29 de abr. de 2014

Galera entre letras: Influência dá angústia?

Na coluna passada eu falei de como os livros refletem a maneira pela qual vemos o mundo e que, muitas vezes, fazemos amigos (ou não) por causa do gosto por certos livros.

E isso vale também para os autores dos livros... Ao ler uma história, vocês já se flagraram fazendo comparações do tipo: “Hum... essa parte me lembra tanto a história do X, Y ou Z?!” ou comprando um determinado livro porque na capa (ou na quarta capa ou na orelha do livro) diz que “Fulano ou Fulana (ponham aí o nome do seu autor ou autora favorito) gostaria de ter escrito este livro”?!

Eu vivo comprando livros que meus autores favoritos recomendam, e sou daquelas que ADORAM ler entrevistas pra descobrir quais foram as influências dos autores na hora de escrever tal ou tal história. E essa influência não é, de modo algum, uma coisa ruim. Ao contrário. Trabalhando com livros (e depois de tentar escrever três dissertações de mestrado super-inéditas-nunca-jamais-pensadas-só-que-não...), comecei a me dar conta de que boa parte das ótimas ideias sobre as quais eu lia... já tinha sido pensada antes ou, pior, já tinha sido até escrita. 

E eu acho que a maior qualidade de um autor é justamente ele reconhecer as boas influências que teve e tentar acrescentar alguma coisa àquela história. Sem a preocupação de falar sobre algo novo, inédito ou jamais visto. Mas, sobretudo, se divertindo. E as boas influências também não precisam vir apenas dos livros; muitas vezes, uma música, um filme ou um quadro pode ser inspiração suficiente para um autor. E, muitas vezes, uma boa ideia e boas influências levam um diretor de cinema a escrever uma história divertida para homenagear os... livros.

Uma das leituras mais legais do ano passado (e, no meu caso, não é raro misturar trabalho com diversão) foi o livro Casa dos Segredos, do Chris Columbus e do Ned Vizzini, traduzido para o português por André Gordirro e publicado em 2014 pela Galera Junior. Eu já tinha lido um livro (e gostado bastante!) do Ned Vizzini e conhecia o Chris Columbus, que dirigiu filmes como Esqueceram de Mim e Harry Potter e a Pedra Filosofal. E já tinha ouvido falar que a J. K. Rowling estava adorando o livro deles e até havia escrito um “blurb” (“blurb” é um termo complicado de traduzir, mas, no mercado editorial, são aquelas pequenas frases elogiosas que aparecem na capa ou na contracapa de um livro, escritas por alguém famoso). A frase da J. K. Rowling para o livro foi esta: “Uma aventura apaixonante sobre o poder secreto dos livros.” 

E essa frase resume muito bem o Casa de Segredos. É uma homenagem a livros e autores que nós conhecemos e amamos (e que o Ned e o Chris amam também!), e a histórias que já foram contadas mil vezes, mas das quais nunca enjoamos. Todas as minhas histórias favoritas estavam ali para ser lembradas: Harry Potter, os Goonies, mas também livros clássicos, como A Ilha do Tesouro ou O Gigante de Ferro, e até representantes de weird fiction (um subgênero da ficção fantástica, que tem como principal nome H.P. Lovecraft).

Por isso, chego à conclusão de que nem sempre a influência dá angústia. Muitas vezes, ela vem com gosto de “quero mais”.

Ótimas leituras e ótimas influências pra vocês!

25 de abr. de 2014

Papos de sexta: Um museu para chamar de seu


Nesse último feriadão, de todos os lugares que eu havia planejado estar, um deles – que foi para onde resolvemos ir, em cima da hora – me encantou tanto que voltei de lá como se tivesse saído da Disney. Sou do Rio, mas passei o feriado em São Paulo e, por dica de amigos, fui conhecer o Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz.


Já amei dar de cara, no primeiro piso, com letras de acrílico penduradas. Como uma criança, procurei a letra R maior que tinha, afinal é a inicial do meu nome. No mesmo andar, ao ficar debaixo de quadrados, eram ativadas frases de grandes poetas que se formavam no chão e você não sabia se andava ou se ficava parada. Eu optei por parar e fotografar. Era tanta coisa bacana para ver! Olhei para as janelas fechadas, e o dia nublado fez com que fosse possível ler frases nelas e grudei na de Carlos Drummond de Andrade. Não lembro quanto tempo fiquei relembrando onde já tinha lido cada uma delas e esse era apenas o primeiro andar.

Me deparei com Vinicius, Arnaldo, Tom, Fernando, Dorival e tantos outros que quanto mais lia mais me encantava com aquele lugar.


Fomos então para o piso superior onde podíamos ouvir em vários outros idiomas frases conhecidas, uma experiência bem bacana. E o imenso corredor onde eram exibidos vídeos e entrevistas em diferentes formas de expressão? Não somente poesia, mas também música de vários estilos, de muitas regiões... impossível de ficar parada! Fui andando e me vi do nada dançando forró sozinha! É, pago mico em qualquer lugar.

Depois de tudo isso, deliciosamente me perdi com o namorado no Becos das Palavras onde lindas frases de amor e de separação estavam impressas na parede.

No mesmo andar, o último do Museu, uma fila imensa se formou, e fomos correndo ver o que era. Se já havíamos amado cada pedaço daquela experiência, havia ainda mais naquela sala que lembrava um cinema. Lotada, pessoas de todas as idades prestavam atenção no filme narrado por Fernanda Montenegro; famosos e anônimos recitavam versos conhecidos e alguns que felizmente descobri naquele local. Ao final, a tela levantava, e seguíamos para outra sala onde nos sentamos em círculo.

