24 de mar de 2014

Tons da Galera: Forever 21

O assunto mais comentado nas últimas semanas pelo pessoal que gosta de uma comprinha sem dúvida foi a chegada da fast fashion Forever 21 no Brasil. Primeiro em São Paulo, no Morumbi Shopping, onde vendeu o dobro do esperado no primeiro dia, e, depois, no ultimo sábado, no Village Mall do Rio de Janeiro, que recebeu mais de 2 mil pessoas e precisou pedir pelo Facebook que as clientes não aparecessem mais naquele dia, pois a capacidade de atendimento estava esgotada, sabe-se lá o que isso significa. Foi o estoque que zerou? Provavelmente.

Mas por que tanto alvoroço? Bem, diferentemente de marcas como Sephora e Top Shop, que chegaram aqui com preços beeeem mais altos que os lá de fora, o mínimo que a gente esperava é que a Forever viesse num patamar de preços de uma Zara ou Renner, na melhor das hipóteses. Mas a americana fez mágica e chegou aqui com preços dignos, como camisetas a R$8,50 e calças jeans a R$34. Coisa para Becky Bloom nenhuma botar defeito. Aliás, as filas do lado de fora do shopping e da loja nos fizeram lembrar muito desse post aqui e daqueeeeele vídeo assustador da “liquidação” de Alexander Wang, onde era tudo de graça.


Prestes a abrir: momentos de mais tensão do que tentar pegar o metrô rio na hora do rush

A próxima a desembarcar aqui é a sueca H&M, o que comprova que o fenômeno Fast Fashion está só começando no país, e deixando claro que as marcas made in Brazil vão ter que correr atrás para competir, se os nossos loucos impostos não forçarem as gringas a aumentarem logo logo os preços.

O engraçado é que na Europa e Estados Unidos, o Fast Fashion tem perdido espaço para consumidores que preferem agora investir numa peça clássica de alta qualidade e duração em vez de dez roupitchas do tipo usei-6-meses-e-joguei- fora. H&M e Zara internacionais já lançaram linhas mais caras com tecidos de mais qualidade, tecnologia e ecologicamente corretos, para não comer poeira. Outro ponto é que depois de tantas colaborações de grandes designers como Karl Lagerfeld, Missoni e Isabel Marant com marcas fast fashion, e de por aqui a C&A ter lançado 11 dessas colaborações só no ano passado (ou seja, quase uma por mês), o que era exclusivo está virando trivial, e as fashionistas mais radicais estão torcendo o nariz para a hipótese de (OK, fato) começarem a cruzar por aí com muitas outras meninas vendidas com suas produções “compradas numa loja em Nova York”, que elas tanto adoram dizer por aí.

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