Você já deixou de ler algum
livro por preconceito com o autor, tema ou gênero? Eu quase cometi esse erro
uma vez, mas antes de contar a minha história — e correr o risco de ser julgada
por todos — eu vou adiantar o final: o livro tornou-se um dos meus favoritos ;)
Eu leio bastante e há bastante
tempo, e tenho uma ideia do que me agrada ou não. Esse autoconhecimento tem
dois lados: o bom é que eu tenho mais chances de acertar nas minhas escolhas, o
ruim é que eu não arrisco tanto nas minhas leituras. E quando eu soube que
Beleza Perdida era um romance motivacional — e me atrevo a dizer, um romance
cristão — eu quase passei adiante.
Lembro que eu dei uma busca na
palavra “Deus”, ao iniciar a leitura no Kindle, apenas para checar quantas vezes
ela apareceria — 41 vezes, para quem ficou curioso —, e tive receio de que a
autora fosse pregar a sua fé em vez de contar uma história. Mas era tanta gente
elogiando o livro que eu decidi dar uma chance, e o resultado foi inesperado:
eu amei o livro, tanto que recomendei para vários leitores — de todas as
crenças e leitores sem crença alguma.
Beleza Perdida não restaurou
minha fé na religião, mas restaurou minha fé na humanidade — e acredito que
todos nós precisamos disso no mundo atual. Uma história de amor ao próximo, de
acreditar em si mas confiar também no outro. Uma história de superação que
ficará para sempre comigo!
Amy Harmon me mostrou a
essência de um verdadeiro herói e me deixou pensando: às vezes, os livros que não queremos ler são
os que mais precisamos naquele momento. Vale investigar o porquê da
resistência e, se infundada, dar uma chance a eles. A única coisa que temos a
perder é tempo, mas corremos o risco de encontrar uma bela história — assim
como eu encontrei ;)
