3 de dez de 2013

Melhores do Ano: Fantasia

Oi, gente! Tudo bem? Como na semana passada a Ana Resende escreveu sobre Literatura Fantástica, resolvi pegar carona pra falar do melhor livro de fantasia do ano: Merlin – Os Anos Perdidos!

Neste livro, o primeiro de uma série de cinco, T.A. Barron compartilha com a gente seus profundos conhecimentos sobre a mitologia de Merlin e, mais do que isso, ele nos apresenta um novo ponto de vista sobre a história do mago: sua infância e juventude.  Entre tantas referências ao mago já adulto, é muito bacana constatar que conselheiro do Rei não nasceu velho e sábio. Não que alguém acredite nisso, mas você não concorda que é, no mínimo, fascinante e enriquecedor que possamos saber a história do maior mago da história, desde o início? Para quem gosta de fantasia com elementos mitológicos e cenários extraordinários Merlin - Os Anos Perdidos é um prato cheio!


Diferente de tudo o que já conhecemos sobre Merlin, neste primeiro livro somos apresentados ao menino Emrys e sua jornada de autoconhecimento até se tornar o lendário Mago. Com narrativa em primeira pessoa, acabamos descobrindo tudo junto com ele e acompanhando seu desenvolvimento pessoal e mágico, digamos assim. Enquanto vivenciamos com Emrys suas experiências na tentativa de reconstruir sua vida e descobrir quem é, de onde vem ou entender seus poderes conforme estes vão surgindo, também vamos conhecendo Fincayra, a terra à qual o jovem mago acredita pertencer. A descrição de cenários feita pelo autor é tão fascinante que você vai além da visualização do lugar, chegando ao encantamento! Mas muitas são as perguntas sem respostas, o que aumenta, para nossa sorte, as aventuras de Emrys em busca delas:

“— Então esse é o meu verdadeiro nome?
— Não necessariamente! Seu verdadeiro nome pode não ser seu nome de batismo.
— Emrys nunca caiu bem para mim. Mas como eu encontro meu verdadeiro nome?
— A vida vai encontrar para você.
— Não sei o que você quer dizer.
— Com sorte, você saberá no devido tempo.
— Bem, meu verdadeiro nome é um mistério, mas pelo
menos agora sei que sou de Fincayra.
— Você é e não é.
— Mas você disse que eu nasci aqui!
— Seu lugar de nascimento pode não ser o lugar ao qual pertence.” (pág,282)

Por falar em encantamento, é claro que desde já temos contato com a magia de Merlin. Podemos ver sua incompreensão às primeiras manifestações de seus poderes, a busca pelo conhecimento e pelo controle dessas novas habilidades. E, claro, tudo isso acompanhado de elementos nórdicos, criaturas malignas, deuses, mitos celtas e sabedoria milenar que podemos tirar proveito nos dias de hoje, como seus conflitos internos e externos de bem contra o mal.

“E acabei por entender, de uma forma como jamais antes, que os livros são realmente milagrosos. Até ousei sonhar que um dia, de algum modo, eu conseguiria me cercar de livros de muitas épocas e muitas línguas.” (pág.93)

Que Merlin guie você ao milagre dos livros em Os Anos Perdidos

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