14 de abr de 2016

Galera entre Letras: O Meu Autor Favorito, Esse Desconhecido

Não sei se essa situação já aconteceu com vocês: vocês adoram um livro que pouca gente — ou ninguém — conhece.

Bom, isso volta e meia acontece comigo e pelos mais variados motivos. Primeiro, porque eu leio em outros idiomas, além do inglês. Depois, porque eu gosto de vários gêneros literários e nem sempre quem convive comigo gosta ou conhece esses gêneros. Mas, em geral, isso acontece porque o mercado editorial em todos os idiomas é bastante grande e, como eu já comentei aqui com vocês, nem sempre os livros que saem no exterior são publicados aqui no Brasil.

E também já aconteceu, claro, de receber boas dicas de amigos sobre autores que eu não conhecia! Não dá pra saber de tudo o tempo todo! rs

Hoje eu quero falar de dois autores dos quais eu gosto muito, que foram premiados no exterior, mas que pouca gente conhece: Frances Hardinge e César Mallorquí. Uma autora inglesa e um autor espanhol que já receberam muitos prêmios por seus livros e que fogem um pouco ao tipo de livros com os quais estamos acostumados. Pra falar deles, escolhi o meu livro favorito de cada um. E, por coincidência, os dois foram publicados há alguns anos, em 2012!

Pra quem tem facilidade com idiomas, as primeiras páginas do livro do César Mallorquí estão disponíveis no site da editora que o publicou na Espanha (seu idioma original), aqui.

O livro do César se chama “La Isla de Bowen [A Ilha de Bowen]”. Eu adoro livros de aventura que se passam em alto-mar e “La Isla...” além de ser um livro de aventuras, também é um livro policial! A melhor maneira de descrevê-lo é como um mash-up entre “A Ilha do Tesouro” — um clássico dos livros de aventuras em alto-mar! —, “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários” e as aventuras de Sherlock Holmes. E no livro tem um personagem que homenageia um autor famoso, que também é homenageado em “A Liga...”! A história se passa no início do século XX e traz vários detalhes interessantes sobre as expedições exploratórias aos círculos polares — a ilha de Bowen do título fica bem além do Círculo Polar Ártico —, além de um mistério de arrepiar os cabelos.


“A Face Like Glass [Rosto de Vidro, numa tradução bem livre]”, da Frances Hardinge, é um dos livros YA mais bonitos que já li! A história se passa numa cidade subterrânea conhecida como “Caverna” e a população de lá não sabe demonstrar emoções. Seus rostos não têm vida e qualquer emoção ou lembrança é apagada de suas mentes por meio de vários artifícios. Pra aprender a demonstrar as emoções, é preciso pagar caro (literalmente!). Até que Neverfell, uma garotinha sem memória, aparece na cidade e se torna uma ameaça à sua aparente ordem — Neverfell demonstra o tempo todo o que sente em seu rosto.

O livro questiona o fato de nos basearmos nas aparências e o quanto as nossas emoções são reprimidas em consequência disso.


Pra quem quer conhecer esses dois autores, acho que “La Isla...” e “A Face Like Glass” são uma bela introdução, e podem ser encomendados nas livrarias mais conhecidas.

E vocês? Têm alguma dica de livro que pouca gente conhece?

Nenhum comentário: