12 de mar de 2015

Design et cetera: #somostodascelaena

Oi, gente, tudo bem? Resolvi deixar de lado um pouco o design para falar de outro assunto na coluna de hoje. Como vocês podem imaginar, eu leio muitos livros aqui na Galera. Livros de aventura, romance, fantasia, livros com protagonistas masculinos, femininos, gays... Livros de todos os tipos.

Alguns marcam a gente mais do que outros e de uns tempos para cá ando obcecada com a série Trono de Vidro, da Sarah J. Maas. Para quem não conhece, é uma história de fantasia que conta a saga de Celaena Sardothien, uma assassina condenada ao trabalho escravo. Celaena acha que passará sua vida inteira presa trabalhando nas minas de sal, quando recebe uma proposta do rei: tornar-se assassina pessoal dele em troca de sua liberdade. Mas ela tem sua agenda própria e decide usar essa oportunidade para colocar seus planos em ação. É uma trama envolvente e uma leitura divertida, mas não é por isso que decidi falar desse livro hoje.

Eu nunca li nada como Trono de vidro e nunca conheci um personagem como a Celaena. Ela é uma assassina, tem seu próprio código de ética. Ela luta de igual para igual com homens e mulheres. Ela é frágil, claro, como todos somos em algum momento. Mas ao contrário de quase todas as outras personagens femininas, a saga de Celaena não acaba com ela se apaixonando pelo homem ideal.

Não. Celaena se apaixona diversas vezes, mas isso de nada tem a ver com sua luta. Celaena não precisa da proteção do homem amado, pelo contrário, ela é quem o protege com unhas e dentes e lâminas afiadas. Afinal, se envolver com uma assassina desse tipo é extremamente perigoso para qualquer homem.

Quando, no meio da trama, aparece uma bela princesa estrangeira no reino, Celaena não a vê como rival. As duas forjam uma amizade sincera e lutam juntas contra inimigos comuns.

Parece algo muito trivial, né? Por que isso nos surpreende tanto? Talvez porque todos os outros contos com os quais crescemos mostravam mulheres frágeis, batalhando entre si pelo amor e a proteção de algum príncipe aleatório que chegava no final para dar um beijo e resolver tudo.

A Cinderella tem que vencer a madrasta e as filhas dela. A Branca de Neve precisa escapar da bruxa má. A Bela Adormecida, coitada, está lá paralisada por outra bruxa invejosa, esperando desencalhar. Enquanto isso, Celaena vai atrás do seu próprio destino, se desaponta, se machuca, chora, é vencida e humilhada. E se levanta, se recompõe, se reinventa, se vinga e depois de fazer tudo isso, compra o vestido mais luxuoso que existe e vai para o baile como a diva que é.

Deve ser por isso que todo mundo que lê vira fã. Desde a priminha de 15 anos da minha amiga até a copeira de 60 anos aqui da Record. Somos todas Celaena.

Um comentário:

Cida disse...

Oi Rafa! Eu simplesmente amei este post, você conseguiu expressar com clareza e paixão a personalidade de Celaena. Eu sou apaixonada pela série, por ter uma protagonista como esta, uma garota que foge dos clichês, ousada, determinada e com um coração nobre. Sim! #SOMOSTODASCELAENA


Bjos!! Cida
Moonlight Books