2 de mar de 2012

Papos de sexta: Não foi a primeira vez e não será a última, por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Olá, queridos leitores do blog da Galera Record! Como foi voltar à vida normal depois do Carnaval? Leram bastante nas férias?

A última pergunta parece inocente, mas não é. Quando cheguei em casa na terça-feira de Carnaval, fui me atualizar depois de passar dias sem internet novamente (lembram do isolamento?). Entre as coisas que bombaram na rede, e principalmente na blogosfera literária, o maior destaque foi para o texto de um grande portal criticando os espaços na internet dedicados aos livros: os blogs literários.

No texto, o grande alvo não era, talvez, os espaços em si, mas o que os blogueiros estavam lendo e promovendo neles. Segundo a crítica, é preferível que os jovens leitores de hoje não lessem mais, caso o conteúdo da leitura seja o que se publica atualmente. Não vim discutir o conteúdo dos blogs literários ou separar os bons dos ruins, mas sim mostrar o quão perigosa é a afirmação feita pelo portal. É preferível que os jovens não leiam? Que absurdo! Nunca vi tantos jovens lendo quanto vejo hoje. Ultrapassamos uma época em que até mesmo a leitura do manual do videogame era algo para se comemorar. Hoje, ler é legal!

Presencio uma geração que está mudando, e não é por causa da tecnologia que estamos deixando de ler. A tecnologia está do nosso lado. Através dela, eu mesma conheci diversas pessoas com os mesmos interesses lá no fórum da Galera Record. Foi pela internet que criei um espaço onde compartilho as diversas viagens que faço dentro dos livros. É na tela de cinema que muitos futuros leitores se encontram em uma história que foi adaptada da literatura. E de onde vêm essas grandes franquias que fazem sucesso e despertam vários leitores adormecidos..? Dos livros atuais.

Os livros não deixaram de ensinar valores e ter qualidade só porque foram publicados nos últimos anos. Pelo contrário, aprendi diversas coisas com eles. Apesar da linguagem fácil, as publicações recentes continuam tendo qualidade, continuam ensinando e deixando um legado.
Hoje temos a oportunidade de escolher ótimos livros em um grande leque de opções. E assim como antigamente, há os bons e ruins. A crítica esquece que nos diversos livros que ela classifica como ruins de forma generalizada, os jovens leitores têm uma porta de entrada para tantos outros títulos e gêneros que eles ignorariam. Os famosos clássicos, que são leituras choradas no ensino médio (confessem!), passam a ser vistos sob uma nova ótica por esses jovens leitores.

Nessa nova fase da literatura, observo algo positivo e inovador. Ainda temos muito que ver e ler pela frente!

Mas saibam: essa não é a primeira vez que livros Jovem-Adulto e os Chick-lits são alvo de críticas. E preparem-se: essa também não será a última. Uma pena.

23 comentários:

Camila Leite disse...

Também achei um absurdo, dizer que seria melhor que "não lêssemos" - quanta covardia há, em julgar um leitor por suas leituras, um livro pode ser bom como também pode ser ruim e ao contrário do que dizem, isso não fará com que a Juventude torne-se mais burra, mas sim, mais crítica, mais detalhista, mais audaciosa, podemos por assim dizer, eu costumo carregar comigo o seguinte pensamento: "-Todo livro tem uma mensagem importante a nos oferecer, mesmo sendo um péssimo livro." E isso de uma certa forma é verdade. Já li livros que fiquei me perguntando: "-Mas que droga é essa?" mas no final, me surpreendia ao entender a mensagem que ele pudesse passar. Todo e qualquer livro deve ser valorizado, não pela boa ou má escrita que ele oferece, mas pela quantidade de portas que ele pode nos abrir, começando pela nossa mente.
Beijão!
Camila Leite

@sonhospontinhos
www.sonhosentrepontinhos.com

Anônimo disse...

Excelente ideia abordar isso, Pam.

Qualquer crítica é complicada de se fazer quando você não leva em consideração o público-alvo. É importante ter isso em consideração e, dentro desse contexto, criticar o livro. Por exemplo - e na minha opinião -, Crepúsculo é excelente para um público jovem, pois atinge o que ele quer. Mas é um ótimo exemplar de literatura? Não. Tem clichês demais, exageros demais, breguice demais e até alguns temas meio complicados (como largar tudo e todos por um carinha gato). Mas a história cativa e é isso que essa galerinha quer. Acho que, dentro disso, as discussões sobre o tema devem surgir. Não adianta dizer "Não". O importante é questionar o porquê.

