20 de abr. de 2012

Papos de sexta - A leitora e a cidade, por Rafaella Fustagno


Não lembro quando fomos apresentadas. Mas desconfio que tenha sido naquela música infinitas vezes cantada por Frank Sinatra. Imagino que o livro de Truman Capote, que depois virou um dos filmes mais assistidos por mim - Bonequinha de Luxo -, também tenha sido culpado por essa paixão. Afinal quem não se lembra da diva Audrey Hepburn no auge de sua beleza, parada tomando seu café da manhã em frente a famosa joalheria?
Ah sim, ela também foi cenário de metade dos filmes que assisti até hoje, mas acho que a vontade de conhecê-la nunca foi tão grande como quando me deparei com o seriado Friends. Cada dia da vida dos seis amigos, cada vez que torcia para Rachel finalmente ficar com Ross; era lá que a história se passava. Bem, vocês já devem ter descoberto de quem estou falando: Nova York ou New York, não importa. A Big Apple, como é chamada, tem seu apelo em nossos livros, filmes e seriados preferidos.
Nunca mais parei de sonhar com ela. Pudera. Veio Candace Bushnell com seu maravilhoso livro "Sex and the city" e essas quatro amigas nos conquistaram por seis anos no seriado que não canso de assistir. Depois foi a vez de Cecily Von Ziegesar mostrar que a mesma cidade era repleta de fofocas e foi nos conquistando com Gossip Girl. Como se não bastasse, Meg Cabot resolveu nos viciar mais ainda... Sua Lizzie Nichols foi viver em NY, Meena Harper, não por acaso, vive na mesma cidade, e Melissa Fuller? Ah sim, ela é uma jornalista que poderia viver em qualquer lugar do mundo ...mas por quê? Ela não quer, ela vive em NY. Heather Wells também... E imagino se um dia  todas elas não esbarraram com Serena ou Blair em alguma festa. Ok, sou doida. Sempre acho que todas elas se conhecem e que volta e meia saem para fazerem compras na Quinta Avenida.
E porque Scott Westerfeld ficaria de fora? Ele colocou seus vampiros para viver em Nova York, claro! E para a noite inesquecível de Nick & Norah? Rachel Cohn escolheu  o mesmo lugar.
Culpa deles, todos juntos! Foram eles que combinaram com Woody Allen de me fazer amar essa cidade que nunca pisei.... Bem, nunca pisei até pouco tempo. Essa coluna foi escrita no exato dia em que estou embarcando para esse destino, após mais de duas décadas sonhando em  dar um até logo para o Cristo Redentor e visitar sua amiga estátua da Liberdade. Sim, quando você ler essa coluna estarei  entrando de férias para conhecer a terra de todos esses personagens. Terra também de muitos desses escritores que amamos! A expectativa é imensa. Com o sonho tão pertinho de se tornar realidade eu já começo  a sentir um friozinho na barriga. Vou lá então, viver por dez dias um pouco da história deles, ou pelo menos, tirar fotos nos lugares que já vi ou li em algum lugar do passado...

16 de abr. de 2012

Desvendando Nas Sombras

Oi galera! Aqui é a Ghostie! Vocês me conhecem do Twitter, né? Cheguei para falar um pouco de um livro chamado “Nas Sombras” que a Galera Record acaba de lançar. O livro se passa no futuro, mas sem essas coisas de espaçonaves ou robôs bizarros. É como os dias de hoje, mas um misterioso acontecimento conhecido como “Passagem” deu aos nascidos depois desta data a capacidade de ver e se comunicar com os mortos. Comigo!


Sendo uma dessas pessoas, Aura  - a protagonista que, aliás, é muito gente boa! - passa toda a sua vida tendo que lidar com essa condição. A situação piora quando seu namorado ... bem, não quero contar tudo, mesmo estando na sinopse. “Nas Sombras” é o primeiro de uma trilogia que traz mistérios muito originais, situações inusitadas e romance, porque ninguém quer ficar sozinho, nem mesmo no além.


Muitos leitores da Galera Record já devoraram o livro e o pessoal curtiu mesmo! O Guilherme do “Burn Book” destacou como o triângulo amoroso é formado de maneira bem inusitada e original e falou que “Nas Sombras é um livro para ser consumido em algumas horas (...) e Jeri (Smith-Ready) construiu uma narrativa envolvente que tornou o livro divertido e profundo ao mesmo tempo”. Legal né? Eu concordo com o Guilherme: o triângulo amoroso não é só baseado em dois carinhas que gostam da mesma menina, mas tem muitos outros níveis e problemas envolvidos nisso. Gostei demais de como foi escrito.


A galera do “Romances in Pink” mencionou outro aspecto de “Nas Sombras” que eu também gostei muito: o fenômeno que fez todo mundo nascido depois da Passagem ver fantasmas e como isso afeta Aura, seus pais e outros personagens-chave. Não é só porque eu sou uma fantasma que isso me atraiu. Quando eu era viva, eu li “A Mediadora” da Meg Cabot e adorei! Tanto que, quando morri (fico triste só de pensar), antes de pensar no que eu precisava fazer, lembrei do Jesse. Nossa, como queria um fantasma gatinho assim ao meu lado! “Nas Sombras” lembra “A Mediadora” em alguns aspectos, mas é muito diferente em outros como, por exemplo, ver fantasma não é algo que só a protagonista consegue fazer. É uma condição conhecida e utilizada por muitos! Só com isso, “Nas Sombras” já se torna essencial na vida de quem curte fantasmas!


O livro começa com mistério, segue para um ritmo bem adolescente, com muito rock n’roll e tal, e depois entra em uma fase mais sombria, mas igualmente intrigante. Como a Liliana do blog “ARFortaleza” destacou, “a história foi muito bem desenvolvida e nos deixou com um gostinho de quero mais”. Ainda bem que é o primeiro de três! Já a Fernanda, do blog “Caçadora de Livros” ficou interessada nos personagens secundários, o que é bem legal. A galera toda de “Nas Sombras” arrasa e o Dylan, que a Fernanda curtiu, é realmente um fofo!


