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12 de fev. de 2016

Papos de sexta: Saindo das sombras


Todo mundo sabe que sou fã da autora Cassandra Clare e do universo Shadowhunter criado por ela. Seus livros estão entre os meus favoritos, e Jace sempre será um dos meus amores literários.

Nem preciso dizer que estava ansiosa para assistir a série na TV, certo? Era um misto de excitação e apreensão pelo que estava por vir. Não me considero uma fã hardcore, do tipo que não tolera alterações na trama ou nos personagens (afinal, uma adaptação — tanto cinematográfica quanto televisiva — pressupõe a adequação da obra ao meio), mas torcia para que a série não tivesse o mesmo destino do filme (e ainda torço por isso).

Pois é, o episódio piloto não me impressionou. As atuações, os diálogos, os efeitos, os cortes, tudo estava off. Eu não manifestei o meu descontentamento nas redes sociais, apenas fiz um comentário ou outro nos posts de amigos, mas sempre mantendo o otimismo.

O segundo episódio também foi fraco e pensei em abandonar após o terceiro (que episódio foi aquele?!), mas eis que o quarto e o quinto episódios renovaram minha esperança na série e me inspiraram a escrever esse post.

Antes de mais nada, permitam-me posicionar quanto às reclamações dos fãs: não me incomoda o fato dos protagonistas serem mais velhos e Hodge ser mais jovem (e gato! rs), do Instituto ser high-tech e os demônios virarem papel picado incandescente, de Maureen apresentar as características de Maia e Dot substituir Madame Dorothea, de Camille ser asiática e Luke um policial. O que mais me preocupa é o tom e o ritmo da série.

A maior vantagem de uma adaptação para TV é ter mais tempo para desenvolver os personagens e a trama, mas o diretor McG e o roteirista Ed Decter parecem ter pressa para contar a história, como se precisassem cobrir logo os pontos-chave da obra de Cassandra Clare para então partir em vôo solo.

Quando o material original é de qualidade, como é o caso, ele merece ser bem aproveitado, não apenas para agradar o fandom, mas também para facilitar a vida de quem não leu os livros e quer acompanhar a série. De nada adianta correr até a melhor parte da história. O que faz essa parte ser tão boa é justamente o longo e tortuoso caminho até lá. #ficaadica

O quarto e o quinto episódios tiveram mais acertos do que erros: diálogos tirados dos livros, a introdução de Malec, menção a uma personagem querida, Jace treinando sem camisa, a invocação de um demônio maior, uma prévia de Sizzy etc. Talvez a produção tenha finalmente se dado conta do potencial que tem nas mãos, e em vez de mudar a mitologia, tenha decidido expandir o mundo das sombras.

Os atores também parecem mais à vontade do que nos primeiros episódios. Não tenho o que reclamar dos irmãos Lightwood — tanto Matthew Daddario, o Hottie com H maiúsculo que interpreta Alec, quanto Emeraude Toubi, a igualmente gata que interpreta Isabelle, estão bem nos papéis —, e Alberto Rosende é um Simon e tanto! Os demais atores podem melhorar, inclusive o núcleo adulto da série.

Eu também gostei do tom mais leve dos episódios. Harry Shum Jr, que interpreta Magnus Bane, trouxe humor para a série e, pelo Anjo, como ela estava precisando! Essa é uma série jovem do canal Freeform e não uma minissérie da HBO. Shadowhunters pode repetir o sucesso de Buffy, Supernatural, Teen Wolf, Vampire Diaries etc, basta não se levar tão a sério. #ficaoutradica

Por último, tenho que mencionar Malec. Já deu para perceber que Harry e Matthew têm mais química do que Dominic Sherwood e Katherine McNamara (mesmo que a interação entre Jace e Clary tenha melhorado nos últimos episódios) e não será surpresa se roubarem a cena do casal principal. Precisa de outro motivo para assistir a série?! rs


Na minha opinião, o maior desafio de McG e cia é tornar a série tão divertida quanto os livros. Eu não sei se é possível, mas acredito que estamos progredindo — e isso é o suficiente para dar outra chance :)

