15 de jun. de 2012

Papos de Sexta - Nas páginas do diário de um vampiro, por Frini Georgakopoulos

Mystic Falls é aqui! Ou seria Fell’s Church? O que realmente importa é que, por dois dias em junho, o Rio de Janeiro recebeu Ian Somerhalder, o ator que interpreta Damon Salvatore no seriado “The Vampire Diaries,” baseado na obra de L. J. Smith. Todo mundo que lê minhas colunas por aqui sabe da minha teoria dos “dois gatinhos” e como sou fã da autora de Diários do vampiro, mas o que nem eu mesmo sabia era como um gatinho apenas poderia conquistar os corações e o respeito de tanta gente em tão pouco tempo. 

Não quero entrar nos detalhes de programação do evento ou de críticas e etc. A razão para abordar o tema aqui no Blog da Galera Record foi o amor que senti durante os dois dias de evento. E não, não veio só da incrível simpatia de Ian, mas das mais de 700 fãs que estavam na convenção. Já organizei e participei de diversos eventos grandes e já vi muita fã invejando a outra, dizendo que o ator tal gostou mais dela do que da outra, que ela tem a camiseta que é muito mais legal, que o DVD é único e blá-blá-blá! Sei que quando o assunto é ser fã, nosso coração é testado como nunca, e que o emocional é posto à prova. Mas nesse evento eu me surpreendi com a camaradagem das fãs e, por mais incrível que pareça, foi o que mais me marcou.

Sim, tirar foto literalmente nos braços de Ian Somerhalder foi incrível, receber um abraço apertado dele, um “hey beautiful” foi de tirar o fôlego, poder trocar algumas palavras olhando nos olhos dele, ver como o cara é gente boa, simpático e realmente se importa com a turma toda, foi uma lição de como se trabalhar com público, sério. Mas foram elas, as fãs, que me deram outra grande lição. Cada uma que descia após ter tirado foto com Ian (eram tiradas em outra sala enquanto a galera esperava no auditório principal) vinha com um sorriso largo, ainda tremendo e com muita história para contar. E ela era recebida por outras que também sorriam e não demorava muito para as perguntas serem disparadas: “O que ele disse? Como foi a sua foto? O que aconteceu? Ai, ele é lindo, né?” E a cada relato contado, sorrisos e suspiros trocados! Nada de puxar o tapete da colega ou de trocar olhares invejosos! Uma bela lição de como ser fã.

Eu e Ian Somerhalder... *suspira*

E quando os sotaques se misturavam, nada de “minha cidade é melhor do que a sua”, muito pelo contrário! Várias dicas foram dadas, amizades firmadas (amém pelo Facebook!), e roteiros organizados para quando uma visitar a outra. Lindo de se ver! Ah, e o roteiro de comprar pela internet também é extenso! Cada uma que me perguntava onde tinha comprado meu colar ou minha camiseta, eu dava o endereço do site, querendo compartilhar o que pudesse e ouvia a mesma coisa de várias pessoas (cada camiseta linda!). Ninguém queria guardar algo só para si, mas sim compartilhar com as demais, aumentar a rede de amizades, de conhecimento.
                     Amizades novas e antigas na convenção: No topo, eu no meio de Rebecca Jardim e
                             Fernanda Abitan. Abaixo, Raffa Fustagno (colunista do Blog), Xeila Mazzega e eu.

E os livros? A Galera Record tinha um estande no evento e geral se rendeu aos encantos das páginas escritas por L.J. Smith e, entre diversos autores bacanas, outra que fez sucesso no evento foi Lauren Kate com seu Apaixonados. Sim, todos se apaixonaram pelos livros e esse foi outro ponto importante do evento para mim: sim, eu amo o seriado, mas curti o Damon da Lisa antes do Damon do Ian chegar e poder ver pessoas descobrindo os livros dos quais tanto gosto foi muito legal. Os pais que estavam no evento também ficaram muito felizes em ver que os filhos procuraram os livros além da TV. Aliás, os pais foram guerreiros neste evento! Vi vários apoiando os filhos, guardando lugar em fila, levando comida, tirando foto e, é claro, compartilhando os sorrisos e as lágrimas de alegria. Foi LIN-DO!

E para fechar com chave de ouro esse evento, a Galera Record realizou o lançamento de Meia-noite o último livro da saga Diários do Vampiro escrito por L.J. Smith em uma Bus Party! Sim, um ônibus LINDO e adesivado rodou o Rio de Janeiro com uma turma seleta dentro, se divertindo, dançando e comemorando o lançamento do livro. Além de ser um final perfeito para um final de semana de suspiros, foi especial porque esse livro é bastante significativo pra mim (quem quiser saber mais, clica aqui
).
Raffa Fustagno, Vivi Maurey e eu - colunistas do Blog da Galera -
ao lado do bus lindão! Só faltou a Pam!

PARTYYYY!

Sim, Ian Somerhalder é tudo de lindo, de simpático, de profissional, de incrível, mas as fãs realmente fizeram a diferença neste evento. Não importa se você é fã do seriado ou dos livros ... se você é fã de alguma coisa, pode se identificar com o que narrei acima. E eu desejo para todos uma experiência tão legal quanto a que eu tive. Vida longa aos fãs!