A Mariana, do blog “Psychobooks”, por sua vez, disse ter gostado de ainda outros assuntos presentes no livro: “a mitologia criada, o leve toque político e a opressão disfarçada, que devem se desenvolver nos próximos livros, deixaram a leitura ainda mais interessante”. Sim! A mitologia criada por Jeri com “Sombras” e “Caixas Pretas” é muito, muito legal! E não, não vou contar o que cada uma dessas coisas é. Vocês vão ter que ler para descobrir! O mais legal é que a autora não conta tudo de cara. Você vai descobrindo aos poucos, naturalmente. Mais um ponto para Jeri Smith-Ready!


Agora, se você não está se aguentando e PRECISA saber um pouco mais de “Nas Sombras” enquanto não consegue chegar até uma livraria, recomendo a resenha da Lu do blog “Leituras e Devaneios” Ela se empolgou demais e contou vários detalhes! Até o sobrenome de Aura (que é Salvatore, mas que não é prima de Stefan ou de Damon, pena!) está na resenha! Para a Lu “Aura é do tipo de heroína que gosto, ela corre atrás do que quer, não fica esperando que tudo caia em suas mãos ou que outros resolvam seus problemas”. É isso aí! Girl Power total para Aura! 


Já falei que “Nas Sombras” é muito autêntico e nisso vários leitores concordaram. Mas essa autenticidade não é somente na trama, mas no trato de assuntos que – por mais que não sejam agradáveis de um todo – também estão de mãos dadas com a adolescência: são eles palavrões, sexo, drogas e álcool. Sobre isso, a Vivianne, do blog “Recanto da Chefa” escreveu: “ (...) não que aconteça o tempo todo (se acontecesse eu não gostaria do livro), mas é que nesse caso é melhor que seja lido por maiores de 16 anos”. Não quero parecer sem noção ou falsa moralista, mas é importante ter isso em mente ao decidir ler o livro. Sinceramente, eu gostei porque, como a Vivianne mesmo disse, não é algo absurdo que vá levar a gente para o mal caminho. Mas existe, funciona na trama e é importante saber lidar.


Gente, por enquanto é só. Vou dar um oi para a galera do “outro lado” e vejo vocês no Twitter mais tarde! Aliás, quero saber de vocês o que estão achando de “Nas Sombras” e o que vocês fariam se estivessem na pele da Aura! Vamos papear lá! Basta seguir @Ghostie__ e se divertir comigo! :)

13 de abr. de 2012

Papos de sexta - Minha amizade com L.J. Smith, por Frini Georgakopoulos

"Eles me acharam". Essa é a resposta que dou sempre que alguém me pergunta como comecei a ler Diários do Vampiro. Me recordo de estar em um momento Crepúsculo e Vampire Academy quando descobri a escrita de L. J. Smith. Depois disso, lembro-me de ter lido a “quadrilogia” toda de uma vez e de estar sentada no sofá da sala, com o primeiro da nova trilogia nas mãos (tem um gap de uma década entre eles), quando pensei: “Acho que vou entrevistar essa autora”.

Como disse na entrevista com as meninas aqui do Papos de Sexta, eu sou jornalista e, portanto,  viciada em entrevistas. Principalmente quando curto alguma coisa. Aí cato umas pessoas, faço uma pesquisa e lá estou eu com minhas fontes ao telefone. Às vezes elas rendem matérias, às vezes não. Com a L. J. Smith começou assim e foi parar no caderno Megazine, do O Globo.

Voltando ao sofá... Lá estava eu, de férias, lendo, quando pensei em entrar em contato com ela. O seriado não tinha estreado ainda, mas o trio principal de atores já havia sido escalado. Então fiz minhas pesquisas e mandei um e-mail para Lisa Jane Smith. E ela respondeu, tipo, horas depois! Começamos a trocar e-mails e, no final daquela mesma semana, lá estava eu, ao telefone, tagarelando com ela! 

Ficamos mais de uma hora falando e, além das minhas perguntas, conversamos sobre muitas outras coisas. Ela se empolgou tanto que me contou com exclusividade um spoiler gigante sobre o Damon (quem já leu “Shadow Souls”, ouça ela me contar aqui. Quem não quer spoiler, não acesse esse link!). De lá para cá, trocamos muitos e-mails, conversamos sobre muitas coisas, rimos horrores. Aí rolou o stress com a editora americana e a situação ficou tensa.

A Lisa (como eu a chamo, porque L. J. Smith é muito grande!) é muito, mas muito emotiva! Ela é literalmente apaixonada pelo trabalho que faz. Parece besteira dizer isso porque todo autor é assim, mas ela é do tipo de pessoa que vê um personagem como um filho. Mesmo! Então quando ela me disse que sua editora americana havia tomado os direitos de Diários do Vampiro, proibindo-a de continuar a escrever a própria série, combinei com ela e liguei novamente.

Outras várias horas ao telefone e ela me contou a história toda. Realmente, a editora tinha o direito legal de fazer isso (até porque o contrato havia sido feito, segundo Lisa, “quando eu era jovem e ingênua e só queria ter meu trabalho publicado”). Mas daí a entregar para uma escritora fantasma fazer, tendo a autora ali, podendo escrever o que o editor quisesse, doeu. Se doeu em mim, imaginem nela! Ela estava arrasada! Só de ouvi-la falar sobre o assunto, dava vontade de pegar um avião e ir abraçá-la! 

Escutei mais do que perguntei ... Ela realmente precisava desabafar e é nessas horas que agradeço a ética jornalística que tenho. Saber dividir o que é notícia com o que pode prejudicar o seu entrevistado é essencial. Emplaquei a pauta no O Globo (que pode ser lida aqui) e, assim que o jornal saiu, traduzi e mandei para ela. Ela amou! Contei a Lisa que a galera no Brasil era louca pelo trabalho dela e mandei fotos dos eventos que rolam por aqui. Ela ficou toda boba!
Enfim, na época da nossa segunda entrevista, Círculo Secreto estava para ser lançado aqui no Brasil e o seriado também não havia estreado. Ela estava empolgada porque, por mais que os seriados sejam muito diferentes dos livros (algo que ela não curte tanto, mas também, qual autor gosta?), faz com que as pessoas passem a conhecer melhor o trabalho, o que é sempre bom, né? Mas aí veio a segunda bomba! 

