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8 de dez. de 2015

Os melhores de 2015



Meu livro favorito de 2015, com certeza, foi O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador. A história do autor Taran Matharu fez um sucesso estrondoso no Wattpad, rede social de publicação e leitura online, e conta a história de Fletcher, um órfão de 15 anos que, sem saber como, consegue conjurar um demônio. A partir daí, ele garante uma vaga na Academia Vocans, uma escola que treina seus alunos conjuradores para a guerra contra os Orcs.
Lá, Fletcher irá fazer bons amigos e inimigos realmente péssimos. E acaba descobrindo muito sobre seu passado.
Me apaixonei pela história porque sou fanático por fantasias de qualidade, e essa tem elementos muito atrativos para quem curte uns feitiços aqui, um mago acolá e, de quebra, criaturas poderosas batalhando. O estilo de escrita do Taran tem muito daquele ar fresco de autores novos, cheios de disposição para criar e desenvolver do seu jeito o universo e os personagens tão carismáticos que criaram. Além disso, os demônios, que estão mais para pokémons, podem ser fofos e poderosos, e têm uma ligação íntima com seus conjuradores.
Tem muita ação, mistério e o livro mantém, o tempo inteiro, um ritmo que te faz não querer parar de ler.
Estou desesperado pelo próximo da série. Taran, escreve logo! Nunca te pedi nada...

Bjo!

Rodrigo Austregésilo



Reencontrar a princesa Mia depois de tanto tempo foi o ponto alto das minhas leituras em 2015. E não é que ela continua engraçada e totalmente adorável? Para quem ainda não sabe, esse ano lançamos um novo volume de O diário da princesa, de Meg Cabot, O casamento da princesa. Mia já tem 26 anos, ainda namora o Michael e continua tentando se esquivar das exigências de Grandmère. Como qualquer moça da sua idade, ela só quer se divertir de vez em quando, mas as coisas não são tão simples quando se é uma princesa! Formalidade é tudo e tanto a imprensa quanto a família real andam cobrando por um compromisso mais sério entre ela e o namorado. O sim é certo, mas isso, claro, não é tudo...
Temas contemporâneos e relevantes como feminismo, política e questões raciais se misturam às trapalhadas da princesa e seu séquito. Para mim, foi como reencontrar uma velha amiga e dar boas risadas. Mas fiquei com gostinho de quero mais. Ouviu, Meg? #FicaMia #MiaNewAdult #CometoBrazilMia

Aproveitem os feriados do final do ano para conferir e depois me contem!
Ah, quem ficar com muita saudade da Mia (como fiquei), pode procurar a edição capa dura de colecionador do volume um da série, com prefácio emocionante da Paula Pimenta – ficou espetacular e digna da realeza.  

Boas festas, pessoal!

Beijo da Ana



Já é Natal! Praticamente. E chegou a hora de revelar meu livro Galera predileto, entre tantos. Aliás, tarefinha ingrata! São tantos. Alguns ainda nem publicados. Escolher o livro do ano é quase como admitir que se ama mais um filho que outro... Devia ser proibido! Mas... vamos lá!
Um dos livros que mais me chamou a atenção no ano foi o primeiro juvenil da Sophie Kinsella, À procura de Audrey. Sim, fui leitora do Diários de consumo e ri muito com as trapalhadas da Becky Bloom. Realmente estava curiosa para ver como a autora conseguiria abordar um tema tão delicado como bullying, sem perder a própria voz. Até porque, a personagem principal, Audrey, é uma adolescente. Nada a ver com as balzaquianas às voltas com encontros malsucedidos, chefes exigentes e contas a pagar. Mas Sophie conseguiu migrar de gênero, sem abandonar suas principais características, e construiu um romance com personagens incríveis de tão críveis. Delicado e bem-humorado, o livro me emocionou... Afinal, quem nunca se sentiu deslocado, sozinho e triste? Lutando para encontrar não só seu lugar no mundo, mas uma forma de se colocar nesse mesmo mundo, defendendo suas opiniões com consciência e, por que não?, sempre, com educação. Respeito às diferenças!!!! Por favor! Hoje mais que nunca! Como não amar? Sou aquário!!  