13 de jun. de 2012

Galera Pop - Sombras da Noite

Sombras da Noite marca a oitava colaboração entre Tim Burton, o diretor, e Johnny Depp, seu astro em papéis memoráveis como Edward Mãos-de-Tesoura. O filme é baseado em uma novela vespertina de sucesso nos Estados Unidos, exibida entre 1966 e 1971 (um ano antes de este amigo de vocês nascer, galera). Ela foi salva da má audiência por conta do personagem Barnabas Collins, um vampiro de 200 anos de idade, apresentado no capítulo 200 — e que, a partir daí, pulou de coadjuvante para protagonista da atração, cada vez mais mergulhada no sobrenatural. A novela andava na corda bamba entre terror e comédia, mesmo risco que Tim Burton corre aqui, com bons momentos no humor, mas com aquele terror frouxo que depende de efeitos especiais e, por isso mesmo, mais deslumbra do que assusta.

Barnabas é um vampiro que, ao rejeitar o amor da bruxa Angelique (Eva Green, de Casino Royale), é enterrado em um caixão no ano de 1776. Retirado do solo acidentalmente em 1972, reencontra o clã Collins quase falido e sua antiga inimiga ainda viva. Barnabas reassume o controle da família e decide acertar as contas com a bruxa, enquanto tenta tirar um atraso de dois séculos de diferenças culturais.

Tanto o início da história de Collins, com a criação do seu império de negócios e a construção de sua magnífica mansão gótica, quanto esse reajuste aos tempos modernos (de 30 anos atrás) são os melhores momentos de Sombras da Noite. É ali que Tim Burton mostra a exuberância de sempre em cenários, figurinos, maquiagem e fotografia. No humor, Depp raramente erra, e aqui o vampiro perdido no tempo é uma figura que ele aproveita muito bem, como na cena em que se revolta com uma TV ao tentar descobrir onde está a “pequena cantora” (era um show dos Carpenters sendo exibido).

Porém, tirando a apresentação inicial da trama e os momentos de Depp perdido no tempo, Sombras da Noite não tem o que contar — o filme se arrasta quando tenta estabelecer uma história, e Tim Burton, que não é diretor de comédias, deixa toda a responsabilidade cômica nos ombros do astro. E, do meio para o final, o problema da falta de história se arrasta, personagens são esquecidos ou pouco aproveitados, e o encerramento é uma enfadonha “luta final” com tantos efeitos especiais repetitivos e cenas sem inspiração que o espectador se pergunta se aquele sangue bom do início do filme não se esgotou e secou ao término da exibição.

O trailer e outras informações estão no site oficial

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André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com a Revista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).



11 de jun. de 2012

Sons da Galera - GOTYE: ALGUÉM QUE VOCÊ PRECISA CONHECER!

O nome dele é Wally De Backer e não estou falando do moço de camisa listrada vermelho e branca que a gente ficava procurando por hooooras nos livros! Wally é o verdadeiro nome do fenômeno mundial Gotye e se você estava morando no meio da selva e ainda não escutou o MEGA hit Somebody That I Used To Know já está mais do que na hora!

Nascido na Bélgica e criado na Austrália, Gotye — pronuncia-se GO-TI-Ê — (o Wally, hehe!) já lançou dois álbuns — ‘Boardface’ e ‘Like Drawing Blood’ —, mas só foi conquistar seu lugar ao sol agora em 2012 com o álbum ‘Making Mirrors’. 

Somebody That I Used To Know foi lançada em 2011 e foi crescendo, ganhando força e estourando, primeiro em alguns países na Europa até atingir o mercado americano. Num dueto com a neozeolandesa  Kimbra sobre o término de um relacionamento, o single Somebody That I Used To Know é o maior fenômeno mundial da música em 2012 com mais de 9 milhões de faixas vendidas — sendo 4.5 milhões somente nos Estados Unidos.

Munido de um vídeo que mais lembra uma obra de arte — que já ultrapassa 240 milhões de visualizações — e com uma versão linda de morrer em Glee, Somebody That I Used To Know é o single mais bem-sucedido dos Estados Unidos. São oito semanas consecutivas em número 1 no Hot 100 da Billboard, deixando para trás We Are Young da banda fun.

Uma curiosidade sobre o vídeo: o quadro que aparece ao fundo é de autoria do pai do Wally. Não é fofo o rapaz mantendo tudo em família? A Selena Gomez e a Demi Lovato (amor eterno! <3) já disseram em recentes entrevistas que essa é a música que não para de tocar no iPod delas. E vocês? Já conhecem Gotye?

Vídeo oficial de Somebody That I Used To Know

Versão de Glee para Somebody That I Used To Know

Performance ao vivo de Somebody That I Used To Know

Para quem quer conhecer mais da queridíssima Kimbra, o vídeo de Settle Down e Cameo Lover




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Quando eu era pequeno eu tinha tantos livros que quando eu terminava de ler, eles viraram grandes labirintos, metrópoles à-la-Gotham City ou elaboradas pontes para os meus carrinhos. Amante dos livros e da música, tive a sorte de poder trabalhar com os dois e, o melhor de tudo, ao lado de grandes amigos!

6 de jun. de 2012

Galera Pop - Prioridades


Todo mundo tem o que fazer... não importa se te chamam de desocupado (a)... isso é mentira! Até eu na minha época de cursinho pré-vestibular (nunca estudava, só assistia às aulas mesmo) não era! Usava meu tempo especialmente para os meus hobbies: em 2009 fui ao cinema incontáveis vezes, li muito, participei de tantos lançamentos/eventos literários que perdi a conta. Mesmo hoje, que eu estou no meio da graduação, faço estágio e também escrevo para um site de notícias aqui da minha cidade, eu não deixo o que gosto de fazer de lado. Tenho minhas prioridades, e eu decidi que meu “hobby-prioridade” são as séries. Eu não consigo mais ir tanto ao cinema, nem ler 5 ou 10 livros por mês, mas se tiver 10 episódios das minhas séries na semana, eu VOU assistir aos 10. 