Tiraram dela os direitos de Círculo Secreto também! Assim que isso aconteceu, conversamos demais por e-mail e tentei de tudo para animá-la. Trocamos e-mails gigaaaaaantes e, de repente, ela ficou em silêncio.  Fiquei muito preocupada porque a conheço: para a Lisa não responder é porque algo muito errado está acontecendo. Esperei um tempo, mas a preocupação aumentou e, mês passado, resolvi ligar para ela. Lisa atendeu e ficou empolgadíssima com a ligação. Lá foi a minha conta de telefone novamente, porque a gente tagarela demais! :) 

Ela me contou que estava escrevendo loucamente e que já está quase terminando seu novo livro chamado The Last Lullaby (que se chamava Briowny’s Lullaby quando nos falamos pela segunda vez). Ela comentou sobre algumas mudanças que fez em sua vida profissional e disse estar pronta para realmente seguir em frente. Antes de desligar, Lisa me disse ainda que passou por momentos muito difíceis e que por isso estava tão sumida. Lembra que eu disse que para ela, seus personagens são como filhos? Imagine perder vários de uma vez? Pois é... Na tentativa de animá-la um pouco, disse que o meu lado Elena não a deixaria ficar triste nunca! Ela gargalhou e soltou: “Frini, você é meu anjo da guarda!” Achei tão lindo! Assim que cheguei em casa, lá estava outro email dela me esperando. :) 

E essa é a minha história de como uma simples entrevista se tornou uma amizade que eu cuido muito. Lisa é uma pessoa muito especial e coloca o coração em tudo que faz. Quando forem ler algo escrito por ela, tenham isso em mente. Cada livro que é dividido conosco é um presente e eu estou louca para ler o próximo! 

6 de abr. de 2012

Papos de sexta: A companhia inesperada, por Garota It (Pâmela Gonçalves)

Você está confortavelmente sentado em sua poltrona favorita, desfrutando de um bom livro. Seu ritmo de leitura é fantástico e você não consegue ficar longe daquele objeto cheio de páginas por muito tempo. O hábito de ler já faz quase parte das suas necessidades básicas.

Os últimos raios solares da tarde transparecem pela cortina e repousam nas páginas facilitando a leitura. Você se distrai com uma brisa estranha e olha a sua frente, repousando o livro no colo. Ela está olhando diretamente para você. Você se assusta com o olhar malicioso e a despreocupação dela.

– Co-co-mo você entrou aqui? – pergunta.

– Pela porta dos fundos – responde ela tranquilamente, divertindo-se com a situação.

Você a encara mais uma vez com desconfiança, não entendendo como ela esta ali e muito menos de quem se trata.

– Oh, meu querido! Não precisa ficar assustado! – A estranha dá alguns passos a frente. – Está gostando da leitura?

A poltrona que antes parecia tão confortável simplesmente se torna o pior lugar em que você gostaria de estar. Os raios de sol que até pouco tempo atrás o aqueciam e iluminavam as palavras do seu livro já se foram. O lugar está ficando escuro e um calafrio percorre todo o seu corpo.

– Si-sim. Acho que sim.

– Que ótimo! – comemora a estranha com ironia. – Você não está cansado de tanto ler?

– Não, eu gosto de ler! – A pergunta te dá força necessária para uma resposta confiante. Você corrige sua posição no assento e olha desafiadoramente para a presença estranha que está a sua frente.

– Ah, querido, dê um tempo! Acho que esse livro nem é tão bom assim, não é? – Ela inclina a cabeça para o lado dando um tom infantil à sugestão.

Você abaixa os olhos e estranhamente começa a considerar a hipótese. Será que o livro é tão bom assim mesmo? Sobre o que eu estava lendo? Chegando a uma conclusão, você olha novamente para frente e confirma:

– É, ele nem é tão bom assim – responde, confirmando a expectativa da estranha.

– Isso! Foi o que eu te disse! Seremos ótimos amigos! – Ela comemora batendo palmas.

– Sim, seremos. – Você confirma novamente, sorrindo dessa vez. Pensa um pouco e franze a testa, em dúvida. – Hum, qual é mesmo o seu nome?

– Ah, claro! Que idiotice a minha, nem me apresentei! – Ela observa e, se aproximando,  estende a mão direita. – Ressaca. Ressaca Literária!

Você a cumprimenta e abandona o livro na poltrona. Ele repousará no mesmo local por algumas semanas. 
Como você está ocupado demais graças à companhia de Ressaca, não consegue nem mesmo avançar uma página na leitura. Mas sua mais nova amiga não ficará por muito tempo. Aos poucos, você percebe que ela nem era tão legal assim e que as coisas que ela disse sobre aquele livro não eram verdadeiras. E então a leitura volta a ser seu prazer e seu hobby preferido.

As coisas voltam ao seu devido lugar.

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Infelizmente eu já conhecia a “querida” Ressaca Literária, e ela fez questão de me fazer uma visitinha no último mês. Ainda bem que ela já foi embora, mas foi uma das maiores temporadas em companhia da fulaninha que eu já tive! Foi um momento triste, mas estou de volta!

Oh, meus amados livros! <3

30 de mar. de 2012

Papos de Sexta – As meninas soltam o verbo

Toda sexta-feira, o blog da Galera Record conta com um texto de suas quatro colunistas – Frini Georgakopoulos, Pâmela Gonçalves, Raffaela Fustagno e Viviane Maurey. Quando o mês têm cinco semanas, apresentamos o texto de uma blogueira convidada, que sempre dá um show. Mas decidimos variar em março. Nossas quatro colunistas têm personalidades bem diferentes, mas o mesmo amor pelos livros. Então, para conhecê-las melhor, as meninas se entrevistaram e o resultado você lê agora. 


Desde criança você já tinha o desejo de se tornar o que é hoje? Se não, quais foram as profissões que passaram pela sua cabeça?

Raffa: Não, eu sonhava ser jornalista, tanto que me formei nisso e nem sabia que a área de Relações Internacionais existia. Ainda tenho um carinho grande pelo Jornalismo mas RI é minha grande paixão e amo no que trabalho. 