Adriana Fidalgo



Me deram a tarefa superdifícil de escolher meu livro favorito do ano. Estava aqui pensando em 2015, nas coisas importantes que vieram à tona, e em como o feminismo ganhou destaque na mídia e nas redes sociais. Esse movimento é muito importante e para efetuarmos uma mudança nos padrões de desigualdade, precisamos empoderar as mulheres, tanto as reais quanto as ficcionais. E foi pensando nisso que escolhi falar de uma das séries com a personagem feminina mais forte de todos os tempos: Trono de Vidro.

Eu nunca li nada como Trono de vidro e nunca conheci um personagem como a Celaena. Ela é uma assassina, tem seu próprio código de ética. Ela luta de igual para igual com homens e mulheres. Ela é frágil, claro, como todos somos em algum momento. Mas  a saga de Celaena não acaba com ela se apaixonando pelo homem ideal. Não. Celaena se apaixona diversas vezes, mas isso nada tem a ver com sua luta. Celaena não precisa da proteção do homem amado, pelo contrário, ela é quem o protege com unhas e dentes e lâminas afiadas. Afinal, se envolver com uma assassina desse tipo é extremamente perigoso para qualquer homem. E Celaena não enxerga as outras mulheres da corte como uma ameaça. Ela forja amizades com outras mulheres fortes e juntas elas lutam contra inimigos comuns. Além de ser um livro de fantasia de proporções épicas, cheio de reviravoltas, traições e personagens complexos, Herdeira de Fogo é um romance com uma protagonista que todas as garotas podem admirar. Afinal, já está mais do que na hora da gente ter uma heroína para chamar de nossa! E precisamos de mais livros assim.

Rafa Machado

11 de dez. de 2013

Melhores do Ano: Surpresa

Oi, gente! Tudo bem? O dia hoje está completamente chuvoso aqui no Rio de Janeiro, com água pra tudo quanto é lado e eu decidi que seria um bom dia para falar sobre um dos meus livros favoritos desse ano: Limiar!

Sem dúvida, esse livro foi a maior surpresa. Logo no começo, quando somos apresentados aos personagens, fica claro que se trata de um YA e logo identificamos aquele estereótipo de losers x populares. Mas Jessica Warman (cara, eu queria dar um abraço nela!) foi muito feliz em ir além desse estereótipo com seus personagens e com o enredo que criou para Limiar.

Foto por Mariana Dal Chico - Psychobooks

 A trama gira em torno de Liz Valcher, a super popular, linda e rica adolescente que teve a morte da mãe na infância ‘compensada’ com bens materiais. Tanto que em seu aniversário de 18 anos ela se junta com os amigos mais íntimos em um barco regado de álcool e erva (if you know what I mean) para comemorar em grande estilo. Só que, ao acordar, o presente que ela ganha é descobrir-se morta. Sim, ela acorda com essa e nós, leitores, temos que lidar com esse baque logo de cara. Mas tá na sinopse, então essa não é a maior surpresa.

A morte de Liz é um mistério para ela e é o suspense que norteia o livro. Enquanto tenta entender o que aconteceu, somos apresentados a várias perspectivas da história. Uma é a dos personagens vivos, seus amigos e familiares, lidando com sua morte. A outra é a da Liz fantasma, presa nesse ‘plano’, sem se lembrar do que aconteceu, sem poder ‘prosseguir’ e tendo que lidar com a dor que sua morte causou em seus entes queridos. Outro fator importante para a construção da narrativa de Jessica é falta de cronologia causada pelos flashbacks.

Liz não sabe como morreu, por que seu ‘espírito’ ainda está na Terra e menos ainda por que sua única companhia é um menino chamado Alex, também fantasma, morto um ano antes. Em vida, Alex era o loser e Liz a popular. Mas, em morte, esses dois só têm um ao outro nessa jornada em busca de respostas, porque, assim como Liz, Alex também tem perguntas sem respostas sobre sua morte.