Em maio, as emissoras divulgam o que vai começar na fall season (meados de setembro), e os fãs de série (\o/) ficam de olho nos blogs especializados para saber das novidades. Selecionei algumas que eu estou ansiosíssima pra assistir. Não posso garantir que vão ser o máximo, mas a gente não perde nada dando uma chance para o episódio piloto, né?

The Carrie Diaries

É bem provável que você conheça Sex and the City... Eu nunca assisti, mas a Carrie é minha conhecida. A CW, mesma emissora de Vampire Diaries e Gossip Girl, vai lançar um seriado baseado nos livros da série Os Diários de Carrie. Nele, vamos ver como era a vida da moça no início dos anos 80, antes de ir para Nova York. E quem vai interpretar miss Bradshaw é a fofíssima AnnaSophia Robb. O quão legal vai ser ver uma história que se passa em uma high school nos anos 80?! (sou fã!) Eu não sou muito chegada na moda da época (grrr), mas os figurinistas da série parecem ter acertado nos looks, um mais fofo que o outro. E claro, tem o meu amado Austin Butler, que será o Sebastian, o bad boy por quem Carrie se apaixona.

Os Diários de Carrie, assim como Gossip Girl, é só inspirado no livro (os dois primeiros já foram lançados pela Galera). De ver o trailer você já percebe várias diferenças, então não se empolgue esperando ver o enredo do livro na telinha, você vai se decepcionar (igual comigo e Gossip Girl). Mas não é motivo pra não acompanhar. Eu prometi a mim mesma que vou assistir com outros olhos, para ver se gosto. Nada de ficar procurando cenas e coisas iguais ao livro. É só o mesmo nome e alguns personagens iguais. Então espero não me decepcionar. 

The New Normal

A Nova comédia da NBC é produzida por Ali Adler e Ryan Murphy, que também faz Glee e American Horror Story. Então vamos combinar, se o Ryan está envolvido, coisa ruim não vai ser. A história acompanha o casal gay Bryan (Andrew Rannells) e David (Justin Bartha), que querem começar uma família e, para isso, contratam a garçonete com problemas financeiros, Goldie (Georgia King) como mãe de aluguel. Georgia é britânica, quem acompanha filmes e séries lá do Reino Unido deve conhecer o rosto dela. Recentemente, ela fez uma participação em Skins. Eu achei que tem uma vibe meio Modern Family, e o trailer e as fotos de divulgação do elenco já me ganharam de primeira. Então, mais uma para a minha lista.

Alguém se anima para assistir uma das duas?
E qual é o seu “hobby-prioridade”?
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Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).

4 de jun. de 2012

Tons da Galera - Maçã, fendas e Nasty Gals, por Alda Lima

Já que esse é meu primeiro post aqui no blog da Galera, pego a deixa do André Gordirro e vou falar sobre algo relacionado também a uma importante maçã... mais conhecida como a Grande Maçã. Como não podia deixar de ser, vindo de uma apaixonada profissional por moda que acaba de passar férias em Nova York, aproveitei para conferir quais tendências do verão 2013 se confirmaram. Nós que vivemos no Brasil e não temos um inverno de verdade, podemos aproveitar para ir aderindo a elas logo, ou já ir fazendo um estoque para nos preparar para o fim do ano! O Brasil, aliás, está com tudo em Nova York. A Macy’s da Broadway, maior loja do mundo, está exibindo um enorme outdoor sobre nosso país na entrada, e o interior está todo decorado no mesmo clima: pisos do calçadão de Copacabana, muita cor, uniformes da seleção, e até a sacola de compras faz propaganda nossa por lá. Além disso, ninguém menos que Michael Kors agora vende uma Jelly só sua, com logo numa plaquinha, um mimo irresistível — e acessível — por U$59!

















Nas lojas, onde só toca Call me Maybe da Carly Rae Jepsen (mais uma cola aqui do blog... E não é que a música é fofa e gruda mesmo na cabeça?), só se vê transparências e a (já conhecida de algumas de nós) irregular barra mullet. Blusas, saias e vestidos, todos business in the front, party in the back. De preferência transparentes. A barriga de fora também impera (sempre tapando o umbigo, com cintura alta). O color block continua forte com muito coral, azul klein, e calças coloridas — uma verdadeira febre. Juro que vi de cores que nunca tinha visto!, misturadas à oncinha, mais uma vez em transparências. O verde e o amarelo-limão são onipresentes em bolsas, bijoux, roupas, e eu já falei transparências? Nada de timidez nesse verão, meninas, poucas foram as lojas que investiram nas cores doces de sorvete em que alguns apostavam, reservando só um cantinho para essas peças. A moda mesmo é o estilo das Nasty Gals (site de roupas nascido no Ebay que traduz perfeitamente todo esse estilo garota rock’n’roll e sexy sem se esforçar nem forçar — pense nas fotos que rolaram do festival Coachella). Dos lugares que visitei, o Soho era o reduto das Nasties e antenadas (aposto que foi uma delas a autora da “street-art” abaixo-o-amor que cliquei em pleno bairro, na foto), mais especificamente a Top Shop, mas daqui a pouco eu chego lá.

