30 de set. de 2011

Papos de sexta: Pontes de palavras, por Regiane Winarski

Em meus quase quatro anos trabalhando como tradutora, já ouvi várias vezes que a tradução é um mal necessário. Que o tradutor é um escritor frustrado. Que o texto traduzido é um texto falso. Mas tenho que discordar dessas ideias.

Como leitora ávida, antes mesmo de optar pela profissão de tradutora, posso dizer que o que me encanta são histórias. Quando comecei a ler Monteiro Lobato, aos 7 anos, nunca parei para pensar na existência de outras línguas. Quando fiz o upgrade dos livros infantis para os best-sellers que meus pais tinham em casa, descobri outros países, outros mundos, lendo livros traduzidos. Fui levada à Inglaterra de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, aos Estados Unidos de Stephen King, ao confinamento de Anne Frank.  De que outra forma eu poderia ter conhecido Kafka, Dostoiévsky, Kundera, Camus, Zafón?

Por esse motivo, contesto quem diz que a tradução é um mal necessário. Como ver como um mal a capacidade de tornar uma bela história acessível a quem não domina a língua na qual foi escrita? É claro que, assim como em qualquer profissão, há bons e maus profissionais, os que buscam se aprimorar e os acomodados, os que encaram apenas como sustento e os que amam seu ofício. Mas o tradutor é o operário invisível que constrói a ponte entre o leitor e o escritor estrangeiro. Dificilmente o tradutor não é um amante de livros, embora nem sempre consiga trabalhar com o gênero de texto de que gosta (sou uma sortuda nesse aspecto). Em geral, acho que posso dizer que o tradutor ama as palavras, as construções, se encanta com a beleza dos sons e dos encaixes, adora trocadilhos e se frustra com piadas intraduzíveis e, mais do que tudo, quer que o leitor daquele livro sinta as mesmas emoções que ele ao lê-lo pela primeira vez (ao menos quando o livro é bom, rs).

O bom profissional sabe que precisa entender a voz do autor para poder transportá-la para sua língua e que deve interferir o mínimo possível. Quando interfere (pois duas línguas nunca são um par perfeito, onde há correspondência em uma para tudo que existe na outra), faz isso buscando se manter fiel ao autor e à natureza do texto. O bom tradutor também precisa dominar o português, escrever com correção, ter uma boa base cultural, ter disposição para abrir mil dicionários e gramáticas quando precisa (Wikipedia não vale!), ter paciência para pesquisar as coisas mais loucas, ter humildade para admitir que não sabe tudo, não ter vergonha de perguntar e não ter preguiça. O cérebro vive alerta, mesmo quando parece desligado. (São os momentos em que tenho as melhores ideias!) E, ainda que não ame o tipo de texto com o qual trabalha, o bom tradutor precisa lembrar que sua assinatura acompanha seu trabalho e que ele é seu cartão de visita, produto do seu esforço e que deve ser o melhor que ele é capaz de fazer.

Tenho muito orgulho do meu trabalho e comemoro o dia de hoje com alegria. Desejo muito sucesso aos meus colegas de profissão e torço para que cada vez mais os leitores não percebam o nosso trabalho enquanto leem um livro. Quando um leitor aprecia o texto de um autor sem perceber o trabalho do tradutor, isso quer dizer que esse trabalho foi bem-feito. Mas passar despercebido não quer dizer ser esquecido. Por isso, viva o dia do tradutor!
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Regiane é colaboradora da Galera Record e já traduziu vários títulos, dentre eles Swoon - amor além do tempo, Dezesseis luas, Quando cai o raio, Insaciável e Dezessete luas.

O Papos de sexta hoje é extra e especial em homenagem aos tradutores! Feliz dia do tradutor! =)

23 de set. de 2011

Papos de sexta: Clube do livro, por Garota it

Na semana passada eu fui para São Paulo – sou de Santa Catarina – e fiquei lá por dois dias. O motivo principal foi o evento que a Galera Record promoveu para blogueiros com a Lauren Kate. Mas apesar de o evento ter sido ótimo, o que eu mais gostei da viagem foi poder conhecer e falar com pessoas sobre o que eu gostava - aí não gerava aquele clima de não saber o que falar, sabe? Pessoas que eu só conhecia pela internet e quando falei pessoalmente a conversa simplesmente fluía.


Conheci pessoas maravilhosas - blogueiros ou não - que, com certeza, tornaram a experiência ainda melhor. Infelizmente, não pude ir para à Bienal do Rio, e imagino que as emoções em uma Bienal sejam ainda mais intensas, já que as muitas pessoas que estão lá curtem... LIVROS! Como foi a primeira vez em um evento literário eu achei tudo muito mágico e maravilhoso, e não vejo a hora para curtir isso de novo!


Depois disso eu sempre me pego pensando que há várias pessoas que não tem a oportunidade de conversar pessoalmente sobre a leitura. E, na maioria das vezes, não é por falta de pessoas com gostos em comum, mas sim porque as pessoas estão escondidas.


Um belo exemplo é o Clube do Livro da minha cidade. As meninas que começaram (hoje blogueiras) não tinham grandes pretensões e não imaginavam que o grupo cresceria tão rápido. Agora o clube está perto de completar um ano e conta com mais de 20 membros (ativos). Pode parecer pouco para alguns, mas em uma cidade pequena como Tubarão (quase 100 mil habitantes), isso é significativo, já que até pouco tempo o clube não tinha nem local para os encontros (atualmente é na Academia de Letras da Cidade).


A maioria das grandes capitais possui um Clube do Livro, sendo que o do Rio de Janeiro bomba em todos os encontros. Se na sua cidade não tem, que tal tomar a iniciativa? Utilize a internet a seu favor e pesquise pessoas que gostem de ler e convide para formar um grupo. Compartilhem experiências, indiquem livros, exponham suas ideias. É fato, você vai se apaixonar ainda mais por leitura.

16 de set. de 2011

Papos de sexta: Espiões das ideias, por Vivi Maurey

Tudo começa com uma fagulha, depois caminha para a explosão. Se não explode naquele momento é pq ainda faltam algumas coisas. Aí é só jogar mais lenha e álcool. É assim que funciona a minha cabeça. E a analogia com fogueira ou fogo é pq sou do signo de áries e nada mais compreensível, certo? Comigo é assim! Se é fogo funciona, se não é...

Pausa: Se vc ainda não entendeu é pq deve ser do signo de ar, risos.

As ideias costumam chegar tudo de uma vez. Procurando ou não por elas, uma massa de ingredientes praticamente é jogada em cima de mim; o tempo todo. Se não anoto, vou perdê-las. Eu sei pq já aconteceu! Mas elas voltam... por isso não me desespero.

Mas as ideias que funcionam... aquelas que significam alguma coisa, são reflexos do que a gente vê: relacionamentos. Achei engraçado quando perguntada em que se inspirava para escrever os livros, Lauren Kate respondeu que cada um tem a sua inspiração: vampiro, anjos, amor, medo, relacionamentos... e a resposta dela foi 'pessoas'. E me identifiquei tanto com isso, pq desde pequena gosto de observar as coisas e a maneira como as pessoas falam, o que elas fazem com a mão enquanto contam histórias, os olhos se brilham ou não, se ficam apagados dependendo do assunto, o tom de voz, as respostas e as reações... Somos espiões das ideias.

