14 de jan de 2016

Design et cetera: Diferentona



Esses dias eu morri de rir com os memes da Diferentona:

“Só eu que já conhecia esse livro antes de todo mundo?”

Só você.
Única.
Pioneira.
Floco de Neve.
Etc.

O meme é engraçado porque na maioria das vezes, ninguém é tão original, inédito e descobridor quanto pensa, né. Bem, quase ninguém, porque talvez a Editora Record seja uma exceção. Não importa quantos anos você tem e nem qual seu estilo literário favorito. Se você existe, se você tá vivo e se você é brasileiro, os livros da Record fizeram parte da sua história e da sua memória afetiva.

Com mais de 70 anos no mercado editorial, a Record foi a primeira grande editora brasileira dedicada aos best-sellers de entretenimento para a massa. Se foi hit, se foi blockbuster, a gente publicou. E temos as capas mais retro-horrorosas para provar, quer ver?





Eu cresci com essa coleção infantil. A pequena vendedora de fósforos foi o primeiro livro que “mudou minha vida”. Eu tinha 3 anos e ficava inconsolável quando a vendedora de fósforos morria no final (oops, spoiler). Chorava por horas com pena da menina. Não dormia. Pedia para minha mãe reler a história e ela, coitada, mudava o final para ver se eu me consolava.

Outro clássico que habitou minha infância foi Tintin. Eu nem lembrava que as edições brasileiras eram da Record. Olha que tesouro!


TINTIN S2



STAR WARS S2

A LONG LONG TIME AGO

A gente já publicava antes de vocês.

Diferentona
Colonizadora
Pré-histórica 
Bandeirante 
Avant-garde
Descobridora 
Pioneira 
Única 


 TUBARÃO
O filme não é da minha época, mas muito antes de eu ter medo de encontrar um tubarão na piscina e morrer amputada, a Record já disseminava esse medo nas gerações passadas. Isso que é tradição.


EBOLA

E falando em medo, muito antes desse último surto de Ebola, a gente já aproveitava o gancho do surgimento da epidemia nos anos 70 para lançar esse documentário. Eu, como boa hipocondríaca obcecada por doenças letais, já estou querendo ler e já estou sentindo a manifestação dos primeiros sintomas do Ebola. Socorro.


A ESCOLHA DE SOFIA

Como não lembrar desse clássico que nos desidratou de tanto chorar?  Mais trágica que a história da Sofia, no entanto, é esse layout. Mas a gente perdoa, afinal, ser histórico é abraçar o brega.


SILÊNCIO DOS INOCENTES

Esse livro, gente. Não tenho nem palavras, estou tipo essa moça com a mariposa na boca: incapaz de falar. Eu li quando era adolescente e ficava tão aterrorizada de noite que escondia o livro na gaveta da cabeceira. Mesmo assim, inexplicavelmente, sempre tive um crush enorme no Hannibal Lecter. Meu sonho era ser comida por ele, literalmente.

E vocês? Qual livro jurássico e diferentão da Record marcou sua vida?


Um comentário:

Frini Georgakopoulos disse...

Nossa, "A Pequena Vendedora de Fósforos" foi o primeiro livro que me destruiu! Eu eu era muito apegada a minha avó paterna e quando cheguei ao final do livro, não conseguia parar de chorar! Nossa! Amo muito, mas não consigo ler de novo! HAHAHAHA!