruí-los.

Partindo da cartilha de Steven Spielberg, não pode haver filme de monstro sem que haja um núcleo familiar ameaçado. De Tubarão a Guerra dos Mundos, passando por Parque dos Dinossauros (e até Contatos Imediatos do Terceiro Grau), há sempre uma figura paterna que parece ter saído de uma “marcha da família” para enfrentar um drama humano durante uma catástrofe de proporções inimagináveis. Aqui, enquanto Godzilla exerce seu hobby de replanejamento urbanístico, um pai (Aaron Johnson, o Kick-Ass) tenta encontrar o filho e a esposa em meio aos prédios que desabam.

E, ah, sim, temos um filme de Godzilla aqui, mas apenas nas brechas que o drama familiar e o thriller militar realista permitem. O diretor parece mesmo brincar literalmente com o conceito: na maioria das vezes, Godzilla é um vislumbre em fendas (por dentro de uma máscara de gás, na fresta de uma porta que se fecha, na brecha entre prédios). Para um monstro de mais de cem metros, ele é curiosamente elusivo e tímido. Como Gareth Edwards acompanha os acontecimentos pelo viés humano, é natural que sua câmera esteja posicionada quase sempre na altura dos olhos dos personagens, o que aumenta a sensação de gigantismo de Godzilla e da destruição ao redor. Esse sim, é um grande achado do longa-metragem, essa perspectiva Cloverfield, ainda que não seja documental, felizmente. São imagens impressionantes, mesmo que pouco se veja o monstro ali no meio das frestas. Felizmente, no clímax, a câmera se permite abordagens panorâmicas que, justiça seja feita, são das mais impressionantes no gênero. É raro hoje em dia, com tanto CGI preguiçoso ou mal utilizado, que a plateia suspenda a desconfiança de estar vendo um videogame. No quesito destruição e UFC monstruoso, Godzilla, quando o diretor deixa, hipnotiza e faz acreditar no inacreditável. Mesmo contado à forma americana, com doses de sacarose familiar e realismo fajuto, o filme honra a longa trajetória de sessenta anos do Rei dos Monstros japoneses. Gojira!


(Em tempo: não há quase nada da trama aqui, pois os trailers praticamente contam tudo o que acontece. Felizmente, ficaram surpresas de fora, que é melhor que continuem exatamente assim: sendo surpresas.)

O trailer e outras informações estão no site oficial.

7 de mai. de 2014

Galera Pop: As melhores mães da TV


Domingo é dia das mães, vocês já compraram os presentes? Eu ainda não, deixo tudo para última hora. Pensa naquela pessoa que está no shopping dia 23 de dezembro Hahahaha. No dia das mães é a mesma coisa.

Dessa vez decidi fazer algo diferente, - mãe, se você ler isso (acho que não vai) calma,  você vai ganhar seu presente ok? – um post especial homenageando as mamães mais legais das séries na minha opinião.

Ou vai dizer que nunca quis ser filha(o) da Lorelai Gilmore??


Lorelai Gilmore – Gilmore Girls


Lorelai é a mãe dos sonhos de qualquer moça, sou superfã de Gilmore Girls, amo a minha mãe, mas confesso que sempre tive invejinha da Rory. Como pode ter uma mãe tão maravilhosa quanto ela? Não acho que seja só a diferença de idade, a vida na casa das garotas Gilmore é um sonho.
Como não sei bem colocar em palavras o quanto a Lorelai é maravilhosa, vou usar aqui as palavras da Rory, filha dela, no discurso de formatura do colégio:

“Mas minha maior inspiração vem da minha melhor amiga, a deslumbrante mulher, de quem recebi o nome e a vida… Lorelai Gilmore. Minha mãe nunca me deu qualquer ideia de que eu não poderia fazer ou ser o que quisesse. Ela encheu nossa casa com amor, diversão, livros e música, incansável em seus esforços para me dar exemplos de conduta que vão de Jane Austen, Eudora Welty a Patti Smith, formando a minha personalidade. Ao me guiar nesses incríveis 18 anos, eu não sei se ela chegou a perceber que a pessoa que eu mais queria ser era ela. Obrigado Mãe, você é meu exemplo para tudo.”


Gloria – Modern Family


A Gloria pode ser doida e escandalosa como for, mas o amor que ela tem pelo Manny, e mais recentemente também pelo Joe, é aquela coisa de mãe leoa mesmo. Do tipo que vai para escola arrumar barraco com mãe de outros alunos que mexeram com o filho dela.