Eu faço isso e admito que os verdadeiros donos das ideias são as pessoas... e quem as observa é que vive roubando coisas e leva o crédito, risos. Mas observar as pessoas não é tão invasivo como parece. Pode parecer tolice, mas quanto mais vejo como as coisas são, mais aprendo com os outros e comigo mesma. É até simples. A modelagem é apenas uma consequência.

Mas como eu disse antes... é uma combustão pra mim. Sair na rua e ver pessoas é sempre uma fonte de inspiração. E imagina 'sentir' isso todos os dias e nem sempre ter um papel ou caneta (ou meu Evernote no celular como ultimamente), rs.

Para um escritor ou aprendiz de (acho que me encaixo no segundo ainda, né?), chega a ser frustrante explodir - ou seria implodir? - e continuar implodindo sem ter para onde expandir essas ideias.

Bom, enquanto isso... vou observando mais e mais, alimentando minha gaveta espiã!

E você? O que te inspira na hora de escrever? Comente aí!

Bjocas,

Vivi 

14 de set. de 2011

Resenhas do Clube em Série: Poder dos cinco, de Anthony Horowitz


Quer saber a opinião dos leitores de Poder dos cinco, de Anthony Horowitz?
Recebemos os comentários e vamos compartilhar com vocês!


“Anthony Horowitz escreve de uma maneira muito intensa, e a partir do momento que você começa a ler o primeiro livro dessa série você não consegue parar. Fiquei muito aflita acompanhando os personagens em seus dilemas que pareciam não ter fim! Amei mesmo, principalmente por causa dos conhecimentos adquiridos, o autor nos ensina muitas coisas com seus livros!"
(Laila Galvão)


"Uma história arrebatadora, repleta de mistérios e magia. Sonhos sem explicação, mortes inesperadas, segredos obscuros e portais amaldiçoados. Narrativa leve e clara, apresentação gráfica impecável, leitura perfeita para todos os amantes da literatura fantástica. O Poder dos Cinco é tão instigante quanto as outras séries de sucesso atual. É simplesmente fascinante. Recomendadíssimo!”
(Priscilla Santana)


"Nunca havia visto uma história com a dose exata de suspense, assuntos sobrenaturais, e o clímax vêm no ponto certo também. Anthony Horowitz consegue fazer uma narrativa incrível, com personagens maravilhosos (confesso, que vez ou outra me dava vontade de ser o Matt :x), fora o cenário que em certa parte é em Londres, cidade que eu amo! Recomendo pra todo mundo a série O Poder dos Cinco!"
(Carolina Araújo) 

E então, pessoal, gostaram das opiniões das leitoras? O próximo será em breve! Fique de olho no blog para participar!

Bjs da Galera!

9 de set. de 2011

Papos de sexta: A proliferação dos blogueiros, por Rafa Fustagno

Tenho um amigo que é meu companheiro de Bienais; ele foi comigo em várias. No sábado, ele resolveu me acompanhar na maratona das palestras e filas de autógrafos. No caminho ele começou a fazer perguntas: "Nossa você agora tem blog né? E mandou fazer botton, marcador, ecobag... está se profissionalizando", eu ri porque pensei : "Como assim ele nunca viu isso?"

Mas aí lembrei que em 2009, na última Bienal que ele me acompanhou, eu não escrevia para blog nenhum; na verdade, se alguém tinha blog quase não falava dele, não tinham blogs literários escolhidos como veículos oficiais de cobertura do evento... mas fiquei pensando e não disse nada porque até então nem eu havia parado para pensar nisso.

Chegando no primeiro pavilhão encontrei umas cinco amigas (obviamente todas blogueiras), elas entregaram a ele marcadores do blog e falaram: "Entre, siga, comente", momento dele me olhando e eu sabia que eu devia explicações: "Então, é assim: os blogs tem seguidores, vc vê quantas pessoas o acompanham, tem blog com sete mil seguidores, com três mil e alguns, outros começando a engatinhar com menos de cem..."

Ele balançou a cabeça e disse: "Ah, o seu tem quantos?" Eu disse: "Não tenho blog próprio, escrevo colunas". Claro que ele perguntou por que. Respondi na hora: "Blog não é fácil de manter, tem que estar sempre atualizando, tem que tentar aumentar as parcerias com as editoras, criar promos, estar sempre em contato com os seguidores; ter blog é se doar, é tirar do próprio bolso muitas vezes para manter ele no ar e gastar uma boa grana nos correios, por isso mesmo é comum um blog ser de duas ou mais pessoas para darem conta de tantas tarefas."


Curioso como ele sempre foi, ele disse: "Ah, mas então as editoras pagam para vocês lerem os livros deles?" Fiz que não com a cabeça, expliquei que a graça estava em conseguir livros para resenhar, de preferência um para lermos e outro para fazer uma promoção, e, lógico, se a editora mandar marcadores e bottons então a promo será um sucesso! Mas ter blog não pode ser só pelo intuito de ganhar livros, as pessoas não imaginam como o que escrevem podem influenciar quem lê; blog é uma troca de experiências do que se leu e do que ainda vai ler."


Ele continuou me olhando e dificultou as coisas: “Ok, então se todo mundo pode ter um blog, o que diferencia um de ser um sucesso e outro de não ser?” Eita que nem eu sei a fórmula mágica, mas respondi que imaginava que era primeiro pela simpatia da dona, depois pelos número de promoções que tem no ar e com isso o número de editoras e autores parceiros, depois completei que o boca a boca na distribuição de marcadores e outros mimos com o nome do blog se fazia diferenciar...


Já estávamos no pavilhão azul quando vimos mais amigas blogueiras até de outros estados na fila para o Café Literário. Ele ficou impressionado como em um evento em que eu costumava falar com menos de 5 pessoas conhecidas, cumprimentei na frente dele - acho - mais de 60! Tive que concordar com ele que as coisas mudaram muito em apenas dois anos! Hoje em dia todo mundo é blogueiro, todo mundo sente o prazer de resenhar, de conversar com quem ama ler tanto quanto eles, e também de verificar quantos comentários teve o que postou. Todos sabemos que sucesso de post é número de comentários... bem, todo mundo menos meu amigo, que se assustou com as mudanças na Bienal desse ano e ao se despedir disse: "É, pessoas como você se proliferaram!"

Não sei se acredito... acho que sempre existiram, só precisavam de uma página na internet para colocarem no ar toda essa paixão que estava reprimida! E se você se identificou com esse texto... comenta aí! ;) (rs)

2 de set. de 2011

Papos de sexta: Três prédios, milhares de pessoas, uma paixão, por Frini Georgakopoulos

A fila de carros e ônibus ainda não tomou a frente do primeiro prédio. Enquanto o carro é estacionado, enquanto os passageiros descem do coletivo, os olhos estão vidrados na porta de entrada. Eles não piscam. O prédio é imenso e todos sabem o que ele abriga. A cada passo dado – devagar no início e quase uma corrida à medida que a porta se aproxima -, a ansiedade no peito de cada um se torna quase tangível.

