27/01/2012

Papos de sexta: Livros X filmes, por @vivimaurey

Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por Senhor dos Anéis e Harry Potter. Respiro ambos desde meus doze anos, quando o mundo ainda não vivia o boom da era digital, mídias sociais e mobilidade social *cof cof* celular. Mas é claro que já existia o cinema (hello, me chamo Viviane e sou uma pirralha dos anos 80). Quando eu nasci já tínhamos grandes nomes como Spielberg, George Lucas e James Cameron, não esquecendo, é claro, dos mais clássicos ainda: Hitchcock, Coppola, Scorsese, Polanski, Woody Allen, entre muitos outros.

Acredito que muitos fãs de cinema e literatura – mas é melhor falar só por mim –, amam quando os nossos livros prediletos são escolhidos para seguirem vida nas telonas. Ainda mais agora que podemos acompanhar o início de tudo pela internet, desde a escolha do roteirista até o fechamento do elenco, como é o caso de Fallen, da autora Lauren Kate; Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare, entre tantos outros...

Mas e quando o fã – a gente que é um sabe o que isso significa – tem uma opinião diferente da do próprio roteirista ou diretor do filme? Quando lemos um livro, a interpretação da história é 100% nossa; isso dá mesmo a impressão de que o livro é nosso, de que temos direito sobre ele. Normal. Você não é o único maluco que vê dessa forma. Sofremos todos do mesmo mal, risos! Ou você acha que alguém pode dizer melhor do que EU como o Jace (de Instrumentos Mortais) deveria se portar ou se vestir no filme? (não é assim?) ;)

A questão de tudo isso é: ver um filme adaptado daquele livro que você tanto ama não deveria ser o fim do mundo caso ele não atenda às suas expectativas. A gente não pode esquecer nunca de que um roteiro para o filme será SEMPRE ADAPTADO, ou seja, não é para ser igual. Outra coisa, aquela interpretação que você teve é tão livre quanto a de qualquer outra pessoa, principalmente a dos produtores e roteiristas do filme. É importante sim, o elenco descobrir onde fica a essência principal da história e não deixá-la morrer, mas isso pode mudar de acordo com a proposta do roteiro adaptado. Tem filme que até o ponto de vista do narrador muda completamente.

Gente, é indústria! Se os direitos do livro foram vendidos, os caras que compraram podem fazer com ele a mesma coisa que fizeram para o cão chupar manga (sério, ninguém merece essa expressão)! Se você queria tanto que fosse do seu jeito, junta grana e compre você mesmo os direitos, risos! Ah, e, é claro, aprenda a fazer cinema... É simples. Alguém sempre ficará insatisfeito. Não se pode agradar a todos. :P

Vejo várias coisas que poderiam ter sido diferentes tanto em Harry Potter como em Senhor dos Anéis, mas quem sou eu para colocar defeito? Se a própria Rowling deu suporte e consultoria para os produtores... tipo... do que EU seria capaz de reclamar?

Se um maluco (Peter Jackson) levanta uma ideia, arrecada uma grana, em tempos difíceis, devo acrescentar, faz uma distribuidora acreditar nele (um cara que não era nenhum Spielberg da vida) e filma três produções de uma só vez – o que não é para qualquer um –, a única coisa que EU posso fazer é tirar o chapéu e abaixar a cabeça.

Mesmo não aceitando algumas mudanças absurdas que Peter Jackson fez nos roteiros adaptados, PRECISO reconhecer que o cara é um gênio e agradecer ZILHÕES de vezes. Se não fosse por ele, Senhor dos Anéis não teria ido para as telonas, ao menos não naquele momento da minha vida, e nem na Nova Zelândia que, na minha opinião, fez a grande diferença. Afinal, a Terra Média é uma personagem importantíssima para a voz da história!

Então, sempre antes de reclamar das escolhas que PROFISSIONAIS fazem para levantar um filme cujo roteiro será adaptado de um livro famoso, meço bem as minhas palavras. ;)

E você? Qual livro mais gostaria de ver no cinema?

Bjocas, 
Vivi.

