7 de nov de 2014

Papos de sexta: o livro que te pertence

Sempre defendi que não existe quem não goste de ler; existe é quem ainda não tenha encontrado o livro certo. E sei que, se você chegou até aqui – o blog de uma editora –, é porque certamente você já encontrou o seu. Ou melhor, os seus.

Não me lembro de como era minha vida antes de não gostar de ler. Sim, acreditem, já fui dessas. Mas então uma professora me mandou ler um livro para a elaboração de um trabalho. O prazo? Uma semana. Com 11 anos na época, pensei que a mulher era maluca. Como assim ela queria que eu lesse um livro – esse treco chato! – e ainda apresentasse um trabalho sobre ele?

Mas foi graças a essa professora que eu comecei a amar a leitura. O livro em questão era Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo. Não só o li em menos de uma semana como apresentei um trabalho com mínimo de duas páginas com mais de dez. Sim, me empolgo facilmente. Aquela professora foi a culpada por me fazer encontrar com o livro certo, o início de uma paixão que – ainda bem – não tem fim.

Não gosto de quando as pessoas criticam o que o outro está lendo; quando dizem que “esse tipo de literatura não acrescenta em nada”. Ah, seus bobos, é claro que acrescenta. Um leitor voraz não para em um livro só; ele sempre quer mais! É como a Magali com melancia: é insaciável, não tem limites. Seja do livro que julgaram não ser literatura para os clássicos, ou das biografias para as distopias. O leitor sabe onde e como começou, mas não faz ideia e nem quer saber onde vai parar. O que ele quer, afinal, é ler.


Hoje em dia não faço a menor ideia de quantos livros já li. Perco-me facilmente no Skoob, mas de acordo com sua contagem foram 510 (e eu acho que foram mais, rs). Jamais poderia imaginar antes dos 11 anos que teria o prazer que tenho hoje ao falar de livros; de ter amigos que amam falar de livros; de ter muitos livros para ler e mesmo assim continuar comprando um novo todo final de semana.

Sim, os livros mudam a vida.

Mas quem ainda não teve a vida mudada, aguarde. Tem um livro que te pertence. Não escrito por você, mas feito sob medida para que entre nesse mundo. Não desista! Como os grandes amores, o verdadeiro um dia chega. O seu está por aí, esperando para ser descoberto.

10 comentários:

Frini Georgakopoulos disse...

Oi Raffa! Nossa, meu Skoob está para lá de desatualizado! Não faço ideia de quanto livros li nem conto .... acho que faz parte da mágica me perder nas histórias e lembrar "nossa, eu li isso antes" ou "preciso ler este de novo".
Livros são maravilhosos portões para outros mundos, mais amigos, mais conhecimento de nós mesmos. Amo demais! E que bom que, assim como eu, você teve um professor (no seu caso, professora) que a estimulou a ler. Curti muito o texto! ;)

Camila Márcia disse...

Precisava comentar: esse post me emocionou, são simples e verdadeiro.
Existe o livro certo para cada leitor!
Espero que todos tenham a chance de encontrá-lo.... acho que vou começar a desejar isso sempre... existe coisa melhor?

E só digo mais uma coisinha: parem de julgar o que o outro lê, façam algo mais proveitoso: leiam um livro. <3

xoxo
Mila F.
@camila_marcia
http://www.delivroemlivro.com.br/

Cinthia Viviane Soares disse...

Raffa, eu descobri minha paixão por livros quando eu comecei a ler o diário da princesa, passei a ir sempre a biblioteca pra escolher algum livro ... Também não gosto de quando alguém critica o outro pelo o que ele esta lendo ... Cada um tem um gosto , devemos respeitar !! Livros são nossos melhores companheiros , cada dia que passa descubro coisas novas, autores novos...
Beijos

Ø Väzïø ñä Flø® disse...

