21 de nov de 2012

Liberdade, liberdade...


“Cory Doctorow é coeditor do blog sobre tecnologia Boing Boing e ex-diretor da Electronic Frontier Foundation da Europa, uma organização que defende a liberdade na rede. Ele escreve colunas para as revistas Make, Information Week, e para o Guardian online. Ganhou o Locus três vezes, foi indicado aos prêmios Hugo e Nebula, foi vencedor do Campbell e indicado como uma das 25 pessoas mais influentes da web pela Forbes, e como um Jovem Líder Mundial pelo Fórum Econômico Mundial. É autor, ainda, de O pequeno irmão, e espera que você use a tecnologia para mudar o mundo.”

Essa é biografia de Cory Doctorow em seu mais recente romance lançado pela Galera, Cinema Pirata, que acaba de sair nos Estados Unidos. Polêmico? É pouco. Cory se autoproclama um ativista pela liberdade na internet e perguntou aos que assistiam sua palestra na Fliporto, em Recife, qual seria a diferença entre “comprar um livro e emprestar para alguém” e “comprar um ebook e emprestar para alguém”? E por que você pode levar seu livro impresso para casa, pro trabalho ou pra escola, mas não pode colocar o ebook que comprou no seu tablet, celular e e-reader? Cory é contra a DRM (Digital Rights Management) e a favor do copyleft, que não tem nada a ver com domínio público, e todos os seus livros têm licença Creative Commons - para fins não comerciais uma obra pode ser distribuída. 

Suas opiniões sobre propriedade intelectual podem até parecer exageradas para nós, brasileiros, que ainda estamos dando os primeiros passos no mercado digital. Mas o ebook veio pra ficar e com ele todas as questões levantadas por Cory. Na trama de Cinema Pirata, um adolescente que vive de baixar frames de filmes na internet para criar seus próprios filmes recebe o maior de todos os castigos: ficar sem internet. Neste mundo a pirataria é combatida com um fanatismo assustador, mas há ainda os que acreditam na liberdade da informação. Há os que são capazes de tudo para defendê-la... Como Doctorow. 

Não tem como ler um pouquinho sobre o autor e sua obra sem pensar: Quais são afinal os limites da internet, uma rede que na teoria foi criada para ser livre? Faz cinco dias que me despedi de Cory, em Recife, e ainda estou pensando nisso, pendendo cada hora para um lado, mas certa de que o mundo precisa de muitos Corys para fazer a gente pensar mais e melhor.

Um beijo da Ana
(p.s. Cory é também muito simpático, tem um filha de quatro anos e sempre vai na ComicCon - ah, ele adorou picanha!)

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