Frini: Sempre quis ser atriz. Na época de escolher a faculdade, fiz Jornalismo de manhã e Artes Cênicas à noite, porque minha família insistiu que, se eu fosse fazer teatro, precisava de um plano B. O plano B se tornou meu plano A, porque, sinceramente, não tive paciência para correr atrás de testes. E com Jornalismo, a vida fluiu. Não sabia que tinha cabeça de jornalista até estar no meio da matéria e raciocinar em pautas. É orgânico pra mim e isso foi uma surpresa. Trabalho em comunicação empresarial hoje, mas estou sempre pensando em alguma entrevista. Minha cabeça não desliga! Reclamo de ter sempre muita coisa para escrever, mas, na verdade, quando não tenho, descanso uns dois dias e começo a catar mais coisa de novo. É vício!

Vivi: Mais ou menos. Eu queria ser cantora... já pensei em outras profissões também, principalmente cinema, mas nunca levei tão a sério como eu levava a paixão por cantar. Eu era muito nova ainda quando decidi que queria escrever livros... mas só agora tive a oportunidade de me dedicar.

Pam: Nossa, eu cresci mudando de profissão. Já quis ser professora, bióloga, jornalista, designer, analista de sistemas, atriz... e hoje, faço faculdade de Publicidade e Propaganda. Sendo que eu parei o curso de Sistemas de Informação no 5º Semestre.


Pam pergunta para Raffa: Qual situação mais inusitada que você já passou ao conhecer um ídolo/famoso (seja escritor, ator...)?

Raffa: Já levei muito não, mas principalmente de atores né. Mas a situação mais inusitada foi quando eu tinha 13 anos, faltei aula para ficar na porta do hotel o dia todo porque o Aerosmith estava nele. Aproveitei que a garagem do hotel estava aberta e me escondi com uma amiga. Era a garagem de cargas e eu ouvi que eles sairiam por ali. Calculo que eu fiquei no meio do lixo, deitada atrás de um caminhão deitada por mais de cinco horas! Quando eles finalmente saíram, eu tava muito mal cheirosa! Eles acenaram, o Steven Tyler deu um tapinha na minha cabeça e eu nem lembrei de tirar fotos! Quando me toquei, eles estavam de costas, tirei mesmo assim, a emoção dele encostar em mim eu lembro até hoje! Mas hoje em dia não faria isso de novo! (risos)


Se tivesse que listar as 3 coisas mais legais que o mundo literário lhe trouxe quais seriam?

Vivi: Amigos – definitivamente -, aprendizado/amadurecimento, tendo em vista a profissão que escolhi, e memórias inesquecíveis! *brega mode on*

Pam:  Amigos, oportunidades e experiências maravilhosas. 

Raffa: Amigas, eventos literários e fazer parte dessa coluna :)

Frini: Amigos, oportunidades de crescimento profissional e pessoal, habilidade para ler nas entrelinhas.


Frini pergunta para Vivi: Como está sendo a sua rotina de escritora? Deu medo na hora de largar tudo para correr atrás de um sonho?

Vivi: Ish, se eu me empolgar para responder essa pergunta, não vai caber na internet tantas palavras (risos!). Resumindo, minha rotina de trabalho é essa: escrevo de manhã (5 a 10 páginas por dia) e trabalho à tarde com os freelas de revisão, copidesque, orelhas e textos de capa (que além de pagarem minhas contas, eu aprendo cada vez mais). Também faço exercícios diários: me obrigo a escrever sobre várias outras coisas que não tenham nada a ver com o livro (isso faz bem!) e é por isso que eu tenho meu blog; projetos como “Palavra do dia”, entre outros. Quando não consigo trabalhar de casa (nem sempre é possível quando se mora com a família ainda), procuro refúgio num café perto de casa e o trabalho flui que é uma beleza. É só ficar longe da internet por uns minutos que eu consigo produzir. ;) Se deu medo largar tudo? Com certeza! Ainda dá, constantemente. Cada dia é mais um de produção e menos um que eu poderia estar no mercado de trabalho fazendo meu nome e garantindo o meu futuro. Um sonho pode custar caro, muito caro, mas estou disposta a pagar para ver.


Qual o livro que mais te tocou e por quê? 

Raffa: O livro que despertou minha paixão pela leitura foi " Olhai os lírios do campo" de Erico Veríssimo. Foi paixão a primeira lida, a história linda mexeu demais comigo e a partir dele eu nunca mais parei de ler.

Vivi: Essa é difícil. São tantos e em épocas tão diferentes... Hobbit foi extremamente importante, pois li quando tinha 12 anos e foi o meu primeiro livro de ficção fantástica. Fronteiras do Universo marcou uma época turbulenta e que eu precisava muito de ‘magia’, rs, e foi o que tive ao ler os três livros da trilogia de Philip Pullman. Senhor dos Anéis, é claro, e Harry Potter. Fui tocada por esses, principalmente. 

Pam: É difícil responder, pois vários livros marcaram diferentes épocas por diversos motivos. Harry Potter marcou minha adolescência. Mas o livro mais tocante atualmente é Jogos Vorazes. Li em uma época que eu estava formando o caráter adulto, deixando para trás a despreocupação, para focar no meu futuro e o que eu seria daqui pra frente. O livro me fez dar a devida importância a assuntos que eu tinha conhecimento, mas não via o motivo de me preocupar até então.

Frini: Tenho um trio de livros que amo demais. São eles “O Apanhador no Campo de Centeio” ( “Catcher in the Rye”, de J D Salinger), “O Sol É para Todos” (“To Kill a Mockingbird”, de Harper Lee) e “Duas Vidas, Dois Destinos” (“Jacob Have I Loved”, de Katherine Paterson). Li os três na escola e os amei intensamente por razões diferentes. E Harry Potter, claro! 
 

Pam pergunta para Frini: Como você começou a mediar eventos literários e como foi mediar um na Bienal do Livro do Rio de Janeiro?

