No mês de fevereiro, resolvi escrever sobre o herói. Pode ser aquele que usa capa e espada, ou talvez ele tenha armas supersônicas no cinto ou, quem sabe, tenha a capacidade de ler mentes.
Bom, não importa qual seja o vestuário ou quais sejam as armas, a verdade é que herói é herói, sempre se dá bem e, no fim, conquista a... hã... a viagem do herói não é bem essa não, e engana-se quem acha que ele SEMPRE leva uma vida fácil.

Campbell escreveu um livro chamado O herói de mil faces e, ao estudar os mitos desde a Grécia, passando pelas sagas da Islândia e as epopeias da Índia, descobriu um padrão que se repete em muitas dessas lendas: o da “viagem do herói” (isso mesmo, herói que é herói tem que andar um bocado!), e percebeu que muitos heróis foram abandonados pelos pais verdadeiros e adotados por outros casais. Também não é raro que nossos heróis não façam a menor ideia de quem realmente sejam, mas, ao chegar à adolescência ou ao início da idade adulta, algo inesperado os convoca a agir, e eles abandonam o lar adotivo, realizam diversas proezas e recuperam o reino dos pais verdadeiros, embora, muitas vezes, tenham que enfrentar ou mesmo matar os próprios pais (eu disse que vida de herói nem sempre era fácil...).
O exemplo mais famoso desse padrão é o mito de Édipo, que mata o pai e assume o reino de Tebas, não sem antes passar por muitas aventuras e decifrar o enigma da Esfinge.

O mais curioso é que este padrão do “herói viajante” persiste ainda hoje, e, mesmo que ele seja facilmente reconhecido, ainda somos capazes de nos emocionar com a saga dos nossos protagonistas preferidos.
Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…
Leiam a frase ouvindo isto aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário