26 de fev de 2015

Galera Entre Letras: A MENINA QUE AMAVA OS CORVOS


Eu sei que parece título de um conto de fadas, mas esta é uma história real (e quem disse que contos de fadas não podem ser reais, hein?).

É a história da pequena Gabi Mann e de seus amigos corvos.



Eu fiquei tão absolutamente encantada ao ler a matéria da BBC (aqui está o link para o texto em inglês: http://www.bbc.com/news/magazine-31604026) que resolvi compartilhar a história com vocês.

Acho que todo mundo já sabe que corvos são aves muito inteligentes, não é? Não sabem? Aqui tem um vídeo que comprova que corvos não apenas são aves muito inteligentes, como resolvem problemas e contornam obstáculos com capacidade cognitiva equivalente a de uma criança de sete anos! O link (em inglês) é este aqui: http://www.huffingtonpost.com/2014/03/31/crow-intelligence-solve-puzzles_n_5062314.html.

E vale muito a pena ver o vídeo, mesmo que não dê para ler a matéria.
E não é à toa que corvos e corvídeos em geral, apareçam com frequência em fábulas e histórias de fadas, ora como aves matreiras e enganadoras, ora como aves sábias e prudentes (fica pro futuro fazer uma lista dos contos em que corvos aparecem! rs), mas sempre fazendo uso de sua famosa inteligência.

Bom, a pequena Gabi tinha apenas quatro anos quando começou a notar que os corvos se alimentavam da comida que ela deixava cair do lado de fora de casa. Aos poucos, ela foi percebendo que os corvos não só comiam, como esperavam que ela jogasse alguma coisa pra eles, e depois se aproximavam. O contato da menina com as aves se transformou num ritual diário.

O tempo passou e Gabi começou a perceber os gostos e as preferências dos corvos (aparentemente, sua comida preferida é amendoim com casca), sempre incentivada pela mãe, que registra o contato da filha com os corvos em fotos e vídeos. Após algum tempo, os corvos passaram a trazer pequenos presentes para Gabi, que deixavam na bandeja vazia após comerem o amendoim. E fica claro que eles fazem isso intencionalmente e querem, portanto, se comunicar com a menina.

Porque nem toda comunicação é verbal, sabiam? Aliás, boa parte da nossa comunicação cotidiana é não verbal também: pequenos gestos, olhares etc., que, às vezes, expressam muito mais do que as palavras! 



Os presentes que Gabi recebe são organizados com a ajuda da mãe. Tem de tudo: de botões e clipes de papel até coisas mais nojentinhas, que a menina prefere não guardar. E ela classifica o que recebe numa ordem pessoal de favoritismo.




Eu não sei quanto a vocês, mas eu não tenho dúvidas de que a Gabi merecia um conto de fadas só pra ela!

Até a próxima e boas leituras! 




Um comentário:

Frini Georgakopoulos disse...

AMO corvos, tanto que tenho um tatuado no ombro. Meus amigos me mandaram essa matéria e achei a coisa mais linda! E seria um belo conto de fadas :)
beijos