18 de dez de 2014

Galera entre letras: Contos de Natal

Eu já contei pra vocês quem é o pai da ideia moderna do Natal, né? Não lembram? Segue o link pro texto de Natal do ano passado sobre A Christmas Carol, de Charles Dickens, um dos contos de Natal mais conhecidos (e mais bonitos) da literatura universal.

Dickens foi um dos autores que mais escreveu contos de Natal. Foram tantos que dá até pra fazer um volume só com eles! E eu falo isso LITERALMENTE; vejam só que bonita a edição da Barnes & Noble:



Mas ele não foi o único e o post de hoje é pra falar de alguns contos famosos que também celebraram o Natal. E se você não é muito de festas e prefere o aconchego do seu lar ou se você se cansar depois de tanta comemoração, fica a dica pra relaxar. E tudo bem se você ODEIA o Natal e as festividades em geral (tem uma dica pra você também, seu mal-humorado! rs)

Um dos contos mais emocionantes sobre o Natal é The Gift of the Magi [O Presente dos Magos], de O. Henry. Sabe a essência do Natal, que, às vezes, a gente julga que foi perdida em alguma época remota, quando não eram a comilança nem os presentes que importavam? Pois é, o conto do O. Henry é sobre isso. Sobre dar importância ao que realmente é importante nessa época.

Acho que hoje ninguém se lembra de Washington Irving, um autor que já fez muito sucesso com um conto chamado The Legend of Sleepy Hollow [A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, como ficou conhecido], que já virou até seriado de televisão, e conta a história do “cavaleiro sem cabeça”. Apesar do gosto um tanto quanto macabro, Washington Irving também escreveu uma história sobre o Natal: Old Christmas [Natal à Moda Antiga]. Já dá pra ver desde a primeira frase do texto — “Não há nada na Inglaterra que exerça um encanto mais delicioso sobre a imaginação que a permanência dos costumes festivos e das brincadeiras rurais de antigamente” — que a história tem um tom bem nostálgico, mas que ninguém se engane: não é uma história triste!

Mas se vocês gostam de manter a mente alerta durante as festividades, vale exercitar a “massa cinzenta” e ler (ou reler!) uma das histórias mais divertidas da “rainha do crime”: The Adventure of the Christmas Pudding [A Aventura do Pudim de Natal], de Agatha Christie. Pra quem ainda não conhece a genialidade de um dos detetives mais famosos da literatura inglesa, o belga Hercule Poirot, pode ser uma ótima introdução. Além dos enredos divertidos, Agatha Christie tem um estilo bem gostoso de ler e um texto bem-humorado (e mesmo que vocês não gostem de mistério, sempre tem um pouquinho de romance e descrições das típicas paisagens inglesas nos livros dela).

Bom, se Natal definitivamente não é a sua festa, e se vocês têm vontade de se esconder quando começam os festejos, os beijos e os abraços, tudo bem. Eu tenho uma dica pra vocês também! (E o mais importante: vocês não estão sozinhos. Ninguém é obrigado a curtir o Natal; às vezes, dá mesmo vontade de ficar quietinho e, nesses casos, não há melhor companhia que um bom livro.) Pra vocês, que não aguentam mais ver as propagandas ou ouvir “Então é Natal”, How the Grinch Stole Christmas! [Como o Grinch Roubou o Natal!] assim, com ponto de exclamação mesmo, é a dica. O livro também critica a ideia de um Natal comercial. E as ilustrações são do próprio Dr. Seuss, autor superconhecido de livros infantis para crianças e adultos.

Pra terminar, depois de ver o Neil Gaiman, vestido de Charles Dickens, lendo A Christmas Carol (voltem pro link do artigo do ano passado pra ver a fotinho do Neil!), eu não consigo mais pensar no Natal sem lembrar dele. E Neil Gaiman também escreveu sobre o Natal. Bom, se vocês viram Coraline, já sabem que o Neil tem uma quedinha pelo macabro, então, apesar de ser sobre São Nicolau e Papai Noel etc. etc., não é exatamente uma historinha bonitinha, sabe?

(E, se você parar pra pensar no texto, ele chega até a ser bem crítico.)
Aqui tem uma animação chinesa sobre o continho (com link para o original em inglês):
Ho Ho Ho


Boas leituras e até 2015!

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