Dentro, somos abrigados do sol, mas não do calor, que domina o local. Mas o sorriso estampado no rosto é tão largo, o frio na barriga é tão bem-vindo, que o calor passa a ser integrante do ambiente, mais um elemento que caracteriza a experiência e que, por mais que desejássemos ser atenuado, não invalida a situação.

Ao passar pela catraca da entrada, os olhos sobem ao teto e os lábios se partem em um silencioso “Uau!”. Espaços lindos, convidativos e não demora muito para nos atrapalharmos. Será que devo sacar o bloco de autógrafos, a máquina fotográfica ou a carteira primeiro? A cada passo, um rosto conhecido, um abraço apertado e vários “você já pegou a senha para tal evento?”, “a fulana já está na fila. Vamos tentar sentar juntas?” e “segura a minha bolsa porque preciso correr naquele estande a-go-ra!”.

Fila. Fila para todos os lados, mas isso também faz parte da experiência. Muitas vezes é uma das melhores partes, pois amizades são feitas nas filas, pessoas se reencontram, confraternizam. Já presenciei – e fa-to que vou presenciar novamente – até aniversários serem comemorados na fila. E rola uma estratégia! Um grupo guarda lugar enquanto outro compra comida. E nada de saladinha! Para aguentar o dia todo, tem que ter sustância! A dieta fica suspensa e dá lugar a alimentos mais ... digamos ... fortes. Água é preciosa nesse evento e deve ser consumida durante o dia todo. Afinal, o calor é grande e ter queda de pressão ou desidratação significa perder um autógrafo.

De repente, ouve-se uma gritaria! É ele! É ela! AimeuDeusvoumorreragora! Carrinhos de golfe passam rapidinho, dirigidos por pessoas rindo horrores e não acreditando que uma pessoa pode causar tanto alarde. Gritaria, correria, mas sempre um ajudando o outro. Nada de empurra-empurra! Então ele ou ela saca uma caneta e .... todos gritam mais ainda!

Não, não é o Rock in Rio. É a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começou ontem e que já habita o nosso calendário desde o final da última. Lá, ou você escreve ou você lê. Ninguém dubla ou se apoia em dançarinos. É você e o autor e só. Todos amamos as palavras e é por elas que enfrentamos trânsito, calor, filas. O único elemento inebriante é o entusiasmo. As estrelas são autores, que usam as próprias palavras para descrever o que nós – às vezes, tão longe deles – sentimos.

Espero encontrar todos por lá! Curtam os estandes (que estão LINDOS!), comprem muitos livros, tirem muitas fotos, façam amizades, tietem seus autores preferidos, conheçam autores novos e se deixem levar pelo conhecimento, aventura, romance, suspense e até pela auto-ajuda! Aqui, todos os livros ajudam. Espero vocês lá!

*Frini Georgakopoulos mediará a Conexão Jovem com Lauren Kate e não consegue parar de sorrir por causa disso. :)

29 de ago. de 2011

Resultado Clube dos Primeiros Leitores: LA Candy, Lauren Conrad

 
*Rufem os tambores.... dun dun dun dun dun duuuun....
E os vencedores desta edição foram:

Anna Paula Cardoso da Silva - @annakawaii
Clícia Golias Godoy - @Clicia_Godoy
- Cibele Louise Pruner Frahm - @cibelefrahm

Parabéns!!! Cada uma de vocês ganhou um exemplar do livro LA Candy para fazer a resenha e  brindes sortidos da Galera!!

Mandem e-mails para galera@record.com.br com os endereços completos de vocês para mandarmos os prêmios, ok? ;)

E quem não ganhou, não desanima! Em breve teremos mais promos e Clube dos Primeiros Leitores! É só ficar ligado nas nossas mídias: twitter e facebook!

Beijos da equipe da Galera e até a próxima!

26 de ago. de 2011

Papos de sexta: Livros Young-Adult: Qual a próxima onda? por Pâmela Gonçalves


Vocês lembram que há uns 6 ou 7 anos esse universo dos livros Young Adult não era tão explorado? Aqui no Brasil quase não tínhamos noção de quão amplo isso poderia ser. O mercado literário para jovens se movia ao redor dos chick-lits teen e a fórmula era: ambiente escolar + grande drama envolvendo relacionamentos na adolescência e tcharam... é isso que tem pra hoje. Não que eu esteja contestando a qualidade, há vários autores que conseguiram fazer grandes obras utilizando o mesmo esquema e inovando aos poucos.

Quando chegou a onda dos vampiros foi aquele BOOM! Pipocaram livros com os sanguessugas de diversos lugares. E olha que eles já eram criaturas bem antigas (olha o trocadilho!) da literatura. O que fizeram de diferente então? Colocaram o sobrenatural no antigo esquema: ambiente escolar + drama envolvendo relacionamentos na adolescência + vampiros = sucesso! Depois dos vampiros vários outros seres sobrenaturais vieram a tona. Não com tanta força, mas de tempos em tempos cada uma se sobressai um pouco. Anjos, zumbis, fantasmas, lobisomens e fadas estão por toda a parte.

Aos poucos os autores Young Adult vêm notando que não adianta sempre escrever a mesma coisa, é um risco alto, e é agora que percebemos o quanto essa categoria já cresceu e evoluiu!

Os livros estão trazendo reflexões sérias. Começou no sobrenatural, mas veio ainda mais forte com os livros distópicos. Essa é onda do momento! Onda essa que eu estou amando! Mas infelizmente parece que a evolução dos livros YA não mudou a mentalidade de muitas pessoas que ainda acham que isso não é literatura.

Livros para jovens e outra grande parte da literatura atual, que tem um público e uma linguagem mais descontraída, são alvos de muito preconceito. O problema é que quem olha de nariz torto para os nossos queridinhos mal conhece o que estamos lendo! Já cansei de falar que esse tipo de livro é a porta de entrada para diversos leitores. Outros, mais tarde, se aventuram em clássicos e diversos outros gêneros. Eu por enquanto pouco saio da linha, hehehe. Não adianta, vou ser uma velhinha lendo YA para mim e para os netos.

Agora vem a questão, se hoje a onda do momento são os livros distópicos, qual será a próxima? Será que ainda vamos ter uma febre de algum estilo específico, ou a partir de agora só se destacam os muito bons de casa estilo?

22 de ago. de 2011

Clube dos primeiros leitores: LA Candy, de Lauren Conrad



Sonhar pode ser perigoso... Duvida?

LA Candy é audacioso! Foi o escolhido para o clube dos primeiros leitores do mês de agosto principalmente por despertar esse nosso lado escandaloso de ser (risos!)! Quem já conhece o novo Clube dos Primeiros Leitores sabe que vamos sortear três felizardos para ganhar o livro + brindes sortidos da editora – é claro! Depois é só mandar pra gente um comentário/resenha sobre o livro! ;)

Para participar é só deixar nome e sobrenome nos comentários desse post, mas atenção: os ganhadores dos Primeiros Leitores de Garota dos sonhos não podem participar dessa vez, ok? O sorteio/resultado sai no dia 29/08/11 às 15h.

Obs. Quaisquer dúvidas leiam as regras do Clube dos Primeiros Leitores aqui.

Quer saber mais sobre o livro LA Candy?