O senso crítico do jovem não é tão apurado quanto o do adulto (e alguns adultos nem têm senso crítico at all!) e é preciso sim ter um norte para ele, aos poucos, entender o que pode ser bom ou ruim. Mas isso não deve ser ditado por críticos ou blogueiros, mas sim opinado. Cabe ao leitor decidir o que curte ou não.

E blogs são ótimos para isso porque além de conhecer a opinião, esta está aberta à discussão por todos.

Tudo sempre será criticado, não tem jeito. Mas desde que nada pare de ser questionado, estamos bem :)

Beijos
Frini

Beatriz Gosmin disse...

Gostei muito do post!
Acho que se não fossem os livros "Modinha" eu nunca teria me apaixonado tanto pela leitura.

Errado quem julga ler eles errado!

Anônimo disse...

Adoreei o Texto. E concordo plenamente com tudo o que disse!!

Laís disse...

Concordo Plenamente Pam!
Eles tinhas que é estar feliz que ao envés de nós estamos vendo ou fazendo coisas proibidas, estamos lendo e aprendendo, Pois eu não li até hoje um livro em que eu tenha tirado não só uma, mais diversas coisas para ajudar no meu dia-a-dia!
E o que os Blogs fazem é nos informar e nos mostrar as novidades e comentarmos sobre os livros!
Não estamos fazendo nada de mal, mais sim estamos abrindo a mente! É o que a minha mãe sempre fala: Prefiro a Laís em casa lendo, do que na rua fazendo coisa errada!
Eles tinham é que estar feliz Por nos, que Gostamos de ler!

Ótimo post Pam! Amo o seu Blog! Beijoo
s2s2'

Maura C. Parvatis disse...

Como você disse, essa não será a última vez que esses dois gêneros serão motivos de críticas e mais críticas, uma grande maioria, por pessoas que nunca leram um livro YA, ou um chick-lit D:
A'iniciação' com livros desses gêneros, temáticas é maneira atraente, convidativa para trazer a juventude, as crianças para as bibliotecas, livrarias, para os livros!!! E depois, eles começam a adentrar no universo dos clássicos, como aconteceu comigo e com muitas outras pessoas :D

Beigos!

Pedra do Sertão disse...

Oi, Pâmela...

Esses comentários não revelam bom senso. Sou apaixonada pela leitura, leio tanto que me tornei pesquisadora sobre o tema. Não acredito que essa [má] crítica provoque um novo jeito de ler ou indique que só se deve ler isso ou aquilo, com base nisso ou naquilo...Acho que interditar o jovem leitor (e digo jovem, mas isso não significa que haja correlação à idade cronológica), proibindo de ler o que o mundo contemporâneo produz...
Penso que todas as leituras são necessárias...me lembro de um tio me proibindo de ler Adelaide Carraro - quando eu tinha 14 anos. O efeito foi contrário. Imagina, li tudo dela... Depois passei para Barbra Catland, por influência de minha avó...e depois, estava eu lendo Érico Veríssimo e tudo que caía em minhas mãos...Acho que li quase tudo de Sidney Sheldon e depois de Fernando Pessoa e Machado de Assim...acabei cursando Letras. Não vejo bem as proibições nem as críticas desse tipo, são vazias.
Formar leitor no mundo a contemporâneo interessa a quem? Com certeza, não para quem pensa de modo "bitolado". Abraço...

Araceli

www.pedradosertao.blogspot.com

Juliana disse...

Oi Pâm, eu li o post ao qual você se refere. Concordo com o que você disse e também acho um absurdo o fato de ela ter dito que "era preferível que não lêssem mais a ler tais impropérios disseminados por esses ditos Blogs literários".
Mas acredito que, como ela mesmo falou, a verdadeira mensagem do texto encontra-se nas entrelinhas. Você já percebeu quantos posts já fizeram sobre esse artigo? A maioria das pessoas se atingiu. Inclusive eu, depois de ler a primeira vez. Afinal, chick-lit e sobrenatural faz parte de mais da metade da minha estante.
Eu me perguntei: "Como é que e ela fala tais absurdos e eu me identifico com isso?". E foi aí que eu entendi o que ela quis dizer.
Ao meu ver, o artigo (apesar de prepotente) foi feito com a intenção de dar um "empurrão" para nós, jovens que dedicamos horas a ler chick-lits, YA's e afins, a ultrapassar os limites do entretenimento.

;)

Vivi Maurey disse...

