30 de mar. de 2012

Papos de Sexta – As meninas soltam o verbo

Toda sexta-feira, o blog da Galera Record conta com um texto de suas quatro colunistas – Frini Georgakopoulos, Pâmela Gonçalves, Raffaela Fustagno e Viviane Maurey. Quando o mês têm cinco semanas, apresentamos o texto de uma blogueira convidada, que sempre dá um show. Mas decidimos variar em março. Nossas quatro colunistas têm personalidades bem diferentes, mas o mesmo amor pelos livros. Então, para conhecê-las melhor, as meninas se entrevistaram e o resultado você lê agora. 


Desde criança você já tinha o desejo de se tornar o que é hoje? Se não, quais foram as profissões que passaram pela sua cabeça?

Raffa: Não, eu sonhava ser jornalista, tanto que me formei nisso e nem sabia que a área de Relações Internacionais existia. Ainda tenho um carinho grande pelo Jornalismo mas RI é minha grande paixão e amo no que trabalho. 

Frini: Sempre quis ser atriz. Na época de escolher a faculdade, fiz Jornalismo de manhã e Artes Cênicas à noite, porque minha família insistiu que, se eu fosse fazer teatro, precisava de um plano B. O plano B se tornou meu plano A, porque, sinceramente, não tive paciência para correr atrás de testes. E com Jornalismo, a vida fluiu. Não sabia que tinha cabeça de jornalista até estar no meio da matéria e raciocinar em pautas. É orgânico pra mim e isso foi uma surpresa. Trabalho em comunicação empresarial hoje, mas estou sempre pensando em alguma entrevista. Minha cabeça não desliga! Reclamo de ter sempre muita coisa para escrever, mas, na verdade, quando não tenho, descanso uns dois dias e começo a catar mais coisa de novo. É vício!

Vivi: Mais ou menos. Eu queria ser cantora... já pensei em outras profissões também, principalmente cinema, mas nunca levei tão a sério como eu levava a paixão por cantar. Eu era muito nova ainda quando decidi que queria escrever livros... mas só agora tive a oportunidade de me dedicar.

Pam: Nossa, eu cresci mudando de profissão. Já quis ser professora, bióloga, jornalista, designer, analista de sistemas, atriz... e hoje, faço faculdade de Publicidade e Propaganda. Sendo que eu parei o curso de Sistemas de Informação no 5º Semestre.


Pam pergunta para Raffa: Qual situação mais inusitada que você já passou ao conhecer um ídolo/famoso (seja escritor, ator...)?

Raffa: Já levei muito não, mas principalmente de atores né. Mas a situação mais inusitada foi quando eu tinha 13 anos, faltei aula para ficar na porta do hotel o dia todo porque o Aerosmith estava nele. Aproveitei que a garagem do hotel estava aberta e me escondi com uma amiga. Era a garagem de cargas e eu ouvi que eles sairiam por ali. Calculo que eu fiquei no meio do lixo, deitada atrás de um caminhão deitada por mais de cinco horas! Quando eles finalmente saíram, eu tava muito mal cheirosa! Eles acenaram, o Steven Tyler deu um tapinha na minha cabeça e eu nem lembrei de tirar fotos! Quando me toquei, eles estavam de costas, tirei mesmo assim, a emoção dele encostar em mim eu lembro até hoje! Mas hoje em dia não faria isso de novo! (risos)


Se tivesse que listar as 3 coisas mais legais que o mundo literário lhe trouxe quais seriam?

Vivi: Amigos – definitivamente -, aprendizado/amadurecimento, tendo em vista a profissão que escolhi, e memórias inesquecíveis! *brega mode on*

Pam:  Amigos, oportunidades e experiências maravilhosas. 

Raffa: Amigas, eventos literários e fazer parte dessa coluna :)

Frini: Amigos, oportunidades de crescimento profissional e pessoal, habilidade para ler nas entrelinhas.


Frini pergunta para Vivi: Como está sendo a sua rotina de escritora? Deu medo na hora de largar tudo para correr atrás de um sonho?

Vivi: Ish, se eu me empolgar para responder essa pergunta, não vai caber na internet tantas palavras (risos!). Resumindo, minha rotina de trabalho é essa: escrevo de manhã (5 a 10 páginas por dia) e trabalho à tarde com os freelas de revisão, copidesque, orelhas e textos de capa (que além de pagarem minhas contas, eu aprendo cada vez mais). Também faço exercícios diários: me obrigo a escrever sobre várias outras coisas que não tenham nada a ver com o livro (isso faz bem!) e é por isso que eu tenho meu blog; projetos como “Palavra do dia”, entre outros. Quando não consigo trabalhar de casa (nem sempre é possível quando se mora com a família ainda), procuro refúgio num café perto de casa e o trabalho flui que é uma beleza. É só ficar longe da internet por uns minutos que eu consigo produzir. ;) Se deu medo largar tudo? Com certeza! Ainda dá, constantemente. Cada dia é mais um de produção e menos um que eu poderia estar no mercado de trabalho fazendo meu nome e garantindo o meu futuro. Um sonho pode custar caro, muito caro, mas estou disposta a pagar para ver.


Qual o livro que mais te tocou e por quê? 

Raffa: O livro que despertou minha paixão pela leitura foi " Olhai os lírios do campo" de Erico Veríssimo. Foi paixão a primeira lida, a história linda mexeu demais comigo e a partir dele eu nunca mais parei de ler.

Vivi: Essa é difícil. São tantos e em épocas tão diferentes... Hobbit foi extremamente importante, pois li quando tinha 12 anos e foi o meu primeiro livro de ficção fantástica. Fronteiras do Universo marcou uma época turbulenta e que eu precisava muito de ‘magia’, rs, e foi o que tive ao ler os três livros da trilogia de Philip Pullman. Senhor dos Anéis, é claro, e Harry Potter. Fui tocada por esses, principalmente. 

Pam: É difícil responder, pois vários livros marcaram diferentes épocas por diversos motivos. Harry Potter marcou minha adolescência. Mas o livro mais tocante atualmente é Jogos Vorazes. Li em uma época que eu estava formando o caráter adulto, deixando para trás a despreocupação, para focar no meu futuro e o que eu seria daqui pra frente. O livro me fez dar a devida importância a assuntos que eu tinha conhecimento, mas não via o motivo de me preocupar até então.

Frini: Tenho um trio de livros que amo demais. São eles “O Apanhador no Campo de Centeio” ( “Catcher in the Rye”, de J D Salinger), “O Sol É para Todos” (“To Kill a Mockingbird”, de Harper Lee) e “Duas Vidas, Dois Destinos” (“Jacob Have I Loved”, de Katherine Paterson). Li os três na escola e os amei intensamente por razões diferentes. E Harry Potter, claro! 
 

Pam pergunta para Frini: Como você começou a mediar eventos literários e como foi mediar um na Bienal do Livro do Rio de Janeiro?