20/01/2012

Papos de Sexta especial: Meg Cabot

Promessa é dívida, galera! Aqui está a entrevista que prometemos com a Meg Cabot. Das quase 900 perguntas que recebemos - uau!!! - selecionamos 15 para a Meg responder. Confiram!



@nathaliadayse
Se você tivesse que escolher um dos seus livros para viver, qual seria?

Resposta: Definitivamente, eu gostaria de morar em Genóvia, como a princesa Mia de Os diários da princesa. O clima é sempre perfeito, em torno de 25 graus, e ela tem um namorado incrível. Mas eu não queria ser uma princesa, nem ter que lidar com alguém como Grandemere. 
Minha segunda opção acho que seria meu novo livro, Abandono, porque Isla Huesos, na Flórida, parece ser um lugar legal. O clima é bom (se não considerarmos os furacões e o Submundo sob a cidade). 
A terceira opção opção seria a série A Mediadora, porque Carmel, na Califórnia, parece linda. E ter que viver com Jesse, embora ele seja um fantasma, não seria tão ruim, acho.     

@Fabee_Lima
O que você carrega na sua bolsa?

Resposta: Sempre tenho gloss e rímel, porque você nunca sabe com quem pode encontrar ou quando poderá encontrar, tipo, o Johnny Depp; e a minha carteira, caso precise comprar algo para comer ou beber, porque estou SEMPRE com fome ou com sede (é verdade, podem perguntar para qualquer um que já esteve em book tour comigo); óculos, porque não vejo nada sem eles; e canetas e um bloquinho (caso eu tenha alguma boa ideia)! 

@ItsACarolina
Como é influenciar a vida de milhares de jovens e qual a sua maior responsabilidade com o público?

Resposta: Me sinto responsável por contar histórias de garotas que talvez não tenham se sentido sempre fortes, mas que ao longo do caminho podem descobrir poderes que nunca imaginaram ter. E isso porque acredito que todos estamos na Terra por um motivo e todos temos alguma coisa com a qual podemos contribuir - nossa missão é descobrir que motivo é esse!

@Pam_tastica
Já pensou em reescrever algum dos seus livros na visão dos meninos? Como, por exemplo, O Diário de Michael?

Resposta: Eu não decidiria escrever uma série do ponto de vista masculino (fosse Jesse, de A  Mediadora, Michael, de O diário da princesa, ou mesmo John Hayden, de Abandono, nem dos irmãos de Allie Finkle ou Alaric ou Lucien, de Insaciável), mas eu também não reescreveria um livro já terminado, porque para mim grande parte da diversão vem de descobrir, com os leitores, o que vai acontecer (embora enquanto a autora eu JÁ SAIBA o que vai acontecer - a verdade é que eu nem sempre sei e isso é o que faz escrever ser tão divertido!
  
@laibrisa
Qual a lembrança mais engraçada que você levou do Brasil?

Resposta: Não sei se foi a mais engraçada, mas uma das melhores coisas depois de visitar o Brasil foi ter conhecido tantos leitores maravilhosos, como os que estão nesse vídeo

@autumnoir
Já pensou em escrever um livro com a Henrietta como personagem principal?

Resposta: Ah, que fofo! Ótima pergunta. Sinceramente, de jeito nenhum, porque seria um livro muito chato sobre um gato de vinte anos que dorme o dia todo, depois acorda sua dona MUITO cedo de manhã, implorando por comida - ainda que seu potinho esteja cheio. Henrietta já me tem em sua patinha. Ela não precisa de mais nenhuma atenção!

@garotait
Em uma série, a opinião dos fãs pode interferir no rumo dos personagens na hora de escrever?

Resposta: Bem, sim e não. Se for um personagem cuja história não fosse crucial para o desenvolvimento que imagino para a série, eu mudaria se pedissem (o título original do segundo volume de O diário da princesa era Princesa do vômito, mas me pediram para mudar. Então mudei! Quem se importa com títulos? Não são tão importantes assim). 
Mas se eu sentisse que fosse algo que iria mudar o desenvolvimento da trama ou a minha visão narrativa, não, eu não mudaria, independentemente do que dissessem (como, por exemplo, que a Mia terminasse com o JP e não com o Michael. Muitos leitores pediram por isso. Eles eram loucos? De jeito nenhum!)
Como escritora, às vezes é importante acreditar na sua visão, sem se importar com o que os outros dizem! Porque, sabe como é, no fim você terá razão.      