“ ‘Limiar’ é o tipo de livro que parece um quebra-cabeça. A cada capítulo vamos juntando peças e encaixando-as no enredo até chegar ao final. E quanto mais perto do fim você esta, mais difícil é parar.” Alessandra Messa, blog Fútil Mas Inteligente 

Eu não sei qual a sua religião ou qual a sua visão sobre vida após a morte, mas Limiar faz qualquer um pensar nisso enquanto acompanhamos Liz e Alex voltando a momentos passados para juntar as poucas pistas que têm e montar esse quebra-cabeça. Eles também não sabem o que virá depois, mas, juntos, deduzem que precisam compreender certas coisas sobre suas antigas vidas antes de continuar.

Os personagens secundários também fogem do padrão. Tipo, Liz e Richie se amam além daquela coisa de “garota popular + quarterback gostoso” e o sentimento deles se mostra realmente profundo quando descobrimos que a vida de Liz era, na verdade, uma merda – apesar de toda a grana – e que Richie traficava. Sim, isso mesmo, um traficante apaixonado. Quem diria, hein? Mas é verdade, e chega até ser bonito, embora romance não seja bem o lance de Limiar.

"Apesar dos meus sentidos apurados em relação a ele, Richie não dá sinal algum de que consegue me detectar. Fecho os olhos, concentro-me no amor que sinto por ele e consigo sentir cada pelo, a natureza imperfeita de seu rosto doce, o ângulo de seu maxilar. Tenho tanta certeza de que ainda estamos ligados que começo a tremer."

Enquanto somos apresentados às cagadas que rolavam na vida de Liz, vamos acompanhando seu amadurecimento em morte, especulando sobre o que a matou e tentando responder às perguntas que surgem a cada novo capítulo. E ainda tem Alex, que soa irritante às vezes, que não sabemos por que está ali e queremos saber logo! Haha

Se você é leitor assíduo de YAs, mas gosta de um suspense sobrenatural, não precisa mais oscilar entre um livro e outro. Limiar tem tudo isso e, com certeza, você vai adorar! Agora eu vou parar de falar e deixar o 1° capítulo aqui pra você conferir. Depois me conta aqui nos comentários o que achou?

Até semana que vem!



xoxo

3 de dez. de 2013

Melhores do Ano: Fantasia

Oi, gente! Tudo bem? Como na semana passada a Ana Resende escreveu sobre Literatura Fantástica, resolvi pegar carona pra falar do melhor livro de fantasia do ano: Merlin – Os Anos Perdidos!

Neste livro, o primeiro de uma série de cinco, T.A. Barron compartilha com a gente seus profundos conhecimentos sobre a mitologia de Merlin e, mais do que isso, ele nos apresenta um novo ponto de vista sobre a história do mago: sua infância e juventude.  Entre tantas referências ao mago já adulto, é muito bacana constatar que conselheiro do Rei não nasceu velho e sábio. Não que alguém acredite nisso, mas você não concorda que é, no mínimo, fascinante e enriquecedor que possamos saber a história do maior mago da história, desde o início? Para quem gosta de fantasia com elementos mitológicos e cenários extraordinários Merlin - Os Anos Perdidos é um prato cheio!


Diferente de tudo o que já conhecemos sobre Merlin, neste primeiro livro somos apresentados ao menino Emrys e sua jornada de autoconhecimento até se tornar o lendário Mago. Com narrativa em primeira pessoa, acabamos descobrindo tudo junto com ele e acompanhando seu desenvolvimento pessoal e mágico, digamos assim. Enquanto vivenciamos com Emrys suas experiências na tentativa de reconstruir sua vida e descobrir quem é, de onde vem ou entender seus poderes conforme estes vão surgindo, também vamos conhecendo Fincayra, a terra à qual o jovem mago acredita pertencer. A descrição de cenários feita pelo autor é tão fascinante que você vai além da visualização do lugar, chegando ao encantamento! Mas muitas são as perguntas sem respostas, o que aumenta, para nossa sorte, as aventuras de Emrys em busca delas:

