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4 de set. de 2015

Papos de sexta: Cumplicidade literária


Marco um horário com o cabeleireiro. Tem que ser antes da Bienal. Eu chego na hora. Ele ainda está ocupado. Me pergunta se vou trabalhar. Digo que sim. Ele chama a assistente. Pede para lavar meus cabelos. Para ganhar tempo. Ela obedece. Me pergunta se sou autora. Brinco que um dia serei. Digo que trabalho pra uma editora. Ela acha o máximo. Diz que vai à Bienal no seu dia de folga. Prestigiar uma autora que ela adora. Pergunto quem é. Responde: Colleen Hoover. Eu rio. Digo que vou mediar o bate-papo com a autora. Não na Bienal, mas na Travessa. Ela vai aparecer por lá. Conversamos sobre os livros. Leu quase todos. Seu favorito não foi lançado no Brasil. Mas adorou Métrica. O lado feio do amor também. Conversamos sobre Miles Archer. Também sobre Nick Bateman*. Diz que é fã da Jamie McGuire e Tammara Webber. Conversamos sobre o Lucas. Também sobre os Irmãos Maddox. Meu cabeleireiro me chama. Eu me sento na cadeira. Ela em pé ao meu lado. Diz que adora new adult. Pergunto se leu Beleza perdida. Sim, um dos seus favoritos. Um dos meus também. Conversamos sobre o livro. O cabeleireiro me pede para ficar quieta. Não quer cortar meu cabelo torto. Sento direito e olho para a frente. Descubro que ela é fã da Carina Rissi e Bianca Briones. Informo a agenda das duas autoras na Bienal. Ela fica triste. Vai trabalhar nesses dias. Ela gosta de YA também. Principalmente fantasia. Adora Os Instrumentos Mortais e o Jace. Ela aguarda o seriado de TV. Espera não se decepcionar. Eu também, eu também, eu também. Agora está lendo O Trono de Vidro. Adorando o livro e a Celaena. Ela pronuncia “Celena”. Eu também. Ela diz que é leitora compulsiva. Mas nem sempre foi assim. Agora nem pode comprar todos os livros que gostaria. Digo que vou deixar alguns exemplares com ela. Depois que passar a Bienal. Ela agradece muito. O cabeleireiro terminou. Eu tenho que ir. Nos despedimos com um abraço. De cumplicidade literária. Saio do salão com os cabelos mais curtos. E um longo sorriso no rosto :)

*O modelo e ator Nick Bateman vai interpretar Miles Archer na adaptação cinematográfica de Ugly Love.

21 de ago. de 2015

Papos de Sexta: O lado feio de ser fã



Pensei em vários temas para o “Papos de Sexta” desse mês, mas depois que foi divulgado que eu e a Tita Mirra (que também é colunista daqui e minha parabatai) vamos mediar o bate-papo com a Colleen Hoover, só tenho olhos pra ela!

O mais lindo é que, quem me indicou “Métrica” foi a Tita (pausa para o momento oooowwwwnnnnnn que cuti-cuti!). Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Colleen e não poderia ter sido mais incrível.

Em “Métrica”, Hoover me apresentou o universo da poesia slam, que me deixou sem fôlego e com lágrimas nos olhos. Por meio dessa poesia, entendi que raiva, revolta, paixão, amizade e uma infinidade mais de sentimentos podem ser expressados da melhor forma em poesia, em palavras. Rimadas ou não. Que fazem sentido para os outros ou não. E essa conexão palavra-coração se estende para toda a narrativa escrita por Colleen e não somente para as poesias.

Aí li “Um caso perdido” sem saber, no início, que abuso apareceria na trama. E foi um soco no estômago porque precisava ser. E depois foi um afago no coração, porque necessitava disso.
E aí veio “O lado feio do amor”, que me deixou com o rosto ruborizado em vários momentos, precisando de banho frio em outros e sempre torcendo para que os personagens se abraçassem tão forte, que os caquinhos dos corações partidos se colassem de novo.

Essa é a escrita de Colleen Hoover: real, inspiradora, instigante, visceral, incrível! Tudo sem ser prepotente, sem “tentar demais”, sem ser piegas.

