25 de set de 2015

PAPOS DE SEXTA: TEM IDADE PARA SER FÃ?


Acabou a Bienal do Rio, e foi incrível, e chegou o Rock in Rio. Como a cidade em que vivo está pulsante, cheia de atrações nacionais e internacionais, nesse mês de setembro optei por abordar na coluna o “ser fã”. Já falei muitas vezes sobre como sou fã de autores e de bandas. Confesso, sem vergonha alguma, que os tieto intensamente. Gosto de ter a foto, de ter o autógrafo, de assistir a palestras, de levar na memória — na minha e na da máquina digital — um registro de como encontrar seu ídolo é único e inesquecível.

Ok, mas nessa Bienal passei por alguns momentos em que nem todo mundo entendeu que não existe limite de idade para ser fã. Nas imensas filas de autógrafos, ouvi muita gente achando que eu estava ali com uma irmã mais nova, uma filha... Eu não podia ser adulta e querer o autógrafo de um autor que amo.

Acreditem, as caretas que as pessoas faziam, me incomodaram, sim! Mas, então, com a chegada de bandas à cidade, para os shows no festival de rock, mais uma vez me arrisquei a ver alguns músicos que amo. E ouvi novamente o mesmo discurso, de que tietar é só para adolescentes.

Vamos por partes? Eu me imagino aos 40, 50, 60... até quando a saúde permitir... entrando em filas para conhecer meus ídolos, comprando as coisas que amo e sendo feliz. Alguém tem alguma coisa a ver com isso? Não...mas porque se metem? Porque se criou uma lenda onde a Bienal é dedicada ao público teen, então só quem corre atrás de autor é o público teen. E, claro, nos shows só quem está numa idade em que ainda não trabalha tem tempo para tietar em porta de hotel, certo? Errado. Eu posso ter 30 anos e estar de férias. Posso ter 20 e já ter voltado da faculdade e estar em busca da chance de chegar perto do meu ídolo.

O preconceito é feio em todas as áreas, dar explicação de por que você corre para pegar senha se já é adulta, ou até mesmo de por que você — de acordo com eles — perde tempo para ver um astro do rock, é muitas vezes desgastante.

O que aprendi? É que a minha vida é minha, e a sua é sua! Então se o que te faz feliz só diz respeito a você, por que mesmo deveria me incomodar?

Julgar é feio, rotular também. Por um mundo onde mesmo com 100 anos eu possa ir alegremente e sem julgamentos pegar as senhas para ver os autores da Bienal ;)

24 de set de 2015

GALERA ENTRE LETRAS: A BIENAL DA GALERA (PARTE 2)

Hoje a gente tem a segunda parte das entrevistas com autores nacionais que lançaram livros na Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro. E essas duas autoras fofas não poderiam deixar de participar!

A Marina Carvalho é uma autora incrível, que já tinha escrito alguns livros para jovens adultos e publicou este ano o lindo Elena, a filha da princesa, pela Galera Record. Se você acredita em príncipes e princesas, e romances (quase) impossíveis com um final feliz, você vai amar o livro. Mas não se engane. Apesar da Marina gostar de castelos e da pompa das festas da realeza, a sua Elena é uma garota bem pé-no-chão. Nada de mocinhas sonhadoras e passivas nesse conto de fadas moderno!



Ana Resende: Como é ser uma escritora brasileira em 2015?
Marina Carvalho: É muito diferente de poucos anos atrás, quando não havia predisposição do mercado para publicar histórias escritas por brasileiros. Hoje, leitores e editoras perceberam que o que importa são as boas histórias, e não a nacionalidade delas. A tendência é melhorar cada vez mais esse espaço para os brasileiros. A Bienal do Rio provou isso este ano.

A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
M. C.: Sempre que lia bons livros desejava ter sido eu a autora deles, especialmente os de mistério, aventura e romance. Mas acredito que Pedro Bandeira plantou em mim a vontade de escrever para os jovens e, muito mais tarde, Paula Pimenta fez o mesmo. Eles narram com simplicidade e envolvem o leitor sem pedantismos; tudo o que eu sempre quis fazer.