Um produtor de TV contrata Jane e Scarlett, melhores amigas recém-saídas da escola, para gravar um reality show sobre quatro jovens tentando ganhar a vida em Los Angeles. Scarlett estranha tanta atenção, mas Jane adora ter um bom apartamento e entradas VIP para boates. Até que um desentendimento entre as meninas pode ameaçar tanto sua amizade quanto o futuro do programa.

Lauren Conrad é uma das mais importantes it girls da atualidade, tendo estrelado os reality shows Laguna Beach e The Hills. O livro chegou ao primeiro lugar da lista de best sellers do NYTimes.
Quem quiser também pode ler o primeiro capítulo do livro clicando aqui!

Gostaram? Participem!!

19 de ago. de 2011

Papos de sexta: Quando o leitor vira escritor, por Vivi Maurey

Tudo bem que eu sou suspeita pra falar, afinal trabalho em editora e vejo muito isso acontecendo, mas resolvi falar sobre isso hoje, porque é justamente o que acontece comigo. Quando o leitor vira o escritor? Culpada.

Desde criança eu queria escrever. Antes de saber ler, antes de ir ao cinema pela primeira vez (até parece que lembro disso), rs. ;)

O que importava era contar qualquer história em um pedaço de papel. Eu era aluna nota 10 em redação, participava de campeonatos de português na escola e todo mundo tirava dúvidas comigo. Veja bem, eu nunca fui cdf, rs, muito pelo contrário, não estudava nunca meeesmo, mas em inglês e redação eu gabaritava, hihi.

Na faculdade, a professora de português fez uma aposta comigo; disse que eu trancaria jornalismo e faria letras. Pq será? ;) Ela perdeu, mas não pq não quis mudar. Enfim. Sh** happens.

Isso tudo sobe à cabeça. A gente começa a achar que tudo é bom, que nada do que a gente escreve é brega, fraco ou pouco vendedor. A gente esquece a auto-crítica.

Nós que somos apaixonados por livros, por histórias, sempre queremos criar nossas próprias. Bem, nem todo mundo, mas uma boa parte dessa galera. Criar pode não ser fácil, mas com um pouco de paciência e dedicação, dá pra fazer, o problema é quando o escritor quer sair do anonimato.

Publicar, principalmente no Brasil, é muito difícil!! É um sonho que tenho, não apenas mais um sonho, é O sonho, e tenho certeza que um dia chego lá.

Por enquanto, vou lendo, treinando, aperfeiçoando a técnica, estudando possibilidades e gêneros distintos, encontrando a minha própria identidade. Sem ela não sou ninguém. Não adianta copiar uma técnica, seguir a jornada do herói, sem ter como priori a minha vontade de escrever. Posso não ter publicado nada ainda, mas sou escritora pois tenho minha voz, e ela é única. ;)

Bjocas, 
Vivoca

16 de ago. de 2011

Resenhas do Clube dos Primeiros Leitores: Garota dos sonhos, de Lauren Mechling


Quer saber a opinião dos leitores de Garota dos sonhos, de Lauren Mechling?
Recebemos os comentários e vamos compartilhar com vocês!


DESLUMBRANTE! O assunto é muito bacana por ser um tipo de ficção diferente e que me atraiu bastante. Claire apesar de ser nova tem muita força e determinação, me encantei pela personagem dela e da Becca, que é outra que acho super definida. A autora soube muito bem criar personagens e arrasou nos detalhes de situações. É um livro apaixonante que te prende do começo ao fim!"
(Isabela Gianelli)



“Garota dos Sonhos é um livro dos sonhos. Literalmente. Começando pela capa, que além de lindíssima e super bem elaborada, BRILHA NO ESCURO!!!! Não é demais?! :D Enfim, o livro todo é um sonho. O enredo, as personagens... tive vontade de visitar Paris por causa da mãe de Claire, desejei ter uma avó ex-socialite como Kiki e me peguei sonhando acordada imaginando algumas passagens do livro... ai ai. Super recomendado!”
(Gabriela Neves)



"Fantástico! Quando vi a capa do livro rosa (que é muito bonita e as partes “claras” da capa brilham no escuro!) achei que o livro seria “literatura de menina”. Porém, quando comecei a ler, percebi o quanto estava enganado. Lauren Mechling escreve muito bem e a narrativa é leve, divertida e repleta de referências - muitas relacionadas à cultura francesa. O tema abordado pela autora, a clarividência; foi algo inovador. Mal posso esperar pela continuação!"
(Paulo Vaughan) 

E então, pessoal, gostaram das opiniões dos leitores? O próximo será em breve! Fique de olho no blog para participar!

Bjs da Galera!

12 de ago. de 2011

Papos de sexta: Um lugar com muita história para contar, por Rafa Fustagno

Assumo: Não consigo parar de pensar em outra coisa... desde que o ano começou que espero ansiosa pelo dia 1° de setembro! Já sabem porquê né? Pois nesse dia começa a Bienal do Rio de Janeiro; são exatos 11 dias onde eu me encontro, onde acho minha tribo naqueles pavilhões lotados de gente que curte ler tanto quanto eu, e abarrotado de livros... Olho para aquele Rio Centro imenso e só consigo imaginar que nesses dias é como se a nave mãe me chamasse de volta para casa.

Ali definitivamente é um sonho realizado! São todas as editoras e livrarias que adoro uma do lado da outra, em formato de stands cheios de novidades; impossível voltar de lá de mãos abanando, porque tem livros para todos os bolsos... E na pior das hipóteses (ou seria melhor?), voltamos carregadas dos mais lindos e diferentes marcadores de livros que são distribuídos gratuitamente no local. Ah, sim! Como esquecer que se não bastasse tudo isso ainda tem o fator autógrafo, é lá que, como se fossem chefes de estado resolvendo questões inadiáveis, se reúnem todos os escritores não só do Brasil como do mundo, e nós, pobres mortais, leitores esperançosos de ter nossos livrinhos autografados por cada um deles, de poder tirar aquela foto que no mesmo instante já vai parar em todas suas redes sociais, aguardamos muitas horas na fila sem reclamar porque no final sabemos que vale a pena.


E o que dizer quando se chega perto do escritor? Nada, não precisa, nosso olhar diz tudo e ele reconhece o quanto o amamos no exato momento em que estendemos para ele assinar sua obra, é uma troca e dela só há vencedores. O autor descobre o quanto o que escreve faz parte de nossas vidas e nós temos a incrível recompensa de conhecê-lo.


Mas isso ainda não é tudo, se a vergonha vem e as palavras somem, você só precisa assistir as inúmeras palestras e bate-papos que ocorrem diariamente por lá. Seu escritor favorito vai estar em uma delas explicando tudo o que você sempre quis saber.


Para mim, Bienal não se explica: se sente, se visita. E se você ainda está em dúvida se vale mesmo a pena sair de casa com seu livro de 500 páginas daquela escritora que você nunca leu mas vem este ano, não pense duas vezes não; vai por mim! Já entrei em filas e aguardei horas para tirar foto e ter livro autografado de escritores que nunca havia lido nada, mas que passado o evento comecei a conhecer os livros e posso garantir: teria me arrependido imensamente  se não tivesse essa foto que hoje faz companhia a tantas outras no mural de meu quarto.