Tara - United States of Tara


Essa mãe é um pouco diferente, a Tara tem transtorno de múltipla personalidade. Então vez ou outra ela também vira a Alice, o Buck, a T... bom, independentemente de tudo, ela é um amor com os filhos, Marshall e Kate. E eles também são loucos pela mãe, porque deve ser difícil conseguir lidar né?

Eu sei, ficou faltando muita gente, mas esse é meu top 3.  Qual sua mãe favorita das séries?

Feliz dia das mães!! E até a próxima,

Xoxo

Nanda


24 de abr. de 2014

Galera Pop: Séries clássicas - Blossom



Se você tem mais de 20 anos, assim como eu (CALMA AÍ! EU TENHO POUCO MAIS DE 20!!!), deve se lembrar muito bem dessa série. A série, protagonizada pela Mayim Bialik, estreou pela CBS em 1991 e terminou em 1995. Mas nosso querido SBT, que reprisa Chaves até hoje hahahahahaha, passou a sitcom por muitos anos. Não lembro bem a época, mas devo ter assistido por volta de 1998 e nos anos seguintes.

Também desejei muito esses chapéus
da Blossom! hahahaha
Eu era bem novinha, mas lembro da Blossom, dos chapéus malucos que ela e a amiga usavam  (que eu desejava loucamente) e dos irmãos gatinhos dela... Mas, calma, o que foi Blossom mesmo???

A série acompanha uma moça de 15 anos, que mora com o pai e os dois irmãos. Uma família bem pouco tradicional para época, a mãe dela deixou tudo para trás para viver o próprio sonho.

Tudo bem, já temos Full House (Três é Demais) que acompanhou três marmanjos cuidando de três mocinhas. Era engraçado, muitas piadinhas, conhecemos as gêmeas Olsen, blá blá.

Mas a Blossom teve que passar por tudo aquilo “sozinha”, só tinha uma amiga doidinha (e meio bobinha, tadinha hahahaha) e vivendo com os três homens da casa. Você consegue imaginar?  Não tinha internet para você pesquisar suas dúvidas não viu, gente? (Quem nunca???!) Algumas coisas são meio constrangedoras para conversar com o irmão.

Lembro com clareza do episódio em que ela teve a primeira menstruação e teve vergonha de contar para o pai, então, resolveu ir ao supermercado comprar os absorventes e a hora que foi pagar aquela caixinha se transformou EM UMA CAIXA GIGANTE. E ela deu um berro dizendo que não era dela hahahahahah É engraçado vendo, mas imagina se fosse com você?  Não seria tão legal né??!


Blossom não é só mais uma série de uma adolescente tentando passar por aquela fazer awkward que todo mundo já passou (ou vou passar ainda), o corpo mudando, os namoros, dúvidas, o que eu vou fazer da vida... Ela é diferente. Incrível, é uma garota brilhante e sarcástica.

Eu era  bem novinha, mas a Blossom me ensinou muito, e hoje fico feliz por ter assistido ela passar por aqueles momentos constrangedores. Acho que me ajudou a não ter que me constranger tanto quando foi minha época...

Só para lembrar, a Mayim Bialik é Ph.D em neurociência. E hoje, depois de anos fora das telas, voltou como a Amy Farah Fallow, namorada do Sheldon em The Big Bang Theory. TBBT pode até estar meio cansativo, mas adoro matar a saudade da minha amiga Blossom ;)


Fica a dica. Prometo que você vai gostar!

Xxx

Nanda

12 de mar. de 2014

Galera Pop: Séries que viraram filmes


Com o filme de Veronica Mars, patrocinado pelos fãs, chegando ao cinema, não tem como não ficar com saudades da série. Vocês conhecem?

Veronica Mars foi uma série da CW, no ar por três temporadas, que mostrava a vida de uma estudante do ensino médio que fazia “bicos” de detetive nas horas vagas. Mas calma aí, a história não é tão boba quanto a sinopse faz parecer. Logo no primeiro episódio, a gente fica sabendo que Veronica era uma menina popular, com um namorado bonitinho, uma melhor amiga legal e uma família (aparentemente) perfeita. Então a amiga aparece morta, a mãe a abandona e o namorado dá um pé na bunda sem maiores explicações. Pesado. A moça usa suas habilidades investigavas para tentar descobrir quem matou a amiga, e aí somos levados por uma temporada cheia de segredos revelados intercalados com as tiradas maravilhosas da Veronica. É um drama adolescente nem um pouco clichê. Incrível.