A Iris Figueiredo escreveu um dos textos mais bonitos sobre a importância da Bienal e a importância dos livros justamente no primeiro dia da Bienal do Livro aqui no Rio. Se você ainda não leu, pode ler aqui no link original, além disso ela é uma autora superquerida da Galera Record, e no blog Literalmente Falando sempre abria um espacinho pra falar dos livros publicados pela editora. Na Bienal do Livro, ela lançou Confissões On-line 2 - Entre o Real e o Virtual, continuação do divertido Confissões On-line - Bastidores da minha vida virtual.



Ana Resende: Como é ser uma escritora brasileira em 2015?
Iris Figueiredo: Ser autora brasileira em 2015 é ver algumas mudanças. O mercado está um pouco mais aberto pra gente e os leitores também, graças a vários autores legais que abriram espaço. Agora é mais fácil ver autores brasileiros que escrevem pro público jovem em destaque nas livrarias.


A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
I. F.: Eu tenho vontade de ser escritora desde muito nova, mas acho que quem me mostrou que era possível ser escritora aqui foi a Thalita Rebouças. Eu a conheci na primeira Bienal que fui, em 2005, e nunca mais esqueci. Foi naquele dia que eu fiquei pensando “um dia serei eu ali!”

A.R.: Como autora-amiga-da-Galera, qual é o seu livro preferido da Galera Record? E por quê?
I. F.: Isso é MUITO difícil! A Galera fez parte da minha formação como leitora. Eu acompanhava o fórum quando ele existia, mandava e-mail sugerindo livros… Não consigo pensar em um favorito, então vou falar de vários! Eu amo todos os da Meg Cabot, por exemplo, mas o que eu mais gosto é A garota americana. E, por incrível que pareça, a série de livros da Galera que mais me marcou foi Gossip Girl. Eu lembro de esperar ansiosamente por cada um dos livros. E um livro pouco conhecido da editora, mas que queria que muita gente conhecesse por ser incrível, é Minha vida agora, da Meg Rosoff. Ele me marcou!

Espero que vocês tenham gostado das entrevistas e tenham aproveitado bastante a Bienal do Livro. Até o mês que vem!

23 de set de 2015

Galera Pop: Bem-vinda Fall Season!

Muitas novidades no mundo das séries!

Setembro e outubro são os meses mais esperados para quem ama séries de tv, a fall season chega com uma enxurrada de séries maravilhosas (e, er... outras nem tanto assim). É nessa época do ano que as emissoras americanas lançam as principais apostas para o ano. Particularmente, fico superempolgada! É muita coisa boa mesmo, mais que em qualquer outra temporada do ano. Também é um desafio; são muitas novidades para conhecer, então, como o tempo mais curto que na minha época de adolescente, eu tento selecionar algumas especiais para assistir ao piloto e, quem sabe?, acompanhar. É triste admitir isso, mas estou com 64 episódios atrasados na watch list, pode parecer bobagem para quem não é "seriador". Se você é, vai me entender, se não, pergunta pra aquele seu amiguinho que é... hahaha trágico!

Minha missão hoje é trazer uma seleção especial para vocês, minhas principais apostas para temporada de séries 2015/16. As mais legais eu prometo resenhar daqui a algumas semanas e contar um pouco mais, fechado?

Screen Queens




Essa começou ontem, assistirei assim que possível. Minhas expectativas estão a mil! Além do elenco incrível — Jamie Lee Curtis, Abigail Breslin, Lea Michele, Nick Jonas, Emma Roberts, Ariana Grande, Keke Palmer, Diego Boneta —, a nova série do Ryan Murphy é meio uma mistura de Pânico e Meninas Malvadas. Ryan também é criador de Glee e American Horror Story, duas séries bem diferentes, mas igualmente apaixonantes. Como não ficar ansiosa para uma produção dessas? Quem quiser saber mais, já escrevi um post com 7 Motivos para não perder Screen Queens.