“— Então esse é o meu verdadeiro nome?
— Não necessariamente! Seu verdadeiro nome pode não ser seu nome de batismo.
— Emrys nunca caiu bem para mim. Mas como eu encontro meu verdadeiro nome?
— A vida vai encontrar para você.
— Não sei o que você quer dizer.
— Com sorte, você saberá no devido tempo.
— Bem, meu verdadeiro nome é um mistério, mas pelo
menos agora sei que sou de Fincayra.
— Você é e não é.
— Mas você disse que eu nasci aqui!
— Seu lugar de nascimento pode não ser o lugar ao qual pertence.” (pág,282)

Por falar em encantamento, é claro que desde já temos contato com a magia de Merlin. Podemos ver sua incompreensão às primeiras manifestações de seus poderes, a busca pelo conhecimento e pelo controle dessas novas habilidades. E, claro, tudo isso acompanhado de elementos nórdicos, criaturas malignas, deuses, mitos celtas e sabedoria milenar que podemos tirar proveito nos dias de hoje, como seus conflitos internos e externos de bem contra o mal.

“E acabei por entender, de uma forma como jamais antes, que os livros são realmente milagrosos. Até ousei sonhar que um dia, de algum modo, eu conseguiria me cercar de livros de muitas épocas e muitas línguas.” (pág.93)

Que Merlin guie você ao milagre dos livros em Os Anos Perdidos

27 de nov. de 2013

Melhores do ano: Somos todos nerds

Foto por Sharon Eve Smith para o A Series of Serendipity
Olá, pessoal! O Melhores do Ano de hoje vai ser super geek, homenageando o livro Fator Nerd – Contatos Imediatos do 1° Amor. Para começar, eu gostaria de dizer duas coisas:

1-  Diz o ditado que “de médico e louco todos temos um pouco”. Já eu acredito que de nerd e louco todos temos um pouco; e 
2-  Eu não sei do que você gosta, mas com certeza você vai encontrar algo do seu interesse em Fator Nerd! Continue lendo a coluna, leia o livro se puder e depois conta pra gente.


Archie tem 14 anos e é um nerd daqueles que jogam RPG com os amigos também nerds, pinta gárgulas de acetato e não faz qualquer ideia de como se relacionar com garotas. Além disso, ele ainda tem que lidar com seus conflitos internos, o divórcio dos pais, o padrasto babaca, os valentões da escola... e a paixão fresquinha pela Linda Gótica! Quem nunca passou por uma situação parecida, né? Bom, eu nunca pintei gárgulas, mas fiquei com muita vontade depois de conhecer a arte de Archie!

O livro já começa com citações de O Homem-Aranha e O Senhor dos Anéis e, conforme você vai avançando a leitura vai se deparando com muito mais: Star Wars, Star Trek, Harry Potter, e se você for musicalmente eclético como eu, vai se deparar com referências musicais que vão de AC DC  a Lionel Richie – e vai adorar!

No decorrer das páginas, vamos entendendo o conceito de Monólogo Interior (MI) e Monólogo Exterior (ME) criado por Andy Robb para demonstrar o conflito interno adolescente de Archie. O MI é o que ele pensa e gostaria de dizer, mas não consegue. Já o ME é o que ele diz só para agradar os outros ou para encerrar um assunto, mesmo contra sua própria vontade. É tipo um mecanismo de defesa contra invasões ao seu universo nerd paralelo.

Aqui está a resenha que a Zilda Peixoto, do blog Cachola Literária fez de Fator Nerd e a seguir você pode ler um pouquinho do que ela achou do livro:

À primeira vista, Fator Nerd pode lhe parecer apenas mais um livro infanto-juvenil. Mas não se engane com a aparência infantil que a capa deixa transparecer. Apesar do livro falar diretamente sobre o universo dos nerds e geeks, qualquer leitor, independentemente do grupo social que pertença ou se encaixe, poderá se identificar ao longo da narrativa.