@JuanGlavenburgo
Qual dica você daria para jovens escritores? Eles deveriam escrever o que gostam ou seguir a moda?

Resposta: Não escreva pensando no mercado, porque quando o livro estiver pronto, qualquer que seja a moda no momento, talvez não seja mais tão popular assim quando o livro for publicado. Escreva sobre qualquer coisa que VOCÊ ame (ou odeie), porque sua paixão (tomara) fará com que outras pessoas se apaixonem por sua história também!

@AlanaGonzaga
Já pensou em escrever um livro no qual o cenário principal fosse o Rio de Janeiro?

Resposta: Na verdade, algumas cenas de Mordida, a continuação de Insaciável, são no Rio de Janeiro; e são flashbacks. Há um personagem brasileiro, um padre bem bonito chamado Padre Henrique. Ele vai a Nova York para combater um cruel inimigo que acordou, os Lamia, o clã mais temido entre todos os vampiros. Outra personagem, chamada Carolina, também é brasileira. Ela integra a Guarda Palatina, a unidade do vaticano que combate os vampiros!  

@segredoskferem
Todos gostamos de elogios, como você recebeu sua primeira crítica?

Resposta: Estudei em vários cursos de Redação Criativa, então me acostumei bastante a ouvir críticas, tanto de alunos quanto de professores e isso desde que era bem jovem. A primeira resenha profissional sobre um livro meu foi horrível, embora eu não soubesse... Meu editor me ligou e disse, Bem, você ganhou uma estrela
Eu gritei, Fantástico
Eu não sabia que era uma estrela de quatro. 
(Desde então essa mesma publicação já me deu quatro estrelas nas críticas de vários livros. Meu editor gosta de dizer que talvez as outras três estrelas tenham caído daquela primeira resenha).
Se você não conseguir evitar levar as críticas para o lado pessoal, então não há espaço para você na carreira de escritor. Só quando aprende a ser objetivo, você consegue perceber quais críticas vão realmente te ajudar e quais, lamento dizer, dizem mais sobre a pessoa que escreveu a crítica do que sobre o livro propriamente dito.    

@Frini_Georga
Alguns autores tem sido publicados de forma independente na Amazon/ Kindle. O que você pensa sobre isso? 

Resposta: Publicação independente significa você mesmo publicar, certo? Por que VOCÊ iria fazer isso se você tem uma boa ideia para ser compartilhada? Se aquela empresa gostou mesmo da sua ideia, deveriam estar pagando a VOCÊ. 
Publicação independente significa pagar uma empresa para editar, fazer o design, comercializar e divulgar o seu livro em vez de ter alguém pagando a VOCÊ por tudo isso (que é como funciona no mercado editorial).  
Sempre foi muito, muito difícil conseguir ser publicado. Como J.K. Rowling, eu recebi muitas cartas de rejeição de agentes e editores quando estava tentando começar. O diário da princesa foi rejeitado mais de vinte vezes!
E se eu tivesse desistido de ter aquele livro publicado depois de cinco ou dez vezes? E se eu tivesse pago por uma publicação independente? 
Eu não teria me tornado a número 1 no New York Times, não teria tido um filme do meu livro estrelado por Anne Hathaway ou Julie Andrews. Não estaria publicada em mais de 39 países, porque grande parte desses países nem vendem livros em e-book. Certamente ninguém no Brasil teria lido, porque um livro independente nunca chegaria aos meus editores brasileiros. Não teria sido traduzido para o português, assim como nenhum dos meus outros livros, porque eu nunca teria ganhado dinheiro suficiente de uma publicação independente para largar meu emprego e escrever esses livros. Eu ainda estaria trabalhando de 9h às 17h, no Hayden Hall, o dormitório da New York University onde eu costumava trabalhar (assim como a Heather Wells). 
Eu certamente nunca teria sido convidada para ir ao Brasil conhecer vocês, porque não conheço nenhum autor independente de e-books que tenha sido convidado para participar da Bienal. 
Minha vida seria muito diferente hoje em dia se eu tivesse optado por uma publicação independente! E definitivamente não seria tão boa.    

@suelen_senalf
Se você fosse atingida por um raio e pudesse escolher um poder, qual seria?

Resposta: Eu escolheria poder me duplicar! Assim poderia fazer duas entrevistas como essa, por exemplo, e respeitaria meus deadlines (enfim)!
Sério agora, eu escolheria ter o poder que John Hayden tem em Abandono. Ele pisca e aparece em qualquer lugar que quiser um segundo depois. Tráfego e filas antes da segurança dos aeroportos nunca mais! Isso seria incrível.  

@nathsemtweet
Você já pensou em escrever um livro no qual personagens de seus livros anteriores se encontrassem?

Resposta: Oh, uau. Não, mas isso seria divertido. E talvez um um pouco perigoso! Para ser sincera, adoraria que a Heather Wells conhecesse a Meena Harper. 

@mar1cia
Que conselhos Mia daria para Kate Middleton?

Resposta: Mia escreveu sobre o casamento real em seu blog, www.miathermopolis.com! Ela disse que, se fosse Kate, no dia do casamento estaria vomitando em um banheiro de tanto estresse. Mas Kate estava totalmente equilibrada e parecia completamente relaxada. Mia também diria a ela que se espelhasse na princesa Diana, a primeira integrante da família real a encostar em um paciente com AIDS (numa época em que todos pensavam que não era seguro fazer algo assim). Esse foi um gesto superimportante. A influência de Kate sobre a monarquia britânica - e sobre o mundo - pode ser igualmente poderosa. Ela deve usar isso com sabedoria.    

@iris_figueiredo
Se vc jantasse com suas protagonistas, qual sentaria ao seu lado e qual sentaria mais longe de você?

Resposta: Essa é fácil! Eu me sentaria perto de Mia, Susannah, Meena, Heather e Jessica Mastriani e todas as outras meninas (e seus namorados) e faria com que John Hayden, de Abandono, fosse o responsável pelo teletransporte caso alguém bebesse demais. 
E teria Alaric, de Insaciável, e Cooper, de Tamanho 42 não é gorda, encarregados da segurança (com a espada de Alaric e a atitude de Cooper) para ter certeza que Paul Slater, de A Mediadora, ficaria do lado de fora, com o lixo, e os vampiros, fantasmas perversos e garotas populares cruéis.
E todos vocês estão convidados! E poderão se sentar conosco, a não ser que queiram ficar do lado de fora com o Paul...  


