8 de dez de 2015

Os melhores de 2015



Meu livro favorito de 2015, com certeza, foi O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador. A história do autor Taran Matharu fez um sucesso estrondoso no Wattpad, rede social de publicação e leitura online, e conta a história de Fletcher, um órfão de 15 anos que, sem saber como, consegue conjurar um demônio. A partir daí, ele garante uma vaga na Academia Vocans, uma escola que treina seus alunos conjuradores para a guerra contra os Orcs.
Lá, Fletcher irá fazer bons amigos e inimigos realmente péssimos. E acaba descobrindo muito sobre seu passado.
Me apaixonei pela história porque sou fanático por fantasias de qualidade, e essa tem elementos muito atrativos para quem curte uns feitiços aqui, um mago acolá e, de quebra, criaturas poderosas batalhando. O estilo de escrita do Taran tem muito daquele ar fresco de autores novos, cheios de disposição para criar e desenvolver do seu jeito o universo e os personagens tão carismáticos que criaram. Além disso, os demônios, que estão mais para pokémons, podem ser fofos e poderosos, e têm uma ligação íntima com seus conjuradores.
Tem muita ação, mistério e o livro mantém, o tempo inteiro, um ritmo que te faz não querer parar de ler.
Estou desesperado pelo próximo da série. Taran, escreve logo! Nunca te pedi nada...

Bjo!

Rodrigo Austregésilo



Reencontrar a princesa Mia depois de tanto tempo foi o ponto alto das minhas leituras em 2015. E não é que ela continua engraçada e totalmente adorável? Para quem ainda não sabe, esse ano lançamos um novo volume de O diário da princesa, de Meg Cabot, O casamento da princesa. Mia já tem 26 anos, ainda namora o Michael e continua tentando se esquivar das exigências de Grandmère. Como qualquer moça da sua idade, ela só quer se divertir de vez em quando, mas as coisas não são tão simples quando se é uma princesa! Formalidade é tudo e tanto a imprensa quanto a família real andam cobrando por um compromisso mais sério entre ela e o namorado. O sim é certo, mas isso, claro, não é tudo...
Temas contemporâneos e relevantes como feminismo, política e questões raciais se misturam às trapalhadas da princesa e seu séquito. Para mim, foi como reencontrar uma velha amiga e dar boas risadas. Mas fiquei com gostinho de quero mais. Ouviu, Meg? #FicaMia #MiaNewAdult #CometoBrazilMia

Aproveitem os feriados do final do ano para conferir e depois me contem!
Ah, quem ficar com muita saudade da Mia (como fiquei), pode procurar a edição capa dura de colecionador do volume um da série, com prefácio emocionante da Paula Pimenta – ficou espetacular e digna da realeza.  

Boas festas, pessoal!

Beijo da Ana



Já é Natal! Praticamente. E chegou a hora de revelar meu livro Galera predileto, entre tantos. Aliás, tarefinha ingrata! São tantos. Alguns ainda nem publicados. Escolher o livro do ano é quase como admitir que se ama mais um filho que outro... Devia ser proibido! Mas... vamos lá!
Um dos livros que mais me chamou a atenção no ano foi o primeiro juvenil da Sophie Kinsella, À procura de Audrey. Sim, fui leitora do Diários de consumo e ri muito com as trapalhadas da Becky Bloom. Realmente estava curiosa para ver como a autora conseguiria abordar um tema tão delicado como bullying, sem perder a própria voz. Até porque, a personagem principal, Audrey, é uma adolescente. Nada a ver com as balzaquianas às voltas com encontros malsucedidos, chefes exigentes e contas a pagar. Mas Sophie conseguiu migrar de gênero, sem abandonar suas principais características, e construiu um romance com personagens incríveis de tão críveis. Delicado e bem-humorado, o livro me emocionou... Afinal, quem nunca se sentiu deslocado, sozinho e triste? Lutando para encontrar não só seu lugar no mundo, mas uma forma de se colocar nesse mesmo mundo, defendendo suas opiniões com consciência e, por que não?, sempre, com educação. Respeito às diferenças!!!! Por favor! Hoje mais que nunca! Como não amar? Sou aquário!!  

Adriana Fidalgo



Me deram a tarefa superdifícil de escolher meu livro favorito do ano. Estava aqui pensando em 2015, nas coisas importantes que vieram à tona, e em como o feminismo ganhou destaque na mídia e nas redes sociais. Esse movimento é muito importante e para efetuarmos uma mudança nos padrões de desigualdade, precisamos empoderar as mulheres, tanto as reais quanto as ficcionais. E foi pensando nisso que escolhi falar de uma das séries com a personagem feminina mais forte de todos os tempos: Trono de Vidro.

Eu nunca li nada como Trono de vidro e nunca conheci um personagem como a Celaena. Ela é uma assassina, tem seu próprio código de ética. Ela luta de igual para igual com homens e mulheres. Ela é frágil, claro, como todos somos em algum momento. Mas  a saga de Celaena não acaba com ela se apaixonando pelo homem ideal. Não. Celaena se apaixona diversas vezes, mas isso nada tem a ver com sua luta. Celaena não precisa da proteção do homem amado, pelo contrário, ela é quem o protege com unhas e dentes e lâminas afiadas. Afinal, se envolver com uma assassina desse tipo é extremamente perigoso para qualquer homem. E Celaena não enxerga as outras mulheres da corte como uma ameaça. Ela forja amizades com outras mulheres fortes e juntas elas lutam contra inimigos comuns. Além de ser um livro de fantasia de proporções épicas, cheio de reviravoltas, traições e personagens complexos, Herdeira de Fogo é um romance com uma protagonista que todas as garotas podem admirar. Afinal, já está mais do que na hora da gente ter uma heroína para chamar de nossa! E precisamos de mais livros assim.

Rafa Machado

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