No teto apareceram imagens de escritores, e, depois, outro cantor ou ator leu trechos de sua obra: Graciliano, Chico Buarque, Gonçalves Dias, João Guimarães Rosa... quando percebemos, já estávamos envoltos em frases lindas e naquele momento único onde nossa língua se refletia nas mais diferentes formas.

Quando pensei no que escrever na coluna dessa semana, não me veio outra coisa que dividir esse momento com vocês! Recomendo a todos, um belo passeio cultural na maior cidade do país ;) 

24 de abr. de 2014

Galera Pop: Séries clássicas - Blossom



Se você tem mais de 20 anos, assim como eu (CALMA AÍ! EU TENHO POUCO MAIS DE 20!!!), deve se lembrar muito bem dessa série. A série, protagonizada pela Mayim Bialik, estreou pela CBS em 1991 e terminou em 1995. Mas nosso querido SBT, que reprisa Chaves até hoje hahahahahaha, passou a sitcom por muitos anos. Não lembro bem a época, mas devo ter assistido por volta de 1998 e nos anos seguintes.

Também desejei muito esses chapéus
da Blossom! hahahaha
Eu era bem novinha, mas lembro da Blossom, dos chapéus malucos que ela e a amiga usavam  (que eu desejava loucamente) e dos irmãos gatinhos dela... Mas, calma, o que foi Blossom mesmo???

A série acompanha uma moça de 15 anos, que mora com o pai e os dois irmãos. Uma família bem pouco tradicional para época, a mãe dela deixou tudo para trás para viver o próprio sonho.

Tudo bem, já temos Full House (Três é Demais) que acompanhou três marmanjos cuidando de três mocinhas. Era engraçado, muitas piadinhas, conhecemos as gêmeas Olsen, blá blá.

Mas a Blossom teve que passar por tudo aquilo “sozinha”, só tinha uma amiga doidinha (e meio bobinha, tadinha hahahaha) e vivendo com os três homens da casa. Você consegue imaginar?  Não tinha internet para você pesquisar suas dúvidas não viu, gente? (Quem nunca???!) Algumas coisas são meio constrangedoras para conversar com o irmão.

Lembro com clareza do episódio em que ela teve a primeira menstruação e teve vergonha de contar para o pai, então, resolveu ir ao supermercado comprar os absorventes e a hora que foi pagar aquela caixinha se transformou EM UMA CAIXA GIGANTE. E ela deu um berro dizendo que não era dela hahahahahah É engraçado vendo, mas imagina se fosse com você?  Não seria tão legal né??!


Blossom não é só mais uma série de uma adolescente tentando passar por aquela fazer awkward que todo mundo já passou (ou vou passar ainda), o corpo mudando, os namoros, dúvidas, o que eu vou fazer da vida... Ela é diferente. Incrível, é uma garota brilhante e sarcástica.

Eu era  bem novinha, mas a Blossom me ensinou muito, e hoje fico feliz por ter assistido ela passar por aqueles momentos constrangedores. Acho que me ajudou a não ter que me constranger tanto quando foi minha época...

Só para lembrar, a Mayim Bialik é Ph.D em neurociência. E hoje, depois de anos fora das telas, voltou como a Amy Farah Fallow, namorada do Sheldon em The Big Bang Theory. TBBT pode até estar meio cansativo, mas adoro matar a saudade da minha amiga Blossom ;)


Fica a dica. Prometo que você vai gostar!

Xxx

Nanda

11 de abr. de 2014

Papos de sexta: Arco-íris literário da Galera

Oi, pessoal!

Voltei com mais um vídeo e mais uma tag adaptada para o blog da Galera Record. Quem acompanha canais literários há um tempo já deve ter visto vários vídeos da tag Arco-íris literário (inclusive no meu canal já tem vídeo que publiquei em março do ano passado). Essa tag foi criada com o nome Rainbow Spines & Covers Book Tag pelo youtuber ArrictineReads e eu não sei quem foi a primeira pessoa a traduzir para o português (mas sei que não fui eu).

Bom, como disse ali em cima, a tag foi adaptada e nela eu fiz um arco-íris usando apenas livros publicados pela Galera. Espero que vocês gostem:


E aí, que livros vocês colocariam no arco-íris de vocês?

Obrigada por tudo e bom final de semana!

10 de abr. de 2014

Design et cetera: Princesa adormecida

Oi gente,

Tudo bem? Reservei algo muito especial para compartilhar com vocês hoje. Como vocês devem saber, vamos publicar em breve o novo livro da Paula Pimenta: Princesa Adormecida.

O livro faz parte de uma série (siiim, ela escreverá outros, uhul!) e é uma recontagem moderna do famoso conto de fadas A Bela Adormecida mas com todo o tempero especial da Paula! Ou seja, é um livro muito, muito especial e a capa tinha que fazer jus à história, não é mesmo?

Geralmente, costumo mostrar aqui as capas prontas e explicar as decisões que tomamos. Mas dessa vez, quero dividir com vocês o processo criativo por trás da capa.

Nesse caso específico, como o livro é uma recontagem, a ilustração da capa tinha que ser clássica E moderna ao mesmo tempo. E como o livro é nacional, a autora teve um papel muito importante e presente em todo o processo de criação.

O briefing que a Paula nos passou pedia que a ilustração transmitisse uma ideia de “sonho”, e que mostrasse a protagonista segurando um celular. Para ilustrar melhor o que ela tinha em mente, a Paula nos mandou essas imagens como inspiração:




A partir disso, entramos em contato com o Renato Guedes, que é um dos nossos melhores ilustradores. Ele nos mandou alguns estudos, e, depois de algumas alterações, chegamos a um esboço que gostamos muito.