Então começa a contagem regressiva... Já pedi férias no trabalho, já garanti ingressos para todos os dias e os livros estão aqui ao meu lado esperando para irem à Bienal comigo! Vejo vocês lá!

OBS. Este ano, a Bienal contará com a visita de Lauren Kate, autora da série Fallen, best-seller mundial! Confira sua agenda completa aqui!

5 de ago. de 2011

Papos de sexta: Cara, cadê minha livraria? Por Frini Georgakopoulos

A luz no fim do túnel de uma das maiores livrarias americanas se apagou: a Borders está fechando as portas nos Estados Unidos e eu choro aqui no Brasil. Fico triste não somente porque adorava a livraria, mas porque temo ser apenas o topo do iceberg.

Ler é uma experiência incrível e o mais legal dela é que é diferente para cada um. Eu, por exemplo, sou uma leitora de manias ecléticas e leio cada livro de acordo com o que o clima dele me “pede”. Por exemplo, li “Diários do Vampiro” no sofá da minha casa enquanto uma feroz tempestade caia lá fora e na minha TV - que dava para ver só de rabo de olho - um filme de terror passava. Já “Insaciável”, foi viajando: li na minha casa, no Rio de Janeiro, na casa de uma amiga, em São Paulo e até em Nova York, passando por lugares apontados no livro, o que me proporcionou – sem querer – uma experiência única. E a série “Mediadora” foi totalmente diferente: li no quarto, debaixo das cobertas, só com a luz de leitura acesa (meus olhos sofreram, coitados). Acho que estava esperando o Jesse aparecer! :)

Mas além de ler, uma coisa que eu amo demais nessa experiência é descobrir o livro na prateleira da livraria. Entrar na loja com o coração batendo forte, procurando pelo livro que você sabe que acabou de sair da gráfica e, ao encontrá-lo, abrir aquele sorriso e segurá-lo nas mãos, como se fosse o mais valioso tesouro. Ou até ser surpreendida por um título interessante que o livreiro, ao observar seus interesses, indica sem pretensão. E você acaba amando! Parece coisa de maluco, mas quem curte livros talvez me entenda.

Compro meus livros on-line também, mas só quando são importados e não conseguiria encontrá-los em livrarias brasileiras. Receber a caixa em casa também é legal, mas o cheiro do papelão não se compara à experiência de ir buscar o livro pessoalmente. Mas, e se o dia chegar em que não teremos mais lugares para encontrar nossos livros? E se tudo se tornar apenas uma troca fria entre consumidor e loja, sem mais a troca de ideias dentro de uma livraria?

De uns tempos para cá, as editoras brasileiras têm organizado inúmeros eventos para lançar seus livros. Essa atitude não somente ajuda em divulgar os novos títulos, como também proporciona um verdadeiro fenômeno: o networking de amizades iniciadas dentro de livrarias e levadas para o resto da vida. Em cada evento, as livrarias lotam, as amizades se multiplicam e os livros são levados para casa com muito carinho. Sempre que posso, participo de vários eventos e não imagino mais meus finais de semana sem eles.

Por isso me entristeço com a situação da Borders. Tive a oportunidade de ir a duas lojas em Nova York ano passado – enquanto perambulava e lia “Insaciável” - e trouxe livros ótimos, alguns que só descobri por estar em uma livraria. Provavelmente não os teria conhecido em um compra on-line. Ainda participei de um evento de lançamento, peguei autógrafo, tomei café, conheci gente nova ... como faria isso on-line?

Sobrevive o mais adaptável e não o mais forte e sinto que, nesse contexto, acredito que Borders pode não ter se adaptado às mudanças de hábitos de consumo e de produção literária, que avançam a passos enormes a cada dia. Mas essa coluna não é para questionar o fator “administração” da Borders, mas sim o que isso pode representar no quesito “extinção de livrarias”.

E-books, kindles, nooks ... todos são válidos desde que as pessoas continuem a ler, mas uma experiência não invalida a outra. Abracem a tecnologia, mas não desprezem as livrarias. Nada substitui o contato humano, o cheirinho de livro novo, mesmo que ele venha a dividir espaço com programas de computadores, Blue-rays e etc.

Adeus, Borders, e obrigada pelos livros e pelas memórias.

29 de jul. de 2011

Papos de sexta: Ácido como maçã, por Tita Mirra

No Papos de sexta de hoje temos uma convidada especial:Tita Mirra (@titamirra)! Como tivemos 5 sextas este mês, nada mais justo! (risos!) Divirtam-se com Jace e comentem!

Todos que me conhecem sabem do meu amor por Jace Wayland. Lembro-me bem do dia em que o conheci, há quase dois anos. Eu estava “passeando” por uma livraria virtual quando dei de cara com o box da série Os Instrumentos Mortais. Como de costume, li algumas opiniões dos leitores e eram só elogios. Uma olhada mais de perto e me deparei com a frase de uma famosa autora:

“Queridos Edward e Jacob, adoro vocês dois, mas vou passar o fim de semana com Jace. Desculpe! Com amor, STEPHENIE MEYER”.

Confesso que fiquei intrigada. Não que a autora fosse referência em livros de fantasia, mas quando se trata de crushes literários, tenho que levar em conta a sua opinião. Afinal, ela criou um vampiro que brilha e, mesmo assim, uma legião de fãs do sexo feminino suspiraram por ele, eu inclusive.

Comprei o box e aguardei por quase dois meses até que chegasse em minha casa. Foi um alívio não conhecer bem o Sr. Wayland na época, ou eu teria surtado diante do longo tempo de espera.

Jace me ganhou já nas primeiras páginas de Cidade dos Ossos. E não foi por conta de seus cabelos loiros ondulados, que insistem em cair nos olhos. Ou suas feições, ao mesmo tempo felinas e angelicais. Ou até mesmo seus músculos definidos e sua pele dourada coberta de tatuagens poderosas. O que me conquistou foi justamente o seu caráter imperfeito.


Eu, que já passei da adolescência faz tempo, caí no papo desse moleque de 17 anos, cujos olhos contradizem sua idade e que é antagônico em sua essência. Que tocaria fogo em casa só para se divertir, ou arrumaria briga com um objeto inanimado se tivesse vontade. Mas que daria a própria vida para salvar a do outro.

Que apesar da mania de limpeza, adora andar descalço e parece nunca pentear os cabelos. Um garoto que toca clássicos no piano com a fúria de um rock star e que, quando criança, quis tomar banho de spaghetti no dia do seu aniversário.

É, não teve jeito. Quando me dei conta, eu já estava passando as noites em sua companhia, rindo de suas piadas, vibrando com suas conquistas e sofrendo com todos os seus problemas. E pelo Anjo, como Cassandra Clare maltrata esse menino!

Eu me apaixonei por esse adolescente sarcástico, que não recusa um duelo de palavras e cultiva frases de efeito. Um garoto convencido e arrogante, mas que por trás da fachada de indiferença, é extremamente leal e não tolera mentiras.

Alguém que pode até ser o melhor Caçador de Sombras da sua idade - do tipo shadowhunter edição limitada, sabe? - mas também é vulnerável e uma completa bagunça por dentro. Um herói errante que mantém sua integridade, mesmo que ele próprio não acredite nisso.