Isso é muito bizarro... dizer que é preferível não ler a divulgar livros que nego acha leitura ruim? Eu, hein? Mas não é justamente a ideia ler, criticar e opinar? Compartilhar com os amigos e aprender a cada leitura?
O primeiro livro que eu li não era o melhor livro do mundo, nem tinha os melhores conceitos, mas e daí? Fui lendo cada vez mais e aprendendo a discernir o que era bom e ruim.

E você tem razão quando diz que não vai ser o último a falar essas bobagens... sempre tem, sempre vai ter. :/

Raffafust disse...

O que mais me assustou nesse texto foi ela dizer que as gerações de 80 e 90 foram as piores que já existiram...onde mais se publicaram coisas ruins.
Mas tem gente que gosta de causa polêmica né...caso dela. Como diz minha mãe deve faltar uma boa louça para lavar, um chão para varrer...porque mesmo quem não trabalha sempre tem mais o que fazer do que escrever tantas asneiras

BJao para vc !

Dani Duarte disse...

nao consigo acreditar! preferem que os jovens nao leiam mais?
aah fala serio! apesar de ler livros que poderiam ser considerados “fúteis”, os jovens leem clássicos tmbm
graças a paixão que adquiri por livros eu comecei a ler clássicos da literatura brasileira tmbm.
outros ja leem livros internacionais, como por exemplo o morro dos ventos uivantes [quase td mundo leu esse livro após crepúsculo].
e nao minha opinião, nao importa se o livro fala de bruxas ou fadas, o importante é ler, pq até a pouco tempo atrás a maioria dos jovens lia um texto, e um minuto depois já nao fazia ideia do que do que estava escrito ali. sem falar é claro da melhora em interpretações textuais.
na minha estante tenho J. K. Rowling bem ao lado de Machado de Assis, José de Alencar, Gregório de Matos, Aluízio de Azevedo, etc. e estou feliz de como ela esta [apesar de que ela poderia ser maior]. enfim, acho que me excedi no comentário. ^^

Isabela disse...

Concordo em genero, numero e grau. Se nao fossem os livros que eles tantam julgam, nao teria aprendido tantas coisas, e nao teria descobrido meu gosto pela leitura. achei um absurdo falarem que seria melhor ''nao ler''. Acho que todo livro tem seu valor, todo livro tem algo a ser contado, algo a ser encinado, e ca entre nos, estes que eles julgam classicos, nunca consegui pasar do primeiro capitulo, sem dormi.

Luks Vieira disse...

Os "detentores" da verdade esquecem que antes de ler algo clássico, o mesmo precisa ser atraente para o leitor... Isso é um dos pontos positivos desta "nova interface" da literatura...
Att.,
Luks

Leilane disse...

Fico revoltada toda vez ouço sobre isso, acho que as pessoas tem direito a ler aquilo que desejam, aquilo que lhes fazem sentir verdadeiros leitores. Se eu leio por obrigação (e isso se aplica a diversas coisas em nossas vidas) o livro me parecerá algo implacável e não acessível, muito diferente de quando leio porque quero/gosto/me despertou interesse/me indicaram. E é assim que pessoas que declaram que o que lemos atualmente tem conteúdo questionável e que deveríamos parar de ler são, implacáveis e não acessíveis, ou seja, vão passar o resto da vida sem abrir suas mentes para o que lhes é desconhecido, realmente não sabem o que estão perdendo.
Quando no futuro os livros que lemos atualmente forem renomados, considerados clássicos da NOSSA época (vai acontecer, pois é assim que o mundo reage ao novo e diferente, ignora primeiro e só depois de muito tempo e resistência enaltece), eu (e todos os que leem porque realmente desejam) vou poder olhar para trás e dizer que aproveitei cada segundo, enquanto muitos perderam seu tempo e não os leram porque achavam o conteúdo "questionável".
Amo Chick Lit, YA books, Adult books, fantasia e sobrenatural, e principalmente amo ler e PONTO! E o fato de amar ler, que se iniciou com esses gêneros, já me fizeram ver os clássicos de leitura obrigatória de maneira diferente, exatamente como você escreveu Pâm. E talvez falte exatamente isso para as pessoas entenderem como se forma um leitor, a partir de livros que realmente cativem e não que façam as pessoas desistir de leituras como um todo. Acredito que esses gêneros, que falam de acordo com o nosso momento, são ideais para transformar aqueles que leem um livro por ano (ou as vezes nem isso) em leitores de verdade, que leem sem parar e que nunca mais vão parar, pois já faz parte de seu ser.
Excelente "desabafo" Pâm, falou por muitos de nós!

VOLLZIN disse...