Aprovado o esboço, o Renato adicionou cor e finalizou a ilustração. O resultado final tirou o fôlego de todos aqui da editora, e esperamos que tirará o de vocês também:



Lindo, não é mesmo? Mas calma, a capa ainda não está pronta!

Depois de aprovada a ilustração, foi a vez do nosso departamento de Design entrar em ação e layoutar, ou seja, incluir o título, a logo, orelhas, finalizar a capa em si.


Como a ilustração é bastante clássica, escolhemos uma fonte moderna para o título. E como o livro faz parte de uma coleção, criamos um selo Princesas, que deve entrar em todas as capas dessa série. O resultado final ficou (modéstia à parte) muito mais do que perfeito, concordam?

7 de abr. de 2014

Tons da Galera: God Save Queen Kate

E não estamos falando de Kate Middleton, futura rainha da Inglaterra. A britânica em questão é Kate Moss, que deu pinta por aqui nos últimos dias. Para muitos a maior e mais versátil modelo da história, Kate passou alguns dias no Rio de Janeiro (onde bebeu no Baixo Gávea e festejou na boite erótica Barbarela e no bar Londra) antes de seguir para São Paulo para a festa de gala da amFAR, fundação dedicada à pesquisas para a Aids, onde encontrou celebridades como Naomi Campbell (sua amiga íntima), Sharon Stone e Stella McCartney.

Kate estreando peças de sua nova coleção para a Top Shop no Rio, e no baile de gala da amFAR

Descoberta aos 14 anos num aeroporto, Kate chegou baixinha para os padrões da moda (1,70m) e esquálida, o contrário das curvilíneas modelos glamazons da época, como Cindy Crawford e Claudia Schiffer, quando foi responsabilizada pelo estilo heroin chic, que para muitos glorificava o uso de heroína, por causa de seus anúncios da Calvin Klein. Em pleno auge do movimento grunge, Kate formou então com Johnny Depp o casal mais cool do mundo, e também o mais tumultuado. Brigas em hotéis eram constantes, e como tudo que a moça toca vira ouro, recentemente o apartamento que os dois dividiram em Nova York está sendo vendido a uma fortuna como o “ninho de amor do casal grunge original”.

Cara de menina, magérrima e pequena, mas conquistou Johnny Depp

Amiga íntima de Stella e Paul McCartney, David Bowie e de todos (sim to-dos) os Rolling Stones, Kate tem seu lado rock n’roll não só no estilo de se vestir, e já namorou diversos rockstars, sendo o mais famoso caso o com Pete Doherty, do Libertines, com quem foi flagrada por tabloides britânicos cheirando cocaína, e que lhe rendeu o término de vários contratos, uma passagem por clínica de reabilitação, e o fim do namoro. Com o apoio de vários amigos famosos na imprensa, Kate deu a volta por cima e voltou mais forte do que nunca, com roqueiro novo a tiracolo, Jamie Hince, com quem casou numa bucólica cerimonia ao ar livre. 

Com a filha Lila Grace, nascida no começo dos anos 2000, com Pete Doherty lançando moda das galochas, e um final feliz no casamento no campo com Jamie Hince

Ícone da moda e party-girl é pouco. Conhecida por ser quieta e reservada, e muito raramente dar entrevistas, Kate, no entanto, não dorme no ponto. Aos 40 anos recentemente completados, Kate posou para a capa de 60 anos da revista Playboy, e dia 30 deste mês lança mais uma parceria de peças suas com a loja TopShop, uma colaboração que deu muito certo no passado. Kate também tem sua linha de maquiagem com a inglesa Rimmel, de bolsas com a Longchamp, e perfumes com seu nome. Todas, diga-se de passagem, enormes sucessos de vendas. Itens e roupas que Kate usa também se tornam hits instantâneos; foi ela que lançou o estilo boho que virou onipresente nos festivais de música ao ar livre, quando passeou pelo Glastonbury de galochas (que, surpresa, também viraram moda aquele verão). Livros foram publicados em sua homenagem (como o criado por ela mesma e fotógrafos de prestígio, uma retrospectiva de sua carreira, que teve nada menos que 8 capas para escolher, tamanha a dificuldade em se encontrar um só momento icônico da modelo), clipes filmados com ela como musa (como esquecer Kate fazendo pole dance em I don’t know what to do with myself, do White Stripes?), e quadros pintados com sua imagem (Lucian Freud a pintou nua e grávida e a obra foi vendida por quase 4 milhões de libras), tamanho seu prestígio.

Parcerias e mais parcerias, e Kate vai só engordando o cofrinho

Xodó dos mais importantes estilistas do mundo, como Ricardo Tisci da Givenchy (que fez um vestido sob medida especialmente para ela usar na festa da amFAR) e John Galliano (que fez seu vestido de noiva e de quem ficou ao lado após o escândalo que acabou com sua carreira), Kate não dá indícios de querer parar tão cedo, e tem uma irmã e uma filha (ambas lindas, e quase idênticas a Miss Moss), seguindo mesmos passos. A gente não quer que você pare nunca, Kate!

Selecionar uma foto boa só é difícil demais pra quem sai bem em todas! Então por que não lançar um livro com 8 capas e deixar o consumidor com essa dúvida cruel de qual escolher e levar para casa?

4 de abr. de 2014

Papos de Sexta: É dia de feira!