13/01/2012

Papos de sexta: Não perturbe, estou lendo, por Rafa Fustagno

Levei 4 dias para terminar de ler o último livro da Cecily von Ziegesar. Tentei de todas as formas aproveitar meus raros momentos entre o trabalho e o lazer, lendo em cada lugarzinho onde fosse possível. Mas confesso que a cada dia está mais difícil. Na primeira tentativa, peguei o metrô às 7 da manhã, indo para o trabalho. Abro o livro e quando começo a me envolver com a história de Shipley,  exatamente quando ela chega na Dexter, senta uma senhorinha do meu lado:
- Lendo o que, minha filha?
Olho para o lado e respondo:  "Com louvor". Ela continua:
- Livro novo do padre? Nem sabia que tinham lançado... Ai, adoro o padre! Acabei de ganhar um de Natal mas tinha ele na capa, não tinha essa moça bonita.
Explico pacientemente que não é do padre, mas depois de tanta conversa chega na minha estação e mal consegui ler o tanto que queria.
No segundo dia foi na hora do almoço. Levei meu livro para terminar de ler uma parte que eu estava interessadíssima. É quando a Shipley se entende com o Tom. Lembro até a página: 101. Tive que gravar, porque foi começar a ler que alguém sentou na minha frente. Era uma conhecida que não via há pelo menos 5 anos.
- Daniela! Nossa, nunca mais te vi, sempre com um livro na mão! Como você arruma tempo? Séculos que não leio um livro!
- Er... Rafaella, é... Amo ler nas poucas horas vagas (tentando ver se ela se tocava. Eu já estava irritada por  ela ter errado meu nome, né...)
Bem, conversa vai, conversa vem, ela passou meia hora falando e eu ali, querendo saber da vida da Shipley... Pronto: tinha acabado meu horário de almoço.
No terceiro dia pensei: Vou ler em casa! Chegando lá, deitei na minha cama e peguei o livro. Já estava na página 147, envolvida com a cena em que o bebê da Rosen ia parar de chorar, ansiosa para saber se rolaria ou não alguma coisa entre Shipley e Adam... Quando meu pai entra no quarto para saber como foi meu dia.  Coloquei meu marcador, contei um pouco do dia e continuei lendo. Mas ele queria conversar...
- Sinto falta de quando era eu quem lia para você! Lembra, filha? Do Bolinha? Você amava o Bolinha. Ele se escondia o livro todo, eu lia o que acontecia e você ria tentanto advinhar onde ele estava!
- Lembro sim, pai! Mas depois conversamos melhor porque esse livro aqui está ótimo!
- Claro (ele faz que vai embora mas volta). Mas você ainda tem o livro do Bolinha?
- (respiro fundo!) Não, pai. Minha mãe deve ter dado.
- Ah não! Sua mãe não pode ter feito isso. Logo o livro do Bolinha?
Gente, meu pai desesperado com o sumiço do Bolinha e eu nem lembro se ele era um garotinho ou um cãozinho !
No quarto  dia, depois de ter passado a madrugada lendo, faltavam poucas páginas. Pensei: Vou terminar no metrô. Dessa vez, esperando na plataforma e já no capítulo 19, estava empolgadíssima com o aparecimento do Patrick, com a dúvida de Shipley em escolher entre Adam ou Tom... Quando fui cutucada por uma casal:
- Bom dia, sabe como devemos fazer para chegar ao Corcovado?
Expliquei tudinho, eles me agradeceram e o metrô chegou. Eu estava devorando o livro, chegando na página 287, quando o tal casal para na minha frente (metrô lotado e aquela dificuldade básica de me equilibrar e virar a página) e começa a perguntar se o livro é bom, se eu sou mesmo do Rio de Janeiro, me agradecem de novo...
Cheguei atrasada no trabalho. Não peguei o elevador enquanto não cheguei na página 313 (a última!). Várias pessoas me deram bom dia. Ou pelo menos eu achei que era para mim, mas não respondi. Estava ali tão envolvida com Shipley, Tragedy, Patrick, Adam, Nick, Eliza. Desculpem se pareço doida, mas quando leio e gosto da história eu fico em um mundo só meu. Meu e dos personagens. E ai de quem me interromper! Se me encontrarem lendo... Já sabem! rs

06/01/2012

Papos de sexta: Por que o plágio deveria ser considerado um pecado capital, por Frini Georgakopoulos

Esta é a primeira coluna do ano e eu queria começar abordando um tema positivo e inspirador. Então decidi escrever sobre plágio. Como algo tão repugnante pode ser positivo? Calma que eu explico.

Quando somos adolescentes é normal usarmos roupas iguais as das nossas amigas, curtir as mesmas músicas, falar as mesmas gírias. Geralmente, essas tendências são lançadas pela “Abelha Rainha” do grupo e seguidas por todos que querem se enturmar. Isso pode ser considerado plágio de estilo? Não. É uma época em que você está formando o caráter, descobrindo o que gosta e o que não curte e é perfeitamente normal seguir algumas ondas até encontrar a sua. Já quando isso acontece depois dos vinte e muito, é falta de personalidade e de vergonha na cara mesmo! (risos).

Continuando, plágio, por definição é “apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual de outrem" e, na minha opinião, deveria ser considerado um pecado capital. Uma vez que ele é cometido por pessoas preguiçosas, invejosas, que cobiçam o que não lhes  pertence, que o fazem só por vaidade (já que querem o crédito que não é seu por direito) e por inspirar muita ira, nada mais justo ser considerado um pecado, não acham?


Acredito que nada me enoje tanto quanto sofrer plágio. Você trabalha, se dedica, cria e lapida, para outro chegar, substituir o seu nome e querer levar o crédito. NO WAY! Quando eu escrevo, por mais light que seja o trabalho – fan fiction* ou post em blog, por exemplo -, é um pedacinho meu que vai ali, é minha criação, minha opinião, que, ao menos para mim, é considerada de grande valia. Então plagiar isso é uma violação, é um crime aos meus olhos! Já sofri plágio com uma fan fiction minha, mas, graças a Deus e a internet, uma amiga me avisou e eu ... bem, eu tomei as providências cabíveis *insira gargalhada maléfica aqui*. 

Por quê o plágio é um assunto positivo para ser comentado no início do ano, Frini? Porque a maneira de você evitá-lo ou minimizá-lo é mostrar ao mundo o seu trabalho e assinar embaixo! Por isso, em 2012 e sempre, escrevam textos que reflitam o seu jeito, a sua opinião, tenham orgulho deles, assinem e publiquem, mesmo que seja no seu blog. Produzam! Não deixem 2012 passar em branco, mas, desde já, coloquem a sua marca nele. Se inspirar por meio da criação de outras pessoas é normal e saudável, mas se apoderar desta criação, não. Tenham confiança em si e vivam um ano autêntico! 


*Atenção ao escreverem fan fictions: SEMPRE usem disclaimer e dêem crédito aos personagens e elementos que você pegou emprestado do autor. A trama, narrativa e personagens originais podem ser seus, mas o resto não é. Honrem e respeitem quem os criou, já que está é a mesma pessoa que te inspirou a escrever. Dêem crédito ou vocês estarão cometendo plágio. E aí ... já viu!

30/12/2011

Papos de sexta: Feliz Ano Novo! — Este pode ser o último de sua vida, por Janda Montenegro

Era uma vez à meia-noite, uma lenda maia que previa o fim do mundo para 21/12/12. Verdade ou misticismo? Independentemente, nós, brasileiros, adoramos essas coisas meio doidas, né? Mas... e se levássemos isso a sério? E se seguíssemos a mecânica do coração e, com louvor, encarássemos 2012 como o último ano de nossas vidas?
Se considerássemos o mistério do feiticeiro, tecnicamente este seria o último Ano Novo do mundo! =O
Diante de tamanha responsabilidade, o que eu poderia dizer a vocês neste último post do ano, o último que celebraríamos antes que o mundo acabasse?

Quem viu ou leu o livro Footloose sabe que a trama se baseia na liberdade de expressão, nos valores familiares e, claro, muito rock. Que tal se pegássemos esse espírito de aventura e o levássemos conosco ao longo de todo o ano de 2012, independentemente se o mundo acabar ou não? Vamos fingir que a profecia é verdadeira para, assim, encaramos 2012 como se fosse o último de nossas vidas. O que você faria, se isso fosse verdade? O que deixaria de fazer? Como aproveitar os últimos 365 dias de sua vida?

Eu sugiro que você se lembre desta estação do ano como O verão que mudou a minha vida, cheios de Amores ou Beijos infernais. Se o verão é a época de praia e você está um pouquinho acima do peso, deixe isso de lado! Tamanho 42 não é gorda e Tamanho 44 também não é gorda, afinal, diante do fim do mundo iminente, Tamanho não importa! E não acredite nA Rainha da fofoca se ela te disser o contrário!

Aproveite cada dia de 2012 como se fosse o último e não perca uma oportunidade de dizer a quem você ama o quanto eles significam em sua vida! Deixe todas as reclamações de lado e não perca tempo remoendo o que não deu certo em 2011: siga em frente, de cabeça erguida, e deixe os que lhe desejam mal exatamente onde estão: atrás de você. Curta intensamente cada paixão e dance como se ninguém estivesse vendo. Se entregue de corpo e alma a cada novo sonho que surgir e proponha-se algo novo, seja uma viagem a um local desconhecido ou um corte ousado nos cabelos. Ligue para um amigo distante e disponha-se a ajudar um desconhecido a troco de nada, apenas pelo fato de ajudar. E se tiver um tempinho, leia a coletânea Geração Subzero, com lançamento em junho: haverá um conto meu lá. Yay!

Assim, quando o dia 21/12/12 chegar, com seu Mundo das Sombras e sua invasão de Cowboys e aliens, com as Dezesseis ou Dezessete luas despontando no horizonte, lembre-se de que nesta nossa frágil Cidade de Vidro não há Feios, Perfeitos ou Especiais: somos todos iguais. Então, não se feche em seu próprio Círculo Secreto, isolando-se de todos para escrever em seu Diário da Princesa (ou Do Vampiro, se você for desses): o importante é estar com a Galera, mesmo que alguém esteja longe (como a Pamela), ou tenha largado tudo por um sonho (como a Vivi), seja uma maluquinha que tira foto com todo mundo (como a Raffa), tenha suas próprias teorias sobre gatinhos (como a Frini) ou esteja se despedindo hoje, após dois anos de parceria ( como a Luiza :~  )  : a sua Galera estará contigo sempre, até o fim do mundo – e, possivelmente, mesmo depois.

Desejo a todos um excelente Ano Novo e torço para que 2012 seja o melhor de nossas vidas!


Janda Montenegro é escritora, trabalha freelancer com revisão de textos literários e deseja que o Brasil se torne um país de leitores!


23/12/2011

Papos de sexta: Natal num piscar de olhos, por Garota It (Pâmela Gonçalves)

O Natal já está aí? Nossa! Esse ano passou em um piscar de olhos! Venho notando que isso acontece cada vez mais rápido (a piscada e a passagem do ano). Era isso que me diziam quando eu era nova, cada ano que passa você sente sua vida passar mais rápido. E olhe eu aqui com discurso de “velhinha”, eu não acreditava nisso aos quinze anos, mas agora vejo (e pisco) com os meus próprios olhos.

Lembro que eu contava os dias todos os anos para a chegada do Natal, me animava com dois meses de antecedência. Hoje? Perdi um pouco a mão. Ainda conto os dias para o Natal. Acho que eu vivo de contagens regressivas. Sempre arrumo uma forma de esperar por algo. Aniversário, natal, ano novo, bbb =x Ok, ok... vamos para por aqui nas contagens regressivas hahaha.

O Natal... ah o Natal. É mágico, não é? Acho que só seria mais mágico se eu morasse em um lugar que nevasse nesta época do ano. Nunca me conformei com os coitados que fazem o Papai Noel morreeeeendo de calor naquelas roupas fofas e quentes. Passando horas em shoppings e avenidas sorrindo para as criancinhas. Alias, quando eu era pequena morria de medo do bom velhinho. Eu sempre achei que ele fosse da família dos palhaços, e bom... palhaços são algo do mal.
Em dois dias eu posso imaginar vários Jaces saindo do pacote de presente, alguns anjos caídos, quem sabe até um verão que possa mudar sua vida? Eu? Não faço a mínima ideia do que vai acontecer. Se eu não ganhar uma passagem para um mundo desconhecido na noite de natal, faço questão de me presentear com uma.

Aproveite a época para sonhar, para viver outras vidas, conhecer novos lugares. Não estou nem falando de viagens físicas, mas sim, aquelas um pouco mais baratas, que são um portal para qualquer lugar, que fica disponível para quando você quiser. Você só tem que virar a página.

19/12/2011

Os melhores do ano (2011)

A gente adora esse momento: escolher quais foram os nossos livros favoritos publicados ao longo do ano. Cada um escolhe o seu livro do <3 e conta tudo! Claro que a gente também quer saber qual foi o seu favorito e por isso essa lista migrou para o blog há um ano. Não deixe de comentar, tá? Boas férias!!

Pequeno irmão – Viviane Maurey
É um wake up call. Sabe aquele momento em que você se pergunta se tem noção das coisas que faz? Em um mundo onde poucos sabem do que a tecnologia é realmente capaz? Pensei nas coisas que escrevo por e-mail, que posto no facebook e exponho no twitter.  Pode ser bobagem, mas a internet é um Big Brother e, ficção ou não, a história de Cory Doctorow faz uma crítica brilhante – em um ritmo contagiante – a maneira como encaramos hoje a web e o sistema no geral. É uma aula de vida, de comportamento e sem sombra de dúvida, uma obra de arte! NINGUÈM pode deixar de ler!



