5 de mai de 2014

Tons da Galera: Não é Laurent sem Yves

Estreou nos cinemas brasileiros na sexta passada o longa-metragem francês Yves Saint Laurent, a biografia do lendário estilista, muitas vezes conhecido apenas como YSL, por trás de marcos como o vestido Mondrian. Alternando entre os momentos de sucesso na vida profissional (para falar a verdade ele não teve realmente fracassos profissionais, já tendo começado carreira como assistente de ninguém menos que Christian Dior, grife que assumiu aos 21 anos de idade), e tumultos na vida pessoal (Yves entrou em depressão após sair do exército e mergulhou no álcool e nas drogas nos anos 1970), o filme é sensível e marca principalmente pela caracterização impecável do protagonista, Pierre Niney, além da de seu parceiro, modelos, colegas e amigos, como o Karl Lagerfeld novinho, que já era meio venenoso como hoje em dia, mas amigo de Yves.

O smoking feminino e o vestido Mondrian de YSL
A maison foi a responsável pelos sucessos absolutos do smoking feminino, uma verdadeira revolução na época, que permitiria dali em diante às mulheres trabalharem de calças compridas; o vestido Mondrian, tubinho com clara inspiração nas cores primárias do artista; e o estilo safari-chic e sexy, inspirado pela época em que Saint Laurent viveu no Marrakesh com suas musas Loulou de la Falaise e Betty Catroux. YSL foi também o primeiro estilista do mundo a usar manequins negras em desfiles de moda e teve celebridades como Catherine Deneuve entre suas maiores clientes.

Yves entre Betty e Loulou e a primeira supermodelo da história, Veruschka, numa de suas criações safari
Em janeiro de 2002, Yves se aposentou dos quarenta anos de carreira com um desfile retrospectiva de todas as suas criações, bem retratado no filme, e em 2008 faleceu. Ainda um dos maiores nomes da moda e da beleza (seu corretivo Touche Éclat é o favorito de dez entre dez celebridades e maquiadores), a marca esteve em meio a certa polêmica recentemente, quando Hedi Slimane, atual diretor criativo da grife, tirou o “Yves” do nome, originando um movimento de reação chamado: “Ain’t Laurent without Yves” ( Não é Laurent sem Yves), que virou até camiseta. Se você viu o filme vai entender por quê! 

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