Nas ruas, como estamos falando de NY, o tom não abaixa, e as pessoas se vestem de maneira ainda mais extravagante e de personalidade, deu vontade de brincar de Sartorialist, mas quem disse que dá tempo? Dos looks mais básicos, muito jeans boyfriend, verde oliva, leggings (as americanas parecem ter desencanado de usar um top comprido por cima — tudo fica a critério do bom-senso, não significando que todas o têm ou o põem em prática rsrs). Pros meninos mais antenados, gravata borboleta e bermudas.


Para aquelas que quiserem mergulhar aos poucos nas tendências, as bijoux são uma opção, nos estilos navajo, com muitos spikes, cruzes, e um gostinho art déco que está por vir com tudo com a estreia de Gatsby (alguém mais aí também está ansioso?).

Em meio às transparências (já cansou?), fendas (de onde saem pernocas à la Angelina Jolie), e recortes — algo me diz que vai pegar no Brasil — destaque pro cantinho da cultuada Wildfox na Bloomingdale’s e para ela, mais uma vez: TopShop, com direito à sessão exclusiva da Kate Moss e um imenso provador que fez com que eu me sentisse na Londres dos anos 1960. (Não que eu saiba pessoalmente como eram os anos 1960. Ou Londres.) Lá vi as Nasty Gals em seu habitat natural, arrancando (literalmente) das araras tudo que vai ser considerado mais in pelas blogueiras de streetsyle e que vai inspirar todas nós nos próximos meses.

E vocês? A quais dessas tendências vocês vão aderir?

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Alda Lima começou a respirar moda ainda na barriga da mãe, que viajava a trabalho para pesquisar e comprar as últimas tendências. Formada em Cenografia, hoje trabalha com Visual Merchandising e Produção de Moda numa grife carioca. Nas horas vagas traduz para a Record, vê séries e filmes, e alimenta os vícios no Pinterest e em cheesecake.


1 de jun. de 2012

PAPOS DE SEXTA: Quando o autor é mais importante que a história, por Garota It (PÂMELA GONÇALVES)

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Semana agitada aqui no blog da Galera Record, não é? Muitas pessoas novas falando de coisas diferentes! Estou adorando!

O tema de hoje é “quando comprar o livro pelo autor tem mais importância do que pela história”. O motivo? As edições originais dos livros de uma autora que eu gosto muito receberam novas capas, e nelas o nome da autora ganhou muito mais destaque que o próprio título do livro.

Foi algo que me chamou a atenção, porque eu comecei a pensar em todos os outros livros em que os nomes dos autores são bem maiores que os títulos. A minha aura de estudante de publicidade começou a procurar justificativas e, claro, concordar com a troca de capas ou o método utilizado já na primeira edição. Isso acontece quando o autor adquire muito mais importância que a história em si.

Não estou desmerecendo os livros, longe disso!  Mas é aquela coisa, quando você não reconhece quem está por trás da história, não vai se importar, de cara, com quem a escreveu. O que vai cativá-lo é o título (adoro títulos!) e as imagens da capa em si. Depois que o título e a capa chamaram sua atenção, você vai dar uma olhada na sinopse e decidir se leva ou não o livro. Mas e quando é de um autor que você gosta muito? Qual a primeira coisa que chama sua atenção? Isso mesmo. Quando é um autor que você AMA, você nem liga para a sinopse e está logo querendo o livro. Fale a verdade!

Meg Cabot é um grande exemplo disso. Na maioria das vezes nem leio a sinopse, mas sempre estou louca para ter os livros só porque são dessa mulher que eu adoro!

O nome do autor também faz muita diferença na recomendação... os famosos quotes de autores famosos que aparecem em capas de livros nem tão famosos assim ou de autores estreantes. Quando você vê um depoimento de um escritor que você gosta recomendando um livro que você não conhece, é lógico que você vai levar em consideração. Eu acompanho blogs e perfis no twitter dos meus autores favoritos só para saber o que eles indicam e falam que é bom.

Acontece a mesma coisa com vocês? Vocês se interessam pelo livro porque é de um autor que vocês adoram mesmo sem saber do que o livro trata? Levam em consideração as recomendações de outros livros por seus autores favoritos? E para fechar: Quais são os seus autores favoritos?

30 de mai. de 2012

Galera Pop - Branca de Neve e o caçador

Faço minha estreia aqui no Blog da Galera Record com um filme que eu estava ansioso para ver por razões bem pessoais: em dezembro fui chamado pela Universal para conferir em Londres os últimos dias de filmagem de Branca de Neve e o Caçador, nos lendários estúdios Pinewood (o novo 007, Operação Skyfall, estava sendo filmado lá também, na mesma época). Por ter andado pelos cenários, visto e manipulado o trabalho do maquiador dos anões, e falado com Kristen Stewart, queria ver como o produto final se saiu.
Antes, outro parênteses: Kristen Stewart é a versão feminina do Keanu Reeves. Tem aquela expressão meio inócua, meio parva, de quem está alheia ao que acontece, ao mesmo tempo que finge estar se importando com o que ocorre ao redor. Parece que está envolta em bruma e, quando faz cara de que sente alguma coisa, dá a impressão de que é um desconforto gástrico. Acreditem: já entrevistei ambos, Keanu Reeves e Kristen Stewart; os dois foram muito simpáticos e falantes, mas, na tela, parecem sempre o mesmo personagem, do mesmo jeito.