Mas por que, então, o nome da coluna? Eu explico.

Quando a gente gosta de algo, gosta muito mesmo, às vezes a gente sufoca. É como uma cegueira temporária, sabe? Eu já “sofri” disso quando comecei a integrar fandoms, mas aprendi muito com as cicatrizes emocionais que minha falta de temperança deixou. Aprendi que, mesmo sendo apaixonada por uma escritora ou livro ou personagem, isso não me dá o direito de ser má com outro fã, de ser mesquinha, de ser – em uma palavra - uma BITCH.

Com o tempo e – muitos desentendimentos que resultaram em amadurecimento – entendi que, se amo tanto tal livro ou autora, devo me entender como relações públicas dela! Tenho que ser a fã mais respeitosa para não “manchar” a imagem do livro, tenho que entender que, às vezes, as coisas são mais difíceis do que parecem e que nem sempre todo mundo vai conseguir o que quer.
Afinal, ninguém merece ouvir “Fã de Colleen Hoover é tudo mal educado! Cruzes!”, né?

Mas ter essa medida não é fácil. Requer paciência, experiência e ouvir os outros. Respeito é básico e é para todos independente se conhecem o livro desde que foi lançado ou se vão começar a lê-lo agora.
Então, nesse “Papo de Sexta”, além de dividir com vocês o amor pela nossa queridona Colleen Hoover, venho pedir um favor: vamos mostrar para ela – seja na Bienal, seja no evento na Livraria da Travessa – que não somos um caso perdido. Vamos mostrar o lado LINDO de ser fã. Que tal?


Para saber dos eventos, passem aqui ó (Travessa e Bienal). E vamos nos divertir com a vinda daquela que nos arranca o coração .... e a gente pede mais!

3 de jul. de 2015

Papos de sexta: Debaixo das cobertas

O inverno chegou, finalmente! Essa estação é uma delícia para quem gosta de ler. Aquele friozinho lá fora, e a gente debaixo das cobertas, na companhia de um ou vários livros. Adicione a bebida quente de sua preferência — café, chá, chocolate — e voilà! Podemos esquecer do mundo :D
Eu adoro o inverno, mesmo os dias cinzentos, e já separei alguns lançamentos para entrar no clima. Quer conferir a minha lista?


O primeiro é Lírio azul, azul lírio, da Maggie Stiefvater. Eu amo a autora, e essa é uma das minhas séries favoritas! Estou morrendo de curiosidade — de medo também — para descobrir o que a Maggie está tramando. Outro sobrenatural da minha lista é Livro das sombras, da Cate Tiernan. Eu adoro histórias sobre bruxos, e essa série é internacionalmente famosa e recomendada.


Inverno também combina com suspense, então separei o thriller Ela não é invisível, do Marcus Sedgwick. Eu não conheço o autor, mas a sinopse me deixou muito a fim de ler! Outro que me cativou pela sinopse foi Rich e Mad, de William Nicholson. Promete ser uma leitura deliciosa ;)


Aliás, jovem adulto combina com todas as estações, né? O novo da dupla David Levithan e Rachel Cohn, Naomi & Ely e a lista do não beijo, também está na minha lista. E que tal um chick-lit? As MAIS 5: Sorte no jogo, sorte no amor, da Patrícia Barboza, é uma boa pedida — e muito divertida também :)


Mas nada melhor do que um romance new adult para nos aquecer nesse inverno! Seja o bad boy irresistível de No limite do perigo, da Katie McGarry, ou o triângulo amoroso de Entrelinhas, primeiro romance da Tammara Webber. Dá para perder a noção do tempo com esses dois livros — mas se quiser uma leitura rapidinha, tem o conto Em busca de Cinderela, da Colleen Hoover ;)


Beleza Perdida, da Amy Harmon, é perfeito para iluminar os dias cinzentos. E depois, um livro para colorir: Ateliê Fashion: Estampas para colorir, da Rafaella Machado, que acabou de ser lançado — e é l-i-n-d-o!

Com tanto livro bom, só tem uma coisa ruim: o inverno vai passar e nem vamos sentir :)