E se você acha que o livro não é pra você porque não se considera nerd, veja só o que nosso jovenzinho pensa sobre isso:

“— Para mim, Archie — começa ele —, todo mundo é algum tipo de Nerd. Futebol, filmes, música... Não importa qual é o interesse; se você sente fascínio por ele, então você é um nerd. Simples assim”

Se for pra chutar, a gente aposta que você é um nerd literário, mas vamos deixar você contar pra gente!

xoxo

19 de nov. de 2013

Melhores do Ano: Melancolia

Olá, pessoal! Tudo bem? Todo mundo leu bastante durante o feriadão? Espero que sim!

Bom, para continuar com a nossa coluna premiada com os melhores do ano, eu escolhi o querido Como Dizer Adeus em Robô. Na verdade, ele já estava escolhido há algumas semanas, quando tive a ideia pra coluna, e eu estava bem ansiosa para falar sobre ele. *.*

Foto por Bruna Mateus

A história gira em torno da garota-robô e do garoto-fantasma e, com certeza, é bem diferente do que você tem lido por aí. Bea ganhou esse apelido da mãe, que costumava dizer que ela não tinha sentimentos. Já Jonah é chamado assim pelos cruéis colegas de escola, que não fazem ideia do que está por trás de sua solidão. Até que Bea aparece.

Jonah, sendo só como era, não poderia imaginar que algum dia compartilharia com alguém o que compartilhou com Bea. Mas, calma, essa não é uma história de amor qualquer. Na verdade, não é realmente uma história de amor, mas também não deixa de sê-lo. Quer ver só?

“Se um namorado é a primeira pessoa em quem você pensa quando acorda pela amanhã e o último rosto que vê antes de dormir, então eu estava apaixonada por Jonah, Mas, se um namorado tinha que envolver química e beijos e sexo e essas coisas, então, não, ele não era isso.” (pág.130)

Enquanto a amizade dos dois vai crescendo, vamos conhecendo um pouco mais sobre eles, principalmente Jonah. É incrível como coisas e pessoas legais podem passar despercebidas devido a certos rótulos, né? 

Eu não tenho celular – disse ele. – No meu quarto tenho um telefone de disco dos anos 1960. Demora à beça para discar, o que me impede de dar telefonemas impulsivos.” (pág. 111)

Ah, olha aí uma das coisas que mais gosto em Jonah: ele é um pouquinho antiquado. Antiquado e solitário, ele encontra companhia no Night Lights, um programa de rádio onde as pessoas podem participar ao vivo e onde amizades surgem – e se fortalecem, como a dele e de Bea. Foi nesse momento que o livro me pegou, porque fiquei imaginando duas pessoas incompreendidas encontrando companhia e apoio uma na outra, através de um programa de rádio, uma coisa que eu realmente amo e sinto falta. Sério, eu adoro o dial, os locutores, as dedicatórias... e era bem isso que eles faziam, conversavam pelo rádio (eu até tive minha própria experiência a la Night Lights XD)! Tem como não amar?

Escrito por Natalie Standiford, o livro é um presente para os leitores e nos leva a lugares distantes da noite, do tempo e de nós mesmos. Ele é um presente daqueles bonitos, sabe, bonito além da história compartilhada por Jonah e Bea (que eu não posso contar por causa de spoilers). Vejam como ficou linda a arte a final do livro, toda em preto e rosa!


“Eu senti como se fosse possível abrir uma porta no meu peito oco de metal – só abri-la, facilmente – e ver meu coração latejando, cru e sangrento e dolorido. Você até podia esticar a mão e apertá-lo se quisesse.” (pág. 308)

Essas últimas palavras são de Bea, mas traduzem exatamente como me senti lendo Como Dizer Adeus em Robô. Mas não pense que você deve deixar de ler por causa disso. E caso você realmente não tenha lido e esteja se perguntando o porquê da melancolia no título, você vai entender ao terminar a leitura: o fechar do livro é quase como um abraço. Vale a pena tudo até ali.

xoxo

12 de nov. de 2013

Melhores do Ano: Nostalgia

Oi, pessoal! Tudo bem? 2013 tá chegando ao fim, a gente aqui já tá se preparando pro Natal e tá na hora de pensar nas resoluções de ano novo e fazer aquela retrospectiva do ano que passou, né? Pensando nisso, estreamos agora a coluna Melhores do Ano, com uma seleção dos queridinhos de 2013 pra compartilhar com vocês. Cada semana será um tema e um livro (ou dois ^^) diferente pra gente relembrar. E falando em nostalgia, vamos começar com O Futuro de Nós Dois?