Frini: Descobri que curtia mediar eventos com Harry Potter. Comecei fazendo parte de uma organização que montava eventos de lançamentos de livros e DVDs da saga. Na época, não era normal ter eventos para lançamentos de livros assim, então criamos os nossos levando em consideração o que gostaríamos de fazer. Deu certo e escalamos para eventos maiores. Minhas palestras agradaram e eu curti conversar sobre livros. Quando li Crepúsculo, integrei a organização de eventos sobre a saga no Rio e conheci a galera da Saraiva e das editoras. Aí começaram a me chamar para apresentar eventos de outros livros e isso foi escalando até o Clube do Livro Saraiva Rio de Janeiro surgir. Deu certo e a fórmula está sendo repetida em várias unidades no País. Tenho muito orgulho disso! Já a Bienal foi a cereja no topo do bolo! O pessoal da Galera Record me indicou para mediar a Conexão Jovem com Lauren Kate. Já havia entrevistado Lauren para a Folha de S. Paulo e estava muito empolgada com a oportunidade da Bienal. O evento foi incrível! A Lauren é um amor, o pessoal da Galera e da Fagga foram muito maneiros e para mim foi uma experiência sensacional! Mediar um evento na Bienal foi realmente um sonho realizado. Espero que o pessoal tenha curtido o suficiente para me chamar de novo


Se você pudesse fazer uma pergunta para algum autor (a) já falecido (a) para quem e qual seria? 

Raffa: Faria para Margaret Mitchell , autora de " E o vento levou". Perguntaria se na vida real ela gostaria de ter tido um marido apaixonado como o capitão Rhett Butler. 

Frini: William Shakespeare. “Sr. Shakespeare, como é o seu processo de criação e de desenvolvimento, qual o seu trabalho/peça preferida, por quê cada personagem tem uma falha trágica e como as escolhe para cada situação, tinha ideia de que milhões de pessoas, séculos após sua morte, adorariam e estudariam o seu trabalho?” O quê? Se não tem ponto de interrogação até o final - e você falar muito rápido isso - é uma pergunta só. 

Vivi: Para Tolkien, é claro. A pergunta seria ‘Balrogs têm asas?’. 

Pam: Para o Machado de Assis: "Afinal, Sr. Assis, Capitu traiu ou não traiu Bentinho?"


Qual autor você já teve a chance de ver de perto e mais te marcou e qual você faria de tudo para ter um segundo ao lado? 

Raffa: Meg Cabot, Anne Rice e Cecily Von Ziegesar foram inesquecíveis acho que não consigo escolher só uma! Um segundo ao lado só penso em um nome: Stephen King! 

Pam: Tive poucas chances de ver autores por morar no interior de SC. A melhor experiência foi o convite da Galera Record para o café com a Lauren Kate, assim bem de pertinho e com várias pessoas que eu admiro. Foi muito legal! Eu faria de tudo para ter um segundo ao lado de J.K. Rowling, sem dúvidas (ó, clichê). 

Vivi: Bernard Cornwell, na Bienal de 2009 – RJ. Não consegui senha para a palestra dele e fiquei arrasada. Mesmo assim, esperei na fila como quem não queria nada até ouvir o nome dele sendo pronunciado; foi quando saí correndo para o início da fila, me esgueirei por entre as pessoas e fiquei cara a cara com o autor, a menos de dois metros de mim, no máximo. Eu tinha uma câmera na mão, uma câmera que não era minha, e pensei rápido. “Mr. Cornwell!” chamei. Quando ele olhou perguntei se eu podia tirar uma foto dele e ele sorriu sacudindo a cabeça. Que anjinho! Mega fofo! Tirei a foto e nunca vou me esquecer daquele momento. E o autor que eu daria tudo para ter conhecido e ter ao meu lado para que eu pudesse fazer três perguntinhas sequer, rs, é J. R. R. Tolkien, meu ídolo e professor (mesmo que ele nunca venha a saber). Vivo seria Philip Pullman. 

Frini: Graças ao trabalho e ao fan(atismo), já pude ver vários autores de perto. Não sei dizer qual mais me marcou, porque cada um foi especial de sua própria maneira. Mas acho que tenho um empate entre Lauren Kate e L J. Smith. A primeira me marcou por ter tido a oportunidade de conversar mais com ela – e até hoje – sobre livros, escrita, entrelinhas e por razão da Bienal. Já a segunda, foi ainda mais intensa, porque, depois de entrevistá-la duas vezes por telefone, viramos confidentes, trocamos ideias, nos ajudamos. Não é sempre que você é chamada de “irmã em espírito” por alguém que admira e isso me marcou muito. E adoraria ter alguns momentos próximo de J. K. Rowling


E você? Quer perguntar algo para uma das meninas? Deixe seu comentário e solte o verbo (mas com moderação) :)

28 de mar. de 2012

Divulgadas as primeiras fotos da série Os diários de Carrie

É MUITA emoção, Galera! Saíram as primeiras imagens da AnnaSophia Robb encarnando a divamusalindamaravilhosa da Carrie Bradshaw em seus anos dourados. As gravações começaram na última sexta-feira, dia 23, em Nova York (duh, onde mais??) ~todas chorando Chanel nº 5~






23 de mar. de 2012

Papos de sexta - É coisa de fã..., por @vivimaurey

·        Fazer tatuagem aos 17 anos em homenagem ao autor predileto e ter que pedir autorização pro pai em Porto Alegre (pai esse com quem você não trocava uma palavra sequer há anos);
·        Ver um chapéu marrom e/ou chicote e não conseguir deixar de pensar em Indiana Jones;
·        Andar de skate e se imaginar naquele skate flutuante que o Marty McFly anda em De Volta Para o Futuro II;
·       Sair por aí entrando em mansões do Jardim Botânico com um grupo de amigos e se imaginar em busca de um tesouro como em Goonies;
·        Falar coisas do tipo: That’s what I’m Tolkien About ou ‘You shall not pass’ sempre que a ocasião permite (e às vezes até quando não permite);
·        Sentir vontade de chorar toda vez que escuta o tema de Harry Potter seja no celular, na televisão ou na voz de alguém;
·        Imitar o Jack Sparrow sempre que der na telha;
·        Querer muito conhecer a Escócia e gritar ‘Freeeeedooooom’ ao sair do avião e pisar no aeroporto;
·        Entender todas as piadas de Big Bang Theory (além de fã tem que ser nerd :P);
·        Prender a respiração sempre que Darth Vader diz pro Luke ‘Luke, I am your father’, mesmo já tendo visto a mesma cena trilhões de vezes;
·        Ter um gato e chamá-lo de Fofucho só porque ama um personagem da Disney que usa esse nome no filme Lilo & Stitch;
·        Chorar toda vez que o Mufasa morre em Rei Leão;
·        Virar a noite lendo Fronteiras do Universo, pois não teria como esperar nem mais um segundo para terminar;
·       Assistir pelo menos uma vez ao ano todos os clássicos favoritos da Disney;
·       Discutir calorosamente sobre um assunto e não se importar com que os outros pensem , independente de onde esteja;
·        Gritar ROMA VICTOOOOR por nenhuma razão específica;
·        Gostar de uma coisa mesmo sabendo o quanto ela é ruim;
·        Gritar até não poder mais e até todo mundo ouvir o quanto você é fã.

A questão é: Não importa o quanto a gente goste, por quanto tempo e por meio de quais motivos nos tornamos fãs de alguma coisa. Também não adianta discutir e espernear para tentar provar que VOCÊ é o maior e melhor, pois todos nós somos fãs número 1! Todos os argumentos são válidos, portanto anulam um ao outro. Se você é fã de verdade de alguma coisa – seja ela qual for –, VOCÊ sabe disso e é isso que importa! 