OK, vamos ao filme. A parte mais chata de fazer uma crítica de cinema é resumir a trama, é a parte de escrever a sinopse. Acho que dá para pular isso, no caso de Branca de Neve e o Caçador — até porque aqui não é uma publicação formal de cinema, e sim um bate-papo. Basta conferir o trailer que a história está toda lá.


Então, à crítica: o filme funciona como leve aventura de fantasia, em que um antigo conto de fadas é recontado sob olhar moderno e mais maduro, mas sem abrir mão do aspecto fantástico em nome de um realismo que soaria, digamos, irreal. O diretor Rupert Sanders, que é estreante e fez comerciais bacanas como o de Call of Duty: Black Ops, tem o pique publicitário para não enrolar a narrativa e um belo olho estético. Porém, exatamente esse ritmo narrativo deixa o filme um pouco mal amarrado (e olhem que ele tem 2h09min de duração). A jornada de Branca de Neve, de fugitiva do castelo da Rainha Má para salvadora à la Joana D'Arc, parece corrida e forçada, e em alguns momentos, o roteiro não sabe o que fazer com o Caçador (Chris Hemsworth, de Thor) e com o Príncipe Encantado (Sam Claflin, de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas).

Se Kristen Stewart continua atuando como uma porta, Charlize Theron podia baixar o tom de vilã de teatro infantil da Rainha Má, especialmente nos faniquitos. Contudo seu porte altivo e beleza, somados ao vestuário criado por Colleen Atwood (dos filmes de Tim Burton, que conversou comigo em Londres), ajudam a compor bem o personagem. Colleen criou um vestido que usa asas de besouro (recolhidas de restaurantes tailandeses, onde o inseto é servido!) e outro com asas de corvo que foge da linha escola de samba com bom gosto.

Mas o grande achado de Branca de Neve e o Caçador são os oito anões (há motivo para isso). O elenco é formado por veteraníssimos atores ingleses que todo mundo vê por aí como coadjuvantes (exemplos: Ian McShane, de Piratas do Caribe; Toby Jones, de Capitão América; Bob Hoskins, de Uma Cilada para Roger Rabbit). A maquiagem e o truque digital para encolhê-los ficam completos com as roupas de Colleen Atwood: o resultado final são anões mais impressionantes do que os vistos em O Senhor dos Anéis. Assim como os pinguins de Madagascar, eles merecem um filme só deles.
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André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com a Revista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta. . .) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).

28 de mai. de 2012

Sons da Galera - Música chiclete

Sabe aquelas músicas pop chiclete? Aquelas que você dorme cantando? Acorda cantando? Toma banho cantando? Aí você pensa: “que saco essa música que não sai da minha cabeça!” Quando se dá conta, lá está você olhando para a tela do computador e cantando “hey, I just met you... and this is craaaazy! But here’s my number... so call me maybe.”

Sim, eu estou falando da fofíssima Carly Rae Jepsen e a chiclete Call me maybe. A moça canadense de 26 anos — sim, essa é a idade dela (OMG!) — foi a terceira colocada há uns anos atrás no Canadian Idol. O que por si só já é sinônimo de que a menina é boa. Alguém se lembra da Jennifer Hudson? Ganhadora do Oscar, do Grammy, mas não do American Idol...!

Conheci Call me maybe antes do clipe que Justin e Selena fizeram (nós já vamos voltar para esse assunto, calma!), quando um amigo me enviou o vídeo dizendo “ASSISTE ATÉ O FINAL! HAHAHA!”. Nele, tá lá ela olhando o Vizinho-Deus-Grego cortando a grama, tirando a blusa... Meninas, quem não quer ser a Carly nessa hora?! Depois ela começa a lavar o carro para sensualizar o vizinho. Encurtando a história, o cara é gay e dá o telefone pro guitarrista dela. Hahahaha! Calma, meninas... Nem tudo está perdido! Não comece a achar que o seu vizinho bonito é gay.

Carly está muito bem amparada no mundo da música: é a primeira contratada do selo do cantor Justin Bieber — a Schoolboy Records —, representada pelo manager do próprio, Scooter Braun. O grande boom da música foi o vídeo caseiro que Bieber e a namorada Selena fizeram da música. Nele, aparecem em casa com amigos (um deles Ashley Tisdale) fazendo todas as palhaçadas que nós fazemos com os nossos amigos! Como não amar? <3
Depois dessa já tiveram vários covers, incluindo um divertidíssimo da Katy Perry!

Call me maybe é sem dúvida a música do verão norte-americano de 2012. Foi crescendo, tímida. Conquistando espaço. E agora tá aí! Em segundo lugar no Hot 100 [Billboard] das músicas mais tocadas/compradas nos Estados Unidos. A canadense ainda tem que se provar uma artista completa com o lançamento do álbum previsto para o segundo semestre. Enquanto isso, se você ainda não conhece, sai de casa pra pegar essa chuva e call me maybe!

Confira o vídeo de Call me maybe:


Confira o vídeo do Justin e da Selena para Call me maybe:


Confira o vídeo da Katy Perry cantando Call me maybe:


Guilherme Filippone.


Quando eu era pequeno eu tinha tantos livros que quando eu terminava de ler, eles viraram grandes labirintos, metrópoles à-la-Gotham City ou elaboradas pontes para os meus carrinhos. Amante dos livros e da música, tive a sorte de poder trabalhar com os dois e, o melhor de tudo, ao lado de grandes amigos!

