Galera: Você contribuiu de alguma forma para o seriado de TV? (@nandinha_noodle)
Cecily: Eu não me envolvi no roteiro da série de TV. Conheci os criadores do programa e fiz um tour pelo Upper East Side com eles antes de filmarem o episódio piloto. Ficamos parados em frente à escola onde estudei, vendo as meninas saírem da aula no fim do dia. Aquele primeiro episódio é bem parecido com o primeiro livro em diversos pontos, mas muitas mudanças foram feitas também. Eu ainda sinto que grande parte dos personagens da série — Blair, Serena, Nate e Dan — são os personagens que criei nos livros.
Galera: Qual o seu personagem preferido nos livros? E na série de TV? (@EntrelinhasCasu)
Cecily: Blair é a minha personagem favorita nos livros e na série. Ela é tão dramática, egocêntrica, engraçada e inteligente! Nas primeiras temporadas da série, eu amei o que fizeram com Chuck. Ele é hilário. Acho que também trabalharam o personagem de Dan muito bem. O que é engraçado, pois, nos livros, Dan é o personagem que tem mais a ver comigo.
Galera: Você assiste ao seriado? Está satisfeita com o rumo que seus personagens criaram? (@carlammenezes)
Cecily: Assisto a todos os episódios. Preciso fazer isso! E atualmente os acompanho ao vivo pelo twitter. É divertido. Meus filhos têm 7 e 10 anos e assistem ao programa comigo. Meu filho de 7 anos às vezes vai dormir dizendo coisas como: “Estou preocupado com Chuck. Ele parece estar tão triste.” É interessante ver como os criadores da série aceleraram as idades dos personagens; agora eles são jovens adultos em início de carreira. Finalizei os livros com eles no fim do ensino médio. Então é engraçado ver que no programa que eles estão virando adultos. Pode ser frustrante assistir isso também — é sempre muito difícil ver seus personagens sendo reinventados por outra pessoa. Eu tenho uma sensibilidade muito mais livre e louca, então adoro quando o programa fica meio maluco. Não curto muito os elementos e enredo típicos de uma novela.
Galera: Qual personagem você mais gostou de matar em "Gossip Girl Psycho Killer"? (@MlleLovebooks)
Cecily: SPOILER!!! SPOILER!!! SPOILER!!! (selecione o texto para ver a resposta)
Adorei ver Chuck apanhando de Dan e Jenny no banheiro! Mas também amei a cena do elevador, logo depois que Serena volta e mata uma menina no elevador. Eu nunca soube que era tão perturbada e maluca, mas foi muito divertido escrever esse livro!
Galera: De onde surgiu a ideia de reescrever o primeiro volume de Gossip Girl de um jeito mais macabro?(@bdebrunors)
Cecily: Eu e meus editores sempre brincávamos sobre distorcer plots. Então alguns mash-ups foram publicados, como Orgulho e Preconceito e Zumbis e Abraham Lincoln Caçador de Vampiros, e pensamos: por que não? Comecei a escrever algumas cenas, pegando o texto do primeiro volume de Gossip Girl e mudando — mudando muito! Foi tão divertido que não consegui mais parar!
Galera: Cecily, os jovens do Upper East Side são inconsequentes. O que de pior vc aprontou nessa idade? (@fran_alves)
Cecily: Eu era uma adolescente muito independente, mas nunca me envolvi em encrencas. Era muito dedicada aos meus cavalos, competia com dois cavalos em todos os finais de semana então viajava muito e nunca tinha tempo para festas. Acho que isso tem a ver com os motivos que me levaram a escrever Gossip Girl. Eu perdi tudo que meus amigos estavam fazendo. Então, mais tarde, tive que viver por meio dos meus personagens!
Galera: Como você descreve a amizade entre Serena e Blair? (@quelsr)
Cecily: Elas são muito leais e a relação acaba sendo como a de irmãs, principalmente porque nenhuma das duas tem irmãs. Mas então, quando uma delas trai essa amizade, é trágico e doloroso, muito pela lealdade que havia entre elas. E estão sempre tramando coisas, porque são amigas. Uma não pode viver sem a outra. E, na verdade, elas são tão diferentes que podem funcionar juntas ou separadas ao mesmo tempo. Esse é o melhor tipo de casamento.