16 de mar. de 2012

Papos de sexta: Ser feio não importa, por Rafaella Fustagno


Terminei de ler "Feios" de Scott Westerfeld. E ainda não consegui parar de pensar no tema do livro. Acho que o autor quis alfinetar de alguma forma a sociedade em que vivemos.  Quem já leu o livro sabe do que estou falando. Nele a personagem principal, Tally Youngblood, vive em um mundo onde o normal é ser feio só até os 16 anos, quando o governo paga uma cirurgia para você ficar lindo. Pensei nos prós e contras, confesso que me olhei no espelho, e vi ela lá, minha barriga. Essa coisa que eu odeio desde... sempre! Que me acompanha a vida toda, que gosta de se destacar e a quem eu carinhosamente  apelidei de "Pancinha" . Imaginei que, se vivesse em Vila Feia, Pancinha seria normal até eu completar 16, e então alguma espécie de mago do bisturi a tiraria de mim. Depois disso, e eu viveria em um mundo com pessoas lindas, sem barriga, com narizes perfeitos e cabelos eternamente com escova progressiva.
Não sei se gostei, porque aí todo mundo seria igual, não haveria mais feios e todos seriam....perfeitos? Mas perfeitos para quem? Quem mede o que é bonito ou feio? E se fosse verdade, a expressão "Quem ama o feio, bonito lhe parece" acabaria?
Sou chata, quis discutir o tema. Meu namorado estava vendo o jogo do time dele e eu escolhi a ótima hora para perguntar:
- Amor, o que você acha da minha barriga?
Claro que sem nem olhar para mim ele disse:
- Tá linda!
Exatamente assim, como sempre fala, esteja eu toda arrumada ou de calça jeans. Mas eu insisti:
- É que eu li um livro e pensei que se eu tivesse uma barriga chapada, e se todos tivessem a barriga assim, você acha que seria melhor? Um mundo sem pancinhas???
Fofamente ele me respondeu:
- Esses livros estão te deixando doida, né? Andou lendo livro de dieta aposto, algum anoréxico escreveu sobre como emagrecer e pronto. Você foi lá e comprou!
Desisti de fazê-lo entender. E aí lembrei de mais uma coisa: se fosse no mundo do livro, quem faz aniversário antes fica lindo primeiro, aí eu iria antes dele para o mundo sem Pancinhas já que sou mais velha. Ai, que horrível, eu linda e sozinha e ele lá, ainda feio e rodeado de feiosinhas!
Resolvi desencucar, fui para frente do espelho e imaginei: "Sou linda como Jennifer Aniston", mas caí na real e vi que ela não tem Pancinha. Então me imaginei Adele, cheinha e amada, cheia de fãs e fazendo um sucesso danado. Aí o sorriso veio no rosto.
E apesar de quase toda semana lembrar que tem algo em mim fora a barriga que gostaria de mudar, (sim, uma semana é o cabelo que não tá legal, na outra queria um nariz mais empinado...) vi que prefiro o mundo imperfeito. Afinal, nele podemos fazer sem neura um ajuste aqui e ali, sem chegar ao extremo da obrigatoriedade de sermos todos lindos.
Para mim o livro de Scott é mesmo para parar e pensar se não estamos viciados em estereótipos, se não é exagero o que a moda nos empurra sobre o manequim 36 ser o legal, mesmo quando o seu biotipo implora pelo 40! Vi tanta gente criticando a magreza exagerada da Angelina Jolie no Oscar e a toda malhada Demi Moore (que virou uma caverinha) que me pergunto: de quê adianta ser linda sem ter saúde? Se você luta contra sua natureza? Não sou contra as plásticas e dietas e acho bacana ter uma vida saudável em prol de um corpo sadio, mas acho, de verdade, que temos que nos amar genuinamente.
Depois de ler esse livro maravilhoso, que nos faz pensar intensamente no assunto, me olhei no espelho mais uma vez, só que sem encolher a barriga. Aí me achei linda. Até porque estava lá na estante uma das minhas autoras favoritas, com o livro que podia ser meu lema de vida: "Tamanho 42 não é gorda"! Respirei, peguei os 3 volumes da série e no último estava a resposta: "Tamanho não importa"! Sábio Scott, sábia Meg Cabot! ;) 

9 de mar. de 2012

Papos de sexta – Não julgue um livro pela capa, por Frini Georgakopoulos

Como o dia a dia no meu trabalho é insanamente corrido, procuro sempre carregar comigo o livro da vez para ler na hora do almoço. Sento no balcão de um restaurante perto do trabalho, almoço e leio ao mesmo tempo. Faço tanto isso que um dos rapazes que me atende pergunta sempre como está a leitura. Minhas respostas variam de “Ótima! Estou quase descobrindo quem é o assassino” até “Nossa, o casal principal TEM que ficar junto! Termino esse livro hoje, sem falta!”.  

Um dia, na semana passada, lá estava eu, comendo e lendo (uma obra jovem adulta escrita por um amigo meu, diga-se de passagem), quando uma pessoa conhecida sentou ao meu lado e se entortou toda para ver a capa do meu livro.


– Qué isso? – perguntou a “fofa”.

Confesso que minha vontade foi responder “Um livro. Para você, deve ser algo muito raro de se ver. Quer tocar?”. Mas fui fina e apenas virei a capa para que ela visse. Me arrependi.

–  Pô, tu num tá velha demais pra ler isso não?


– Qual livro você está lendo? – respondi diretamente, tentando controlar todas as outras respostas sarcásticas que me vieram à cabeça. Afinal, ela não entenderia e isso me deixaria ainda mais irritada.

Sabe qual foi a resposta da criatura? Um título de autoajuda! Quando soltei o nome da categoria do livro, ela ficou zangada e disse que não lia só autoajuda. Adorava livros psicografados também.

Quase explodi em fogos de artifício bem ali, no meio do restaurante! Eu sou velha demais para ler romances juvenis, mas não ter autoestima ou me amarrar em ouvir contos do além não tem problema, né? O ódio era muito, mas lembrei que sou fina (mesmo querendo esquecer) e apenas consenti. Em seguida, voltei ao que estava fazendo e continuei a leitura e o almoço, só que agora mais rápido para evitar que ela puxasse o assunto novamente.

Depois, em casa, enquanto terminava o livro, pensei sobre o que aconteceu e fiquei com mais raiva ainda. Ela não tinha o direito de me julgar pelo livro que eu estava lendo, mas eu também não tinha o direito de fazer o mesmo com ela. Lembrei de quando li “O Segredo” e “Violetas na Janela”. O primeiro veio em tempos que estava, sim, me sentindo para baixo. Já o segundo, li imediatamente após o falecimento da minha avó paterna. Em ambos os casos, esses livros me ajudaram demais e, por mais que não procure mais obras desses gêneros, me foram úteis quando precisei. O mesmo acontece com a literatura jovem adulta: pra mim, esses livros são como uma visita à minha adolescência, que eu amei (e que já comentei por aqui). Também amo romances sobrenaturais, porque juntm essa nostalgia com um toque sombrio que eu também adoro. E a lista continua ... 

Todo livro que leio é uma escolha consciente minha, feita para amparar o momento que estou vivendo. Às vezes quero sentir frio na barriga com um romance meloso entre um vampiro e uma menina mortal; em outro momento, quero voar nas costas de um hipogrifo e acreditar que a amizade e a lealdade salvam o mundo; em outros, ainda, quero esquecer dos apuros da vida real e pular de susto ao ler sobre criaturas que esperam o anoitecer para assombrar os vivos.

Leio um pouco de tudo não só por ser culta, porque está na moda, porque quero, porque preciso, porque é o certo a fazer, mas por todas essas razões juntas e muitas outras. E não quero ser julgada ou definida por nenhuma delas. Julgar o que eu leio é o mesmo do que julgar um livro pela capa: você não sabe o que tem dentro, o que o fará virar as páginas, ou não. Quem nunca comprou um livro – ou pensou em comprar – apenas pela capa? Se você está pensando “Eu fiz isso”, não está sozinha. Mas você já descartou um livro pelo mesmo motivo? E uma pessoa? Acho que temos que prestar mais atenção às sinopses e arriscar mais, mesmo quando o exterior não aparente ser tão convidativo. Nossa ... chega! Tô parecendo livro de autoajuda. J

5 de mar. de 2012

Cadê os fãs de Assassin’s Creed?