Não sei quanto a vocês, mas todos os meus livros favoritos têm em comum personagens memoráveis. São os que eu guardo com carinho e releio sempre que bate saudade dos meus amigos fictícios. Os outros, por mais que a trama seja ótima, ficam esquecidos.


Eu devorei os três livros naquela mesma semana e, desde então, Jace nunca deixou minha vida. Ele tem amadurecido diante dos meus olhos e me faz suspirar cada vez que eu o reencontro - e torço para que ele atinja logo a maioridade para que eu possa suspirar sem culpa, porque a Lei é dura mas é a Lei.

Vou parar por aqui, mesmo sabendo que o Sr. Wayland diverte-se com as declarações de amor não correspondidas e que seu ego gigante não se importaria com mais alguns elogios. Mas vou me limitar em agradecer a autora por ter criado um personagem tão real e complexo, que sou capaz de amar apesar do comportamento indesculpável às vezes. Alguém que, diferente do vampiro citado lá em cima, tem mesmo inúmeros defeitos, mas consegue ser encantador apesar deles - ou exatamente por causa deles.

Ah, e antes que eu esqueça. Obrigada, Cassie, por me fazer acreditar que todo beijo deveria ter gosto de maçã, e que dormir com alguém, entrelaçando apenas os dedos das mãos, pode ser extremamente sexy. E se alguém não entendeu essa última parte, é porque precisa ler Cidade de Vidro! :)


Obs. Cidade de vidro tem previsão para setembro.

28 de jul. de 2011

Resenhas do Clube dos Primeiros Leitores: Rostinho bonito, de Mary Hogan


Quer saber a opinião das leitoras de Rostinho bonito, de Mary Hogan?
Recebemos os comentários e vamos compartilhar com vocês!

Hayley é uma ótima personagem e narradora: ela tem humor, é inteligente, sarcástica e está disposta a viver plenamente. O livro superou minhas expectativas – que já eram altas! O período que Hayley passou na Itália foi como se eu estivesse viajando e vivendo tudo ao lado dela! Achei tudo muito real e ao final me senti até triste, como se tivesse acabado de voltar de uma viagem inesquecível.
(Evellyn Fonseca Feijó)


O livro tem 238 páginas, mas a leitura é muito rápida. Você se identifica com a personagem, pois quem não tem inseguranças? Além disso, as descrições da Itália são tão fantásticas que você tem vontade de morar lá! Resumindo, esse livro é uma ótima leitura, pois mostra que não precisamos nos ajustar a nenhum padrão para sermos felizes.
(Tabata Verde Caldeira)


Hayley é a garota certa no lugar errado. Na verdade ela é uma garota comum - com um rostinho bonito, mas com o corpo "um pouco fora dos padrões". Percebendo que a situação não anda nada bem, seus pais decidem mandá-la para passar as férias de verão na Itália, mas essa experiência mudará a vida de Hayley! Rostinho Bonito é uma leitura leve e cativante. Mary Hogan consegue nos descrever os detalhes sem tornar a história cansativa. Super recomendo a leitura!
(Rúbia Rafaela de Holanda Leite)
E então, pessoal, gostaram das opiniões das leitoras?

Bjs da Galera!

22 de jul. de 2011

Papos de sexta: Scott 'Gênio' Westerfeld, por Pâmela Gonçalves

Quando eu li os posts da Rafa Fustagno falando da Meg Cabot e da Cecily Von Ziegesar fiquei com vontade de escrever sobre o meu autor favorito. Algumas pessoas ainda possuem ressalvas para os seus livros, mas eu não me canso de recomendar mais e mais.

Estou falando de um dos caras mais geniais e criativos que eu já tive oportunidade de ler: Scott Westerfeld. Você não conhece? Como assim? Só a Galera já publicou vários livros! Sendo que meu preferido até agora é “Especiais” da série Feios”. 

Feios” abriu as portas para que eu me interessasse por livros com pitadas de ficção científica, me surpreendesse com criações incríveis e um dos primeiros que me fez abrir os olhos para o que o mundo poderia caminhar.

As histórias dele são aquelas que você não vai comparar com nada, no máximo, em um futuro você vai dizer “Ahhh, isso me lembra daquele livro do Scott Westerfeld”. Sim, você vai comparar os outros livros com base no que o Scott já criou. Nunca me esquecerei de uma entrevista da Stephenie Meyer em que ela diz: “Eu acredito mesmo que não existam histórias novas – exceto, talvez, Scott Westerfeld. Ele é a única pessoa que sempre me faz pensar: ‘Ninguém fez exatamente isso antes’

Scott Westerfeld consegue desenvolver uma trama sempre se baseando em alguma crítica ou comportamento comum da sociedade. Em “Feios” ele critica essa busca pela perfeição da imagem e a ignorância do que isso representa. Sobre o comportamento é possível notar em “Tão Ontem” onde ele desenvolveu uma teoria brilhante para a indústria da moda e das tendências. Ele é tão incrível, que depois que termino de ler seus livros encontro um sentido totalmente real para o que ele colocou nas páginas. Ele tem esse poder.

E os romances? Scott não tem pena gente! Ele acaba com nossos corações, mesmo que muitas vezes ele nem assuma de fato que as personagens tenham alguma relação. Ele só planta uma suspeita e lá vamos nós e nossas mentes “brilhantes” maquinando toda uma vida feliz para o casal. Se pararmos para pensar somos nós os verdadeiros culpados; planejamos demais, criamos demais em nossas cabecinhas, e a única coisa que o Tio Scott faz é mudar o rumo da história.

Scott é borbulhante e sagaz, se eu pudesse escolher algum autor para conhecer, seria ele. 

15 de jul. de 2011

Resultado Clube em série: Poder dos cinco, Anthony Horowitz

 
*Rufem os tambores.... dun dun dun dun dun duuuun....
E as vencedoras desta edição foram:

- Priscilla Santana
- Laila Galvão
- Carolina Araújo

Parabéns!!! Cada uma de vocês ganhou os três exemplares da série Poder dos cinco para fazer a resenha, e de presente brindes sortidos da Galera!! Além disso, em agosto, vão receber o volume 4 da série. 

Mandem e-mails para galera@record.com.br com os endereços completos de vocês para mandarmos os prêmios, ok? ;)

E quem não ganhou, não desanima! Em breve teremos mais promos e Clube em série! É só ficar ligado nas nossas mídias: twitter e facebook!

Beijos da equipe da Galera e até a próxima!

11 de jul. de 2011

Clube em Série: Poder dos cinco, de Anthony Horowitz


Ele sempre soube que era diferente. Primeiro foram os sonhos. E então as mortes começaram.

O poder dos cinco é uma série de aventura sobrenatural do autor Anthony Horowitz e foi escolhida para inaugurar o Clube em Série! Funciona exatamente igual ao Clube dos Primeiros Leitores, só que os três sorteados vão ganhar todos os livros que compõem a série para comentar e, é claro, os brindes sortidos da Galera, porque a gente ama mimar vocês!

Além disso, o volume 4, próximo livro da série, tem previsão para agosto e... adivinha? Os sorteados também vão ganhar um exemplar do novo título! 

Para participar é só deixar o nome e sobrenome nos comentários até às 17:45 do dia 15 de julho. O sorteio será no dia 15 às 18h.