O ano é 1996 e Emma e Josh são amigos desde sempre, até que um climão adolescente os afasta um pouquinho. Mas uma coisa maior que isso volta a juntar os dois vizinhos: a descoberta de um tal de Facebook.

Nessa época, menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio dos Estados Unidos já tinha usado a internet e a maior rede social do mundo só seria inventada dali a alguns anos. Então imagine conectar sua internet discada e se deparar com uma página azul revelando seu futuro infeliz? Emma pira, enquanto Josh fica feliz em saber que se casará com a gostosona da turma! Bom, não exatamente.




Mas, sim, você leu certo: internet discada! Ler O Futuro de Nós Dois te leva de volta àquela época de cd de conexão da AOL e de linha telefônica ocupada quando a internet está conectada e é legal se identificar com esse passado (e mais ainda saber que ele não só passou, como evoluiu! Rs). Mas o mais legal é refletir nossas vidas atuais com o Facebook.

Enquanto Emma e Josh percebem que esse tal Facebook mostra o futuro deles dois baseado em suas vidas atuais e que cada ação presente interfere E altera o futuro, nós, leitores, percebemos as diferenças entre os anos 90 e nossos dias atuais, 20,30 anos depois. Tá, pode ser que você se sinta meio velhinho, mas quem não sente saudades dos anos 90? 
  
 “— Por que diz aqui que ela tem trezentos e vinte amigos? — Josh pergunta. — Quem tem tantos amigos assim?”  (pág. 38)

Quem não tem 320 amigos no Facebook hoje, né, gente? Isso é tão fácil quanto ler as cerca de 300 páginas mencionando vez ou outra uma internet discada ou um discman. Por falar em discman, o livro é cheio de músicas animadinhas que vocês podem ouvir na playlist que fizemos pra ele \o/ ! Além das músicas, nós fizemos um booktrailer cheio de referências aos anos 90 e, o melhor, com a participação dos nossos leitores! Quem lembra? 


Kit de divulgação do livro - Foto por Melina Souza
Pessoalmente, O Futuro de Nós Dois me lembrou muito um dos meus filmes favoritos dos anos 80, De Volta Para o Futuro, e lê-lo foi como embarcar no sensacional DeLorean do Dr. Emmett Brown! *.* Tá, agora é a vez de vocês comentarem sobre o livro. E, caso não tenha lido ainda, leia o 1° capítulo aqui e comente você também! =D

xoxo

20 de dez. de 2012

OS MELHORES DO ANO - 2012

Com as festas de fim de ano batendo à porta, é a deixa para lembrarmos que, enfim, chegamos até aquela fase que a gente ama: fazer o balanço das coisas que aconteceram nos últimos 12 meses, comer coisas gostosas, e... escolher os nossos livros preferidos do ano! Claro, né? Para isso, toda a equipe da Galera se reuniu para pensar e falar um pouquinho sobre os livros que falaram mais alto com cada uma de nós em 2012. Vamos a eles!