Se você é fã, já deve estar sabendo que em Outubro a Ubisoft lançará um novo jogo, o Assassin’s Creed III. (Se não, veja aqui a notícia no nosso site!)

Para criar a expectativa em vocês, a Ubisoft divulgou o trailer do jogo, que agora também está no canal da Galera no Youtube.

Que tal? =D

E aindaaa, mostramos um vídeo enviado por um de nossos seguidores no Twitter (@babidewet) de um clipe super bem humorado, que tem o Assassin’s Creed como tema de um filme em Bollywood. Hahaha


Dá pra se divertir :)

Maaaas, para vocês não morreeeeeerem de ansiedade até Outubro esperando o jogo, a Galera vai lançar o 2º volume do livro, o Assassin’s Creed Irmandade. Já dá pra conferir o primeiro capítulo no nosso site

UhuuuL!

2 de mar. de 2012

Papos de sexta: Não foi a primeira vez e não será a última, por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Olá, queridos leitores do blog da Galera Record! Como foi voltar à vida normal depois do Carnaval? Leram bastante nas férias?

A última pergunta parece inocente, mas não é. Quando cheguei em casa na terça-feira de Carnaval, fui me atualizar depois de passar dias sem internet novamente (lembram do isolamento?). Entre as coisas que bombaram na rede, e principalmente na blogosfera literária, o maior destaque foi para o texto de um grande portal criticando os espaços na internet dedicados aos livros: os blogs literários.

No texto, o grande alvo não era, talvez, os espaços em si, mas o que os blogueiros estavam lendo e promovendo neles. Segundo a crítica, é preferível que os jovens leitores de hoje não lessem mais, caso o conteúdo da leitura seja o que se publica atualmente. Não vim discutir o conteúdo dos blogs literários ou separar os bons dos ruins, mas sim mostrar o quão perigosa é a afirmação feita pelo portal. É preferível que os jovens não leiam? Que absurdo! Nunca vi tantos jovens lendo quanto vejo hoje. Ultrapassamos uma época em que até mesmo a leitura do manual do videogame era algo para se comemorar. Hoje, ler é legal!

Presencio uma geração que está mudando, e não é por causa da tecnologia que estamos deixando de ler. A tecnologia está do nosso lado. Através dela, eu mesma conheci diversas pessoas com os mesmos interesses lá no fórum da Galera Record. Foi pela internet que criei um espaço onde compartilho as diversas viagens que faço dentro dos livros. É na tela de cinema que muitos futuros leitores se encontram em uma história que foi adaptada da literatura. E de onde vêm essas grandes franquias que fazem sucesso e despertam vários leitores adormecidos..? Dos livros atuais.

Os livros não deixaram de ensinar valores e ter qualidade só porque foram publicados nos últimos anos. Pelo contrário, aprendi diversas coisas com eles. Apesar da linguagem fácil, as publicações recentes continuam tendo qualidade, continuam ensinando e deixando um legado.
Hoje temos a oportunidade de escolher ótimos livros em um grande leque de opções. E assim como antigamente, há os bons e ruins. A crítica esquece que nos diversos livros que ela classifica como ruins de forma generalizada, os jovens leitores têm uma porta de entrada para tantos outros títulos e gêneros que eles ignorariam. Os famosos clássicos, que são leituras choradas no ensino médio (confessem!), passam a ser vistos sob uma nova ótica por esses jovens leitores.

Nessa nova fase da literatura, observo algo positivo e inovador. Ainda temos muito que ver e ler pela frente!

Mas saibam: essa não é a primeira vez que livros Jovem-Adulto e os Chick-lits são alvo de críticas. E preparem-se: essa também não será a última. Uma pena.

24 de fev. de 2012

Papos de sexta: Folia de livros, por @vivimaurey

Assim como muitos outros nerds da gema – cof cof –, também não curto Carnaval. Não sou de cair na gandaia – ou em blocos. Aí o que eu faço? Caio na gandaia da fantasia (risos!). Me afogo nos livros e nos filmes! Já que trabalhar que é bom fica impossível com tantas distrações, a folia dos livros me acolhe confortavelmente.

Claro que entre namorado, viagem, cinema, churrasco e freela, não há tempo para ler, apenas. Mas quando a hora apertou nesse feriadão de brasileiro, eles estavam lá para me acolher. Não terminei nenhum, mas comecei vários.

Por falar nisso, quem aqui consegue ler milhões de livros ao mesmo tempo? Claro que não ao mesmo tempo de fato, mas vocês entenderam. Antes de trabalhar em editora, vocês sabiam que eu tinha bloqueio com isso? Enquanto não terminasse uma história, não conseguia iniciar outra. Achava um pecado, hihi.

É claro que numa editora isso é impossível. Você precisa ler um pouco aqui, outro ali, depois continuar esse primeiro, aí seguir para um terceiro... Normal. Isso fez com que o meu TOC perdesse força. Não foi eliminado completamente porque tudo tem seu limite. Meu máximo foram quatro de uma vez, sendo que um deles era trabalho, então isso já diz muito. Tava lendo três e comecei um quarto ontem. Quase comecei um quinto, mas aí achei exagero. Não vou dar conta, a não ser que seja trabalho, aí sim!

Descobri a pólvora com isso... É tão simples saber dividir as histórias e entrar em cada uma delas quando eu quiser. Posso escolher em qual mundo voltar, quais aventuras enfrentar... Bom demais ter várias opções, afinal não é sempre que queremos ler um livro cabeça, ou aquela história da menina que não sabe com qual dos dois rapazes quer ficar, ou do tesouro da ilha perdida que está prestes a ser roubado.

Opção é tudo e não necessariamente precisamos escolher apenas uma! Na vida a gente também vive várias aventuras ao mesmo tempo, ora. Faz todo o sentido que façamos o mesmo com os livros. Ou seja, folia de livros não dura apenas no Carnaval. É para sempre!  

Bjocas, 
Vivi

17 de fev. de 2012

Papos de sexta: Geração E-Reader, por Rafa Fustagno

Arrumando a mala para viagem de Carnaval parei em frente a ela com dois livros na mão e aquela eterna dúvida de qual livro levar para ler no avião e nos momentos que a paz reinar na viagem. Foi exatamente nessa hora que uma prima que tem metade de minha idade entrou no meu quarto e me perguntou o que eu estava fazendo. Respondi que estava escolhendo qual livro levar, ela arregalou os olhos como se eu tivesse dito que queria levar minha cama:


- Como assim qual levar? Tá doida? Leva seu Kindle, pô!
Expliquei que não tenho Kindle, E-reader, nada do gênero, só livros, muitos! Lindos e todos impressos, arrumados por autor em meu quarto. 


Ela continuou:
- Credo, como você é pré! (entendi depois que eu sou pré-histórica!!!) Fala sério que você sempre leva esses livros pesados quando viaja? Por isso que tem alergia e problema na coluna! Em que ano você tá hein?


Não gostei muito não... Me defendi:
- Em 2012! Tenho os últimos lançamentos, amo os livros impressos, as capas, o cheiro deles, os marcadores... Gosto de sentir o peso de um livro em minhas mãos, de ter o prazer de virar a página. Qual o problema?