Veronica Mars acabou em 2007, mas os fãs pediram tanto que conseguiram um filme! Todo o elenco topou (achei lindo isso!) e, com o dinheiro arrecado pelos próprios fãs, Veronica Mars - O Filme chega aos cinemas americanos dia 14 de Março.

Essa não é a primeira vez que isso acontece, como comentei naquele post de filmes que viraram séries (http://galerarecord.blogspot.com.br/2014/01/do-cinema-para-tv_15.html ), várias outras produções para as telinhas foram parar nas salas de cinema.  

Sex and the City


Carrie e suas amigas chiques de NY foram um sucesso tão absurdo nos anos 90 que já renderam dois filmes depois que o show chegou ao fim. E estão rolando alguns boatos que um terceiro filme pode ser produzido. Vamos aguardar.

Charlies Angel’s (As Panteras)


Esse é um caso bem peculiar, as moças que combatiam os crime com muito glamour foram primeiro parte de um seriado dos anos 70. Depois, em 2001 chegaram às telonas trazendo Drew Barrimore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Por fim, decidiram fazer uma nova série em 2011, essa não deu muito certo.


21 Jump Stret (Anjos da Lei)


A série que trouxe Johnny Depp ao estrelato (OBRIGADA!) contava a história de policias que se infiltravam em escolas para prender jovens infratores, e fez sucesso nos anos 80.  Em 2012, um remake foi lançado trazendo Jonah Hill e Channing Tatum como protagonistas. Eu não vi o seriado, mas assisti ao filme e posso garantir que vale muito a pena! Ri do inicio ao fim e fiquei querendo mais. Sorte a minha que a segunda parte estreia nos cinemas ainda esse ano.

Betwitch (A Feiticeira)


Infelizmente a adaptação para o cinema da série dos anos 1960, A Feiticeira, foi um fiasco. A versão de 2005 com Nicole Kidman e Will Ferrell foi, sendo bem simpática, uma vergonha alheia! Uma pena mesmo, sendo que o seriado da bruxa-dona-de-casa Samantha foi um marco da época e durou 8 temporadas.

Quais séries você acha que deveriam virar filme?

xoxo


Nanda

7 de mar. de 2014

Galera Pop: 300 - A ascensão do império

“Isto NÃO é Esparta!” que fique bem claro. 300 – A Ascensão do Império parece ser uma continuação de 300 (o que seria impossível, pois os 300 de Esparta, incluindo o rei Leônidas, morreram, tanto na ficção quanto na História com agá maiúsculo), mas não é. O longa-metragem, na verdade, aborda o contexto histórico do filme original e mostra eventos anteriores, simultâneos à Batalha das Termópilas (travada pelas forças de Leônidas) e posteriores à trama de 300. Esse A Ascensão do Império também é baseado em gibi de Frank Miller; só que, no caso, a obra — a graphic novel Xerxes — ainda não foi publicada. O centro da trama é a resistência naval liderada pelo general ateniense Temístocles (Sullivan Stapleton) contra as forças navais de Xerxes (Rodrigo Santoro), o conquistador persa que infernizou a vida de Leônidas no primeiro filme. Aqui, ele despacha a rainha persa Artemísia (Eva Green) para comandar sua marinha e invadir a Grécia.

Seria incoerente que 300 – A Ascensão do Império perdesse a assinatura visual do longa-metragem original, aquela câmera nervosa, acelerada-pausada-e-novamente-acelerada do cineasta Zach Snyder. Ele ficou de fora na cadeira de diretor, mas co-escreveu o roteiro e produziu. A batuta ficou com Noam Murro (Vivendo e Aprendendo), que clonou o estilo do patrão, porém, sem a mesma verve, frescor ou senso de ritmo. Por ter mais trama para contar, 300 – A Ascensão do Império segue o mesmo ritmo da narrativa visual: a história acelera-pausa-acelera-novamente, e o filme segue aos trancos e barrancos, ora parece aula de História, ora vira fita de ação.