O calendário de feiras literárias de 2014 teve início, oficialmente, em janeiro, mas a agitação tomou conta do mercado editorial em março, com a Feira do Livro de Bolonha. Considerada a maior e mais importante feira de negócios do segmento infantojuvenil, ela oferece exposição não apenas para autores e editoras, mas também para ilustradores (nos livros infantis, as imagens ajudam a contar a história e são tão importantes quanto as palavras).

Crédito: Bologna Book Fair

O Brasil foi o convidado de honra desta edição, cinco meses depois de ter sido homenageado na Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento literário do planeta! Bacana ver nosso país despertando tanto interesse do mercado internacional, né?

E por falar na Feira de Frankfurt, ela retorna no início de outubro como o principal evento para licenciamento de direitos autorais. Não menos importantes são a Book Expo America (BEA), que acontece no final de maio e oferece a maior seleção de títulos de língua inglesa, e a Feira do Livro de Londres, na semana que vem, que atrai os profissionais da indústria do livro com uma programação intensa e diversificada.

De julho a agosto, a atenção volta-se para o mercado nacional com a realização da FLIP — Festa Literária Internacional de Paraty —, que colocou o Brasil no circuito dos festivais de literatura ao promover o encontro de autores internacionais com personalidades do setor cultural, e da Bienal do Livro de São Paulo, considerado o terceiro maior evento editorial do mundo!

A indústria do livro é de longe a maior indústria criativa, e as feiras são uma importante plataforma de trabalho. Esses são os principais eventos e, como vocês perceberam, mal dá tempo de recobrar o fôlego entre um e outro. O ritmo é puxado não só para os editores, que comparecem para fortalecer suas redes de contatos e negociar a compra e venda de títulos, mas também para os colaboradores que daqui analisam os manuscritos e dão seus pareceres (os leilões de livros são frequentes, assim como as noites em claro ;)

Participar do circuito internacional de feiras literárias — seja como autor, editor ou colaborador — exige disciplina, responsabilidade e sobretudo conhecimento do mercado, mas a oportunidade de identificar as tendências editoriais e de descobrir novos talentos da literatura é ímpar!

Então, vamos à feira?

3 de abr. de 2014

Galera entre letras: Que tipo de livro você é?


Dia desses, estava olhando uns sites pela Internet e me deparei com essa ilustração no blog Nalia’s World.

Então comecei a pensar no tipo de livro que eu seria... por trabalhar com livros e por incluir na minha formação acadêmica as tais “humanidades” (no meu caso, jornalismo, filosofia e pinceladas de história da arte), considero importante conhecer os diversos “gêneros” da ficção e da não ficção, e até me considero uma boa conhecedora do mercado editorial. E quando os amigos me pedem dicas, eu sou aquela que costuma indicar desde livros mais românticos até uma não ficção mais “dura” e realista (do tipo “mundo cão” mesmo). Ah! E eu só indico livros que já li ou ao menos folheei!

Foi então que comecei a pensar nos livros físicos ou digitais que estão perto de mim (ou que estão no Kindle, que está perto de mim, rs), naqueles que eu leio ou folheio antes de dormir ou que, no caso de livros físicos, eu simplesmente gosto de pegar. Sim, eu adoro o contato do papel com a minha pele e ainda acho que cheiro de livro é o terceiro melhor cheiro do mundo: o primeiro é, óbvio, o de café fresquinho e o segundo — e talvez não seja tão óbvio assim — é o de bolinho de bacalhau que acabaram de fritar!

Aí resolvi olhar na minha mesa de cabeceira, do lado direto da cama. Os livros que estão lá e que são os que eu leio ou folheio com mais frequência são:

- um livro intitulado Fairy Tales. A New History, da Ruth Bottingheimer, que é bem útil pras pesquisas sobre contos de fadas;
- o volume 4, das “Crônicas Saxônicas”, do Bernard Cornwell. Não é fantasia, é ficção histórica, mas tem cenas épicas de batalha, e esta série em particular tem um dos projetos gráficos mais bonitos entre os livros dele;
- um livrinho de Charles Dickens, intitulado On London, com os artigos que ele publicava sobre as caminhadas noturnas em Londres;
- outro livro de não ficção e bem acadêmico, Fantastic Literature. A Critical Reader, organizado por um especialista da área, David Sandner;
- um livro com os romances de um dos meus autores preferidos, Kurt Vonnegut, que tem muito a ver com ficção científica;
- um clássico que acho que nunca foi traduzido, mas que vale muito a pena ler: I Capture the Castle, de Dodie Smith (pra quem não conhece a Dodie, ela é a autora de 101 Dálmatas, e na minha edição, ninguém menos que J. K. Rowling apresenta o livro, dizendo que ele tem uma das melhores narradoras que ela já conheceu).


Bom, eu acho que nem preciso dizer que tipo de livro eu sou, né?!

Gosto muito mesmo dos livros de fantasia e, sim, às vezes, eu me vejo salvando o mundo ou liderando exércitos (e não me importo nem um pouco se as batalhas ocorrerem no futuro). E, talvez, entre uma batalha e outra, ou entre uma viagem e outra (eu adoro perambular por aí!), quem sabe eu abra um intervalo para um romance (vampiros não são o meu tipo, mas elfos com arco, flecha e espadas parecem ótima companhia!).

E o mais engraçado é o fato de os meus melhores amigos também serem leitores de ficção fantástica e gostarem de batalhas épicas. No fundo, acho que as pessoas parecidas acabam se atraindo!

Mas, e quanto a vocês? Que tipo de livro vocês são?!