- Ai...olha isso! (ela pegou um clássico de 500 páginas como se pegasse um ET!). Pudera que você ama o Assis (Machado) e a Austen (Jane)... Parou no tempo deles!


Acabei colocando os dois livros dentro da mala mas fiquei pensando a semana inteira no assunto. Na verdade, eu cismei com isso. Sou mesmo antiga? Acabei tendo um sonho que, para mim, foi um pesadelo. Sonhei que estava em uma Bienal lotada, em uma fila imensa que supostamente seria de autógrafos de Scott Westerfeld. Eu era a única na fila com um livro na mão. Enquanto todos carregavam seus e-readers e eu estava lá com meus livros da série Feios. Na minha vez o autor falava que não tinha caneta porque ninguém mais pedia autógrafos, só fotos. Ao meu redor as pessoas riam de mim e cochichavam que deviam ter me proibido de entrar na fila atrapalhando o andamento com aquelas relíquias. Eu saia correndo pelos pavilhões e percebia que não haviam mais livros impressos nos estandes, só cartões (iguais a esses de recarga de celular) que você comprava e com um código baixava o livro. Acordei na hora, suando! Esse é o futuro? Onde terei meu autógrafo? Tudo será mesmo digitalizado? O que será das bibliotecas? Do que viverá a pobre traça? Acabará a expressão "virar a página"?


Será um exagero ter medo do futuro? Não sei. Olhei meus livros na estante, todos lá, coloridos olhando para mim e ocupando um espaço imenso no meu quarto. Mas enquanto eu viver eles terão vaga cativa! Não os troco pelos arquivos de um E-reader. Não sou contra ele existir, não digo que nunca comprarei um pois sempre pesquiso o preço e sei que em breve vou acabar comprando. Mas acho que me conheço o suficiente para saber que vou usá-lo para livros de autores que não coleciono. Não me imagino comprando um arquivo digital de um livro da Meg Cabot, não quero ter uma obra dela sem essas capas lindas, sem a foto dela na orelha! Se a vida é feita de escolhas, eu já fiz a minha. Que venham os E-readers e que mais pessoas gostem de ler, mas que não entrem em extinção os bons e velhos livros impressos. A vida feita só de digitalização para mim não tem graça! Até porque... Um mundo sem marcadores de livro deve ser muito triste!

10 de fev. de 2012

Papos de sexta – Maçãs, lobos e sapatos de cristal, por Frini Georgakopoulos

Era uma vez, uma menina que usava um capuz vermelho. Ela ia pela estrada afora, bem sozinha, levar doces para a vovozinha. O tempo passou, a menina cresceu, e trocou o capuz por sapatos de cristal. Desafiou pessoas malvadas, lobos famintos e maçãs envenenadas, recebeu ajuda onde menos esperava, correu contra o relógio, encontrou seu príncipe encantado e viveu feliz para sempre.


Era uma vez, uma jovem estudante, que usava casaco de capuz, mas não era vermelho. Ela também cresceu e passou a usar sapatos de salto alto, que, às vezes, machucam como se fossem de cristal. Aqui a história fica um pouco diferente: essa jovem desafia tudo e todos pelo que acredita – como a menina da história anterior – e também recebe ajuda de quem menos espera. Mas as maçãs não são envenenadas, e sim aliadas quando o dia é corrido demais e a hora do almoço passa despercebida. A corrida contra o tempo continua, pois sempre existem sonhos a serem conquistados. E o príncipe... Bem, ele não tem uma armadura ou um cavalo branco, mas é tão encantado como se tivesse.


Contos de Fadas são incríveis e imortais por fazerem parte do nosso inconsciente coletivo. Podemos não lembrar a primeira vez que ouvimos a história ou até se a conhecemos por inteiro, mas só de mencionar alguns elementos, sabemos a qual conto pertencem. A magia dos Contos de Fadas foi – e continua a ser, graças a Deus – passada de geração em geração, primeiro na hora de dormir, com a mãe, o pai, a tia ou a avó sentados ao lado da cama, nos guiando por mundos fantásticos onde um pé de feijão é mágico e uma floresta esconde uma linda e apetitosa casa feita de doces.


Quando criança, ouvi as histórias e conheci os filmes da Disney, que me ensinaram a amar um castelo e me sentir em casa em um parque de diversões. Mas a origem dos Contos de Fadas é muito mais sombria, e os finais, nem sempre felizes para todos. Uma das principais razões da criação dos Contos é ajudar a manter crianças na linha. Chapeuzinho saiu do caminho e falou com estranhos. O que aconteceu? Virou comida de lobo! Por meio de histórias simples de entender, crianças aprendem que devem ouvir e respeitar os mais velhos, que as aparências enganam, e que ser bondoso e gentil é muito importante. E não foi porque a mãe disse, mas pelo que aconteceu aos personagens.


Hoje em dia, temos livros – como “A Fera” – e filmes que trazem para um ambiente contemporâneo essas imortais histórias. O público é mais maduro e geralmente o príncipe encantado tem competição pelo coração da donzela (dois gatinhos sempre, lembra?). Mas a moral das histórias continua a mesma. O que aconteceu foi a adaptação da maneira de contar. Afinal, a menina de capuz cresceu, o menino que escalou um pé de feijão também e o “feliz para sempre” está aí, ao alcance de todos. Cabe ser corajoso o suficiente para conquistar o seu.

3 de fev. de 2012

Papos de sexta: Isolamento por livre e espontânea pressão, por Garota It (Pâmela Gonçalves)

Nos últimos dias eu vivi a experiência de isolamento por livre e espontânea pressão. O cenário? A praia. O que acontece: eu frequento uma praia que não tem internet. Como faço parte da geração que vive online, ficar quatro dias sem conexão é terrível! Hahaha

Fui para a praia na quinta-feira, preparada com quatro livros na mala e algumas pendências no notebook para resolver enquanto estivesse por lá. Na sexta-feira eu já estava sentindo falta de acordar e abrir meus e-mails, Twitter, Facebook e os sites de notícias. Ainda mais porque estava frio. Pensei: tudo bem. Vamos ler, afinal, é uma oportunidade de colocar em dia minha pilha de livros não lidos. Isso foi bom. Consegui ler bastante.

Porém, no doce dia de domingo a televisão queimou. E como aquela é uma casa de praia que só recebe “habitantes” no verão, só há um aparelho. OH.MY.GOD. Como sobreviver sem televisão e sem internet? Se pelo menos eu pudesse acessar a internet ficaria conectada a tudo e sabendo das coisas. Mas e o azar de ficar sem o combo todo? É um total isolamento não saber o que acontece ao redor do mundo. Tirando o fato de que o sinal de celular é péssimo. Ou seja, é quase um Big Brother sem as câmeras.

Lá fui eu para a praia (afinal foi para isso que viajei), mais livros e palavras-cruzadas. Na segunda-feira eis que meu pai leva uma outra TV. A empolgação da família por saber notícias do jornal, da novela e do BBB não tinha tamanho. Afinal, domingo foi dia de paredão! Hahaha Ok, só para descontrair (apesar de ter sido verdade).

Terça-feira, eu voltei para casa, acessei a internet e finalmente consegui tomar conhecimento de boa parte das coisas que eu perdi nos dias em que estive fora.