Obs. Quaisquer dúvidas leiam as regras do Clube dos Primeiros Leitores aqui.

Quer saber mais sobre a série Poder dos cinco?

Livro 1: O portal do corvo
Livro 2: Estrela do mal
Livro 3: Corporação crepúsculo

Gostaram? Participem!!

8 de jul. de 2011

Resultado Clube dos Primeiros Leitores: Garota dos sonhos, Lauren Mechling


*Rufem os tambores.... dun dun dun dun dun duuuun....
E os vencedores desta edição foram:

- Gabriela Neves - @higabs
- Isabela Gianelli - @belinhadg
- Paulo R. Vaughon Santana - @_pvaughan

Parabéns!!! Cada um de vocês ganhou um exemplar do livro Garota dos sonhos para fazer a resenha e de presente brindes sortidos da Galera!!

Mandem e-mails para galera@record.com.br com os endereços completos de vocês para mandarmos os prêmios, ok? ;)

E quem não ganhou, não desanima! Em breve teremos mais promos e Clube dos Primeiros Leitores! É só ficar ligado nas nossas mídias: twitter e facebook!

Beijos da equipe da Galera e até a próxima!

Papos de sexta: Uma escritora MEGnífica, por Rafa Fustagno

Sabem aquela emoção que muitas de vocês estão sentindo pelo último filme do bruxinho? Então, isso é o que sinto por Meg Cabot desde 2001! Uma comparação básica para entenderem como essa escritora maravilhosa faz parte de minha vida há exatos 10 anos!

Desde o dia que fui ao cinema para assistir o filme " O diário da princesa" confesso que entrei na sala de exibição mais por causa da Julie Andrews! - e saí desesperada atrás do livro que havia originado o filme. A partir desse dia passei a querer viver suas histórias a cada livro lido: quis ser  princesa como a Mia e ter um gato amigo como o Fat Louie, quis ver fantasmas como a  Suzannah e imaginei que um Jesse me assombrando não faria mal a ninguém.

Quis ter a coragem de Heather Wells, falar demais em Londres e em Nova York como a Lizzie Nichols, quis ser Em Watts por um dia para acordar com corpinho de Gisele Bundchen... Imaginei  pegar um voo para Italia como Jane Harris e descobrir o amor em  Roma!


Para entender Meg tem que ler, tem que estar disposta a virar fã, porque é esse efeito que ela causa nas pessoas. Eu fui vítima e não quero deixar de ser, afinal até hoje li exatos 35 livros de Meg Cabot, impressionantemente nunca deixei de gostar de algum e posso dizer que é a escritora que mais li em minha vida.


Fiz amizades por causa dela, usei as frases de suas personagens no meu dia a dia, tremi e chorei quando a vi na Bienal em 2009 e pude ver que ela era de verdade, cada segundo das mais de doze horas de fila para chegar perto dela valeram a pena, faria tudo de novo.


Queria poder voltar naquele dia, queria ter dito mais coisas, queria perguntar outras tantas, inúmeros livros e só dois autógrafos...quando se trata de Meg assumo que o vício não tem limites e me faz bem não controlá-lo; suas histórias são únicas, tem sua marca e a qualidade dos textos me encanta sempre.

Acho impressionante como em dez anos conheci pessoas como eu que a amam, que tem o mesmo sentimento que tenho de que ela é tudo, de que não há livro mais ou menos, porque todos são maravilhosos e ela passa isso para o leitor, que escreve com vontade, porque gosta e porque tem uma cabeça privilegiada e cheia de ideias boas.


Meg Cabot talvez não tenha muita noção de como marcou muitas vidas. Em uma entrevista ela disse que antes de vir ao Brasil ela ligou para - não menos maravilhosa - Cecily Von Ziegesar (autora da série Gossip Girl) e perguntou: "O que você achou do Brasil?" Cecily que havia vindo na Bienal de 2007, respondeu: "Ah! Eles são maravilhosos, você vai amar! Lá eles te tratam como um rock star!"


Bobinhas né? Mal sabem que para nós, leitores, seus livros marcaram nossas vidas bem mais do que qualquer música que possa vir a tocar.


E o sentimento é tão unânime que a Galera Record vai promover vários encontros para nós, fãs, homenagearmos a Diva Meg Cabot em várias cidades brasileiras!

E eu estarei no evento do Rio de Janeiro! Te vejo lá!



Veja as informações de todos os eventos aqui!

4 de jul. de 2011

Clube dos primeiros leitores: Garota dos sonhos, de Lauren Mechling

Sonhar pode ser perigoso... Duvida?

Garota dos sonhos é de se apaixonar só de olhar para a capa! É especial e foi o escolhido para o clube dos primeiros leitores do mês de julho! E continuando com a novidade do mês passado, vamos sortear três felizardos que vão ganhar um exemplar do livro para comentá-lo + brindes sortidos da editora!

Para participar é só deixar nome e sobrenome nos comentários desse post até às 17:30 do dia 08/07, mas atenção: os ganhadores do Primeiros Leitores de Rostinho bonito não podem participar dessa vez, ok? O resultado do sorteio sai dia 08/07/11 às 18h.

Obs. Quaisquer dúvidas leiam as regras do Clube dos Primeiros Leitores aqui.


Quer saber mais sobre o livro Garota dos sonhos?

Claire Voyante tem tido visões desde que se entende por gente. Mas a semelhança entre seu nome e seu talento é pura coincidência. O nome é francês e, diferentemente dos médiuns na TV, nunca ajudou Claire a solucionar crimes ou conversar com os mortos. Na verdade, sempre que ela segue seus instintos, acaba se decepcionando – ou em situações bastante constrangedoras.

Mas tudo muda no aniversário de 15 anos da Claire, quando a avó Kiki – ex-socialite, ícone da moda e agora hóspede permanente do Hotel Waldorf-Astoria de Nova York – lhe dá algo um pouco mais extraordinário do que um de seus antigos vestidos de noite: um estranho camafeu, feito de ônix e marfim, pendurado em uma corrente de ouro. Depois disso, não leva muito tempo até o mundo de Claire ficar muito mais claro. E muito mais perigoso. Agora, com a ajuda do novo camafeu e de seu amigo, Louis, Claire precisa desvendar o mistério que se abate sobre a família de sua melhor amiga, Becca – e, de quebra, quem sabe, conquistar seu irmão supergato que, como não poderia deixar de ser, tem uma namorada insuportável. Tudo isso sem revelar seus próprios segredos.

Novos amigos, antigas desavenças, joias estranhas e alguns sonhos sinistros em preto e branco – se Claire conseguir sobreviver ao segundo ano da escola, ela pode passar por qualquer coisa.

Quem quiser também pode ler o primeiro capítulo do livro clicando aqui!

Gostaram? Participem!!

1 de jul. de 2011

Papos de sexta: O ataque de uma mente em tumulto, por Frini Georgakopoulos

Leio sempre as colunas das meninas aqui e acho todas tão fofas e simpáticas. Eu juro que tentei ser assim essa semana, mas não deu. Estou atacada. Atacada mesmo, no melhor estilo “Emily, the Strange” quando sua tolerância está no pré-sal, sabe? Esse ataque se dá por vários motivos, ou será que pela união de todos? Não sei. Acho que a minha Lua está na casa errada, meio embaixo do móvel ou até na do vizinho. Será? Só sei que li a coluna do Xexéo na Revista do Globo há umas duas semanas e me identifiquei. Dei uma olhada na capa do livro lindo da Emily e cheguei a uma conclusão: vou desabafar!