Como fio condutor da história, o australiano Sullivan Stapleton fica devendo: não tem o carisma de Gerard Butler, o Leônidas de 300, e se leva a sério demais, o que é um erro diante daquele cenário absurdo de homens impossivelmente sarados em tangas que mais parecem fraldas. O jeito de canastrão de Gerard Butler tornava a plateia cúmplice e dava credibilidade à fantasia de Snyder; aqui, não disseram para Sullivan Stapleton que a situação era mais Spartacus da série de TV do que  Spartacus de Stanley Kubrick. Seu Temístocles é tão apagado que quem rouba a cena é a Artemísia de Eva Green, vestida como uma dominatriz e sendo vilã com a mesma verve que Butler foi herói no primeiro filme.

Outro problema de 300 – A Ascensão do Império foi ter demorado tanto a sair do papel que o estilo de Zach Snyder já virou um pastiche de si mesmo, tantas foram as imitações (a própria série Spartacus, no caso). Noam Murro também ficou devendo levar o estilo além, porém só fez um feijão com arroz (à grega) que outros imitadores de Snyder (e o próprio) andam fazendo a torto e a direito. O resultado final não agrada nem a gregos nem a troianos.

O trailer e outras informações estão no site oficial.

19 de fev. de 2014

Galera Pop: Robocop

José Padilha já entrou em campo com o jogo perdido. Dá até para ouvir mentalmente o capitão Nascimento, com sua famosa voz em off: “é barra, parceiro.” José Padilha foi mexer logo em RoboCop, o pequeno clássico de 1987, dirigido por Paul Verhoeven. Não que a pequena obra-prima cyberpunk de Verhoeven já não tivesse sofrido todo tipo de violação – sequências, telefilmes e desenhos animados que, de tão ruins, só enterraram o personagem cada vez mais fundo na lama. Porém, o longa-metragem original sempre esteve lá, intocado, até Hollywood resolver cometer mais uma de suas refilmagens, “reimaginações” ou algo do gênero – e justo pelas mãos do nosso José Padilha. Justiça seja feita, que bom que Padilha não fez o mesmo filme que Verhoeven. E que pena que Padilha não fez o mesmo filme que Verhoeven.

Antes de mais nada, vale dizer que RoboCop de José Padilha é cheio de boas ideias para se distanciar de um mero pastiche do original. O filme de Verhoeven é personalíssimo, único e tão oitentista que é datado – datado daquela forma simpática e inovadora que só os grandes filmes dos 1980s conseguem ser. Para fugir dessa armadilha, a nova versão se vale da polêmica do uso de drones pelas forças armadas americanas e entra num viés que o original não trilhou: o dilema da manipulação mental do protagonista, da dicotomia homem X máquina dentro do ciborgue. Esse traço frankensteineano não foi abordado pelo RoboCop de Verhoeven e é uma boa sacada da trama, especialmente por contar com Gary Oldman como o gênio responsável pela criação do ciborgue.

A história é basicamente a mesma: o policial honesto Alex Murphy (Joel Kinnaman) é abatido por criminosos, e seu corpo é usado pela corporação Omnicorp (liderada por Michael Keaton) para se transformar em seu novo produto, o policial robótico RoboCop. Em dado momento, o ciborgue rompe com sua programação e, intrigado com o passado e com o próprio crime de que foi vítima, vai contra a gangue que o atacou e termina por descobrir que a corporação que o criou também não é lá flor que se cheire.


Fiel a seus princípios, José Padilha faz aqui uma sequência velada à duologia Tropa de Elite. Seus temas preferidos estão lá, como a corrupção policial e as conexões escusas do crime com a lei, com os políticos, a mídia e empresas. Tire a grife do personagem e o viés futurista, e temos basicamente meio Tropa de Elite; a outra metade é um conto moderno de Frankenstein. Palmas para o diretor por levar a história por outros caminhos. Porém, José Padilha é essencialmente um documentarista e, como tal, sabe retratar muito bem os temas de hoje. Assim, o novo RocoCop é uma ficção científica que já nasce velha, o que é um pecado. Enquanto isso, Paul Verhoeven é um visionário. Em 1987, falava de um empreendimento de sanitização e gentrificação de Detroit para transformá-la na fictícia Delta City. É só olharmos o Porto Maravilha, o engodo tramado pelo prefeito do Rio em conluio com grandes empreiteiros e outras máfias, para vermos ali a nossa (trágica) Delta City. O RocoCop original é ao mesmo tempo assustadoramente futurista e atual.