Limitless



Que surpresa boa! Já assistiram ao filme de mesmo nome protagonizada pelo Bradley Cooper? A série começa depois da história do longa e acompanha Brian Finch, que encontra em um remédio, o NZT-48, a grande solução para todos os seus problemas. O medicamento oferece o uso de 100% da capacidade cerebral, e a pessoa consegue absorver tudo que lê, vê, escuta. Achei o filme incrível e gostei da ideia da série, já comentei que sou apaixonada por seriados baseados em filmes por aqui.
Para melhorar, temos Jennifer Carpenter, a Debra de Dexter, no papel e uma agente do FBI. Vou matar as saudades em dose dupla.



American Horror Story: Hotel



American Horror Story: Hotel não é lançamento, mas, como a série traz uma história nova a cada temporada, achei que valia a pena registrar aqui. O quinto ano vai ter Lady Gaga como protagonista. Tá pouco ou quer mais? Além do elenco “fixo”, a sinopse é uma das mais interessantes que eu já vi até agora. Um detetive de Los Angeles investiga uma série de assassinatos, e uma dica misteriosa o leva ao Hotel Cortez. Hotéis mal-assombrados dão aquele frio na espinha, aquela cena do elevador em O Iluminado já me vem à cabeça. Mal posso esperar para saber como vai ser.


Life in Pieces




A comédia segue a história de uma família, vista através das diferentes perspectivas de cada um dos seus membros. A sinopse me pareceu interessante, agora é saber se vou gostar e querer continuar assistindo.

Super Girl



Finalmente a série da Super Girl vai chegar às telinhas. O piloto foi lançado há alguns meses. Foi bem fraquinho, pra ser honesta! Mas, como a esperança é a última que morre, vou dar mais uma chance. Faltam produções de super-heroína por aí, vamos ver se nos próximos episódios ela emplaca. Estou cansada de esperar uma série ou filme (exclusivo) da Mulher Maravilha, tentaram algumas vezes nos últimos anos, mas não deu certo. Melissa Benoist, de Glee, interpreta a protagonista, e a estreia é 26 de outubro, na CBS.






Vamos fazer um acordo? Se assistirem alguma dessas e gostarem, me contem aqui nos comentários ou lá no facebook, e a gente fofoca um pouco ;)


Xoxo

Nanda

21 de set de 2015

TONS DA GALERA: NYFW SS16

Em meio a um calor escaldante, a cidade de Nova York realizou, na última semana, a New York Fashion Week Primavera/Verão 2016 (2017 para a gente). Os desfiles não se concentraram num lugar só, e sim foram espalhados pela cidade.

Algumas das tendências mais vistas foram os crochês, os anos 1970 – ainda – marcando presença, assim como as franjas, mix de estampas e ombros à mostra. Na maquiagem, viu-se muita sombra azul, verde e turquesa, com destaque para a make lindíssima do desfile de Diane von Furstenberg. Jeremy Scott, estilista que deu novo gás à Moschino, desfilou sua coleção própria num clima anos 1960, com direito aos cabelos bouffant da época. Já Alexander Wang comemorou dez anos de carreira voltando às raízes: muito streetwear.


Anos 1970 no crochê e nas franjas, ombros que prometem ser o novo sexy, estampas de DVF, streetwear de Alexander Wang.


Sombra azul e verde em DVF e Monique Lullier, bouffants 60s de Jeremy Scott.

Sem grandes novidades de moda e em tempos de Instagram, Snapchat e Periscope, parece que os desfiles ficaram à sombra das fotos das muitas festas pós-desfile, como a de Marc Jacobs, que contou com Solange Knowles, Coco Rocha e o elenco de Orange is the New Black. Desfiles inusitados, como o da Opening Ceremony, com dançarinas fazendo uma performance, o de Tommy Hillfiger, com uma piscina na passarela, e o da Givenchy, realizado no píer 26 em pleno 11 de setembro, com vista para as luzes erguidas em homenagem ao World Trade Center, emocionaram muita gente.