A Ascensão do Governador - The Walking Dead - Ana Lima

É difícil escolher o filho preferido, mas esse ano até que foi fácil. The Walking Dead - A Ascensão do Governador causou um rebuliço na nossa equipe. Logo ele estava nas listas de mais vendidos de todo o país, mostrando que crossmedia veio para ficar - temos uma série de quadrinhos que deu origem a uma série de TV, que deu origem a uma série de livros, e tudo é bom pra caramba. Claro que o toque de Midas de Robert Kirkman é o que dá unidade à "brincadeira", e o homem é gênio! Preciso confessar que antes de TWD eu tinha um certo nojinho da espécie e minha lealdade estava com os unicórnios... E agora eu tenho uma mochila do apocalipse pronta com remédio, pilha, mudas de roupa etc. Vai acontecer, e quero estar pronta. Podem me julgar, é sério! Alguns podem discordar, mas o mérito dessa história não são os zumbis e suas bocas escancaradas, passos cambaleantes e feridas abertas. Somos nós. No fim do mundo, os valores se invertem e a humanidade esbarra na sobrevivência o tempo todo. A cada página, a cada episódio, a gente pensa: o que eu faria? E quem dera simplesmente fosse viver ou morrer. O que vemos é matar ou morrer, viver ou se sacrificar... Cada mínima decisão - assim como cada palavra dita ao sobrevivente que você acabou de encontrar, que pode ser útil ou te atrapalhar a beça - vai influenciar o amanhã, que você nem sabe se estará vivo para ver... Joguem o melhor jogo do ano para treinar um pouquinho essa parte e deixem prontas as suas mochilas :-) Mas antes curtam o Natal, o Ano-Novo, as férias, o verão! Afinal, o mundo não PODE acabar antes de 10 de fevereiro, não vamos deixar. Assinado: uma fã louca, hehe.

Um beijo da Ana

Cinema Pirata - Adriana Fidalgo

Eu sou o pirata de perna de pau, olho de vidro e cara de mau. Será?

Quem nunca ouviu um mp3 de origem duvidosa, que atire o primeiro pen drive! Cinema pirata é, para mim, um dos melhores lançamentos da Galera neste ano. Como se não bastasse um herói irônico, divertido e talentoso, o autor mete o dedo em um dos assuntos mais polêmicos desde que a Internet largou as fraldas: a pirataria na web. Propriedade intelectual, a influência das grandes corporações midiáticas nos governos e preços abusivos para a diversão mais amada dos jovens — cinema e música — são apenas alguns dos pontos que permeiam essa aventura distópica. Mas nada de apocalipses zumbis nessas páginas. O futuro de Cinema pirata é logo ali. Tudo que acontece, podia acontecer nos dias de hoje. Aliás, numa sacada genial, o leitor não sabe direito em que ano no futuro ocorre a trama, apenas que a perseguição aos downloads ilegais chegou ao extremo. Assim como a dependência digital. Com sagacidade, Cory Doctorow, ele mesmo um ferrenho ativista por uma rede mundial mais aberta e democrática, cria personagens divertidíssimos, uma heroína que qualquer garota inteligente gostaria de ser (e que tem um apelido foférrimo) e um final apoteótico, desses que fazem a gente berrar “YES!”, com direito a soquinho no ar e tudo. YES!

Feliz 2013!
Bjks,
Adriana

Leviatã – A missão secreta - Ellen Kerscher

Scott Westerfeld era quase uma lenda pra mim antes de ter lido algo dele. Mas depois de Leviatã – A missão secreta, virei fãzaça! Daquelas de querer foto junto, pedir assinatura e ter a sorte de dizer ao vivo o quanto gostei do que li. Além de ter conhecido o Scott no evento da Galera no Rio, participei do projeto todo do livro. E, apesar da tradução e do copi impecáveis, foi um projeto graficamente complicado, cheio de ilustrações maravilhosas e um mapa riquíssimo, essenciais para a trama. Por quê? Imagina um cenário steampunk. Lembra da história da Primeira Guerra Mundial. Então, coloca sendo o lado alemão, os mekanistas, que só constroem armas de guerra gigantescas no estilo Warhammer, e o lado inglês, os darwinistas, que dão vida a seres esquisitérrimos geneticamente fabricados. Rá! Agora deixa uma baleia-zepelim (o leviatã!) e um “Transformer” brincando no tabuleiro da Primeira Guerra Mundial. Dá é muito pano pra manga. Como valeu a pena, que recompensador trabalhar nesse livro. Como uma boa fã, não vejo a hora de ler o próximo. Sério. Vai agora ler! Beijos, Ellen :)