Cidade de vidro – Ana Lima
Cassandra Clare me fez chorar – tá, sou a maior coração mole, mas ainda assim... O volume que teoricamente fecharia a série Os instrumentos mortais é só ma-ra-vi-lho-so. E tem que ler para entender. Sem dar nenhum spoiler, posso apenas dizer que Clary tem poderes sinistros, Jace fica fazendo aquele mimimi típico dos meninos bonitos que a gente ama, Magnus e Simon arrasam, e Valentim está mais do que determinado a ter PODER ILIMITADO e, se precisar pisar em umas cabeças no caminho, pisará. Huahuahua. Sério, leiam. É muito amor!



Assassin’s Creed - Renascença – Ellen Kerscher
O clima da Itália renascentista e o envolvimento do protagonista com nomes de peso da História, como Leonardo Da Vinci, Maquiavel e Rodrigo Bórgia, prenderam minha atenção. Eles estão vivos ali na narrativa, todos com papéis imprescindíveis e com certa verossimilhança. E não só por isso. É ação o tempo inteiro, numa trama que cresce exponencialmente à medida que novos personagens e objetos aparecem. Iniciado na Ordem dos Assassinos para vingar a morte de parentes, Ezio representa coragem, sagacidade e ainda por cima é mestre em le parkour (rs). Ele é o cara questionador, determinado, fiel à sua ideologia e implacável. E, embora seja um Assassino comprometido com a causa do Credo, sua bondade é enorme. Num mundo em que a verdade parece ser pouco questionada, as inquietações de Ezio são um tiro no peito daqueles que não se questionam, daqueles que não buscam conhecimento.Quem leu, entende: Nada é verdade. Tudo é permitido.

O verão que mudou minha vida – Marina Góes
A sensação de ler esse livro é parecida com a de rever as fotos das minhas férias de 2002. Minha mãe insistindo pra que eu e meus primos posássemos em um fim de tarde na praia, alegando que um dia essas imagens seriam importantes. Ela estava certa. Boa carioca que sou, tive casa na Região dos Lagos e aqueles meses curtidos sob o sol e dentro do mar, definiam o ritmo do meu ano. Sempre à espera do próximo verão e das pessoas que ele trazia, é lógico que me identifiquei com a Belly. Eu, assim como ela, tinha “primos” BEM gatinhos e sabia que cada um daqueles dias mudaria a história da minha vida (mesmo que hoje eu vá à praia beeem menos do que antes). Pra ler tomando aquela água-de-coco geladinha, o romance de Jenny Han é imperdível pra quem curte uma boa nostalgia.


Glee – O início  – Paula Carvalho
Levando em consideração que Glee é uma das minhas séries favoritas, não precisei pensar muito na hora de escolher o meu melhor do ano! Mas, favoritismos à parte, juro que é totalmente impossível não gostar de Glee – O início! Quem nunca assistiu à série vai querer passar a ver, e quem assiste, mata toda aquela curiosidade LOUCA de descobrir o que aconteceu antes do primeiro episódio. A autora consegue passar o clima da série de forma perfeita, e o livro se desenrola como um episódio — mais rápido do que você gostaria e deixando várias músicas na sua cabeça. Além de tudo, como todo bom livro baseado em filme (nesse caso, série), ele te deixa aquela sensação maravilhosa de que você conhece melhor os personagens do que eles próprios... Sabe? Enfim, seja você um Gleek ou não, vale MUITO a pena!


Era uma vez à mia-noite, de Luiz Antonio Aguiar (org.) – Renata Rodriguez
Quando vi na capa deste livro que cinco aclamados autores brasileiros recontariam Allan Poe, foi amor à primeira vista. Sabia que estes contos iriam me surpreender de alguma forma. Sorte a minha e de quem os leu: a surpresa foi a melhor esperada.
Os contos que seguem dão arrepios na espinha e te levam para um bom suspense. Já havia lido alguns do Allan Poe, mas não os que estão no livro. Melhor ainda foi ler as histórias recontadas. Elas são tão atuais e a sensação de medo é daquelas boas, nada torturante. A única coisa que me torturou, na verdade, foi parar de ler esse livro. A minha regra de “vou interromper a leitura quando acabar o capítulo” não funcionou. Devorá-lo foi a única solução.