O desfile de Givenchy tributo ao 9/11, uma piscina na passarela de Tommy Hillfiger.

Esperar 2017 para quê? Por aqui o clima já é de verão, e a gente vai poder aderir a essas tendências todas djá!

18 de set de 2015

Papos de sexta: Tá tudo coisado



Sei lá, tá tudo coisado.

Se você leu e não postou resenha, as pessoas acham que você não leu.

Se você comprou e não postou foto, então não tem.

Se você conquistou e não postou no Facebook, é mentira.

Sério. Sério mesmo?

Está tudo realmente para lá de coisado!

Sou de uma geração entre a X e a Y, que significa, basicamente, que estou no limbo. Uso a internet, mas não vivo dela, para ela ou por ela. A considero essencial? Sim. Mas prefiro passar tempo vivendo do que postando.

Sou uma comunicóloga, o que quer dizer que, além de me comunicar, exerço isso como profissão. “Então como assim você não vive pendurada e postando o que acha sobre tudo e todos?”. Simples: porque, às vezes, não importa.

Ou não deveria importar.

Hoje em dia, fico atacada com algo, corro para as redes sociais para “desabafar”. Quem nunca, certo? Mas antes de apertar “publicar”, sempre penso novamente no meu “desabafo”. Ele vai ferir alguém? A minha raiva, frustração, tristeza está relacionada aos sentimentos de outra pessoa? Porque, se estiver, paro para pensar se vale a pena publicar ou se é melhor resolver comigo mesma, quieta no meu canto. E nem sempre eu acerto. Sou humana, poxa! Não sou perfeita!

Mas é incrível como esse filtro é ignorado nas timelines da vida, não? Era antes das redes sociais, mas ficou pior depois delas.

“Esse livro é uma porcaria!” gritam alguns em CAPS LOCK.

Já pararam para pensar em como o autor vai reagir a isso? Porque foi o nosso tempo que investimos na leitura, mas é o trabalho dele que estamos julgando. Ele não nos julgou ao escrever o livro, então porque temos o direito de fazer isso? Não seria melhor usar argumentos para explicar a razão de não termos gostado de algo?

Eu valorizo muito a minha opinião e não digo que algo é “bom” ou “ruim” só por dizer. Mas também deixo claro que essa é a MINHA opinião, usando argumentos que funcionam para mim. Por exemplo, se não gostei de um livro e decido postar uma resenha sobre o mesmo (porque leio muito mais do que posto, com certeza!), sinto-me no dever de explicar a razão de não ter gostado da leitura. Posso não ter concordado com o protagonista, ou não me identificado com a narrativa. Tudo isso é natural, mas, ao meu ver, é necessário ser dito.



Sem argumentos, classificaríamos tudo somente como “bom” ou “ruim”. E isso é pobre demais para alguém que ama palavras.

O que é um bom livro para você? Para mim, é um livro coerente, que me deixa intrigada, apaixonada, viciada. Ele pode ou não ter elementos de estilo, prosa diferenciada. Ele pode ou não integrar movimentos artísticos. Um bom livro para mim depende do momento em que o li e de em que estado ele me encontrou. Gostar da experiência e da obra em si nem sempre é a mesma coisa.



O que quero dizer nessa coluna meio “coisada” é que eu não acredito em padrão de beleza, padrão de boa literatura, padrão de qualquer coisa. Existe, sim, respeito por si e pelos outros, mas o que é belo depende de nós e não do que outros “ditam” ser belo. O que é bom ou ruim nas páginas cabe a cada leitor decidir. E tudo bem mudar de opinião depois. Nós somos seres humanos e não concreto! É natural achar uma coisa e, depois de outras experiências, mudar de opinião. E que lindo que é termos essa capacidade!


Seja feliz, seja coisado, mas não se conforme com o padrão que outros escolhem pra você, seja na roupa, no peso, no livro, no que for. Seja único ou igual, original ou comum: seja você! Sempre. 