O que incomoda no novo RoboCop é que, apesar dos novos rumos da trama, o filme segue a cartilha de um filme de ação genérico e vai perdendo a força assim que a novidade se esgota. Não há uma sequência memorável, um vilão inesquecível, nem nada de impactante. A violência é de videogame para adolescentes: brutal, sim, mas acelerada demais e limpinha. Em determinado ponto, o filme se torna intercambiável com qualquer outra produção recente do gênero. Perde identidade e perde presença. A opção por expor demais o rosto de Alex Murphy deixa claro que Joel Kinnaman não sustenta o personagem (a opção original era Michael Fassbender, um ator em outro nível bem acima), e o design do capacete que revela a face é bem duvidoso: ele parece que está com a cara num buraco da parede, prestes a fazer uma careta divertida. Se a intenção era fazer um paralelo com Frankenstein, o design original do rosto que se fundia a conexões cibernéticas era bem mais eficiente. Do meio para o fim, o RoboCop de José Padilha trilha o caminho daqueles antigos telefilmes dos anos 1990 sobre o personagem. Tira essa armadura que tu não é RoboCop, tu é um moleque.

O trailer e outras informações estão no site oficial.

13 de fev. de 2014

Galera Pop: CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS

Caçadores de Obras-Primas mostra um capítulo da Segunda Guerra Mundial que, até então, era apenas uma nota de rodapé: a história de um comando formado por especialistas em artes cuja missão era recuperar grandes obras roubadas pelos nazistas. Hitler tinha um plano de montar um grande museu com tudo que suas tropas pilhassem; porém, caso fosse derrotado, deixou ordens para que esse tesouro artístico da humanidade fosse destruído. Em uma corrida contra o tempo, com a Alemanha nazista prestes a cair e cedendo terreno (Paris já havia sido recuperada), esses “caçadores de obras-primas” tiveram que evitar que as bombas alemãs (e até mesmo as aliadas) destruíssem todo esse acervo – e também impedir que os russos ficassem com ele.

A sinopse acima indica uma grande aventura épica na linha de frente da Segunda Guerra, e o elenco (Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Cate Blanchett, Jean Dujardin) e mais George Clooney atuando, dirigindo e roteirizando apontam para um clima de Onze Homens e um Segredo nas trincheiras; porém, alguma coisa se perdeu no meio do caminho. Clooney titubeia no tom da narrativa; tem momentos de galhofa, outros melodramáticos, porém o que mais incomoda é a superficialidade: Caçadores de Obras-Primas nunca decola como deveria. As missões e descobertas são feitas ao acaso. Todos os personagens são apresentados com características e especialidades diferentes; porém, quando entram no pelotão, eles se tornam genéricos, e nenhum contribui efetivamente com sua área de especialização. A princípio charmosos e interessantes, os personagens não brilham.

É inegável que George Clooney se apaixonou pelo tema (baseado em livro homônimo); o longa-metragem passa esse ardor e também o saudosismo por uma época mais romântica de filmes de Segunda Guerra, aqueles que o público de mais de 40 anos cresceu assistindo, como Os Canhões de Navarone e A Grande Escapada. É um choque para as plateias atuais, que beberam o sangue e sentiram o calor do combate de O Resgate do Soldado Ryan e Band of Brothers. Porém, o roteiro ficou devendo. A ameaça russa nunca se concretiza de fato. A interessante personagem de Cate Blanchett fica resumida a uma ingrata cena de sedução frustrada sobre Matt Damon. Pequenas coisas assim vão maculando a obra de arte que Caçadores de Obras-Primas quase chegou a ser. Ainda é um fascinante relato de um fato obscuro, mas ficou aquém das expectativas.

O trailer e outras informações estão no site oficial.

5 de fev. de 2014

Galera Pop: Operação Sombra - Jack Ryan

Há exatos 30 anos, o escritor Tom Clancy apresentava o personagem Jack Ryan, um analista da CIA  que vira agente de campo por força das circunstâncias em A Caçada ao Outubro Vermelho; o livro virou filme em 1990 com um Alec Baldwin (30 Rock) magrinho e sério ao lado de Sean Connery. Chris Pine, que deu cara e corpo ao novo capitão Kirk, agora faz o mesmo pelo espião de Clancy. É o segundo reboot da série: após dois longas-metragens em que Harrison Ford substituiu Baldwin dando continuidade às aventuras do personagem, Ben Affleck começou tudo do zero em A Soma de Todos os Medos, de 2002, mas não foi adiante. Sendo assim, Jack Ryan chega ao seu terceiro “filme de origem”.