Frini: Descobri que curtia mediar eventos com Harry Potter. Comecei fazendo parte de uma organização que montava eventos de lançamentos de livros e DVDs da saga. Na época, não era normal ter eventos para lançamentos de livros assim, então criamos os nossos levando em consideração o que gostaríamos de fazer. Deu certo e escalamos para eventos maiores. Minhas palestras agradaram e eu curti conversar sobre livros. Quando li Crepúsculo, integrei a organização de eventos sobre a saga no Rio e conheci a galera da Saraiva e das editoras. Aí começaram a me chamar para apresentar eventos de outros livros e isso foi escalando até o Clube do Livro Saraiva Rio de Janeiro surgir. Deu certo e a fórmula está sendo repetida em várias unidades no País. Tenho muito orgulho disso! Já a Bienal foi a cereja no topo do bolo! O pessoal da Galera Record me indicou para mediar a Conexão Jovem com Lauren Kate. Já havia entrevistado Lauren para a Folha de S. Paulo e estava muito empolgada com a oportunidade da Bienal. O evento foi incrível! A Lauren é um amor, o pessoal da Galera e da Fagga foram muito maneiros e para mim foi uma experiência sensacional! Mediar um evento na Bienal foi realmente um sonho realizado. Espero que o pessoal tenha curtido o suficiente para me chamar de novo


Se você pudesse fazer uma pergunta para algum autor (a) já falecido (a) para quem e qual seria? 

Raffa: Faria para Margaret Mitchell , autora de " E o vento levou". Perguntaria se na vida real ela gostaria de ter tido um marido apaixonado como o capitão Rhett Butler. 

Frini: William Shakespeare. “Sr. Shakespeare, como é o seu processo de criação e de desenvolvimento, qual o seu trabalho/peça preferida, por quê cada personagem tem uma falha trágica e como as escolhe para cada situação, tinha ideia de que milhões de pessoas, séculos após sua morte, adorariam e estudariam o seu trabalho?” O quê? Se não tem ponto de interrogação até o final - e você falar muito rápido isso - é uma pergunta só. 

Vivi: Para Tolkien, é claro. A pergunta seria ‘Balrogs têm asas?’. 

Pam: Para o Machado de Assis: "Afinal, Sr. Assis, Capitu traiu ou não traiu Bentinho?"


Qual autor você já teve a chance de ver de perto e mais te marcou e qual você faria de tudo para ter um segundo ao lado? 

Raffa: Meg Cabot, Anne Rice e Cecily Von Ziegesar foram inesquecíveis acho que não consigo escolher só uma! Um segundo ao lado só penso em um nome: Stephen King! 

Pam: Tive poucas chances de ver autores por morar no interior de SC. A melhor experiência foi o convite da Galera Record para o café com a Lauren Kate, assim bem de pertinho e com várias pessoas que eu admiro. Foi muito legal! Eu faria de tudo para ter um segundo ao lado de J.K. Rowling, sem dúvidas (ó, clichê). 

Vivi: Bernard Cornwell, na Bienal de 2009 – RJ. Não consegui senha para a palestra dele e fiquei arrasada. Mesmo assim, esperei na fila como quem não queria nada até ouvir o nome dele sendo pronunciado; foi quando saí correndo para o início da fila, me esgueirei por entre as pessoas e fiquei cara a cara com o autor, a menos de dois metros de mim, no máximo. Eu tinha uma câmera na mão, uma câmera que não era minha, e pensei rápido. “Mr. Cornwell!” chamei. Quando ele olhou perguntei se eu podia tirar uma foto dele e ele sorriu sacudindo a cabeça. Que anjinho! Mega fofo! Tirei a foto e nunca vou me esquecer daquele momento. E o autor que eu daria tudo para ter conhecido e ter ao meu lado para que eu pudesse fazer três perguntinhas sequer, rs, é J. R. R. Tolkien, meu ídolo e professor (mesmo que ele nunca venha a saber). Vivo seria Philip Pullman. 

Frini: Graças ao trabalho e ao fan(atismo), já pude ver vários autores de perto. Não sei dizer qual mais me marcou, porque cada um foi especial de sua própria maneira. Mas acho que tenho um empate entre Lauren Kate e L J. Smith. A primeira me marcou por ter tido a oportunidade de conversar mais com ela – e até hoje – sobre livros, escrita, entrelinhas e por razão da Bienal. Já a segunda, foi ainda mais intensa, porque, depois de entrevistá-la duas vezes por telefone, viramos confidentes, trocamos ideias, nos ajudamos. Não é sempre que você é chamada de “irmã em espírito” por alguém que admira e isso me marcou muito. E adoraria ter alguns momentos próximo de J. K. Rowling


E você? Quer perguntar algo para uma das meninas? Deixe seu comentário e solte o verbo (mas com moderação) :)

28 de mar. de 2012

Divulgadas as primeiras fotos da série Os diários de Carrie

É MUITA emoção, Galera! Saíram as primeiras imagens da AnnaSophia Robb encarnando a divamusalindamaravilhosa da Carrie Bradshaw em seus anos dourados. As gravações começaram na última sexta-feira, dia 23, em Nova York (duh, onde mais??) ~todas chorando Chanel nº 5~






23 de mar. de 2012

Papos de sexta - É coisa de fã..., por @vivimaurey

·        Fazer tatuagem aos 17 anos em homenagem ao autor predileto e ter que pedir autorização pro pai em Porto Alegre (pai esse com quem você não trocava uma palavra sequer há anos);
·        Ver um chapéu marrom e/ou chicote e não conseguir deixar de pensar em Indiana Jones;
·        Andar de skate e se imaginar naquele skate flutuante que o Marty McFly anda em De Volta Para o Futuro II;
·       Sair por aí entrando em mansões do Jardim Botânico com um grupo de amigos e se imaginar em busca de um tesouro como em Goonies;
·        Falar coisas do tipo: That’s what I’m Tolkien About ou ‘You shall not pass’ sempre que a ocasião permite (e às vezes até quando não permite);
·        Sentir vontade de chorar toda vez que escuta o tema de Harry Potter seja no celular, na televisão ou na voz de alguém;
·        Imitar o Jack Sparrow sempre que der na telha;
·        Querer muito conhecer a Escócia e gritar ‘Freeeeedooooom’ ao sair do avião e pisar no aeroporto;
·        Entender todas as piadas de Big Bang Theory (além de fã tem que ser nerd :P);
·        Prender a respiração sempre que Darth Vader diz pro Luke ‘Luke, I am your father’, mesmo já tendo visto a mesma cena trilhões de vezes;
·        Ter um gato e chamá-lo de Fofucho só porque ama um personagem da Disney que usa esse nome no filme Lilo & Stitch;
·        Chorar toda vez que o Mufasa morre em Rei Leão;
·        Virar a noite lendo Fronteiras do Universo, pois não teria como esperar nem mais um segundo para terminar;
·       Assistir pelo menos uma vez ao ano todos os clássicos favoritos da Disney;
·       Discutir calorosamente sobre um assunto e não se importar com que os outros pensem , independente de onde esteja;
·        Gritar ROMA VICTOOOOR por nenhuma razão específica;
·        Gostar de uma coisa mesmo sabendo o quanto ela é ruim;
·        Gritar até não poder mais e até todo mundo ouvir o quanto você é fã.