Também sempre repito isso. Não há quem não goste de ler, apenas que a pessoa ainda não encontrou seu ponto inicial.
Torço pra minha filha encontrar logo..rs Com uma mini biblioteca em casa, ela nunca leu nenhum :/
Venho de uma família pobre e com uma mãe que terminou só o primário. Mas antes mesmo de me mandar pra escola, ela me ensinou tudo que eu precisava. Fui pro primeiro ano sabendo ler e escrever e claro, nunca mais parei.
Sempre amei ambos, ler e escrever. Me arrisco, mesmo sem também não ter concluído o ensino fundamental. Ah se arrependimento matasse.rs
Ler é uma dádiva diária..
Beijo e amei o post!

Fernanda Borges disse...

Realmente, os livros mudam sim a vida das pessoas. Comecei a gostar de ler na infância, minha mãe comprava muitos gibis. Na adolescência eu confesso que li apenas por obrigação quando tinha que apresentar algum trabalho ou coisa assim. Mas a minha paixão pela leitura foi despertada no pior momento da minha vida, e aquele livro me fez querer ler cada vez mais. Eu lia somente um tipo de leitura, hoje leio vários gêneros, mas ainda sou muito relutante em ler distopias, eu não me identifico. O que eu mais amo ler são livros sobre a segunda guerra mundial, adoro. Meu skoob é atualizado todos os dias, gosto de trocar os livros que já li e não pretendo ficar com eles.

Beijos

Evellyn Reist disse...

Adorei o seu texto, Raffa!
Infelizmente, não comecei nesse mundo mágico que é a leitura muito cedo, mas quando comecei a ler foi devido aos filmes "Diário de uma paixão" e "Um amo para recordar" ambos do Nicholas Sparks, que eu via dia sim e dia também. Quando eu descobri que tinha livros eu comprei e comecei a ler e me apaixonei pelos livros e pelo autor, tanto que acabei comprando todas as sua obras e daí fui me interessando em outros autores, e hoje estou muito feliz graças a essas duas adaptações de livros eu embarquei nesse mundo literário maravilhoso e, não pretendo sair nunca mais. Beijo Grande

Evellyn Reist disse...

Adorei o seu texto, Raffa!
Infelizmente, não comecei nesse mundo mágico que é a leitura muito cedo, mas quando comecei a ler foi devido aos filmes "Diário de uma paixão" e "Um amo para recordar" ambos do Nicholas Sparks, que eu via dia sim e dia também. Quando eu descobri que tinha livros eu comprei e comecei a ler e me apaixonei pelos livros e pelo autor, tanto que acabei comprando todas as sua obras e daí fui me interessando em outros autores e hoje estou muito feliz graças a essas duas adaptações de livros eu embarquei nesse mundo literário maravilhoso e, não pretendo sair nunca mais.
Beijo Grande

Nathalia Simião disse...

Não lembro ao certo com quantos anos comecei a ler porque minha primeira paixão foram os gibis. Livro, livro mesmo eu acho que o primeiro foi O Pequeno Príncipe, mas não lembro direito com quantos anos foi também, talvez 12 ou 13. Desde então tenho uma paixão por livros que não cabe dentro de mim e só não os tenho aos montes porque a situação financeira não permite rs. Meu skoob diz que eu já li 134 livros, mas eu tenho certeza que é um pouquinho mais rs

Ingrid Moitinho disse...

Adorei o texto, também acredito nisso de que não existe quem não goste de ler.. Eu amo ler e não vejo que alguns tipos de livros sejam perda de tempo, ler todo gênero é bom. Por isso gosto de tantos. rs Um dia chego perto dessa conta sua, ou mais. *-*

Adriana disse...

Que legal Raffa, voce falar de como pegou o gosto pela leitura, eu ao contrário de voce, desde bem pequena já gostava dos livros, mesmo sem ainda ler, adorava ver as figuras, me lembro até hoje do primeiro livro que meu pai comprou pra mim (O reizinho que não sabia de nada),acho que li e reli dezenas de vezes e a cada lida, era uma sensação deliciosa e depois nunca mais fiquei longe da leitura, adoro o cheiro de livro novo, adoro ter a estante sempre com muitos livros não lidos ainda, é uma sensação maravilhosa! Não faço ideia de quantos livros já li, meu Skoob não atualizo a muito tempo, mas não ligo muito, o que importa é eu nunca perder o gosto pela leitura! Adorei essa postagem, bjão!