5 de set. de 2014

Papos de sexta [Especial!]: Parabatai literária

Há exatamente um ano, escrevi uma coluna aqui no blog da Galera Record intitulada “Como passei a não mais odiar Cassandra Clare”. Hoje, 365 dias depois, reforço tudo que escrevi ali e ainda tenho mais a acrescentar.
Para saber do meu histórico com Cassie, basta ler a coluna que linkei acima, mas não é sobre o passado que quero falar, mas sobre o presente. Como mencionei no texto, me apaixonei pela trilogia “Peças Infernais” porque minha parabatai e também colunista da Galera Record, Tita Mirra, martelou na minha cabeça que eu gostaria mais de Will do que de Jace. Na verdade, acho que ela é ciumenta e não quer dividir Jace-Garoto-Enxaqueca com ninguém :)
Enfim, li, me apaixonei e larguei no passado todo o pré-conceito que tinha quanto a autora. A vida era boa até que um desafio me foi lançado em forma de convite: mediar as palestras que ela daria na Bienal de São Paulo. Minha primeira reação foi “CLARO! Mas a Tita não vai?”
Parabatai é isso, é fazer tudo pelo outro e essa chance tinha que ser dela antes de ser minha. Foi a Tita quem me fez dar uma chance a Cassie, foi pelos olhos dela que vi Jace de uma outra maneira. E, sim, me apaixonei por Will (e por Jem) porque ela me apresentou a eles. Mas a vida não é justa como queremos que seja, e Tita não pôde estar com Cassie na Bienal e eu fui. Fui muito feliz e dei o meu melhor, mas o coração apertou como geralmente acontece quando a distância entre parabatai aumenta. “Tita tinha que estar aqui”, pensava a todo momento.
Foram cerca de três mil Caçadores de Sombras a cada evento! Sabe o que é segurar uma galera dessa para que tudo saia correto e todos se divirtam? Sem contar que a maioria é adolescente e a totalidade é completamente fã. Ou seja, são febris de tão apaixonados por Cassie e seus livros. Lidar com tudo isso é BIZARRO! Foi muita reza pra Raziel para tudo dar certo!
E deu! Pude interagir um pouco com Cassandra Clare dentro e fora do palco e vi como ela foi atenciosa com os fãs e muito profissional. Adorei a experiência em um nível assim épico! Mas e Tita? Uma das perguntas que fiz a Cassie durante o evento foi enviada pela Tita e quando mencionei que a pergunta era da minha parabatai, que é muito fã, mas que estava no Rio, foi um “aaaaawwwwwnnnnnn” coletivo, inclusive da Cassandra. E cadê Tita para dividir tudo isso????
Eu estava no Rio de Janeiro, mas pude sentir a vibração dos fãs através dos laços de parabatai, e exatamente por isso, tive a certeza de estar muito bem representada. Me emocionei ao saber que participei de alguma forma, mesmo que através de uma pergunta feita à Cassie, e me frustrei um pouquinho com a resposta de que meu querido Jace não fora baseado em alguém de carne e osso (pois pretendia pedir o telefone do moço).
Passei o primeiro fim de semana da Bienal na maior ansiedade, acompanhando tudinho pelas redes sociais, sem conseguir dormir direito. Quando a segunda-feira chegou, eu e centenas de Caçadores de Sombras madrugamos em frente ao shopping. Passamos horas em pé na fila, muitos debaixo de sol, o que fosse preciso para conhecer quem criou os garotos Herondale (sim, porque Jace foi meu primeiro amor, mas depois me apaixonei por Will e agora estou "in love" por James).
A interação entre os fãs foi muito bacana. Muitos lutavam para conter o choro, enquanto eu disfarçava meu nervosismo com a tagarelice habitual. Eu teria enganado a todos, não fosse pelas mãos tremendo e pelo branco momentâneo, justamente quando me aproximei da autora. Felizmente, fui poupada pela editora-executiva da Galera Record, que cuidou das formalidades e me apresentou à autora. Pelo Anjo, foi um dos melhores momentos da minha vida!
Trocamos algumas palavras em inglês. Eu disse que era fã de longa data (não disse que era uma fã antiga porque denunciaria minha idade), que compareci ao lançamento de Cidade dos Ossos no Rio de Janeiro e, desde então, estive a frente dos demais encontros de fãs da série (o curioso é que o primeiro evento foi comandado pela Frini, que me passou o bastão e selou nosso destino como parabatai).
Quando Cassie soube que eu era colunista da Galera Record e que a maioria dos meus textos tratava de seus livros, ela respondeu: “Continue fazendo isso, pois está dando resultado. E, se você precisar de qualquer coisa, me avise.” Mas conhecer você era tudo o que eu precisava, Cassie.
Nessa mesma segunda-feira, eu ainda estava em São Paulo e fiquei, desde manhã até tarde da noite, em busca de informações sobre como estava o evento e se a Tita tinha sobrevivido ao encontro com Cassie! (risos). Raziel ouviu nossas preces novamente e correu tudo mais do que bem!

E foi assim que três intensos dias com Cassandra Clare aconteceram: ela, sem saber, uniu duas mulheres com coração de meninas, que se apaixonaram por personagens de épocas diferentes (mas com o mesmo sobrenome) e que, a partir de um vínculo literário criaram laços de amizade, de cumplicidade, de parabatai. E todo mundo sabe que o que um livro une, ninguém separa :)

