31 de jan de 2014

Papos de sexta: Quando o Bullying é Virtual

Minha mãe sempre fala que nesses tempos de internet nos exibimos demais, que todo mundo sabe aonde fomos, aonde iremos, o que vestimos, o que compramos , com quem estamos... Basta uma foto, e estamos lá marcadas no Instagram, curtindo um status ou check in no foursquare. Um twitter público pode ser lido por tantas pessoas que nem imaginamos, e a cada retweet, a chance de alguém ver algo que você escreveu é ainda maior. Claro que isso é bacana quando queremos divulgar algo, mas quantas vezes já não postei uma coisa e me arrependi? Já deletei fotos de amigos que, depois de um tempo, percebi que não tinha mais nada a ver com a minha vida.

Mas nos acostumamos a viver assim. Não leio um livro sem postar no instagram — que, lógico, é devidamente sincronizado com Facebook e Twitter. Não vou mais ao cinema sem tirar foto do ingresso e colocar hashtags por todos os lados incluindo nome dos atores do filme e do cinema em que estou. E, como eu, você que está lendo essa coluna pode fazer o mesmo e nem se tocar que eu posso saber mais sobre a sua vida do que aquela sua tia idosa que não acessa a internet.

Só que vale pensar até onde vão as barreiras da exposição? Até onde é bacana mostrar o que você fez, o que comeu... E como saber se estamos exagerando na dose? Essa semana me questionei sobre isso porque amo escrever em blogs, adoro fazer amizades virtuais e dou muito valor às meninas que conheci através da paixão por livros; no Facebook, quase sempre aceito os convites de amizade de pessoas que acompanham os blogs para os quais escrevo e nunca vi problema nenhum em ter cada vez mais amigos, virtuais ou não.

Acontece que a gente se prepara para as curtidas, para os retweets, para os comentários positivos, mas é muito complicado quando uma pessoa te ataca gratuitamente. Como é isso? Eu explico, não é raro alguém entrar covardemente, como anônimo, e fala mal do post. Mas o pior é quando fala mal de mim como se me conhecesse, querendo me atingir. Muitas amigas disseram para eu esquecer, para não dar atenção, mas quando vi que acontecia com mais blogueiros, e eles também estavam se chateando com isso, resolvi me abrir. Gostaria de mostrar que todos nós já passamos ou podemos passar por situações como essas, e, como tudo na vida, há coisas que nos atingem mais, e outras, menos.

Nesse caso, eu me aborreci um bocado. O tal anônimo, além de criticar o texto, dizia que eu era uma pessoa sem talento (entre outras coisas que não divulgarei aqui, pois não cabe a mim usar palavras chulas). O que não entendo é o que leva as pessoas a fazerem isso. Críticas são sempre bem-vindas, você pode — e deve — dar mil e um argumentos se um blogueiro fala mal de um livro que você ama; mas nosso direito termina quando o do outro começa. Toda discussão literária é bem-vinda desde que seja construtiva, e não depreciativa.

Por isso gostaria de lembrar a vocês que mãe está sempre certa! Portanto, cheguei à conclusão de que também acho que me exponho demais, mas amo esse mundo digital e literário. Gosto desse contato, e não é porque alguns sem graça acham bacana diminuírem o que fazemos que devemos pensar em desistir. Isso vale para mim e, claro, para vocês ;) 

6 comentários:

Aline Basilio disse...

Raffa, tenho muito orgulho de ser sua amiga no facebook e instagram e ler os seus posts.
Não deixe que um ponto negativo estrague toda a sua história. Tenha certeza de que quem gosta de você continuará participando. Não vale a pena!!!
Bjnhs

Luiza disse...

Infelizmente tem pessoas assim que criticam falam que vc não tem talento... acho que alguém colocar algo assim é um tanto desagradável, o que é ruim para alguns é maravilhoso para outros, então criticar de forma negativa só demonstra o quanto essa pessoa tem a mene pequena.ótima postagem amiga.
Bjs

Cris Sampaio disse...

Adorei Raffa, muito bem escrito, correto e verdadeiro! Infelimente, nesse era de internet há de tudo, até recalcado anônimo, deviam fundar um grupo, rs. Como te disse talento desperta inveja, é o ônus. Bom fds, bjs.

Michelle Ladislau disse...

Olá amiga!
Eu concordo em tudo com você, hoje realmente tudo que fazemos está na internet de alguma forma, pois colocamos lá para todos verem, mas o que não aceito de forma alguma é um ser que falta com respeito. Não gostou de algo do blog, fala, vamos ter uma discussão saudável, críticas são bem vindas, ofensas não. Por isso meu blog é moderado.

Beijinhos

As Leituras da Mila

Lilly DiCine disse...

Oi, Raffa!

Esse assunto é muito sério. Muito mesmo. As pessoas não fazem ideia de como as palavras têm poder de destruição. Uma pessoa dessas pode estar apenas querendo te irritar mas não sabe que uma pessoa de personalidade mais frágil, pode se sentir tão incomodada com os comentários grosseiros que pode chegar a desistir com o blog.
Já recebi vários comentários dizendo que eu gosto de tudo e não falo como deveria falar dos livros , filmes e séries. Tentei explicar para a pessoa que você pode dizer que não gostou sem deixar a produção reduzida a lixo. Esse é o problema, as pessoas não medem mais as palavras... vão despejando de todas as formas o que muitas vezes nem chega a ser uma opinião... é mais um amontoado de palavrões. Sinto muito mas eu respeito o trabalho dos outros e jamais trataria a obra de quem quer que fosse como lixo.
Seu texto está perfeito, Raffa!
Muito bem escrito como toooodos.

Beijo

Frini Georgakopoulos disse...

Sou a favor do seguinte: se não tem nada bacana para dizer, fique calado. Se o que quer dizer não é bacana, pense nas consequências disso (para você e para as pessoas que vai atingir). Somente então diga, ou não.

Sinceramente, esse tipo de atitude nunca vai parar. Meu conselho? Apaga o comentário. Gente assim quer cartaz. Blog não é imprensa, que precisa ser (ou deveria ser) transparente. Apaga o comentário e ponto. Escreveu e não assinou? Covardia não merece cartaz. Apaga e segue em frente.

Quando a pessoa resolver usar argumentos decentes e assinar a própria opinião, aí sim valerá uma resposta. Até lá, apaga. E ponto final.

beijos
Frini