Anjo Mecânico (As peças infernais - Vol. 1) - Paula de Carvalho

Confesso que fiquei bem curiosa para ler o Anjo Mecânico quando soube que era um prequel de Instrumentos Mortais. Afinal, quem não fica com aquela vontadezinha de saber mais sobre uma série que ama? Se não por curiosidade, é no mínimo muito bom para matar a saudade daquele mundo que praticamente já faz parte da sua vida.
Bom, nem preciso dizer que o Anjo Mecânico não decepcionou meu espírito investigativo, né? - afinal, foi meu escolhido! Acompanhar a história de Tessa e ir descobrindo com ela o submundo faz com que a gente se sinta ainda mais próximo dele, e coletar as peças do quebra-cabeça é uma das partes mais legais. Quem eram os Caçadores de Sombra antes dos nossos já conhecidos e amados personagens? Quem controlava a Clave? Como ela se tornou o que é agora? A ansiedade de juntar todas as peças é quase incontrolável! E como se não bastasse tudo isso, a história de Tessa é impossível de parar de ler, e te envolve tanto que quando você vê está sacudindo o livro do tipo “Eu-não-acredito-que-isso-tá-acontecendo!”. Duvido que alguém ainda não tenha passado por isso, haha! Então, seja por curiosidade, por saudade ou simplesmente por vontade de ler uma boa história — afinal, tem jeito melhor de matar o tempo até a estreia do filme?? —, super-recomendo o Anjo Mecânico como leitura para as férias!
Um beijo da Paula (Di)

Nas Sombras - Fernanda Moura

“Lê, Fê. É MUITO bom”. Foi com essa frase que tive o incentivo para começar a ler Nas Sombras. Confesso que fiquei meio desacreditada –– nunca tinha lido um livro com fantasma ––, mas me surpreendi, e muito! Nas Sombras encanta com a maturidade de uma personagem de apenas 16 anos, que é capaz de cativar por estar em uma situação tão inusitada. Aura passa toda a sua vida tendo que lidar com o fato de ouvir e ver fantasmas. Quando a banda do seu namorado, Logan, faz um supershow, acontece o pior. Na festa de comemoração, ele morre de overdose. Mas volta! Passa a fazer parte da vida dela exatamente como antes, só que sem poder tocá-la ou ser visto, sem poder estar em todos os lugares, ou seja... Não é exatamente como antes. E agora? Da mesma forma que comecei, digo pra vocês: Leiam, galera! É MUITO bom. Amei, com direito a chororô e tudo que tem direito quando se está lendo um livro daqueles! Beijinhos, Fê. :)


Psycho Killer (Gossip Girl) - Juliana Moreira

Ser capaz de recriar um mega sucesso editorial, trazendo toda a atmosfera de luxo, riqueza, glamour - e, ainda, aquelas intrigas que nós adoramos - para um contexto totalmente cômico e sangrento? Sim! Não tem como não amar Gossip Girl - Psycho Killer!  Eu sempre fui uma fã de carteirinha da série (seja nos livros, na telinha, em qualquer formato). Quando a Cecily veio para a Bienal e tive meu primeiro livro autografado, foi só felicidade. Acredito que quando se trata de GG sou daquelas fãs facinhas. Sempre irei sair como uma pessoa suspeita por estar elogiando algum livro que remeta a série. De qualquer forma, garanto – mesmo! - a diversão. É girar a chave daquele pezinho no humor-negro e acelerar: página 1 e VAI. :D


Escolhas de Formatura (Sociedade Secreta - Vol. 4) - Marcela de Oliveira

De muitos livros legais que li esse ano aqui na Galera, o melhor foi Escolhas de formatura. Quem acompanha a série Sociedade Secreta já devia estar morrendo de ansiedade para o último volume. E, acreditem, o livro está maravilhoso. A Diana Peterfreund é uma autora incrível! Ela criou uma trama muito boa, emocionante, cheia de reviravoltas até o último minuto. Você fica louca querendo devorar tudo até o final para saber o que vai acontecer e, ao mesmo tempo, triste porque está acabando. A história é fofa, mas tem sempre aquele clima de mistério por trás. É de tirar o fôlego de tão bom. Sem falar na protagonista, que é demaaais! Sério, ela é fofa, inteligente e divertida! Muito girl Power! E esse clima de universidade, formatura chegando, escolhas difíceis a fazer... Me identifiquei muito – com exceção da sociedade secreta, é claro... Quem sabe!