4 de mai. de 2012

Papos de Sexta - Quando você pode pedir coisas para a sua parede..., por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Eu estava aqui pensando no que escreveria para o Papos de Sexta enquanto encarava minha parede cor de laranja (sim, eu tenho uma parede alaranjada no meu quarto).Sabe quando você olha para determinado ponto e simplesmente não consegue parar de fazê-lo enquanto pensa em outras coisas? Aconteceu isso. Até que eu prestei atenção para onde realmente estava olhando: a minha parede.
Recentemente, li Extras do Scott Westerfeld e aquele lance de pedir coisas para sua parede é algo que seria realmente útil. Um dos meus maiores defeitos é ser muito preguiçosa, e a possibilidade de ter as coisas só esticando a mão e pedindo para a parede seria demais!
Continuei encarando a minha parede e pensando no que eu gostaria naquele momento. Como se não fosse necessário ter méritos e nem fama para pedir algo. Imaginemos que ainda não estou em Extras e sou uma avoada que pode pedir qualquer coisa para a minha parede. Maluquice eu sei, mas continue na mesma realidade que eu. Seja forte!
Considero Scott um gênio (vocês já sabem) e tenho certeza que, algum dia, todas as ideias dele serão colocadas em prática por pessoas sábias que enxergam essas preciosidades como algo de importância mundial. Fala sério! Uma prancha voadora seria a solução para os nossos problemas de trânsito. Um corpo perfeito seria a solução para o sistema de saúde. A possibilidade de enviar um ping para qualquer pessoa significaria: nada de celular e telefone! Já disse que odeio telefones? Ok, vamos voltar para a minha parede.
Ela é laranja como eu já disse. Então imaginei um buraco que pudesse me dar qualquer coisa que eu quero, exatamente como no livro. Ok, o que eu quero neste momento? Paz mundial, blá blá blá. Buracos na parede não podem dar algo desse tipo. E bem, estamos na Era da Perfeição, então existe paz *cof**cof* e esse discurso de Miss Universo não é mais necessário. Próximo!
Estou sentindo muito frio aqui no Sul, então quero algo para me aquecer! Ufa, melhorou. Sabe Anjo Mecânico da Cassandra Clare? Pois é, também quero um exemplar! Como assim ainda não tem? Vá à luta, buraco!
Estou com fome e um saboroso pacote de biscoitos seria ótimo! Para completar: que tal um chocolate quente? Espera, lembrei! Não existirão biscoitos e muito menos chocolate! Argh! Odeio esse buraco na parede e todos os avanços tecnológicos que tiraram o meu prazer de comida.
Frustrante. Buracos na parede não são muito úteis. (Ou sou eu que só penso em comida.)
Essa foi minha conversa imaginária com a minha parede laranja. No final? Tive que ir até a cozinha buscar um pacote de biscoitos e um café com leite. O que o café tem a ver com isso? Não tinha  tinha chocolate em pó no buraco. Nem na minha cozinha. Pobre, Pâm.

[Pâm, a parede bem podia servir essa receita do Flanders, né?]

Aliás, ele ainda está me devendo o livro Anjo Mecânico. Recebi uma resposta de que até o final de Maio estará disponível! *louca* Ah se fosse tão fácil pedir livros para um buraco na parede...

27 de abr. de 2012

Papos de sexta [Edição especial!] - Na mesa do editor, por Ana Lima


Nunca parei para contar quantos livros passam pela minha mesa ao longo do ano, mas claro que às vezes surgem uns especiais e a gente se apega. Quer que tudo fique mais que perfeito. A capa, o verso da capa, cada abertura de capítulo, cada frase... Tá rolando um caso de amor desses agora com Zumbis x unicórnios. Organizado pela Justine Larbalestier (Magia ou loucura) e pela Holly Black, e com histórias de seis autores que a gente ama.

Holly lidera o Time Unicórnio ao lado de Meg Cabot, Naomi Novik, Diana Peterfreund, Margo Lanagan, Garth Nix e Kathleen Duey. Justine lidera o Time Zumbi acompanhada por Cassandra Clare, Scott Westefeld, Maureen Johnson, Libba Bray, Alaya Dawn Johnson e Carrie Ryan. Temos dois timaços, e ai de quem disser o contrário!

Unicórnios são muito amor, e comecei minha leitura imbuída do espírito defensor desses cavalos chifrudos mágicos. Mas agora que eu tô na metade do livro preciso confessar: virei casaca. Zumbis rules! Tá bom, no meu caso era um processo inevitável depois de The WalkingDead <3. Adeus, amiguinhos brilhantes... Olá, fedidos!

E nas histórias tem de tudo (mesmo!! não é recomendado para almas sensíveis), do zumbi babão clássico de George Romero ao zumbi apaixonado e desbocado (adorei essa, é da Alaya Dawn Johnson). Também há diversidade do lado arco-íris: unicórnios que curam, que se empenham em defender a justiça, mas que também podem matar. Ui!
Todas as histórias são maravilhosas e é uma felicidade sem fim ter um livro tão bom pra editar. Nossa edição vai ser bem parecida com a original e o livro tem vários detalhes incríveis; design de Lauren Rille e Sonia Chaghatzbanian, e ilustrações de Josh Cochran... aguardem! 

Enquanto escrevo, já tem outro livro me aguardando: Wolfsbane, sequência de Nightshade, da Andrea Cremer, que tá todo mundo pedindo pra sair logo (né?), então não posso me estender muito mais dissertando sobre a minha crise existencial entre zumbis e unicórnios. 
Bom fim de semana!
Ah, mas contem pra gente qual o seu time: Time Zumbi ou Time Unicórnio?