
Desde criança você já tinha o desejo de se tornar o que é hoje? Se não, quais foram as profissões que passaram pela sua cabeça?
Raffa: Não, eu sonhava ser jornalista, tanto que me formei nisso e nem sabia que a área de Relações Internacionais existia. Ainda tenho um carinho grande pelo Jornalismo mas RI é minha grande paixão e amo no que trabalho.
Frini: Sempre quis ser atriz. Na época de escolher a faculdade, fiz Jornalismo de manhã e Artes Cênicas à noite, porque minha família insistiu que, se eu fosse fazer teatro, precisava de um plano B. O plano B se tornou meu plano A, porque, sinceramente, não tive paciência para correr atrás de testes. E com Jornalismo, a vida fluiu. Não sabia que tinha cabeça de jornalista até estar no meio da matéria e raciocinar em pautas. É orgânico pra mim e isso foi uma surpresa. Trabalho em comunicação empresarial hoje, mas estou sempre pensando em alguma entrevista. Minha cabeça não desliga! Reclamo de ter sempre muita coisa para escrever, mas, na verdade, quando não tenho, descanso uns dois dias e começo a catar mais coisa de novo. É vício!
Vivi: Mais ou menos. Eu queria ser cantora... já pensei em outras profissões também, principalmente cinema, mas nunca levei tão a sério como eu levava a paixão por cantar. Eu era muito nova ainda quando decidi que queria escrever livros... mas só agora tive a oportunidade de me dedicar.
Pam: Nossa, eu cresci mudando de profissão. Já quis ser professora, bióloga, jornalista, designer, analista de sistemas, atriz... e hoje, faço faculdade de Publicidade e Propaganda. Sendo que eu parei o curso de Sistemas de Informação no 5º Semestre.
Pam pergunta para Raffa: Qual situação mais inusitada que você já passou ao conhecer um ídolo/famoso (seja escritor, ator...)?
Raffa: Já levei muito não, mas principalmente de atores né. Mas a situação mais inusitada foi quando eu tinha 13 anos, faltei aula para ficar na porta do hotel o dia todo porque o Aerosmith estava nele. Aproveitei que a garagem do hotel estava aberta e me escondi com uma amiga. Era a garagem de cargas e eu ouvi que eles sairiam por ali. Calculo que eu fiquei no meio do lixo, deitada atrás de um caminhão deitada por mais de cinco horas! Quando eles finalmente saíram, eu tava muito mal cheirosa! Eles acenaram, o Steven Tyler deu um tapinha na minha cabeça e eu nem lembrei de tirar fotos! Quando me toquei, eles estavam de costas, tirei mesmo assim, a emoção dele encostar em mim eu lembro até hoje! Mas hoje em dia não faria isso de novo! (risos)
Se tivesse que listar as 3 coisas mais legais que o mundo literário lhe trouxe quais seriam?
Vivi: Amigos – definitivamente -, aprendizado/amadurecimento, tendo em vista a profissão que escolhi, e memórias inesquecíveis! *brega mode on*
Pam: Amigos, oportunidades e experiências maravilhosas.
Raffa: Amigas, eventos literários e fazer parte dessa coluna :)
Frini: Amigos, oportunidades de crescimento profissional e pessoal, habilidade para ler nas entrelinhas.
Frini pergunta para Vivi: Como está sendo a sua rotina de escritora? Deu medo na hora de largar tudo para correr atrás de um sonho?
Vivi: Ish, se eu me empolgar para responder essa pergunta, não vai caber na internet tantas palavras (risos!). Resumindo, minha rotina de trabalho é essa: escrevo de manhã (5 a 10 páginas por dia) e trabalho à tarde com os freelas de revisão, copidesque, orelhas e textos de capa (que além de pagarem minhas contas, eu aprendo cada vez mais). Também faço exercícios diários: me obrigo a escrever sobre várias outras coisas que não tenham nada a ver com o livro (isso faz bem!) e é por isso que eu tenho meu blog; projetos como “Palavra do dia”, entre outros. Quando não consigo trabalhar de casa (nem sempre é possível quando se mora com a família ainda), procuro refúgio num café perto de casa e o trabalho flui que é uma beleza. É só ficar longe da internet por uns minutos que eu consigo produzir. ;) Se deu medo largar tudo? Com certeza! Ainda dá, constantemente. Cada dia é mais um de produção e menos um que eu poderia estar no mercado de trabalho fazendo meu nome e garantindo o meu futuro. Um sonho pode custar caro, muito caro, mas estou disposta a pagar para ver.
Qual o livro que mais te tocou e por quê?
Raffa: O livro que despertou minha paixão pela leitura foi " Olhai os lírios do campo" de Erico Veríssimo. Foi paixão a primeira lida, a história linda mexeu demais comigo e a partir dele eu nunca mais parei de ler.
Vivi: Essa é difícil. São tantos e em épocas tão diferentes... Hobbit foi extremamente importante, pois li quando tinha 12 anos e foi o meu primeiro livro de ficção fantástica. Fronteiras do Universo marcou uma época turbulenta e que eu precisava muito de ‘magia’, rs, e foi o que tive ao ler os três livros da trilogia de Philip Pullman. Senhor dos Anéis, é claro, e Harry Potter. Fui tocada por esses, principalmente.
Pam: É difícil responder, pois vários livros marcaram diferentes épocas por diversos motivos. Harry Potter marcou minha adolescência. Mas o livro mais tocante atualmente é Jogos Vorazes. Li em uma época que eu estava formando o caráter adulto, deixando para trás a despreocupação, para focar no meu futuro e o que eu seria daqui pra frente. O livro me fez dar a devida importância a assuntos que eu tinha conhecimento, mas não via o motivo de me preocupar até então.