28 de mar. de 2014

Papos de Sexta: Uma história que daria um livro

Eu tinha uns 11 anos quando os conheci. Naquela época era o máximo assistir MTV, e eu nem imaginava que iria ao meu primeiro show de Rock, até porque meu sonho até então era ir ao show de uma banda chamada New Kids on the Block. Eles também estariam no mesmo festival, mas, naquele ano, meu pai estaria trabalhando com uma banda que eu nem conhecia. Apesar disso, no jornal só se falava deles: Guns n´Roses.
Se você não se lembra do New Kids basta dizer que eles eram o que os Backstreet Boys, o N´sync, ou o One Direction, foram ou são no quesito "as mina pira". Eu nem lembro direito como meu pai me convenceu a ir com ele no ensaio. Estava um sol escaldante, e eu lá no palco via meu pai trabalhar horas e horas. Lembro de um ruivo passando em um roupão de banho, de uns caras tatuados... depois de uma hora de ensaio eu nem lembrava mais o que era um "Step by Step" (música mais famosa do New Kids). Eu estava fissurada por aquela banda e aguentei firme e forte até o show, que terminou de madrugada. Infelizmente, na hora do show da banda, menores não podiam estar no palco, então meu pai chamou minha tia para ficar comigo nas cadeiras do estádio enquanto ele continuava lá monitorando.
Desse dia em diante eu não queria saber de outra coisa: eram CDs comprados, livros e pôsteres por todo o quarto, todos bem caros porque eram importados. Meus pais ficaram impressionados em como eu comecei a tirar notas boas no inglês: eu me esforçava para entender as letras e ler as biografias, então não poupava nos estudos com as letras do Guns n' Roses.
No ano seguinte eles viriam ao Brasil de novo, e eu queria muito ir ao show. Chorei muito quando minha mãe disse que não me levaria de jeito nenhum. Foi então que em um almoço de domingo, no qual sempre comíamos na casa de meu falecido avô, ele apareceu na sala com uma camiseta muito apertada da banda, uma bandana na cabeça, um anel de caveira que mal dava nos seus dedos gordos e um ingresso na mão dizendo que amava a banda e que ia levar uma pessoa especial no show com ele.
Eu chorava muito e choro até hoje com saudades do meu avô e desse seu ato. Fui ao show com a esposa dele e claro que foi mágico.
Passados os anos a banda ficou um bom tempo sem vir ao Brasil, e os integrantes foram mudando um a um. O retorno deles ao país só aconteceria em 2001! Jamais deixei de ouvir as músicas deles. Fazem parte da minha vida. A cada fora do ex eu ouvia "Don´t Cry", todo namoro que começava eu já sonhava em entrar na igreja com "November Rain" e, quando estava com raiva, eu colocava nas alturas "You could be mine". Se a vida da gente tem trilha sonora a minha era essa.
Em 2010, 2011 e agora em 2014 eles voltaram ao país; já assisti a todos os 6 shows deles. Nunca consegui chegar perto do rebelde vocalista que não curte muito contato com os fãs, mas sempre que sei o hotel vou atrás dos demais membros e é sempre tão emocionante ser recebida por eles! Cada autógrafo, cada sorriso perguntando o nome ou qual minha música preferida... é como se eu estivesse nas nuvens. Sabe aquelas coisas que acontecem que preciso me beliscar?

Essa coluna não foi falando de livro - apesar de ter mais de 10 livros deles! rs - mas sim da banda que amo, daquela que, mesmo passado o tempo, é só eu ouvir que me sinto com 11 anos outra vez. Se você é fã de alguém assim, sabe do que estou falando. Esse texto é em homenagem a todos os integrantes da banda chamada de "mais perigosa do mundo" sejam os atuais ou exs, porque todos moram no meu coração <3>

24 de mar. de 2014

Tons da Galera: Forever 21

O assunto mais comentado nas últimas semanas pelo pessoal que gosta de uma comprinha sem dúvida foi a chegada da fast fashion Forever 21 no Brasil. Primeiro em São Paulo, no Morumbi Shopping, onde vendeu o dobro do esperado no primeiro dia, e, depois, no ultimo sábado, no Village Mall do Rio de Janeiro, que recebeu mais de 2 mil pessoas e precisou pedir pelo Facebook que as clientes não aparecessem mais naquele dia, pois a capacidade de atendimento estava esgotada, sabe-se lá o que isso significa. Foi o estoque que zerou? Provavelmente.

Mas por que tanto alvoroço? Bem, diferentemente de marcas como Sephora e Top Shop, que chegaram aqui com preços beeeem mais altos que os lá de fora, o mínimo que a gente esperava é que a Forever viesse num patamar de preços de uma Zara ou Renner, na melhor das hipóteses. Mas a americana fez mágica e chegou aqui com preços dignos, como camisetas a R$8,50 e calças jeans a R$34. Coisa para Becky Bloom nenhuma botar defeito. Aliás, as filas do lado de fora do shopping e da loja nos fizeram lembrar muito desse post aqui e daqueeeeele vídeo assustador da “liquidação” de Alexander Wang, onde era tudo de graça.


Prestes a abrir: momentos de mais tensão do que tentar pegar o metrô rio na hora do rush

A próxima a desembarcar aqui é a sueca H&M, o que comprova que o fenômeno Fast Fashion está só começando no país, e deixando claro que as marcas made in Brazil vão ter que correr atrás para competir, se os nossos loucos impostos não forçarem as gringas a aumentarem logo logo os preços.