Eu também ando um tanto isolado do mundo da internet e não fiquei sabendo desse artigo. E como ele é tendencioso!
É horrível de se pensar que ele quis representar que a não-leitura é melhor que a leitura dos livros publicados hoje em dia. Nossa isso me irritou.
Será que os autores "clássicos" que somos obrigados a ler na escola, que tem grande parte de suas obras escritas na "linguagem coloquial da época", que não tiveram sua "qualidade reconhecida" na mesma, não foram os livros sem conteúdo, na "atualidade" de suas publicações? Será que os "críticos" da nossa época não estão sendo igualmente cegos para enxergar o lado bom dos livros que lemos?
Hoje em dia, encontramos livros que envolvem em sua narrativas teorias sociais, discussões sobre temas complicados que estão em alta, que foram inspirados por grandes autores, sociólogos e filósofos de todos os tempos. Tudo escrito em linguagem simples? Talvez. E assim o eram os livros "clássicos".
Quem sabe se, em cem, duzentos anos, não se estará estudando nas escolas a "Escola do Sobrenatural"? A era literária que se discutia através de imagens e seres fantasiosos a realidade social, na qual usava-se dessas imagens para representar o desconhecido temido, a inconsequência das relações sociais e as necessidades dos indivíduos mais profundas.

Esses livros "sem conteúdo" me ensinaram a dar chances a qualquer tipo de história e, com isso, estou conseguindo entender mais os clássicos e tentando usá-los para cotejar com os livros lançados ultimamente para ver o que continua o mesmo, como da mesma forma que um vampiro que brilha ao Sol parece ser algo insignificante em uma história, um filho de uma pisadela e de um beliscão não fica muito diferente.

Abraços,
Maicon Z. Vollzin — The Vollzin Post

Jéééh Dias disse...

Mais uma vez concordo com tudo que você disse Pâm, nossa eu não vi essa reportagem e nem pretendo ler tamanha besteira... pois como você muito bem observou a partir de agora é que o hábito da leitura está sendo desenvolvido, principalmente nos jovens, algum tempo atrás a maioria debochava de mim pelo fato de andar sempre com um livro na bolsa, hoje encontro várias pessoas assim também. E acredito que isso se deva sim, ao estilo de livros que vem sendo publicados ultimamente.

Vê Inamonico disse...

Oi Pâmela!

Adorei ler seu post e devo dizer que concordo plenamente, com cada palavra sua! Essa ideia de preferir que os jovens deixem de ler a se aventurar no que a crítica considera "lixo" é uma ideia absurdamente ultrapassada.
Em um país onde os livros custam os olhos da cara (e não falo só de livros de literatura!), carregados de impostos e de barreiras do próprio governo, perceber uma geração que está lendo mais é, sem dúvida, um triunfo! Devemos nos orgulhar por fazer parte de uma geração capaz de mudar as futuras; estamos lendo mais, nos interessando mais, correndo atrás, encontrando brechas para que a leitura não se torne algo inacessível.
E se estamos lendo mais, com certeza, cresceremos pessoas melhores, reavivaremos a nossa imaginação e os livros voltarão a ser a válvula de escape, como eram em tempos difíceis como nas guerras e ditaduras. Não podemos mais criticar uma pessoa pelo tipo de livro que ela lê; ora, nos dias atuais, ler já é um feito extraordinário em meio a novas gerações bitoladas com o que a tecnologia tem a oferecer.
Seja uma obra de leitura obrigatória na escola ou uma mais atual, destinada ao lazer e aos sonhos dos leitores, jamais podemos deixar de incentivar a leitura, esteja ela já presente ou não, nessa ou naquela geração.
E eu só espero que no futuro, a leitura volte com força total porque nós já estamos cuidando disso agora ;)

xx

Only The Strong Survive

Só sobre livros disse...

Concordo totalmente com tudo com o que você disse Pâm, não vi essa reportagem, mas foi a maior besteira que pode ser escrita. Tanto tempo as pessoas tentando levar mais pessoas a serem leitores não importando qual seja o seu tipo de leitura e aparece um texto desse tipo tirando todo o incentivo e afirmando que é melhor que não se leia esse tipo de livro atual. Concordo e apoio que é através desse livros e dos best-sellers também que muito leitores descobrem outros estilos e gênero e talvez passem para uma leitura considerada mais culta. Não importa.. Não importa o que você lê, mas que ao menos você lê. Muitos concordam que é importante ler os clássicos, sim, eu também concordo, mas acredito que se você tentar obrigar uma pessoa que não tem o hábito de ler nada, nem os tão criticados best-seller, lhes entrega um livro de maior complexidade, palavras mais dificeis, etc. penso que levará a um desinteresse da leitura, por julgar que todos os livros não importando o seu estilo serão chatos e enfadonhos, o que não é verdade pois sou jovem, tenho 15 anos, já li vários clássicos e apoio a leitura deles. APOIAMOS A LEITURA! não importa a sua idade, o que você lê, porque você lê, apenas que você lê e isso já é maravilhoso, você viaja sem precisar sair nem do seu quarto, conhece mundos novos e só entendo o sentimento de quem lê e ama ler, quem ao menos já leu um livro e se deixou levar pela história.