Não aguento pessoas que já passaram das suas Dezesseis Luas – estão lá pra depois das quarenta –, mas teimam em entrar nas roupitchas que usaram quando Guaraná tinha rolha. Cafona! Se assuma como é e não como foi, sua linda! Não aguento lojas que vendem roupas cujas etiquetas dizem 42, mas a modelagem te trai: é de 38, e quando você pede uma calça maior, a vendedora esquálida te olha de cima a baixo, como se você tivesse pulado de um episódio de “Arquivo X”. Alôw! 42 não é gorda! É gostosa!

Não aguento gente que insiste que, quando a gente cresce,  tudo tem que ser sério, monocromático e sem graça. Por favor, né?! Sejamos sempre jovens por dentro! Que nossa noção reine suprema, mas que nossa vontade de ser feliz seja Insaciável! Não aguento gente que se acha a última Coca-cola do deserto – gelada e com gás – e vive criticando tudo nos outros: a barriga, o pé, a perna, o cabelo, o jeito de piscar, a mania de teclar, de respirar .... Não somos Perfeitos! Somos diferentes e isso é lindo! Abrace esse fato!

Não aguento gente cujo esporte preferido é malhar a vida alheia como se não houvesse amanhã – a verdadeira Rainha da Fofoca -, mas quando descobre que a sua está sendo comentada, fica zangadinha. Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Aprenda e siga em frente. Não aguento gente que se faz de vítima! Essas são as piores! Ao invés de fazer cada gota d’água se transformar em uma verdadeira Tormenta, por que não levanta a cabeça e enfrenta a situação, hein?

E para terminar essa coluna - porque a minha lista é longa e, daqui a pouco, vocês é que não vão mais me aguentar -, não dá para aturar gente que quer fazer sucesso às custas do coleguinha. Não é legal ser Um gênio de maldade inenarrável! Trabalhe para obter seu próprio sucesso e larga da aba do amiguinho! Fica a dica!

Pronto! Um ótimo final de semana para todos! Vou continuar a minha lista no meu belo e velho diário. Afinal, se princesas e vampiros podem ter um, por que não eu? 

E vocês? O que não aguentam?

24 de jun. de 2011

Papos de sexta: Tem um tempinho para ler aí, por Pâmela Gonçalves


Essa semana eu fiquei pensando no que escrever no post de hoje. Eu estava completamente sem assunto, em um misto de decepção e falta de criatividade. Muitos devem estar na mesma situação que eu nesse momento, e não, não é porque vocês precisam escrever, mas simplesmente porque não podem ler!

Sabe aquelas semanas – no meu caso mês – em que você tem que deixar de fazer a maioria das coisas que você gosta, porque está no final do semestre e os professores pensam que você só estuda a matéria deles?
Pois é, todo dia tem uma prova para fazer, um trabalho para entregar... E isso tudo é tão triste! 

Para quem é uma devoradora de livros – no bom sentido, é claro – isso é completamente decepcionante! Você vê seu livrinho lindo e maravilhoso sorrindo para você e quase se jogando da estante para os seus braços. Sim, é quase um suicídio em nome do amor que ele sente por você. Mas não há como salvá-lo. Você desvia e vai ao encontro da pilha de livros da escola, faculdade ou do trabalho. 

Quando você tenta lê-lo para aliviar o estresse ou por pura rebeldia de deixar suas coisas de lado, a leitura se torna chata devido ao grande peso na consciência. É, meus amigos, a coisa tá feia, beirando a loucura.

Eis que a nuvem cinzenta resolve passar. Você se vê livre. Mas como um pássaro recém-libertado você não sabe o que fazer, para que lado ir ou qual rumo tomar. A coisa toda foi tão massacrante que sua mente sente falta da pressão, e quando tem o poder de livre arbítrio ela fica sem saída. 

Mas comemore! Você está de férias! E não digo nem férias mesmo, daquelas para ficar o dia inteiro em casa, mas sim a sensação de que não tem mais o tanto de coisas que tinha para fazer antes. Quando você olha para trás vê que tudo passou. 

Alias, quero que essa tal de férias chegue logo. Eu só queria poder ler sem sentir a consciência pesada.
E vocês? Estão livres, leves e soltos ou cheios de coisas para fazer? Aproveitem e digam o que estão lendo para eu invejar um pouquinho. =’( #mimimi

17 de jun. de 2011

Papos de sexta: Amor sem comprovante, por Vivi Maurey

Há muitos anos, eu achava que tinha problemas, era sensível demais para esse mundo ou simplesmente uma boboca que me importava com coisas que ninguém mais parecia sequer perceber. Eu chorava lendo livros... (ou melhor, choro, no presente!)

Mas na época eu não sabia de nada. Eu ainda não tinha sido apresentada à magia de ser fã, de fazer parte de alguma coisa, de compartilhar meus sentimentos por páginas, por histórias, por personagens e criaturas que não existem na vida real.

Ao longo dos anos você percebe – por mais dolorido que seja – que nem todo mundo entende o que se passa na sua cabeça, quando você simplesmente não pode ir dormir naquele momento, pois precisa saber o que vai acontecer naquele livro, ou que naquela noite o cinema não é mais atraente que o capítulo sete com a chegada daquele personagem bizarro... Pelas barbas de Merlin! Até beijar na boca às vezes não é tão apropriado quando tudo o que você quer é ler aquelas três últimas páginas!

Esse amor... amor de fã, amor incondicional por coisas que não existem fisicamente, não tem nota fiscal. Não tem comprovante. Ninguém sabe como você se sente de verdade... Ele é todo seu e é psicoticamente  incontrolável. É fácil demonstrar amor pelo namorado, por exemplo, quando você pode dar beijos, andar de mão dada e... bem, entre outras coisas. =)

Quando não existem formas de se explicar, a gente surta. Grita, corre, treme, inventa níveis de sons supersônicos... Afinal, convencer alguém de que seu amor de fã não é menor nem menos importante que coisas da vida real não é tarefa fácil para ninguém. A gente fica histérico mesmo...

Eu sou muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer parte de um fandom. Ter a compreensão da nostalgia que isso causa, de saber que não estou sozinha quando um trailer de algum filme sai e não consigo parar de chorar e soluçar... que jamais estarei sozinha quando a notícia de que um personagem de um livro morre e que, por causa disso, uma depressão giga caia sob mim - de querer deitar na cama, no escuro, e dormir até não poder mais... 

É bom saber que existem outras pessoas que amam o inatingível, assim como eu amo.

Não preciso que o livro me ame de volta. A retribuição está onde os fãs se encontram. E encontrá-los foi a melhor coisa que já me aconteceu! 

Ps. Poderia escrever durante horas sobre a histeria de ser um fã... mas nem mesmo a internet com sua infinidade aguentaria o significado disso tudo! ;) Ser fã não é para leigos!
Obs. By the way, se quiser ver um exemplo de histeria é só entrar no meu twitter. lol

Au revoir!