O engraçado é que na Europa e Estados Unidos, o Fast Fashion tem perdido espaço para consumidores que preferem agora investir numa peça clássica de alta qualidade e duração em vez de dez roupitchas do tipo usei-6-meses-e-joguei- fora. H&M e Zara internacionais já lançaram linhas mais caras com tecidos de mais qualidade, tecnologia e ecologicamente corretos, para não comer poeira. Outro ponto é que depois de tantas colaborações de grandes designers como Karl Lagerfeld, Missoni e Isabel Marant com marcas fast fashion, e de por aqui a C&A ter lançado 11 dessas colaborações só no ano passado (ou seja, quase uma por mês), o que era exclusivo está virando trivial, e as fashionistas mais radicais estão torcendo o nariz para a hipótese de (OK, fato) começarem a cruzar por aí com muitas outras meninas vendidas com suas produções “compradas numa loja em Nova York”, que elas tanto adoram dizer por aí.

21 de mar. de 2014

Papos de sexta: A garota que queria falar sobre livros

 Pensei no que escrever no Papos de Sexta desse mês e resolvi abordar um fato que me deixou muito feliz. Tive a oportunidade de participar do Piquenique para parceiros da Galera Record, realizado no último domingo, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Além de o evento ser muito bacana, a ocasião me fez pensar em como comecei minha jornada com eventos literários.

O piquenique da Galera foi como os que são descritos nos livros: céu azul, toalha quadriculada no chão, comidinhas, picolé e bebidas geladas, cupcakes e a melhor companhia. A equipe do Grupo Editorial Record apresentou os lançamentos que já começaram a aparecer nas prateleiras das livrarias e também o que ainda está por vir. Eu, pálida que só, fiquei observando o evento de um lugar na sombra, sorrindo a cada “aaawwwnnnn” que as blogueiras soltavam ao falar de “Um Caso Perdido – Hopeless” ou questionar como seria a vinda da Cassandra Clare para o Brasil.

Aí, a cada lançamento comentado pela equipe, era mostrado um cartaz com a capa do livro. E as blogueiras tiravam fotos como se fossem estivessem vendo pop-stars! Isso me deixou muito feliz!

Vocês podem estar achando que sou maluca, mas faço eventos literários há mais de dez anos e lá atrás, quando comecei, pedir espaço em uma livraria para montar um evento era novidade, era coisa que só se fazia se o autor fosse muito conhecido e estivesse presente. Mas eu ia lá, às vezes sozinha, às vezes com amigos, dizia que era para reunir fãs, discutir o livro, conhecer gente nova. Foi assim que comecei, evento a evento, livro a livro e hoje, mais de uma década depois, ver os olhinhos de leitores brilhando ao mencionarmos exemplares que estão por vir me enche de orgulho!


Não, não sou autora ainda, nem trabalho formalmente no meio editorial, mas gosto de pensar que ajudei a formar alguns leitores, que auxiliei na criação do que hoje se tornou um hábito de muitos: fazer eventos de fãs, lançamentos, Clube do Livro, ler! Meu trabalho foi um tijolinho nessa estrada linda que leva a histórias incríveis, a amizades, ao conhecimento e que, graças a Deus, não tem um destino apenas, nem data ou lugar para acabar.

E a cada passo dado, mais gente se junta a essa jornada, fazendo mais e mais eventos e blogs, e lendo mais livros. Somos todos leitores, andando juntos em busca de mais páginas e até escrevendo as nossas próprias histórias. Somos personagens em um livro que é uma obra para sempre aberta e isso é lindo demais!

Obrigada, equipe da Galera por acreditar no meu trabalho e me fazer sentir parte da “galera”. Obrigada às blogueiras, aos leitores, aos autores, às equipes das livrarias e a todos que acreditaram em uma menina que queria falar sobre livros. Desejo a todos uma ótima leitura e que o assunto nunca acabe.

20 de mar. de 2014

Galera entre letras: O Mordomo nem sempre é o Culpado...

Na última coluna eu falei um pouco da questão dos direitos autorais e de como isso tinha importância no caso de autores e obras ou personagens que ficaram famosos.

Um desses personagens que ficaram tão famosos, mas tão famosos, que algumas vezes até superam em importância o próprio autor é Sherlock Holmes.

Eu contei pra vocês sobre o movimento “Free Sherlock” e a decisão judicial de que as obras de Conan Doyle sobre o detetive de Baker Street (que equivalem a mais ou menos três mil páginas escritas) estão em domínio público agora nos EUA.

Mas nem o fato de haver tanta disputa em torno dos direitos da obra, nem o rigor do “estate” de Conan Doyle na hora de avaliar as adaptações impediu que Sherlock Holmes se tornasse um dos personagens mais adaptados da história da literatura. Só pra vocês terem uma ideia (não é uma pesquisa rigorosa nem exaustiva, mas já dá uma noção do que eu estou falando), a página da Wikipédia em português cita 227 adaptações das histórias de Conan Doyle para o cinema e a televisão, de 1900 até 2011!

Aliás, vocês sabiam que Sherlock Holmes também faz parte do catálogo da Galera Record?! Pois é. A autora Tracy Mack, apaixonada pelo detetive, escreveu histórias bem divertidas com o personagem, que fazem parte da coleção “Sherlock Holmes e os Irregulares de Baker Street”.

Mas uma das adaptações mais interessantes que já foram feitas deste personagem que “nasceu” em 1887 (em plena época vitoriana, portanto!) é justamente uma adaptação que traz Sherlock Holmes para os nossos dias! Já sabem de que série estou falando?! Elementar, meus caros! Da série Sherlock, produzida pela BBC, e criada por Steven Moffat, atual roteirista e produtor de Doctor Who, e Martin Gatiss, o Mycroft da série, ninguém menos que o irmão mais velho de Sherlock Holmes.