Galera: Algum dia saberemos quem é a Gossip Girl? (@evelynvilard)
Cecily: Não sei o que vão fazer na série. Talvez decidam revelar a identidade dela no último episódio, que vai ao ar na primavera (em março de 2013, nos Estados Unidos). Mas nos livros ela continuará sendo um mistério. Acho melhor assim. E sério, eu sou a Gossip Girl, não?
Galera: Você já sentiu que deveria ter tomado um rumo diferente em algum livro depois que ele havia sido publicado? (@rickbardo)
Cecily: Nunca achei que deveria ter feito diferente. É um grande feito escrever um livro, nem que tenha sido realmente apenas um. Quero continuar escrevendo, porque tenho tantas ideias e amo tanto o que faço. O desafio é sentar e começar a escrever as primeiras palavras.
Galera: Quando adolescente, você era a fofoqueira ou era a que sofria com a fofoca? (@lipe_Ralf)
Cecily: Sempre fui fofoqueira. Algumas vezes desejei ter mantido minha boca fechada, mas é tentador demais. E fofoca não é bullying, nem sempre é algo agressivo. É diversão. Política é fofoca pura. Famílias fofocam sem parar um sobre o outro. Fofoca é parte da vida.
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3 de ago. de 2012
23 de mar. de 2012
Papos de sexta - É coisa de fã..., por @vivimaurey
· Fazer tatuagem aos 17 anos em homenagem ao autor predileto e ter que pedir autorização pro pai em Porto Alegre (pai esse com quem você não trocava uma palavra sequer há anos);
· Ver um chapéu marrom e/ou chicote e não conseguir deixar de pensar em Indiana Jones ;
· Andar de skate e se imaginar naquele skate flutuante que o Marty McFly anda em De Volta Para o Futuro II;
· Sair por aí entrando em mansões do Jardim Botânico com um grupo de amigos e se imaginar em busca de um tesouro como em Goonies;
· Falar coisas do tipo: That’s what I’m Tolkien About ou ‘You shall not pass’ sempre que a ocasião permite (e às vezes até quando não permite);
· Sentir vontade de chorar toda vez que escuta o tema de Harry Potter seja no celular, na televisão ou na voz de alguém;
· Imitar o Jack Sparrow sempre que der na telha;
· Querer muito conhecer a Escócia e gritar ‘Freeeeedooooom’ ao sair do avião e pisar no aeroporto;
· Entender todas as piadas de Big Bang Theory (além de fã tem que ser nerd :P);
· Prender a respiração sempre que Darth Vader diz pro Luke ‘Luke, I am your father’, mesmo já tendo visto a mesma cena trilhões de vezes;
· Ter um gato e chamá-lo de Fofucho só porque ama um personagem da Disney que usa esse nome no filme Lilo & Stitch;
· Chorar toda vez que o Mufasa morre em Rei Leão ;
· Virar a noite lendo Fronteiras do Universo, pois não teria como esperar nem mais um segundo para terminar;
· Assistir pelo menos uma vez ao ano todos os clássicos favoritos da Disney;
· Discutir calorosamente sobre um assunto e não se importar com que os outros pensem , independente de onde esteja;
· Gritar ROMA VICTOOOOR por nenhuma razão específica;
· Gostar de uma coisa mesmo sabendo o quanto ela é ruim;
· Gritar até não poder mais e até todo mundo ouvir o quanto você é fã.
A questão é: Não importa o quanto a gente goste, por quanto tempo e por meio de quais motivos nos tornamos fãs de alguma coisa. Também não adianta discutir e espernear para tentar provar que VOCÊ é o maior e melhor, pois todos nós somos fãs número 1! Todos os argumentos são válidos, portanto anulam um ao outro. Se você é fã de verdade de alguma coisa – seja ela qual for –, VOCÊ sabe disso e é isso que importa!
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