25 de mai. de 2012

Papos de sexta: A arte do desapego, por Rafaella Fustagno

Um grupo do mundo literário carioca tem se reunido para trocar e vender seus livros. Quando fui convidada da primeira vez estava viajando e não pude comparecer, mas soube que havia sido um sucesso e muita gente tinha saído feliz com suas novas aquisições ou com seu dinheirinho para fazer novas compras na livraria mais próxima.

Com  próximo encontro marcado para o mês que vem resolvi fazer uma arrumação na estante  e tive a brilhante ideia de pedir ajuda a minha mãe, ela que nunca entendeu porque preciso manter tantos livros depois de lidos. Ao pegar uma pilha e limpar alguns, e separar outros para troca ou venda rolou a conversa abaixo:

— Esses aqui ó, você pode vender todos, porque tem em inglês e em português, escolhe um idioma e vende os outros, estão novinhos! — disse minha mãe que nunca entendeu a necessidade de ter o mesmo livro em mais de um idioma

— Mãe, tá doida? De jeito nenhum... Eu preciso dele nos dois idiomas porque amo demais entende?

Ela completou com outro livro na mão:
— Então esse aqui, é o mesmo livro só que pelo jeito você deve ter ganho dois iguais porque tem só capas diferentes!

Respirei fundo: “Ai, mãe, nunca vou trocar esse! Olha a diferença nas capas!! Uma mais linda que a outra e a história é maravilhosa não tem como me desfazer de nenhum!”

Ela virou de costas e achou que eu não havia ouvido, mas ouvi ela murmurando: “Eu hein, se a história é a mesma, então para que ter três?? Só para acumular mais poeira e me dar trabalho...”

Com muito custo, confesso, consegui separar uns 20 livros, entre exemplares que comprei e não gostei muito ou entre livros que ganhei em promoções e certamente vou levar séculos para ler.

Eu estava feliz por ter separado “tantos” livros no meio de centenas, mas minha mãe não.

“Eu acho que você podia separar muitos mais, não tem espaço para mais nada nesse quarto. Qualquer dia não tem mais roupas nesse armário e você vai vestir livros para ir trabalhar!”

Ah, como seria bom se ela entendesse que cada história daquelas é especial para mim, que não consigo nem imaginar meu quarto sem elas em todos os lugares... Mas entendo que preciso praticar a arte do desapego, que nem todos aqueles livros lerei de novo, que com meus autores preferidos lançando livro a toda hora fica impossível manter os deles e mais outros de novos autores em uma espaço só. Também resolvi apelar para o lado bom de minha alma bookaholic. Imaginei que aquelas histórias tem que ser divididas com outras pessoas que às vezes vão gostar mais delas do que eu.

Com os livros separados para o encontro e anunciados no Facebook do grupo — boa parte já foi reservado em dois dias! — estou pronta para o primeiro passo do que chamei carinhosamente de “Programa do Desapego”, lá no fundo sei que isso é necessário para que continue tendo espaço para todos os lançamentos que me interessam. Mas ainda dói, e só quem é como eu entende... é como se uma parte de você fosse embora... Já peguei alguns mais de duas vezes e pensei : “Vou tirar da lista”, mas aí vi que minha amiga tá toda animada esperando o dia para buscar comigo e pensei melhor... é difícil mas temos que conseguir.
E depois, respondendo a pergunta de minha mãe que ficou curiosa com o que vou fazer com o dinheiro, estou louca para receber de todo mundo e sair feliz para a livraria mais próxima... Afinal, preciso alimentar minha estante. Ok,  de frente para o olhar de reprovação de minha mãe disse: “Uma parte vai para novos livros... e outra... vai para o ingresso do cinema, vou ver aquela adaptação maravilhosa do livro que amo e que estreia na mesma semana do encontro.”

Lógico que minha mãe riu, balançou a cabeça e completou: “É, não tem jeito, vão sair vinte e você vai voltar com trinta!”

Agora sim, finalmente, ela me entende :)

23 de mai. de 2012

Galera Pop - Seriados

Para os fãs de séries, fevereiro e abril são “tensos”. É nessa época que as emissoras americanas anunciam renovações e cancelamentos. Esse ano eu tive sorte. Só uma das minhas séries foi limada: Make it or Break it (um milagre!). Mas eu imagino que deve ter muita gente desanimada, porque alguns shows muito queridos chegaram (ou vão chegar) ao fim. Chuck, One Tree Hill (eu sofro por quem assiste, é difícil se despedir de uma série que durou tanto tempo), Being Erica, House... Uma pena né? Mas como tudo sem seu lado bom, também são anunciadas as novidades que vão entrar (ou não) pra nossa watch list. As que já me prenderam foram Don't trust the b----- in apartment 23 da ABC e Girls da HBO.

Don't trust the b----- in apartment 23


Já estou APAIXONADA! Não colocava muita fé, mas me surpreendi. A "mocinha" da série é June, Dreama Walker de Gossip Girl (eu não consigo lembrar dela, mas procurei e ela estava lá mesmo, na turminha da escola de Blair). Típica garota do interior que se muda pra NY atrás do seu sonho, acaba precisando dividir o apartamento com Chloe (Krysten Ritte, amiga da nossa querida Becky Bloom). Para mim, a verdadeira estrela, a tal b****.
O adjetivo parece feito pra ela, mas com o tempo, fui percebendo que não é bem assim. A coitada só é só sem noção mesmo! O que rendem incontáveis risadas (da minha parte) e caretas da choque (da June). ATENÇÃO pros looks da moça, um mais legal que o outro.
Uma das coisas mais legais, é que James Van der Beek, que fazia o Dawnson em Downson's Creek, está na série interpretando... ele mesmo! Acho esse tipo de coisa o máximo, dá uma realidade à série, que dificilmente conseguiriam usando só as referências de sempre. E como o moço sofre, o fardo de carregar o nome de um personagem parece que vai ficar grudado nele para sempre.