E por que a série é tão interessante? Primeiro, pelo elenco.

Sherlock Holmes é interpretado por Benedict Cumberbatch, um ator extremamente versátil que, na vida pública, é conhecido por suas brincadeiras (não viram ainda a aparição do U2 no tapete vermelho do Oscar, com direito a photobomb do Cumberbatch? (Então vejam correndo!) e Martin Freeman, que faz o Watson (e ficou muito conhecido pelo papel de Bilbo Baggins, na trilogia O Hobbit).

A dupla é bem afinada, a tal ponto que muita gente torce para que Sherlock e Watson acabem formando um casal.

Os recursos narrativos também são interessantes. Um pouco à maneira de Doctor Who, o enredo de Sherlock mistura ações rocambolescas com um pouco de drama e várias surpresas (já viram o final da terceira temporada?!) e é muito legal ver como eles tornaram “visíveis” as deduções do detetive, inserindo elementos gráficos na imagem, como dá pra ver aqui:


O que seria um longo discurso de Sherlock, mostrando todo o processo dedutivo, acaba virando um momento de interação com o personagem. Não sei vocês, mas eu sempre dou pausa nessas horas pra poder visualizar todas as palavras ou elementos da cena, rs


E, óbvio, esses são apenas alguns detalhes que tornam a série tão incrível! Aqui vocês podem conferir curiosidades sobre Sherlock (em inglês). 

Minibio:

Ana Resende trabalha como preparadora de originais e tradutora, e é colaboradora da Galera Record, entre outras editoras. Workaholic assumida,
raras vezes ela acha que o mordomo é o culpado.
Facebook: hoelterlein

14 de mar. de 2014

Papos de sexta: Jennifer E. Smith!


Olá, pessoal! Voltei aqui no Blog da Galera para falar um pouquinho sobre uma autora que conheci no começo de 2013 e que ganhou um espacinho especial não só na minha estante como também no meu coração: Jennifer E. Smith (e contar uma boa notícia). Jennifer E. Smith já tem 5 livros publicados lá fora (já tem mais um chegando!) e acredito que não foi por acaso que a conheci pelo seu "livro de nome grande" - The statistical probability of love at first sight - que mais ou menos um mês depois que eu li foi publicado no Brasil pela Galera Record em uma edição linda com o título traduzido literalmente: A probabilidade estatística do amor à primeira vista (eu simplesmente amo o nome desse livro).

A história desse livro é narrada em terceira pessoa e se passa em nada mais que 24 horas. Sim, Jennifer E. Smith conseguiu mostrar o quanto um dia pode ser significativo na vida de uma pessoa. Nela conhecemos Hadley, uma garota que não está nem um pouco animada para entrar em um avião rumo a Londres para o segundo casamento de seu pai e acabou perdendo o vôo por causa de 4 minutos. E foi por causa desse pequeno atraso que ela conheceu Oliver, um garoto que também estava indo para Londres.

Embora o título e essa pequena introdução nos façam pensar que o livro fala sobre a história de amor de um jovem casal, ele vai muito além disso. Jennifer trabalhou também questões como a relação de Hadley e Oliver com seus respectivos pais, e isso tornou a história muito mais rica. No final das contas, além de ter me encantado com o Oliver, me encantei com o livro e fiquei ansiosa para ler outros livros da autora; e foi exatamente o que fiz no começo desse ano: li This is what happy looks like. E sabe qual é a boa notícia do final do post? A Galera Record vai lançar esse livro também! Estou superanimada para para saber como será a edição brasileira (que vai ser linda eu já sei).


13 de mar. de 2014

Design et cetera: Capas da Meg Cabot

Oi galera, tudo bem? No post de hoje vamos homenagear uma das autoras mais divas da casa, a incrível Meg Cabot. Autora de vários sucessos YA e middle-grade, ela já escreveu diversas séries e conta com uma legião de fãs pelo mundo inteiro. A Galera publica os livros dela aqui no Brasil e desenvolvemos todo um projeto gráfico especial para cada uma das séries.

A primeira sobre o qual quero falar é A Mediadora. As capas gringas têm esse visual mais computer art, vetorial, que estavam muito em voga no começo dos anos 2000. Não desgosto dessa estética, mas confesso que o fato da ilustração mostrar uma mulher sem face me deixa um pouco incomodada:

Algumas coisas sobre design são subjetivas, mas em geral, eu acho que essas capas acima não parecem ser de uma autora tão prestigiada quanto a Meg. Só porque os livros são para o público jovem, não significa que as capas tem que ser bobas, né? Na hora de desenvolvermos a nossa versão, tentamos transmitir um visual um pouco mais sofisticado para as capas, algo condizente com o sucesso da autora e acho que usar a fotografia, nesse caso, deu um ótimo resultado <3>

Concordam?

Outro exemplo é a série Desaparecidos. Mais uma vez, as capas originais apresentam essa estética vetorial.


Tem um quê de mangá e apesar de serem até detalhadas, na minha opinião, não transmitem o peso e sofisticação que a Meg merece. Além isso, apesar de retratarem a mesma menina, acho que faltou um pouco de unidade e padronização, tão fundamentais se tratando de uma série. Por isso, aqui vai nossa versão:

Mais uma vez, optamos pela fotografia em vez da ilustração e mantivemos uma unidade nas cores.