10 de set de 2015

Galera entre Letras: A Bienal da Galera (Parte 1)

Hoje é a primeira parte da minha entrevista com autores brasileiros que estão participando da Bienal. E hoje quatro autores falam um pouquinho sobre o mercado editorial e sobre seus livros preferidos, em meio a sessões de autógrafos e bate-papos na Bienal.

Apesar de serem autores de gêneros literários diferentes, com temas muito diversos entre si, todos foram unânimes em dizer que encaram com otimismo o futuro do mercado editorial. Vamos conferir as perguntas e respostas?

A CARINA RISSI é autora de vários livros: a série Perdida, Procura-se um Marido e No Mundo da Luna (uma das capas mais lindas que eu vi nos último tempos!), todos publicados pela Editora Verus, do Grupo Editorial Record. Na Bienal do Rio, a Carina participou de palestras e deu muitos autógrafos no lançamento do livro novo, Destinado, da série Perdida. Além disso, ela participou de uma verdadeira maratona na sede da editora Record, autografando DOIS MIL exemplares de Destinado. As Memórias Secretas do Sr. Clarke.


Ana Resende: Como é ser uma escritora brasileira em 2015?
Carina Rissi: As redes sociais aproximaram os escritores de seus leitores, e muitos hoje ganharam status de pop-star, algo inimaginável vinte anos atrás. O cenário nunca esteve tão favorável quanto hoje em dia, por isso, acredito que temos a responsabilidade de manter o leitor interessado, apresentando bons trabalhos.
A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
C.R.: Todos os livros da Jane Austen me inspiram demais, não importa que eu já os tenha lido dezenas de vezes. Amo a maneira como ela constrói as personagens, o jeito que costura a trama — aos pouquinhos sem que o leitor perceba até que tudo explode —, as reviravoltas. Ela faz parecer tão fácil (e, obviamente, não é!).


O LUIZ ANTONIO AGUIAR, além de pesquisador dos clássicos da literatura brasileira e estrangeira, é tradutor e escritor, com mais de cem títulos publicados. Em sua carreira, Luiz ganhou prêmios literários importantes no Brasil e no exterior. Homero: Aventura Mitológica, que reconta a história do poeta grego, e foi publicado pela Galera Record, além de receber o título “Altamente Recomendável FNLIJ 2015”, está no Catálogo de Bolonha 2015, como representante da literatura brasileira.

Ana Resende: Como é ser um escritor brasileiro em 2015?
Luiz Antonio Aguiar: Ser um escritor no Brasil é muitas coisas. Entre outras, tentar acompanhar esses rolos de ser um país à beira do mundo mais moderno, mais rico, onde direitos são mais respeitados. A criança e o jovem vivem de maneira muito especial esse dilema entre o entre o ser brasileiro e ser cidadão do século XXI, num mundo hiperconectado.
A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
L.A.G.: Não foi um livro em particular, mas foi o mundo dos livros, com Monteiro Lobato, Mark Twain, Machado de Assis, Charles Dickens, Alexandre Dumas, Bram Stoker, Stephen King, Agatha Christie, Conan Doyle. . . Gabriel Garcia Márquez, José Saramago. . . e por aí vai.





A PATRICIA BARBOZA é uma das autoras mais queridas (e sorridentes!) da Editora Verus, do Grupo Editorial Record, e desde 2002 (quando publicou o primeiro livro) vem conquistando cada vez mais leitores. Além de autora da série As Mais, publicado pela Verus, a Patricia foi uma das autoras que participou de O Livro das Princesas, que saiu em 2013 pela Galera Record. No Livro, ela reconta a história de Rapunzel, dos irmãos Grimm.



Ana Resende: Como é ser uma escritora brasileira em 2015?
Patricia Barboza: Felizmente é ver crescer o reconhecimento da qualidade da nossa escrita. Produzimos livros tão bons quanto os estrangeiros. É uma alegria imensa ver filas de horas para conhecer e ter o livro autografado por um autor brasileiro. A internet e as redes sociais colaboram muito com essa divulgação e contato direto com o autor. Cada vez mais me sinto motivada a trabalhar e produzir livros com a melhor qualidade possível, pois o leitor merece esse carinho.
A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
P.R.: Meus ídolos da infância foram Maurício de Sousa e Monteiro Lobato. As aventuras da Turma da Mônica e as maluquices da Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, me inspiraram muito a me tornar uma autora, especialmente da área infantojuvenil.