A questão é: Não importa o quanto a gente goste, por quanto tempo e por meio de quais motivos nos tornamos fãs de alguma coisa. Também não adianta discutir e espernear para tentar provar que VOCÊ é o maior e melhor, pois todos nós somos fãs número 1! Todos os argumentos são válidos, portanto anulam um ao outro. Se você é fã de verdade de alguma coisa – seja ela qual for –, VOCÊ sabe disso e é isso que importa! 

16 de mar. de 2012

Papos de sexta: Ser feio não importa, por Rafaella Fustagno


Terminei de ler "Feios" de Scott Westerfeld. E ainda não consegui parar de pensar no tema do livro. Acho que o autor quis alfinetar de alguma forma a sociedade em que vivemos.  Quem já leu o livro sabe do que estou falando. Nele a personagem principal, Tally Youngblood, vive em um mundo onde o normal é ser feio só até os 16 anos, quando o governo paga uma cirurgia para você ficar lindo. Pensei nos prós e contras, confesso que me olhei no espelho, e vi ela lá, minha barriga. Essa coisa que eu odeio desde... sempre! Que me acompanha a vida toda, que gosta de se destacar e a quem eu carinhosamente  apelidei de "Pancinha" . Imaginei que, se vivesse em Vila Feia, Pancinha seria normal até eu completar 16, e então alguma espécie de mago do bisturi a tiraria de mim. Depois disso, e eu viveria em um mundo com pessoas lindas, sem barriga, com narizes perfeitos e cabelos eternamente com escova progressiva.
Não sei se gostei, porque aí todo mundo seria igual, não haveria mais feios e todos seriam....perfeitos? Mas perfeitos para quem? Quem mede o que é bonito ou feio? E se fosse verdade, a expressão "Quem ama o feio, bonito lhe parece" acabaria?
Sou chata, quis discutir o tema. Meu namorado estava vendo o jogo do time dele e eu escolhi a ótima hora para perguntar:
- Amor, o que você acha da minha barriga?
Claro que sem nem olhar para mim ele disse:
- Tá linda!
Exatamente assim, como sempre fala, esteja eu toda arrumada ou de calça jeans. Mas eu insisti:
- É que eu li um livro e pensei que se eu tivesse uma barriga chapada, e se todos tivessem a barriga assim, você acha que seria melhor? Um mundo sem pancinhas???
Fofamente ele me respondeu:
- Esses livros estão te deixando doida, né? Andou lendo livro de dieta aposto, algum anoréxico escreveu sobre como emagrecer e pronto. Você foi lá e comprou!
Desisti de fazê-lo entender. E aí lembrei de mais uma coisa: se fosse no mundo do livro, quem faz aniversário antes fica lindo primeiro, aí eu iria antes dele para o mundo sem Pancinhas já que sou mais velha. Ai, que horrível, eu linda e sozinha e ele lá, ainda feio e rodeado de feiosinhas!
Resolvi desencucar, fui para frente do espelho e imaginei: "Sou linda como Jennifer Aniston", mas caí na real e vi que ela não tem Pancinha. Então me imaginei Adele, cheinha e amada, cheia de fãs e fazendo um sucesso danado. Aí o sorriso veio no rosto.
E apesar de quase toda semana lembrar que tem algo em mim fora a barriga que gostaria de mudar, (sim, uma semana é o cabelo que não tá legal, na outra queria um nariz mais empinado...) vi que prefiro o mundo imperfeito. Afinal, nele podemos fazer sem neura um ajuste aqui e ali, sem chegar ao extremo da obrigatoriedade de sermos todos lindos.
Para mim o livro de Scott é mesmo para parar e pensar se não estamos viciados em estereótipos, se não é exagero o que a moda nos empurra sobre o manequim 36 ser o legal, mesmo quando o seu biotipo implora pelo 40! Vi tanta gente criticando a magreza exagerada da Angelina Jolie no Oscar e a toda malhada Demi Moore (que virou uma caverinha) que me pergunto: de quê adianta ser linda sem ter saúde? Se você luta contra sua natureza? Não sou contra as plásticas e dietas e acho bacana ter uma vida saudável em prol de um corpo sadio, mas acho, de verdade, que temos que nos amar genuinamente.
Depois de ler esse livro maravilhoso, que nos faz pensar intensamente no assunto, me olhei no espelho mais uma vez, só que sem encolher a barriga. Aí me achei linda. Até porque estava lá na estante uma das minhas autoras favoritas, com o livro que podia ser meu lema de vida: "Tamanho 42 não é gorda"! Respirei, peguei os 3 volumes da série e no último estava a resposta: "Tamanho não importa"! Sábio Scott, sábia Meg Cabot! ;) 

9 de mar. de 2012

Papos de sexta – Não julgue um livro pela capa, por Frini Georgakopoulos

Como o dia a dia no meu trabalho é insanamente corrido, procuro sempre carregar comigo o livro da vez para ler na hora do almoço. Sento no balcão de um restaurante perto do trabalho, almoço e leio ao mesmo tempo. Faço tanto isso que um dos rapazes que me atende pergunta sempre como está a leitura. Minhas respostas variam de “Ótima! Estou quase descobrindo quem é o assassino” até “Nossa, o casal principal TEM que ficar junto! Termino esse livro hoje, sem falta!”.  

Um dia, na semana passada, lá estava eu, comendo e lendo (uma obra jovem adulta escrita por um amigo meu, diga-se de passagem), quando uma pessoa conhecida sentou ao meu lado e se entortou toda para ver a capa do meu livro.


– Qué isso? – perguntou a “fofa”.

Confesso que minha vontade foi responder “Um livro. Para você, deve ser algo muito raro de se ver. Quer tocar?”. Mas fui fina e apenas virei a capa para que ela visse. Me arrependi.

–  Pô, tu num tá velha demais pra ler isso não?