Como todo espião clássico, Jack Ryan é um dinossauro da Guerra Fria e, aqui, para não fugir à regra, enfrenta um vilão russo, Viktor Cherevin (Kenneth Branagh, também diretor). O plano do inimigo é assustadoramente simples e crível: provocar uma “Segunda Grande Depressão” ao realizar um ataque à bomba à Bolsa de Valores de Wall Street em conjunto com uma complicada manobra financeira. É justamente esse golpe econômico que Ryan, agora um especialista em finanças internacionais, descobre — e o que faz com que ele seja cooptado por um velho agente da CIA (um excelente Kevin Costner) para desbaratar o plano com sua mente analítica.

Como filme de origem, Operação Sombra mostra finalmente o acidente de helicóptero sofrido por Ryan, quando ainda era um jovem fuzileiro naval (o fato é apenas citado em A Caçada ao Outubro Vermelho e A Soma de Todos os Medos, os dois filmes em que o personagem é apresentado). Operação Sombra também segue a cartilha de Jack Ryan, que dentre seus colegas de profissão (James Bond, Jason Bourne, Ethan Hunt), é praticamente um CDF meio hesitante com uma pistola na mão, que precisa de um mentor para se safar do perigo — a figura paternal de Kevin Costner já foi vivida, com outros nomes, por James Earl Jones e Morgan Freeman nos filmes anteriores da série.

Como filme de espionagem, Operação Sombra é, infelizmente, genérico demais, apesar de tentar injetar novidade na cena batida do roubo de dados no covil do vilão — a sequência é entrecortada pelos momentos do tenso jantar entre Viktor Cherevin e a namorada do herói (Keira Knightley). Mas o longa-metragem fica só nisso, pois o resto é mediano demais. Faltou a grande história ou a grande novidade; foi onde Ben Affleck fracassou também, entre outros motivos, ao ressuscitar Jack Ryan em A Soma de Todos os Medos. O problema é que a “primeira” origem do personagem, A Caçada ao Outubro Vermelho, tem, tanto na literatura quanto no cinema, uma trama memorável e ambiciosa. Aqui, a história parece ter saído de uma linha de montagem e ser intercambiável com os últimos capítulos de Missão: Impossível ou até mesmo Duro de Matar. Chris Pine é um bom novo Jack Ryan em um filme que, infelizmente, não traz nada de novo. A obra diverte, mas é esquecível.

Um adendo aqui vai para o ótimo rumo que Kevin Costner deu à carreira, ao saber envelhecer com dignidade e elegância: ele é a melhor coisa em cena aqui e no equivocado Homem de Aço. Costner agora vai entrar na seara de Liam Neeson em 3 Days to Kill.

O trailer e outras informações estão no site oficial.

15 de jan. de 2014

Do cinema para a TV

Antes de mais nada: FELIZ ANO NOVO! Ok, o ano já está quase acabando, mas, como essa é a primeira vez que falo com vocês esse ano, estou perdoada, certo?
Boa sorte para cumprirem as resoluções e muitos episódios legais para gente assistir. E se não for pedir demais, cancelem algumas séries porque está difícil acompanhar tudo...

Há um tempo venho observando um padrão nas séries, até já tinha pensado em escrever sobre isso, mas foi uma nota divulgada ontem (e outra semana passada) que me deu o impulso. Tem muito filme migrando para a TV!! O que costumava acontecer antes era uma série virar filme depois de ser encerrada. Todo mundo curtia e se despedia com chave de ouro da atração. Mas desde Hannibal comecei a prestar atenção nessa tendência nova, pelo que parece as coisas se inverteram e o que tem de filmes virando seriado não tem fim!


Gotham

Começando pelas notas que eu citei ali: Batman vai virar seriado! Sim, sim, o homem morcego já apareceu na tv antes, em mais de uma versão. Mas o sucesso louco mesmo é das telonas, sei lá quantas versões – e com uma nova vindo por aí – não foram suficientes. 

Gotham vai ser uma espécie de “Smallville” (achei cara de pau esse nome, mas fazer o que?!) e mostrar a história do Bruce desde os 12 anos até o momento que ele vira o Batman. Para quem é fã, é uma ótima pedida. Eu não vejo muita graça porque não curto, mas quero ver o que vai ser isso.

