5 de jun de 2015

Papos de sexta: Beleza encontrada


Você já deixou de ler algum livro por preconceito com o autor, tema ou gênero? Eu quase cometi esse erro uma vez, mas antes de contar a minha história — e correr o risco de ser julgada por todos — eu vou adiantar o final: o livro tornou-se um dos meus favoritos ;)

Eu leio bastante e há bastante tempo, e tenho uma ideia do que me agrada ou não. Esse autoconhecimento tem dois lados: o bom é que eu tenho mais chances de acertar nas minhas escolhas, o ruim é que eu não arrisco tanto nas minhas leituras. E quando eu soube que Beleza Perdida era um romance motivacional — e me atrevo a dizer, um romance cristão — eu quase passei adiante.

Lembro que eu dei uma busca na palavra “Deus”, ao iniciar a leitura no Kindle, apenas para checar quantas vezes ela apareceria — 41 vezes, para quem ficou curioso —, e tive receio de que a autora fosse pregar a sua fé em vez de contar uma história. Mas era tanta gente elogiando o livro que eu decidi dar uma chance, e o resultado foi inesperado: eu amei o livro, tanto que recomendei para vários leitores — de todas as crenças e leitores sem crença alguma.

Beleza Perdida não restaurou minha fé na religião, mas restaurou minha fé na humanidade — e acredito que todos nós precisamos disso no mundo atual. Uma história de amor ao próximo, de acreditar em si mas confiar também no outro. Uma história de superação que ficará para sempre comigo!

Amy Harmon me mostrou a essência de um verdadeiro herói e me deixou pensando:  às vezes, os livros que não queremos ler são os que mais precisamos naquele momento. Vale investigar o porquê da resistência e, se infundada, dar uma chance a eles. A única coisa que temos a perder é tempo, mas corremos o risco de encontrar uma bela história — assim como eu encontrei ;)

4 comentários:

Cida disse...

Oi Tita! Vai ser uma leitura desafiante pra mim, não curto histórias com o tema religião e fujo delas,mas pela quantidade de elogios que o livro recebeu vou correr o risco, espero ter uma surpresa positiva. Bjos!!! Cida

Louise Facina disse...

Eu amo esse livro, mas peguei pra ler desavisada quanto a autora e a história e me encantei bastante, tanto que já outro romance dela, embora goste mais desse.

Mas sim, em certos momentos as citações e outras ligações a crença me incomodaram bastante, tbm detesto autoajuda.

Adorei a coluna e suas dicas são sempre boas :P

Frini Georgakopoulos disse...

Eu amei esse livro justamente por ser tão positivo em momentos tão escuros. E não achei nada "preaching" da autora, mas sim esperançoso. Adorei a dica e adorei a coluna. Todos temos preconceitos e podemos vencê-los. Basta identificarmos e debatermos. Beijocas, parabatai!

Milla Alkimim disse...

Oi Tita!
Li esse livro quando ele era apenas um ebook causando muito na gringa. Fui meio às cegas, sem saber ao certo o que esperar, mas de mente totalmente aberta. Caí de amores por essa história e assim como você, sempre que posso recomendo.
Há muitas lições naquelas páginas. Valeu cada segundo!
bjos ^^