Mas agora eu penso: será que esse “isolamento” foi mesmo ruim? Passei alguns dias com a minha família, ri, me irritei (afinal, é família né), descansei, li bastante e fiquei “desconectada”.
Uma propaganda que está sendo exibida na TV (que eu não me lembro direito agora) tem tudo a ver com essa minha “fase”. Apesar de ter sido feito para vender um produto, o comercial deixa uma mensagem bacana. Eu sei que boa parte das pessoas que está lendo esse texto sente necessidade de estar na internet o tempo todo, então... Aproveite o verão para se desconectar. Se não puder viajar, saia agora da frente do computador e dê uma volta. Respire, veja outras pessoas, ou simplesmente abra um bom livro.

Eu não fiquei com a sensação de tempo perdido, mas sim de tempo aproveitado com coisas diferentes, e algumas bem mais interessantes. Experimente!

27 de jan. de 2012

Papos de sexta: Livros X filmes, por @vivimaurey

Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por Senhor dos Anéis e Harry Potter. Respiro ambos desde meus doze anos, quando o mundo ainda não vivia o boom da era digital, mídias sociais e mobilidade social *cof cof* celular. Mas é claro que já existia o cinema (hello, me chamo Viviane e sou uma pirralha dos anos 80). Quando eu nasci já tínhamos grandes nomes como Spielberg, George Lucas e James Cameron, não esquecendo, é claro, dos mais clássicos ainda: Hitchcock, Coppola, Scorsese, Polanski, Woody Allen, entre muitos outros.

Acredito que muitos fãs de cinema e literatura – mas é melhor falar só por mim –, amam quando os nossos livros prediletos são escolhidos para seguirem vida nas telonas. Ainda mais agora que podemos acompanhar o início de tudo pela internet, desde a escolha do roteirista até o fechamento do elenco, como é o caso de Fallen, da autora Lauren Kate; Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare, entre tantos outros...

Mas e quando o fã – a gente que é um sabe o que isso significa – tem uma opinião diferente da do próprio roteirista ou diretor do filme? Quando lemos um livro, a interpretação da história é 100% nossa; isso dá mesmo a impressão de que o livro é nosso, de que temos direito sobre ele. Normal. Você não é o único maluco que vê dessa forma. Sofremos todos do mesmo mal, risos! Ou você acha que alguém pode dizer melhor do que EU como o Jace (de Instrumentos Mortais) deveria se portar ou se vestir no filme? (não é assim?) ;)

A questão de tudo isso é: ver um filme adaptado daquele livro que você tanto ama não deveria ser o fim do mundo caso ele não atenda às suas expectativas. A gente não pode esquecer nunca de que um roteiro para o filme será SEMPRE ADAPTADO, ou seja, não é para ser igual. Outra coisa, aquela interpretação que você teve é tão livre quanto a de qualquer outra pessoa, principalmente a dos produtores e roteiristas do filme. É importante sim, o elenco descobrir onde fica a essência principal da história e não deixá-la morrer, mas isso pode mudar de acordo com a proposta do roteiro adaptado. Tem filme que até o ponto de vista do narrador muda completamente.

Gente, é indústria! Se os direitos do livro foram vendidos, os caras que compraram podem fazer com ele a mesma coisa que fizeram para o cão chupar manga (sério, ninguém merece essa expressão)! Se você queria tanto que fosse do seu jeito, junta grana e compre você mesmo os direitos, risos! Ah, e, é claro, aprenda a fazer cinema... É simples. Alguém sempre ficará insatisfeito. Não se pode agradar a todos. :P

Vejo várias coisas que poderiam ter sido diferentes tanto em Harry Potter como em Senhor dos Anéis, mas quem sou eu para colocar defeito? Se a própria Rowling deu suporte e consultoria para os produtores... tipo... do que EU seria capaz de reclamar?

Se um maluco (Peter Jackson) levanta uma ideia, arrecada uma grana, em tempos difíceis, devo acrescentar, faz uma distribuidora acreditar nele (um cara que não era nenhum Spielberg da vida) e filma três produções de uma só vez – o que não é para qualquer um –, a única coisa que EU posso fazer é tirar o chapéu e abaixar a cabeça.

Mesmo não aceitando algumas mudanças absurdas que Peter Jackson fez nos roteiros adaptados, PRECISO reconhecer que o cara é um gênio e agradecer ZILHÕES de vezes. Se não fosse por ele, Senhor dos Anéis não teria ido para as telonas, ao menos não naquele momento da minha vida, e nem na Nova Zelândia que, na minha opinião, fez a grande diferença. Afinal, a Terra Média é uma personagem importantíssima para a voz da história!

Então, sempre antes de reclamar das escolhas que PROFISSIONAIS fazem para levantar um filme cujo roteiro será adaptado de um livro famoso, meço bem as minhas palavras. ;)

E você? Qual livro mais gostaria de ver no cinema?

Bjocas, 
Vivi.

20 de jan. de 2012

Papos de Sexta especial: Meg Cabot

Promessa é dívida, galera! Aqui está a entrevista que prometemos com a Meg Cabot. Das quase 900 perguntas que recebemos - uau!!! - selecionamos 15 para a Meg responder. Confiram!



@nathaliadayse
Se você tivesse que escolher um dos seus livros para viver, qual seria?

Resposta: Definitivamente, eu gostaria de morar em Genóvia, como a princesa Mia de Os diários da princesa. O clima é sempre perfeito, em torno de 25 graus, e ela tem um namorado incrível. Mas eu não queria ser uma princesa, nem ter que lidar com alguém como Grandemere. 
Minha segunda opção acho que seria meu novo livro, Abandono, porque Isla Huesos, na Flórida, parece ser um lugar legal. O clima é bom (se não considerarmos os furacões e o Submundo sob a cidade). 
A terceira opção opção seria a série A Mediadora, porque Carmel, na Califórnia, parece linda. E ter que viver com Jesse, embora ele seja um fantasma, não seria tão ruim, acho.     

@Fabee_Lima
O que você carrega na sua bolsa?

Resposta: Sempre tenho gloss e rímel, porque você nunca sabe com quem pode encontrar ou quando poderá encontrar, tipo, o Johnny Depp; e a minha carteira, caso precise comprar algo para comer ou beber, porque estou SEMPRE com fome ou com sede (é verdade, podem perguntar para qualquer um que já esteve em book tour comigo); óculos, porque não vejo nada sem eles; e canetas e um bloquinho (caso eu tenha alguma boa ideia)! 

@ItsACarolina
Como é influenciar a vida de milhares de jovens e qual a sua maior responsabilidade com o público?

Resposta: Me sinto responsável por contar histórias de garotas que talvez não tenham se sentido sempre fortes, mas que ao longo do caminho podem descobrir poderes que nunca imaginaram ter. E isso porque acredito que todos estamos na Terra por um motivo e todos temos alguma coisa com a qual podemos contribuir - nossa missão é descobrir que motivo é esse!

@Pam_tastica
Já pensou em reescrever algum dos seus livros na visão dos meninos? Como, por exemplo, O Diário de Michael?

Resposta: Eu não decidiria escrever uma série do ponto de vista masculino (fosse Jesse, de A  Mediadora, Michael, de O diário da princesa, ou mesmo John Hayden, de Abandono, nem dos irmãos de Allie Finkle ou Alaric ou Lucien, de Insaciável), mas eu também não reescreveria um livro já terminado, porque para mim grande parte da diversão vem de descobrir, com os leitores, o que vai acontecer (embora enquanto a autora eu JÁ SAIBA o que vai acontecer - a verdade é que eu nem sempre sei e isso é o que faz escrever ser tão divertido!
  
@laibrisa
Qual a lembrança mais engraçada que você levou do Brasil?