– Qual livro você está lendo? – respondi diretamente, tentando controlar todas as outras respostas sarcásticas que me vieram à cabeça. Afinal, ela não entenderia e isso me deixaria ainda mais irritada.

Sabe qual foi a resposta da criatura? Um título de autoajuda! Quando soltei o nome da categoria do livro, ela ficou zangada e disse que não lia só autoajuda. Adorava livros psicografados também.

Quase explodi em fogos de artifício bem ali, no meio do restaurante! Eu sou velha demais para ler romances juvenis, mas não ter autoestima ou me amarrar em ouvir contos do além não tem problema, né? O ódio era muito, mas lembrei que sou fina (mesmo querendo esquecer) e apenas consenti. Em seguida, voltei ao que estava fazendo e continuei a leitura e o almoço, só que agora mais rápido para evitar que ela puxasse o assunto novamente.

Depois, em casa, enquanto terminava o livro, pensei sobre o que aconteceu e fiquei com mais raiva ainda. Ela não tinha o direito de me julgar pelo livro que eu estava lendo, mas eu também não tinha o direito de fazer o mesmo com ela. Lembrei de quando li “O Segredo” e “Violetas na Janela”. O primeiro veio em tempos que estava, sim, me sentindo para baixo. Já o segundo, li imediatamente após o falecimento da minha avó paterna. Em ambos os casos, esses livros me ajudaram demais e, por mais que não procure mais obras desses gêneros, me foram úteis quando precisei. O mesmo acontece com a literatura jovem adulta: pra mim, esses livros são como uma visita à minha adolescência, que eu amei (e que já comentei por aqui). Também amo romances sobrenaturais, porque juntm essa nostalgia com um toque sombrio que eu também adoro. E a lista continua ... 

Todo livro que leio é uma escolha consciente minha, feita para amparar o momento que estou vivendo. Às vezes quero sentir frio na barriga com um romance meloso entre um vampiro e uma menina mortal; em outro momento, quero voar nas costas de um hipogrifo e acreditar que a amizade e a lealdade salvam o mundo; em outros, ainda, quero esquecer dos apuros da vida real e pular de susto ao ler sobre criaturas que esperam o anoitecer para assombrar os vivos.

Leio um pouco de tudo não só por ser culta, porque está na moda, porque quero, porque preciso, porque é o certo a fazer, mas por todas essas razões juntas e muitas outras. E não quero ser julgada ou definida por nenhuma delas. Julgar o que eu leio é o mesmo do que julgar um livro pela capa: você não sabe o que tem dentro, o que o fará virar as páginas, ou não. Quem nunca comprou um livro – ou pensou em comprar – apenas pela capa? Se você está pensando “Eu fiz isso”, não está sozinha. Mas você já descartou um livro pelo mesmo motivo? E uma pessoa? Acho que temos que prestar mais atenção às sinopses e arriscar mais, mesmo quando o exterior não aparente ser tão convidativo. Nossa ... chega! Tô parecendo livro de autoajuda. J

5 de mar. de 2012

Cadê os fãs de Assassin’s Creed?

Se você é fã, já deve estar sabendo que em Outubro a Ubisoft lançará um novo jogo, o Assassin’s Creed III. (Se não, veja aqui a notícia no nosso site!)

Para criar a expectativa em vocês, a Ubisoft divulgou o trailer do jogo, que agora também está no canal da Galera no Youtube.

Que tal? =D

E aindaaa, mostramos um vídeo enviado por um de nossos seguidores no Twitter (@babidewet) de um clipe super bem humorado, que tem o Assassin’s Creed como tema de um filme em Bollywood. Hahaha


Dá pra se divertir :)

Maaaas, para vocês não morreeeeeerem de ansiedade até Outubro esperando o jogo, a Galera vai lançar o 2º volume do livro, o Assassin’s Creed Irmandade. Já dá pra conferir o primeiro capítulo no nosso site

UhuuuL!

2 de mar. de 2012

Papos de sexta: Não foi a primeira vez e não será a última, por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Olá, queridos leitores do blog da Galera Record! Como foi voltar à vida normal depois do Carnaval? Leram bastante nas férias?

A última pergunta parece inocente, mas não é. Quando cheguei em casa na terça-feira de Carnaval, fui me atualizar depois de passar dias sem internet novamente (lembram do isolamento?). Entre as coisas que bombaram na rede, e principalmente na blogosfera literária, o maior destaque foi para o texto de um grande portal criticando os espaços na internet dedicados aos livros: os blogs literários.

No texto, o grande alvo não era, talvez, os espaços em si, mas o que os blogueiros estavam lendo e promovendo neles. Segundo a crítica, é preferível que os jovens leitores de hoje não lessem mais, caso o conteúdo da leitura seja o que se publica atualmente. Não vim discutir o conteúdo dos blogs literários ou separar os bons dos ruins, mas sim mostrar o quão perigosa é a afirmação feita pelo portal. É preferível que os jovens não leiam? Que absurdo! Nunca vi tantos jovens lendo quanto vejo hoje. Ultrapassamos uma época em que até mesmo a leitura do manual do videogame era algo para se comemorar. Hoje, ler é legal!

Presencio uma geração que está mudando, e não é por causa da tecnologia que estamos deixando de ler. A tecnologia está do nosso lado. Através dela, eu mesma conheci diversas pessoas com os mesmos interesses lá no fórum da Galera Record. Foi pela internet que criei um espaço onde compartilho as diversas viagens que faço dentro dos livros. É na tela de cinema que muitos futuros leitores se encontram em uma história que foi adaptada da literatura. E de onde vêm essas grandes franquias que fazem sucesso e despertam vários leitores adormecidos..? Dos livros atuais.

Os livros não deixaram de ensinar valores e ter qualidade só porque foram publicados nos últimos anos. Pelo contrário, aprendi diversas coisas com eles. Apesar da linguagem fácil, as publicações recentes continuam tendo qualidade, continuam ensinando e deixando um legado.
Hoje temos a oportunidade de escolher ótimos livros em um grande leque de opções. E assim como antigamente, há os bons e ruins. A crítica esquece que nos diversos livros que ela classifica como ruins de forma generalizada, os jovens leitores têm uma porta de entrada para tantos outros títulos e gêneros que eles ignorariam. Os famosos clássicos, que são leituras choradas no ensino médio (confessem!), passam a ser vistos sob uma nova ótica por esses jovens leitores.