Frini: Tenho um trio de livros que amo demais. São eles “O Apanhador no Campo de Centeio” ( “Catcher in the Rye”, de J D Salinger), “O Sol É para Todos” (“To Kill a Mockingbird”, de Harper Lee) e “Duas Vidas, Dois Destinos” (“Jacob Have I Loved”, de Katherine Paterson). Li os três na escola e os amei intensamente por razões diferentes. E Harry Potter, claro!
Pam pergunta para Frini: Como você começou a mediar eventos literários e como foi mediar um na Bienal do Livro do Rio de Janeiro?
Frini: Descobri que curtia mediar eventos com Harry Potter. Comecei fazendo parte de uma organização que montava eventos de lançamentos de livros e DVDs da saga. Na época, não era normal ter eventos para lançamentos de livros assim, então criamos os nossos levando em consideração o que gostaríamos de fazer. Deu certo e escalamos para eventos maiores. Minhas palestras agradaram e eu curti conversar sobre livros. Quando li Crepúsculo, integrei a organização de eventos sobre a saga no Rio e conheci a galera da Saraiva e das editoras. Aí começaram a me chamar para apresentar eventos de outros livros e isso foi escalando até o Clube do Livro Saraiva Rio de Janeiro surgir. Deu certo e a fórmula está sendo repetida em várias unidades no País. Tenho muito orgulho disso! Já a Bienal foi a cereja no topo do bolo! O pessoal da Galera Record me indicou para mediar a Conexão Jovem com Lauren Kate. Já havia entrevistado Lauren para a Folha de S. Paulo e estava muito empolgada com a oportunidade da Bienal. O evento foi incrível! A Lauren é um amor, o pessoal da Galera e da Fagga foram muito maneiros e para mim foi uma experiência sensacional! Mediar um evento na Bienal foi realmente um sonho realizado. Espero que o pessoal tenha curtido o suficiente para me chamar de novo
Se você pudesse fazer uma pergunta para algum autor (a) já falecido (a) para quem e qual seria?
Raffa: Faria para Margaret Mitchell , autora de " E o vento levou". Perguntaria se na vida real ela gostaria de ter tido um marido apaixonado como o capitão Rhett Butler.
Frini: William Shakespeare. “Sr. Shakespeare, como é o seu processo de criação e de desenvolvimento, qual o seu trabalho/peça preferida, por quê cada personagem tem uma falha trágica e como as escolhe para cada situação, tinha ideia de que milhões de pessoas, séculos após sua morte, adorariam e estudariam o seu trabalho?” O quê? Se não tem ponto de interrogação até o final - e você falar muito rápido isso - é uma pergunta só.
Vivi: Para Tolkien, é claro. A pergunta seria ‘Balrogs têm asas?’.
Pam: Para o Machado de Assis: "Afinal, Sr. Assis, Capitu traiu ou não traiu Bentinho?"
Qual autor você já teve a chance de ver de perto e mais te marcou e qual você faria de tudo para ter um segundo ao lado?
Raffa: Meg Cabot, Anne Rice e Cecily Von Ziegesar foram inesquecíveis acho que não consigo escolher só uma! Um segundo ao lado só penso em um nome: Stephen King!
Pam: Tive poucas chances de ver autores por morar no interior de SC. A melhor experiência foi o convite da Galera Record para o café com a Lauren Kate, assim bem de pertinho e com várias pessoas que eu admiro. Foi muito legal! Eu faria de tudo para ter um segundo ao lado de J.K. Rowling, sem dúvidas (ó, clichê).
Vivi: Bernard Cornwell, na Bienal de 2009 – RJ. Não consegui senha para a palestra dele e fiquei arrasada. Mesmo assim, esperei na fila como quem não queria nada até ouvir o nome dele sendo pronunciado; foi quando saí correndo para o início da fila, me esgueirei por entre as pessoas e fiquei cara a cara com o autor, a menos de dois metros de mim, no máximo. Eu tinha uma câmera na mão, uma câmera que não era minha, e pensei rápido. “Mr. Cornwell!” chamei. Quando ele olhou perguntei se eu podia tirar uma foto dele e ele sorriu sacudindo a cabeça. Que anjinho! Mega fofo! Tirei a foto e nunca vou me esquecer daquele momento. E o autor que eu daria tudo para ter conhecido e ter ao meu lado para que eu pudesse fazer três perguntinhas sequer, rs, é J. R. R. Tolkien, meu ídolo e professor (mesmo que ele nunca venha a saber). Vivo seria Philip Pullman.
Frini: Graças ao trabalho e ao fan(atismo), já pude ver vários autores de perto. Não sei dizer qual mais me marcou, porque cada um foi especial de sua própria maneira. Mas acho que tenho um empate entre Lauren Kate e L J. Smith. A primeira me marcou por ter tido a oportunidade de conversar mais com ela – e até hoje – sobre livros, escrita, entrelinhas e por razão da Bienal. Já a segunda, foi ainda mais intensa, porque, depois de entrevistá-la duas vezes por telefone, viramos confidentes, trocamos ideias, nos ajudamos. Não é sempre que você é chamada de “irmã em espírito” por alguém que admira e isso me marcou muito. E adoraria ter alguns momentos próximo de J. K. Rowling
E você? Quer perguntar algo para uma das meninas? Deixe seu comentário e solte o verbo (mas com moderação) :)