Resposta: Não sei se foi a mais engraçada, mas uma das melhores coisas depois de visitar o Brasil foi ter conhecido tantos leitores maravilhosos, como os que estão nesse vídeo

@autumnoir
Já pensou em escrever um livro com a Henrietta como personagem principal?

Resposta: Ah, que fofo! Ótima pergunta. Sinceramente, de jeito nenhum, porque seria um livro muito chato sobre um gato de vinte anos que dorme o dia todo, depois acorda sua dona MUITO cedo de manhã, implorando por comida - ainda que seu potinho esteja cheio. Henrietta já me tem em sua patinha. Ela não precisa de mais nenhuma atenção!

@garotait
Em uma série, a opinião dos fãs pode interferir no rumo dos personagens na hora de escrever?

Resposta: Bem, sim e não. Se for um personagem cuja história não fosse crucial para o desenvolvimento que imagino para a série, eu mudaria se pedissem (o título original do segundo volume de O diário da princesa era Princesa do vômito, mas me pediram para mudar. Então mudei! Quem se importa com títulos? Não são tão importantes assim). 
Mas se eu sentisse que fosse algo que iria mudar o desenvolvimento da trama ou a minha visão narrativa, não, eu não mudaria, independentemente do que dissessem (como, por exemplo, que a Mia terminasse com o JP e não com o Michael. Muitos leitores pediram por isso. Eles eram loucos? De jeito nenhum!)
Como escritora, às vezes é importante acreditar na sua visão, sem se importar com o que os outros dizem! Porque, sabe como é, no fim você terá razão.      

@JuanGlavenburgo
Qual dica você daria para jovens escritores? Eles deveriam escrever o que gostam ou seguir a moda?

Resposta: Não escreva pensando no mercado, porque quando o livro estiver pronto, qualquer que seja a moda no momento, talvez não seja mais tão popular assim quando o livro for publicado. Escreva sobre qualquer coisa que VOCÊ ame (ou odeie), porque sua paixão (tomara) fará com que outras pessoas se apaixonem por sua história também!

@AlanaGonzaga
Já pensou em escrever um livro no qual o cenário principal fosse o Rio de Janeiro?

Resposta: Na verdade, algumas cenas de Mordida, a continuação de Insaciável, são no Rio de Janeiro; e são flashbacks. Há um personagem brasileiro, um padre bem bonito chamado Padre Henrique. Ele vai a Nova York para combater um cruel inimigo que acordou, os Lamia, o clã mais temido entre todos os vampiros. Outra personagem, chamada Carolina, também é brasileira. Ela integra a Guarda Palatina, a unidade do vaticano que combate os vampiros!  

@segredoskferem
Todos gostamos de elogios, como você recebeu sua primeira crítica?

Resposta: Estudei em vários cursos de Redação Criativa, então me acostumei bastante a ouvir críticas, tanto de alunos quanto de professores e isso desde que era bem jovem. A primeira resenha profissional sobre um livro meu foi horrível, embora eu não soubesse... Meu editor me ligou e disse, Bem, você ganhou uma estrela
Eu gritei, Fantástico
Eu não sabia que era uma estrela de quatro. 
(Desde então essa mesma publicação já me deu quatro estrelas nas críticas de vários livros. Meu editor gosta de dizer que talvez as outras três estrelas tenham caído daquela primeira resenha).
Se você não conseguir evitar levar as críticas para o lado pessoal, então não há espaço para você na carreira de escritor. Só quando aprende a ser objetivo, você consegue perceber quais críticas vão realmente te ajudar e quais, lamento dizer, dizem mais sobre a pessoa que escreveu a crítica do que sobre o livro propriamente dito.    

@Frini_Georga
Alguns autores tem sido publicados de forma independente na Amazon/ Kindle. O que você pensa sobre isso? 

Resposta: Publicação independente significa você mesmo publicar, certo? Por que VOCÊ iria fazer isso se você tem uma boa ideia para ser compartilhada? Se aquela empresa gostou mesmo da sua ideia, deveriam estar pagando a VOCÊ. 
Publicação independente significa pagar uma empresa para editar, fazer o design, comercializar e divulgar o seu livro em vez de ter alguém pagando a VOCÊ por tudo isso (que é como funciona no mercado editorial).  
Sempre foi muito, muito difícil conseguir ser publicado. Como J.K. Rowling, eu recebi muitas cartas de rejeição de agentes e editores quando estava tentando começar. O diário da princesa foi rejeitado mais de vinte vezes!
E se eu tivesse desistido de ter aquele livro publicado depois de cinco ou dez vezes? E se eu tivesse pago por uma publicação independente? 
Eu não teria me tornado a número 1 no New York Times, não teria tido um filme do meu livro estrelado por Anne Hathaway ou Julie Andrews. Não estaria publicada em mais de 39 países, porque grande parte desses países nem vendem livros em e-book. Certamente ninguém no Brasil teria lido, porque um livro independente nunca chegaria aos meus editores brasileiros. Não teria sido traduzido para o português, assim como nenhum dos meus outros livros, porque eu nunca teria ganhado dinheiro suficiente de uma publicação independente para largar meu emprego e escrever esses livros. Eu ainda estaria trabalhando de 9h às 17h, no Hayden Hall, o dormitório da New York University onde eu costumava trabalhar (assim como a Heather Wells). 
Eu certamente nunca teria sido convidada para ir ao Brasil conhecer vocês, porque não conheço nenhum autor independente de e-books que tenha sido convidado para participar da Bienal. 
Minha vida seria muito diferente hoje em dia se eu tivesse optado por uma publicação independente! E definitivamente não seria tão boa.    

@suelen_senalf
Se você fosse atingida por um raio e pudesse escolher um poder, qual seria?

Resposta: Eu escolheria poder me duplicar! Assim poderia fazer duas entrevistas como essa, por exemplo, e respeitaria meus deadlines (enfim)!
Sério agora, eu escolheria ter o poder que John Hayden tem em Abandono. Ele pisca e aparece em qualquer lugar que quiser um segundo depois. Tráfego e filas antes da segurança dos aeroportos nunca mais! Isso seria incrível.  

@nathsemtweet
Você já pensou em escrever um livro no qual personagens de seus livros anteriores se encontrassem?

Resposta: Oh, uau. Não, mas isso seria divertido. E talvez um um pouco perigoso! Para ser sincera, adoraria que a Heather Wells conhecesse a Meena Harper. 

@mar1cia
Que conselhos Mia daria para Kate Middleton?

Resposta: Mia escreveu sobre o casamento real em seu blog, www.miathermopolis.com! Ela disse que, se fosse Kate, no dia do casamento estaria vomitando em um banheiro de tanto estresse. Mas Kate estava totalmente equilibrada e parecia completamente relaxada. Mia também diria a ela que se espelhasse na princesa Diana, a primeira integrante da família real a encostar em um paciente com AIDS (numa época em que todos pensavam que não era seguro fazer algo assim). Esse foi um gesto superimportante. A influência de Kate sobre a monarquia britânica - e sobre o mundo - pode ser igualmente poderosa. Ela deve usar isso com sabedoria.    

@iris_figueiredo
Se vc jantasse com suas protagonistas, qual sentaria ao seu lado e qual sentaria mais longe de você?

Resposta: Essa é fácil! Eu me sentaria perto de Mia, Susannah, Meena, Heather e Jessica Mastriani e todas as outras meninas (e seus namorados) e faria com que John Hayden, de Abandono, fosse o responsável pelo teletransporte caso alguém bebesse demais. 
E teria Alaric, de Insaciável, e Cooper, de Tamanho 42 não é gorda, encarregados da segurança (com a espada de Alaric e a atitude de Cooper) para ter certeza que Paul Slater, de A Mediadora, ficaria do lado de fora, com o lixo, e os vampiros, fantasmas perversos e garotas populares cruéis.
E todos vocês estão convidados! E poderão se sentar conosco, a não ser que queiram ficar do lado de fora com o Paul...  