Girls


Parece bem clichê né? “Quatro amigas em NY...” Mas não é! A série é tem bem mais dramática do que aparenta, apesar das frases super legais, que me fazem ir correndo pro Tumblr atrás de um gif. Girls foi criada, produzida e dirigida por Lena Dunhan, que também faz (uau!) a protagonista, Hannah. Nunca tinha ouvido falar dela, mas aparentemente a moça tem bastante talento.
Como o nome já diz, conta a história de quatro garotas que moram em NY: Hannah, Jessa, Marnie e Shoshanna. Completamente diferentes, tem algo que as une. Todas tem 20 e poucos anos e estão naquela fase “o que vou ser pro resto da minha vida” (olha eu aí!). Quem está passando ou já passou por isso, sabe como é complicado. Às vezes a gente pensa que as escolhas acabam quando terminada a escola. Hahahahaha! Não mesmo! Pra mim, essa fase final/pós-universidade é bem mais complicada.
Para a Hannah então... Os pais dela decidem que não vão mais dar nenhum centavo, e sem nenhuma perspectiva de ser contratada no estágio não remunerado, ela precisa se virar sozinha pela primeira vez na vida.
A estreia no Brasil ainda está um pouco longe, então vamos deixar para comentar em um próximo papo...

xoxo
Nanda :)

Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).



11 de mai. de 2012

Papos de Sexta: Essa coisa de chorar lendo livro... por @vivimaurey


Tem certas coisas que até gente que não guarda rancor não consegue esquecer. Eu até guardo alguns... principalmente aqueles mais sérios, que afetam a vida inteira. Os mais leves... bem, eu sou dessas que acabam esquecendo. Memória curta para algumas coisas, afiada para outras. E um exemplo de uma coisa que eu NUNCA vou esquecer é a reação de uma pessoa quando eu disse que havia chorado quando o Sirius morreu. Não vale a pena citar o nome da pessoa, pois de feiura já basta o comentário que eu ouvi – que também não vem ao caso. (ok, eu venho falar disso na coluna e não dou nem detalhes para vocês, que sem noção que eu sou!)

Chorar quando o Mufasa morre ou quando a mãe do Bambi leva um tiro do homem malvado é coisa de criança. COISA DE CRIANÇA???? Você só pode estar brincando, né? Só uma pessoa MUITO insensível para não chorar nas cenas citadas acima! Consigo até imaginar a cara de incredulidade da minha ex-chefe ao escutar uma coisa dessas – que recentemente até postou uma revolta parecida no twitter.

Eu leio livros, vejo filmes, acompanho seriados, porque gosto de observar a vida alheia seja ela fantástica, impossível ou não. Não é fofoca, não é carência, não é solidão. Eu gosto de poder opinar na vida dos outros – daqueles que não podem se defender de mim! (risos!)

Sim, eu chorei quando o Sirius morreu... sei que ele não existe, nem ele nem Dumbledore, que me trouxe depressão e tristeza quando deixou esse mundo para um melhor, inclusive desidratação por semanas, mas eu senti a morte deles como se fossem melhores amigos, ora bolas... é família! Não é difícil de entender isso... eu não sou maluca por ver dessa forma! Certo?

Eles fazem parte de mim no momento em que abro a página que diz ‘Capítulo 1’ e apesar de trocá-los muitas vezes por um cinema, por um final de semana com o namorado, pelo trabalho, pela televisão e por uma saída com os amigos, sempre volto para saber mais sobre a vida de cada um desses personagens tão vivos quanto as pessoas que caminham por mim na rua e cruzam o meu caminho.

Eu choro quando um beijo roubado é finalmente respondido, quando a vida de algum deles é interrompida no meio, quando alguém recebe um elogio, e fico triste quando eles se extrapolam e perdem alguém ou alguma coisa. Irrompo em lágrimas quando o final é feliz e quando o final é triste, e nem por isso sou chorona. Chorar com comercial de ração para filhotes de gatos ou cachorros e de papel higiênico com bebês gargalhando não faz de você uma fracote! Se emocionar é bom! Que mal há nisso?

Essa coisa de chorar lendo livro faz bem SIM... e deveria ser respeitada e não virar motivo de galhofa ou coisa de ‘mulherzinha’. Homens também choram – não apenas nos livros. Às vezes, a pessoa só tem medo de admitir.

Um homem muito sábio, um grande amigo meu, disse uma vez: “Nem todas as lágrimas são um mal.” E, na minha opinião, ele tem toda a razão. Gandalf cof cof Tolkien, que Eru o tenha, meu grande ó sábio mestre!

E, você? Chora lendo livro? Não tem medo de admitir? Qual foi o livro que você mais chorou?   

9 de mai. de 2012

Você tem medo de fantasmas?


“Você pode me ouvir, não pode?”. É com essa intrigante pergunta que o leitor mergulha no mundo de “Nas Sombras” (escrito por Jeri Smith-Ready). Um mundo igual ao nosso, com músicas marcantes, moda, escola, trabalho e perdas. Um mundo em que todos nascidos a partir de uma determinada data, podem ver e interagir com fantasmas.