Mas nem sempre a fotografia é a solução. No caso da série As aventuras de Heather Wells, fizemos o caminho inverso. As capas originais eram fotográficas, mas o nosso projeto usou ilustrações

Mas assim como acontece em outros casos, quando a capa original é bonita, nós não temos problema em comprar a arte. E foi o que fizemos na série Cabeça de vento:




Afinal, cada caso é um caso e sempre pensamos no que vai funcionar melhor para o livro, série e autor em questão.

<3>

12 de mar. de 2014

Galera Pop: Séries que viraram filmes


Com o filme de Veronica Mars, patrocinado pelos fãs, chegando ao cinema, não tem como não ficar com saudades da série. Vocês conhecem?

Veronica Mars foi uma série da CW, no ar por três temporadas, que mostrava a vida de uma estudante do ensino médio que fazia “bicos” de detetive nas horas vagas. Mas calma aí, a história não é tão boba quanto a sinopse faz parecer. Logo no primeiro episódio, a gente fica sabendo que Veronica era uma menina popular, com um namorado bonitinho, uma melhor amiga legal e uma família (aparentemente) perfeita. Então a amiga aparece morta, a mãe a abandona e o namorado dá um pé na bunda sem maiores explicações. Pesado. A moça usa suas habilidades investigavas para tentar descobrir quem matou a amiga, e aí somos levados por uma temporada cheia de segredos revelados intercalados com as tiradas maravilhosas da Veronica. É um drama adolescente nem um pouco clichê. Incrível.

Veronica Mars acabou em 2007, mas os fãs pediram tanto que conseguiram um filme! Todo o elenco topou (achei lindo isso!) e, com o dinheiro arrecado pelos próprios fãs, Veronica Mars - O Filme chega aos cinemas americanos dia 14 de Março.

Essa não é a primeira vez que isso acontece, como comentei naquele post de filmes que viraram séries (http://galerarecord.blogspot.com.br/2014/01/do-cinema-para-tv_15.html ), várias outras produções para as telinhas foram parar nas salas de cinema.  

Sex and the City


Carrie e suas amigas chiques de NY foram um sucesso tão absurdo nos anos 90 que já renderam dois filmes depois que o show chegou ao fim. E estão rolando alguns boatos que um terceiro filme pode ser produzido. Vamos aguardar.

Charlies Angel’s (As Panteras)


Esse é um caso bem peculiar, as moças que combatiam os crime com muito glamour foram primeiro parte de um seriado dos anos 70. Depois, em 2001 chegaram às telonas trazendo Drew Barrimore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Por fim, decidiram fazer uma nova série em 2011, essa não deu muito certo.


21 Jump Stret (Anjos da Lei)


A série que trouxe Johnny Depp ao estrelato (OBRIGADA!) contava a história de policias que se infiltravam em escolas para prender jovens infratores, e fez sucesso nos anos 80.  Em 2012, um remake foi lançado trazendo Jonah Hill e Channing Tatum como protagonistas. Eu não vi o seriado, mas assisti ao filme e posso garantir que vale muito a pena! Ri do inicio ao fim e fiquei querendo mais. Sorte a minha que a segunda parte estreia nos cinemas ainda esse ano.

Betwitch (A Feiticeira)


Infelizmente a adaptação para o cinema da série dos anos 1960, A Feiticeira, foi um fiasco. A versão de 2005 com Nicole Kidman e Will Ferrell foi, sendo bem simpática, uma vergonha alheia! Uma pena mesmo, sendo que o seriado da bruxa-dona-de-casa Samantha foi um marco da época e durou 8 temporadas.

Quais séries você acha que deveriam virar filme?

xoxo


Nanda

10 de mar. de 2014

Tons da Galera: Paris Fashion Week Outono 2014

Como a semana de moda de NY, da qual falamos há algumas semanas, a maior parte das coleções pareceu mais sensata e mais usável que nas últimas temporadas. Itens como o moletom (onipresente), casacões quase como casulos, franjas, tons pasteis (nada mais adequado para o berço da LaDurée), muita textura e Cara Delevigne (onipresente) se repetiram nas passarelas francesas.

Inevitáveis  maluquices ficaram a cargo dos acessórios: de bolsas em formato de cesta de supermercado Chanel, a micro-bolsa em formato de baú da Louis Vuitton. Saldo final: nenhum protesto ou desconhecido de tanga e coroa na cabeça correndo pela passarela. Ufa!


Uma bem vinda “novidade” (copiada dos anos 60) foi o Mod, combinado a calçados de glitter, botas de cano longuíssimo e meias calças pretas na Saint Laurent. O estilo favorito de Twiggy também marcou a primeira coleção de Nicholas Gesquiére para a Louis Vuitton.


Numa vibe mais comfy,  moletons e tricôs enooormes e confortáveis na Stella McCartney, Balenciaga e Kenzo. Na Miu Miu, ninguém registrou muito bem o que aconteceu, porque Lupita Nyong’o aterrissou na primeira fila horas depois de sair vencedora do Oscar, e se sentou e tirou selfies com ninguém menos que Rihanna. Tudo bem, não sejamos injustos. A outra grife de Miuccia Prada também veio com estilo 60s e Mod com tons pasteis e elementos como plástico.


E por fim, mais uma vez Karl Lagerfeld conseguiu se destacar com o desfile da Chanel, realizado num cenário de colorido supermercado, onde os convidados podiam brincar de passear pelas prateleiras e encher seus carrinhos de leite, espaguete e bolsas Chanel 2.55 de 3 mil dólares cada. Tudo devidamente devolvido na saída, claro.