
Arquiteto por
formação, Joseph Kosinski repete aqui o que fez em Tron – O Legado:
criar ambientes futuristas extremamente elegantes. Sua direção de arte é
impressionante, e Oblivion é um colírio visual. Em termos de história, o
filme é baseado em uma ideia original do diretor, que será adaptada e expandida
em uma graphic novel a ser lançada (nos EUA) simultaneamente com o
longa-metragem. Aí é que surge o problema: “original” mesmo, Oblivion
não é. Ele toma doses garrafais de inspiração no pequeno Lunar (2009),
de Duncan Jones, e tangencia Matrix, não somente pelo visual de Morgan
Freeman, tão inspirado no Morpheus de Laurence Fishbourne que seria digno de
processo por plágio, como também pela questão do mote “a realidade é uma
mentira.” Assim como Morpheus, o personagem de Morgan Freeman também oferece a
indigesta pílula vermelha que desperta Jack Harper para a verdade sobre sua
vida isolada no planeta.

Curiosidades que
valem menção: a música é da banda indie-eletrônica francesa M83 e tem ecos do
que o Daftpunk fez em Tron – O Legado;
e os dois assistentes de Morgan Freeman são interpretados por Nikolaj
Coster-Waldau, o Jaime Lannister de Game of Thrones, e Zoe Bell, famosa
dublê e fetiche de Quentin Tarantino.
Mais informações no site oficial
________________________________________________________________________________
André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com a Revista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).
________________________________________________________________________________
André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista Manchete, Veja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com a Revista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis da Marvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).
Nenhum comentário:
Postar um comentário