Uma fantasminha camarada (o pessoal mais velho vai entender a referência a um certo “colega” do além) esteve papeando com os leitores da Galera no Twitter. Lumi – também conhecida como @Ghostie__ - pediu ajuda para “encontrar a luz” e conquistou várias amizades. Curiosa que só ela, Lumi perguntou aos seus novos amigos se eles já viram outros fantasmas e as respostas foram bem interessantes.

Muitos disseram que não, mas muitos já passaram, ainda passam por isso e compartilharam suas experiências. Parentes queridos, vozes sem donos e até aquela sensação de não estar sozinho fazem parte da vida de muita gente. Quando a pergunta foi “e se você fosse apaixonado por um fantasma” a resposta foi unânime: lutariam por esse amor.

Gente apaixonada e corajosa, porque nenhum disse ter medo de fantasmas! Até porque em “Nas Sombras”, eles não assustam tanto assim (o problema são elas, as Sombras!). E quem curtiu “A Mediadora”, de Meg Cabot, sabe que lutar pelo amor – mesmo que ele seja do além – vale a pena.

Mas nem todos os fantasmas são legais como a Lumi ou gatos como Jesse. Quem gosta de ler histórias fantasmagóricas e levar susto precisa conferir outro livro da Editora: “A Mulher de Preto”.

A Lumi agradece a todos que conversaram com ela durante seu tempo por aqui e contou que está tão feliz “do outro lado”, que quer presentear com um exemplar de “Nas Sombras” três pessoas especiais que a ajudaram demais! São elas @nandinha_noodle, @JhonatasN_Sodi e @nattachar.
 Parabéns!

Para quem quer saber um pouco mais sobre “Nas Sombras”, dá só uma olhada nesse post
 que a Lumi fez para o blog da Galera Record e nas resenhas que alguns de nossos parceiros escreveram. Nossa! É fantasma para todos os gostos! Qual é o seu?

Livros e blablablá


Viagem literária


Entrando numa fria


La Sorciere

As meninas que leem livros

Envenenadas pela maçã


Leitora compulsiva

Recanto da chefa
 

4 de mai. de 2012

Papos de Sexta - Quando você pode pedir coisas para a sua parede..., por Garota It (Pâmela Gonçalves)


Eu estava aqui pensando no que escreveria para o Papos de Sexta enquanto encarava minha parede cor de laranja (sim, eu tenho uma parede alaranjada no meu quarto).Sabe quando você olha para determinado ponto e simplesmente não consegue parar de fazê-lo enquanto pensa em outras coisas? Aconteceu isso. Até que eu prestei atenção para onde realmente estava olhando: a minha parede.
Recentemente, li Extras do Scott Westerfeld e aquele lance de pedir coisas para sua parede é algo que seria realmente útil. Um dos meus maiores defeitos é ser muito preguiçosa, e a possibilidade de ter as coisas só esticando a mão e pedindo para a parede seria demais!
Continuei encarando a minha parede e pensando no que eu gostaria naquele momento. Como se não fosse necessário ter méritos e nem fama para pedir algo. Imaginemos que ainda não estou em Extras e sou uma avoada que pode pedir qualquer coisa para a minha parede. Maluquice eu sei, mas continue na mesma realidade que eu. Seja forte!
Considero Scott um gênio (vocês já sabem) e tenho certeza que, algum dia, todas as ideias dele serão colocadas em prática por pessoas sábias que enxergam essas preciosidades como algo de importância mundial. Fala sério! Uma prancha voadora seria a solução para os nossos problemas de trânsito. Um corpo perfeito seria a solução para o sistema de saúde. A possibilidade de enviar um ping para qualquer pessoa significaria: nada de celular e telefone! Já disse que odeio telefones? Ok, vamos voltar para a minha parede.
Ela é laranja como eu já disse. Então imaginei um buraco que pudesse me dar qualquer coisa que eu quero, exatamente como no livro. Ok, o que eu quero neste momento? Paz mundial, blá blá blá. Buracos na parede não podem dar algo desse tipo. E bem, estamos na Era da Perfeição, então existe paz *cof**cof* e esse discurso de Miss Universo não é mais necessário. Próximo!
Estou sentindo muito frio aqui no Sul, então quero algo para me aquecer! Ufa, melhorou. Sabe Anjo Mecânico da Cassandra Clare? Pois é, também quero um exemplar! Como assim ainda não tem? Vá à luta, buraco!
Estou com fome e um saboroso pacote de biscoitos seria ótimo! Para completar: que tal um chocolate quente? Espera, lembrei! Não existirão biscoitos e muito menos chocolate! Argh! Odeio esse buraco na parede e todos os avanços tecnológicos que tiraram o meu prazer de comida.
Frustrante. Buracos na parede não são muito úteis. (Ou sou eu que só penso em comida.)
Essa foi minha conversa imaginária com a minha parede laranja. No final? Tive que ir até a cozinha buscar um pacote de biscoitos e um café com leite. O que o café tem a ver com isso? Não tinha  tinha chocolate em pó no buraco. Nem na minha cozinha. Pobre, Pâm.

[Pâm, a parede bem podia servir essa receita do Flanders, né?]

Aliás, ele ainda está me devendo o livro Anjo Mecânico. Recebi uma resposta de que até o final de Maio estará disponível! *louca* Ah se fosse tão fácil pedir livros para um buraco na parede...