Nessa nova fase da literatura, observo algo positivo e inovador. Ainda temos muito que ver e ler pela frente!

Mas saibam: essa não é a primeira vez que livros Jovem-Adulto e os Chick-lits são alvo de críticas. E preparem-se: essa também não será a última. Uma pena.

24 de fev. de 2012

Papos de sexta: Folia de livros, por @vivimaurey

Assim como muitos outros nerds da gema – cof cof –, também não curto Carnaval. Não sou de cair na gandaia – ou em blocos. Aí o que eu faço? Caio na gandaia da fantasia (risos!). Me afogo nos livros e nos filmes! Já que trabalhar que é bom fica impossível com tantas distrações, a folia dos livros me acolhe confortavelmente.

Claro que entre namorado, viagem, cinema, churrasco e freela, não há tempo para ler, apenas. Mas quando a hora apertou nesse feriadão de brasileiro, eles estavam lá para me acolher. Não terminei nenhum, mas comecei vários.

Por falar nisso, quem aqui consegue ler milhões de livros ao mesmo tempo? Claro que não ao mesmo tempo de fato, mas vocês entenderam. Antes de trabalhar em editora, vocês sabiam que eu tinha bloqueio com isso? Enquanto não terminasse uma história, não conseguia iniciar outra. Achava um pecado, hihi.

É claro que numa editora isso é impossível. Você precisa ler um pouco aqui, outro ali, depois continuar esse primeiro, aí seguir para um terceiro... Normal. Isso fez com que o meu TOC perdesse força. Não foi eliminado completamente porque tudo tem seu limite. Meu máximo foram quatro de uma vez, sendo que um deles era trabalho, então isso já diz muito. Tava lendo três e comecei um quarto ontem. Quase comecei um quinto, mas aí achei exagero. Não vou dar conta, a não ser que seja trabalho, aí sim!

Descobri a pólvora com isso... É tão simples saber dividir as histórias e entrar em cada uma delas quando eu quiser. Posso escolher em qual mundo voltar, quais aventuras enfrentar... Bom demais ter várias opções, afinal não é sempre que queremos ler um livro cabeça, ou aquela história da menina que não sabe com qual dos dois rapazes quer ficar, ou do tesouro da ilha perdida que está prestes a ser roubado.

Opção é tudo e não necessariamente precisamos escolher apenas uma! Na vida a gente também vive várias aventuras ao mesmo tempo, ora. Faz todo o sentido que façamos o mesmo com os livros. Ou seja, folia de livros não dura apenas no Carnaval. É para sempre!  

Bjocas, 
Vivi

17 de fev. de 2012

Papos de sexta: Geração E-Reader, por Rafa Fustagno

Arrumando a mala para viagem de Carnaval parei em frente a ela com dois livros na mão e aquela eterna dúvida de qual livro levar para ler no avião e nos momentos que a paz reinar na viagem. Foi exatamente nessa hora que uma prima que tem metade de minha idade entrou no meu quarto e me perguntou o que eu estava fazendo. Respondi que estava escolhendo qual livro levar, ela arregalou os olhos como se eu tivesse dito que queria levar minha cama:


- Como assim qual levar? Tá doida? Leva seu Kindle, pô!
Expliquei que não tenho Kindle, E-reader, nada do gênero, só livros, muitos! Lindos e todos impressos, arrumados por autor em meu quarto. 


Ela continuou:
- Credo, como você é pré! (entendi depois que eu sou pré-histórica!!!) Fala sério que você sempre leva esses livros pesados quando viaja? Por isso que tem alergia e problema na coluna! Em que ano você tá hein?


Não gostei muito não... Me defendi:
- Em 2012! Tenho os últimos lançamentos, amo os livros impressos, as capas, o cheiro deles, os marcadores... Gosto de sentir o peso de um livro em minhas mãos, de ter o prazer de virar a página. Qual o problema?


- Ai...olha isso! (ela pegou um clássico de 500 páginas como se pegasse um ET!). Pudera que você ama o Assis (Machado) e a Austen (Jane)... Parou no tempo deles!


Acabei colocando os dois livros dentro da mala mas fiquei pensando a semana inteira no assunto. Na verdade, eu cismei com isso. Sou mesmo antiga? Acabei tendo um sonho que, para mim, foi um pesadelo. Sonhei que estava em uma Bienal lotada, em uma fila imensa que supostamente seria de autógrafos de Scott Westerfeld. Eu era a única na fila com um livro na mão. Enquanto todos carregavam seus e-readers e eu estava lá com meus livros da série Feios. Na minha vez o autor falava que não tinha caneta porque ninguém mais pedia autógrafos, só fotos. Ao meu redor as pessoas riam de mim e cochichavam que deviam ter me proibido de entrar na fila atrapalhando o andamento com aquelas relíquias. Eu saia correndo pelos pavilhões e percebia que não haviam mais livros impressos nos estandes, só cartões (iguais a esses de recarga de celular) que você comprava e com um código baixava o livro. Acordei na hora, suando! Esse é o futuro? Onde terei meu autógrafo? Tudo será mesmo digitalizado? O que será das bibliotecas? Do que viverá a pobre traça? Acabará a expressão "virar a página"?


Será um exagero ter medo do futuro? Não sei. Olhei meus livros na estante, todos lá, coloridos olhando para mim e ocupando um espaço imenso no meu quarto. Mas enquanto eu viver eles terão vaga cativa! Não os troco pelos arquivos de um E-reader. Não sou contra ele existir, não digo que nunca comprarei um pois sempre pesquiso o preço e sei que em breve vou acabar comprando. Mas acho que me conheço o suficiente para saber que vou usá-lo para livros de autores que não coleciono. Não me imagino comprando um arquivo digital de um livro da Meg Cabot, não quero ter uma obra dela sem essas capas lindas, sem a foto dela na orelha! Se a vida é feita de escolhas, eu já fiz a minha. Que venham os E-readers e que mais pessoas gostem de ler, mas que não entrem em extinção os bons e velhos livros impressos. A vida feita só de digitalização para mim não tem graça! Até porque... Um mundo sem marcadores de livro deve ser muito triste!