13 de jan. de 2012

Papos de sexta: Não perturbe, estou lendo, por Rafa Fustagno

Levei 4 dias para terminar de ler o último livro da Cecily von Ziegesar. Tentei de todas as formas aproveitar meus raros momentos entre o trabalho e o lazer, lendo em cada lugarzinho onde fosse possível. Mas confesso que a cada dia está mais difícil. Na primeira tentativa, peguei o metrô às 7 da manhã, indo para o trabalho. Abro o livro e quando começo a me envolver com a história de Shipley,  exatamente quando ela chega na Dexter, senta uma senhorinha do meu lado:
- Lendo o que, minha filha?
Olho para o lado e respondo:  "Com louvor". Ela continua:
- Livro novo do padre? Nem sabia que tinham lançado... Ai, adoro o padre! Acabei de ganhar um de Natal mas tinha ele na capa, não tinha essa moça bonita.
Explico pacientemente que não é do padre, mas depois de tanta conversa chega na minha estação e mal consegui ler o tanto que queria.
No segundo dia foi na hora do almoço. Levei meu livro para terminar de ler uma parte que eu estava interessadíssima. É quando a Shipley se entende com o Tom. Lembro até a página: 101. Tive que gravar, porque foi começar a ler que alguém sentou na minha frente. Era uma conhecida que não via há pelo menos 5 anos.
- Daniela! Nossa, nunca mais te vi, sempre com um livro na mão! Como você arruma tempo? Séculos que não leio um livro!
- Er... Rafaella, é... Amo ler nas poucas horas vagas (tentando ver se ela se tocava. Eu já estava irritada por  ela ter errado meu nome, né...)
Bem, conversa vai, conversa vem, ela passou meia hora falando e eu ali, querendo saber da vida da Shipley... Pronto: tinha acabado meu horário de almoço.
No terceiro dia pensei: Vou ler em casa! Chegando lá, deitei na minha cama e peguei o livro. Já estava na página 147, envolvida com a cena em que o bebê da Rosen ia parar de chorar, ansiosa para saber se rolaria ou não alguma coisa entre Shipley e Adam... Quando meu pai entra no quarto para saber como foi meu dia.  Coloquei meu marcador, contei um pouco do dia e continuei lendo. Mas ele queria conversar...
- Sinto falta de quando era eu quem lia para você! Lembra, filha? Do Bolinha? Você amava o Bolinha. Ele se escondia o livro todo, eu lia o que acontecia e você ria tentanto advinhar onde ele estava!
- Lembro sim, pai! Mas depois conversamos melhor porque esse livro aqui está ótimo!
- Claro (ele faz que vai embora mas volta). Mas você ainda tem o livro do Bolinha?
- (respiro fundo!) Não, pai. Minha mãe deve ter dado.
- Ah não! Sua mãe não pode ter feito isso. Logo o livro do Bolinha?
Gente, meu pai desesperado com o sumiço do Bolinha e eu nem lembro se ele era um garotinho ou um cãozinho !
No quarto  dia, depois de ter passado a madrugada lendo, faltavam poucas páginas. Pensei: Vou terminar no metrô. Dessa vez, esperando na plataforma e já no capítulo 19, estava empolgadíssima com o aparecimento do Patrick, com a dúvida de Shipley em escolher entre Adam ou Tom... Quando fui cutucada por uma casal:
- Bom dia, sabe como devemos fazer para chegar ao Corcovado?
Expliquei tudinho, eles me agradeceram e o metrô chegou. Eu estava devorando o livro, chegando na página 287, quando o tal casal para na minha frente (metrô lotado e aquela dificuldade básica de me equilibrar e virar a página) e começa a perguntar se o livro é bom, se eu sou mesmo do Rio de Janeiro, me agradecem de novo...
Cheguei atrasada no trabalho. Não peguei o elevador enquanto não cheguei na página 313 (a última!). Várias pessoas me deram bom dia. Ou pelo menos eu achei que era para mim, mas não respondi. Estava ali tão envolvida com Shipley, Tragedy, Patrick, Adam, Nick, Eliza. Desculpem se pareço doida, mas quando leio e gosto da história eu fico em um mundo só meu. Meu e dos personagens. E ai de quem me interromper! Se me encontrarem lendo... Já sabem! rs

6 de jan. de 2012

Papos de sexta: Por que o plágio deveria ser considerado um pecado capital, por Frini Georgakopoulos

Esta é a primeira coluna do ano e eu queria começar abordando um tema positivo e inspirador. Então decidi escrever sobre plágio. Como algo tão repugnante pode ser positivo? Calma que eu explico.

Quando somos adolescentes é normal usarmos roupas iguais as das nossas amigas, curtir as mesmas músicas, falar as mesmas gírias. Geralmente, essas tendências são lançadas pela “Abelha Rainha” do grupo e seguidas por todos que querem se enturmar. Isso pode ser considerado plágio de estilo? Não. É uma época em que você está formando o caráter, descobrindo o que gosta e o que não curte e é perfeitamente normal seguir algumas ondas até encontrar a sua. Já quando isso acontece depois dos vinte e muito, é falta de personalidade e de vergonha na cara mesmo! (risos).

Continuando, plágio, por definição é “apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual de outrem" e, na minha opinião, deveria ser considerado um pecado capital. Uma vez que ele é cometido por pessoas preguiçosas, invejosas, que cobiçam o que não lhes  pertence, que o fazem só por vaidade (já que querem o crédito que não é seu por direito) e por inspirar muita ira, nada mais justo ser considerado um pecado, não acham?


Acredito que nada me enoje tanto quanto sofrer plágio. Você trabalha, se dedica, cria e lapida, para outro chegar, substituir o seu nome e querer levar o crédito. NO WAY! Quando eu escrevo, por mais light que seja o trabalho – fan fiction* ou post em blog, por exemplo -, é um pedacinho meu que vai ali, é minha criação, minha opinião, que, ao menos para mim, é considerada de grande valia. Então plagiar isso é uma violação, é um crime aos meus olhos! Já sofri plágio com uma fan fiction minha, mas, graças a Deus e a internet, uma amiga me avisou e eu ... bem, eu tomei as providências cabíveis *insira gargalhada maléfica aqui*. 

Por quê o plágio é um assunto positivo para ser comentado no início do ano, Frini? Porque a maneira de você evitá-lo ou minimizá-lo é mostrar ao mundo o seu trabalho e assinar embaixo! Por isso, em 2012 e sempre, escrevam textos que reflitam o seu jeito, a sua opinião, tenham orgulho deles, assinem e publiquem, mesmo que seja no seu blog. Produzam! Não deixem 2012 passar em branco, mas, desde já, coloquem a sua marca nele. Se inspirar por meio da criação de outras pessoas é normal e saudável, mas se apoderar desta criação, não. Tenham confiança em si e vivam um ano autêntico! 


*Atenção ao escreverem fan fictions: SEMPRE usem disclaimer e dêem crédito aos personagens e elementos que você pegou emprestado do autor. A trama, narrativa e personagens originais podem ser seus, mas o resto não é. Honrem e respeitem quem os criou, já que está é a mesma pessoa que te inspirou a escrever. Dêem crédito ou vocês estarão cometendo plágio. E aí ... já viu!