Rosemary’s Baby


A outra nota que eu disse anteriormente é sobre essa minissérie. O Bebê de Rosemary, um dos clássicos do cinema de terror, também vai ganhar versão para tv. Seria complicado fazer uma série, mas como esses roteiristas inventam até demais, impossível não era. Por sorte, não pretendem distorcer tanto o filme do Roman Polanski e vão ser só dois episódios mesmo. Mal posso esperar sou #fanzoca do filme. Até já escolheram a atriz que vai interpretar a Rosemary, a Zoe Saldana.

Um Drink Do Inferno (From Dusk Till Dawn)

Agora senta que essa notícia é babado: Um Drink no Inferno estreia em março! A notícia sobre a produção da série, baseada no filme do Tarantino e Robert Rodriguez, não é das mais novas. Mas aí o programa já estar para estrear me surpreendeu!

Outra novidade legal é que a série vai ser lançada em uma nova emissora a cabo, a El Rey (do próprio Robert Rodriguez). Acho chique e espero que o canal novo traga várias coisas interessantes para nós. E se possível, que From Dusk Till Dawn seja uma das novidades imperdíveis.
Já até saiu o trailer.

Sleepy Hollow, Hannibal e Bates Motel

Nenhuma novidade por aqui, só para ilustrar mesmo como essa moda de “série do filme” está com tudo. Outra que ganhou versão para tv ano passado foi Sleepy Hollow (ou A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça). Muita gente conhece a história através do filme de 1999, com Johnny Depp e Cristina Ricci. Aparentemente não foi o bastante, desde setembro a FOX tem apresentado Tom Mison como Ichabod Crane. E o show é um sucesso, um mês após a estreia, a série já teve confirmada a segunda temporada (que eu preciso assistir o quanto antes).

Hannibal e Bates Motel são minhas queridinhas, e já fiz post aqui e aqui.
E você? O que acha dessa “tendência” de filmes virando séries? Curte?

xoxo

Nanda

9 de jan. de 2014

Galera Pop: Ajuste de contas


No distante 1976, Rocky – Um Lutador e Touro Indomável se enfrentaram nas telas: dois dramas centrados na vida de pugilistas, o fictício Rocky Balboa (Sylvester Stallone) e o biografado Jake LaMotta (Robert De Niro). Inspirado nessas icônicas interpretações, e no envelhecimento dos astros (De Niro está com 70 anos; Stallone, com 67), a comédia Ajuste de Contas coloca os dois atores no ringue em uma comédia que, apesar de parecer oportunista por beber na memória de grandes filmes, na verdade é uma carinhosa homenagem aos seus inspiradores. Faz rir muito e emociona, apelando para a nostalgia e carisma da dupla.

Stallone é Henry “Razor” Sharp, que participou de duas grandes lutas nos anos 80 contra Billy “The Kid” McDonnen (De Niro). Cada um teve uma vitória, mas, às vésperas da “negra”, Sharp surpreendeu o mundo e decidiu se aposentar do boxe, deixando o oponente a ver navios, sem ter a chance de resolver o empate. A animosidade entre a dupla só cresceu durante 30 anos, até que um produtor picareta (Kevin Hart) resolve promover a luta adiada há tanto tempo; só que agora Sharp e McDonnen são apenas dois geriátricos ex-lutadores, com os problemas de saúde típicos da terceira idade. No bolo, entram o ex-treinador de Sharp (Alan Arkin, fazendo o mesmo papel de velho inconveniente e rabugento de Pequena Miss Sunshine outra vez) e uma deslumbrante Kim Bassinger, com 60 anos e ainda capaz dar inveja à meia Hollywood.

As piadas são todas calcadas na turra entre os dois velhinhos e no absurdo de colocá-los para lutar boxe; Stallone e De Niro estão claramente se divertindo e bebendo na fonte da própria nostalgia. Há um drameco familiar (longo e previsível) que dá estofo narrativo até que a grande revanche em si ocorra, mas é uma trama inofensiva e atuada dentro dos limites de interpretação de Stallone e da autoparódia que De Niro se tornou há anos. Quem brilha mesmo é o par improvável formado por Kevin Hart e Alan Arkin, que trocam farpas politicamente incorretas e parecem mais cheios de vida do que os próprios protagonistas. Dá vontade de que eles tivessem um filme próprio. Quando soa o gongo de Ajuste de Contas, quem vence são as boas risadas dadas com velhos amigos de tantos anos de cinema, que agora se permitem rir da idade a que chegaram.

O trailer e outras informações estão no site da distribuidora