Amanda Faustino disse...

Mas que reportagem é essa? Que absurdo (enorme).
Hoje estamos tendo mutiso livros bons, é só procurar que acha. Mas raramente procuramos algo que ensine algo (quem quer aprender vá ler auto - ajuda), queremos estórias criativas e que nos divirta, mas claro, sempre vai ter algo que você vai levar contigo (mas não necessariamente).
Com cordo plenamente com você, está certíssima!

Beijos,
Mandi - Book and Cupcake.

Babi Dewet disse...

Uma pena mesmo. É por isso que ler não faz parte da nossa cultura. Por pré julgamento e preconceito. Uma vergonha!
Ótimo texto, Pâm!

Anônimo disse...

Acredito que o portal quis criticar o fato de se ler apenas um tipo de leitura como algo negativo e extremo e acabou, ele mesmo, caindo em outro extremo, da generalização.

Concordo plenamente que essa leitura jovem é uma porta de entrada para o universo da leitura, sendo assim, válida e merece ser estimulada. Mas isso é sobre quem não tem o hábito de leitura. E quem já tem?

Chegar e ficar só na porta?
Há tantos e tantos livros para se ler! Diversidade é a chave. Young adults, chick-lits, clássicos, best sellers, ficção científica, não importa onde a leitura é categorizada, o importante é ler... e ler de tudo. Ficar apenas em um tipo de leitura é fazer o mesmo que o crítico do portal fez: ficar no extremidade e ter uma visão mais ampla.

Fátima Menezes disse...

Olá, Pam! Como vai?

Nossa, como estava esperando por um texto assim! Pensei em fazê-lo, mas as ocupações diárias nunca deixavam tempo... enfim, é isso aí. Li o post em questão e fiquei revoltada. Lembro-me de como eram as coisas quando era pequena e como são agora. Definitivamente, os jovens estão lendo mais. E isso, em parte, é graças à divulgação feita pelos blogs literários. Claro, o mérito principal é da obra em si, que é boa, prende o leitor.

Por favor, antes era uma luta fazer um jovem ler algo. Os clássicos, nem pensar. A linguagem da maioria deles é difícil, algumas histórias não são tão envolventes... então chegaram livros com temas atuais, linguagem acessível e tramas diferentes. E o jovem se interessou pela leitura! Que comece por um Crepúsculo da vida (sem desmerecer a obra)! Está lendo e aprendendo! Tomará gosto pela leitura. Em breve, até os clássicos despertarão seu interesse. Ler está na moda! Que moda legal! E ainda tem gente reclamando?

Bem, a pessoa que fez a crítica certamente não esperava que criássemos blogs para divulgar somente clássicos, certo? Os clássicos já são mais do que conhecidos. Sei a história de boa parte sem nunca ter tocado na obra. Divulgar todo tipo de literatura, INCLUSIVE os clássicos, aí sim. O leitor sai feliz, o blogueiro, o autor, a editora... todo mundo! Sem falar nas chances que esse trabalho estão dando aos escritores nacionais, que precisam urgentemente de propaganda!

Resumindo: tem gente que precisa rever alguns conceitos e se atualizar.

Abraços,

Fátima Menezes - @fatimamd
http://recantodecaliope.blogspot.com

Caroline L. disse...

As pessoas incentivam tanto a leitura, e mesmo assim depois criticam o que estamos lendo. Acredito que o mundo de hoje gosta de criticar, então procura qualquer coisa para poder criticar. Os classicos tem o mesmo conteudo dos livros de hoje, só que escrito que uma forma diferentes, eles falavam da fofoca, traição, amor, a sedução, e os livros atuais falam sobre isso também, só que o mundo se modifica, o modo da linguagem, de expressão e o foco das pessoas se modificaram, e a literatura tem que acompanhar isso.
Não importa o que estamos lendo, importa que estamos lendo e tentando fazer um número maior de pessoar lerem.