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13 de jul. de 2012

Papos de Sexta: Sexta-feira 13 é dia de sorte, por Frini Georgakopoulos

Em várias culturas, a sexta-feira 13 é vista como dia de má sorte. Alguns dizem que é porque na Última Ceia estavam sentadas 13 pessoas e Jesus foi crucificado no dia seguinte, em uma sexta-feira; na mitologia nórdica, o problema foi o banquete para 12 pessoas para o qual Loki não foi chamado e respondeu com uma arruaça tão grande que resultou na morte de Balder, o favorito dos Deuses. E ainda há o dia 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, em que o Rei Filipe IV da França dissolveu a Ordem dos Templários, taxando seus integrantes de hereges e iniciando uma verdadeira caçada a eles.


Horrível, não é? Mas, para mim, sexta-feira 13 é dia de sorte! Como o Dia das Bruxas é a minha data comemorativa favorita. Considero a sexta-feira 13 como um mini-Halloween e que precisa ser comemorado!

Adoro filmes de terror desde pequena. Sempre gostei de ficar até tarde, com as amigas, vendo filmes como A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 no “Corujão” (quem é mais novo não faz ideia do que é isso, mas tudo bem). Assistia tudo amarradona, mas na hora de encher o copo de água, lembro de correr do quarto para a cozinha, sem dar uma olhadinha para a sala, que já estava escura e tinha sombras sinistras. Me lembro de pesadelos absurdos, mas que não assustavam o suficiente para abdicar dos filmes de terror! Isso jamais! Até hoje, só não consigo dormir se vir “O Exorcista”, o qual considero o melhor de todos os tempos. Fora ele, vejo tu-do! Adoro mesmo e se passo um mês sem um terror básico, sinto uma falta absurda! Vai entender...

E as bruxas, vampiros e gatos pretos? Adoro todos! Tenho praticamente uma coleção de gatos pretos na minha mesa no trabalho e sempre um pendurado na bolsa. Vampiros e bruxas também sempre foram presentes na minha vida, e não vieram só com a chegada de Crepúsculo e Harry Potter não, tá? Gosto tanto dessa cultura meio macabrinha que queria trocar de nome com a minha mãe quando pequena! O meu nome veio de uma princesa grega e o dela é Kirki — Circe em grego —, que todos conhecem como a feiticeira da Odisseia de Homero. Não queria ser princesa, queria ser bruxa!

Quando trabalhava em jornal, uma das minhas amigas repórteres me chamava de “bruxinha” e no meu atual trabalho tenho uma tradição: 31 de outubro eu levo uma abóbora de plástico — que eles me deram — repleta de balas, chicletes e bombons e distribuo para o setor inteiro. Afinal, depois de tanta “travessura”, a gente merece algumas gostosuras. O pessoal gosta tanto que passaram a pedir que eu repetisse isso toda sexta 13. Folgados, não é? 

Agora o difícil é resistir aos brinquedos! Em uma das minhas últimas viagens a São Paulo, comprei um Penadinho que brilha no escuro. Fui pesquisar e descobri que o Maurício de Souza criou a turma do Penadinho — meus personagens favoritos da Turma da Mônica — quando era repórter de polícia em um jornal. Me identifiquei na hora! E as bonecas de Monster High? LINDAS! Meu noivo até comprou a Dracolaura “vodu” pra mim! Já os “colecionáveis” tenho o orgulho de ter o Ghostface, assassino de Scream — venero o primeiro filme da série — e o meu queridão, Fantasma da Ópera.
Assisto todos os tipos de filmes de terror, mas meu tipo de terror preferido é o vitoriano. Casas mal assombradas, fantasmas... Adoro! Por essa razão que eu adorei o livro A Mulher de Preto, da Record. Outra dica para quem curte terror assim é o The Dead of Winter, de um escritor britânico chamado Chris Priestley. Ele arrasa demais nessa área e escreveu Contos de Terror do Tio Montague, que é para crianças, mas é de arrepiar também! 
E você? O que você vai fazer nesta sexta-feira 13? Eu vou sair para comemorar e vou assistir a, pelo menos, um filme de terror. Boa sexta-feira 13!