O ANDRE GORDIRRO — nosso autor-amigo-da-Galera — é o autor estreante na Bienal do Livro no Rio de Janeiro, com seu Portões do Inferno. Lendas de Baldúria. E se você está achando o nome dele familiar é porque o André traduziu aqui pra Galera Record algumas das séries mais importantes do catálogo (e das minhas séries preferidas também!), incluindo o incrível Brilhantes, do Marcus Sakey, publicado em 2015.

Ana Resende: Como é ser um escritor brasileiro em 2015?
André Gordirro: Com certeza, bem mais fácil do que seria em 2005, que dirá 1995. Hoje percebe-se que existe um fandom ao redor da literatura nacional fantástica, sem preconceito pelo fato de o autor ter nascido aqui. Dá gosto saber que existe público consumidor da sua obra, que não vai torcer o nariz pela pessoa não ter nome gringo. E ainda que seja um meio cheio de egos, o que é natural em cultura, sinto uma camaradagem um pouco maior do que imaginava.
A.R.: Algum livro que você leu te levou a querer escrever? Qual foi? E por quê?
A.G.: O Rei do Inverno, do Bernard Cornwell [publicado pela Editora Record]. Quando li aquelas descrições de combate brutal, falei: “é agora. Estou em casa. Finalmente alguém pensa combate como eu. Quero fazer que nem ele.” Já admito que não fiz como ele em Os Portões do Inferno, até porque creio que tempero minhas cenas de ação com um exagero mais cinematográfico, mas foi ele que me deixou seguro para ir em frente.
A.R.: Como autor-amigo-da-Galera, qual é o seu livro preferido da Galera Record? E por quê?
Leviatã, do Scott Westerfeld. O revisionismo histórico da Primeira Guerra Mundial pelo viés steampunk é muito bacana, e o estilo dele é sempre saboroso de ler. Um voo de imaginação de ponta a ponta, ainda que ele conte basicamente a mesma história de Mulan.




8 de set de 2015

Tons da Galera: Rachel Zoe de volta à TV

Há alguns anos terminou a quinta e última temporada do The Rachel Zoe Project, um dos mais bem-sucedidos reality shows sobre moda, que revelou ao mundo a hilária, carismática e superperua stylist das celebridades, Rachel Zoe. Na época da estreia já uma muito bem-sucedida, obrigada, personal de estrelas como Anne Hathaway, Cameron Diaz e Demi Moore, Zoe atingiu uma popularidade inimaginável com o reality. Ela começou a desenhar sua própria linha de roupas e acessórios, sucesso instantâneo de crítica e vendas, e passou de motivo de piada por seus looks espalhafatosos, onipresente copo de Starbucks na mão e magreza excessiva, à respeitada estilista e profissional.

Rachel e a família: o marido Rodger e os fofos e já estilosos filhos

Outros empreendimentos de Zoe, todos bem-sucedidos, diga-se de passagem, vão de livros com dicas de estilo, a sites, blogs, Instagram, colunas mensais em revistas e o Box of Style, um serviço de assinatura mensal de itens escolhidos pela própria — que esgota em minutos todo mês. Com isso, não é nenhuma surpresa a antecipação que cerca o novo programa, Fashionably Late, com estreia marcada para o próximo dia 24. Não só porque quem viu o primeiro sabe que os colírios para os olhos em forma de roupas e a diversão são certos, mas porque mal podemos esperar pelos novos bordões da diva, que popularizou no mundinho fashion gírias impagáveis como “bananas” (pronunciado ba-na-nas, uma roupa, look ou acessório muito incrível), “I die” (quase morrer com alguma roupa, look ou acessório muito incrível), “so maj” (ou “so major”— mais um elogio a uma roupa, look ou acessório incrível), “shut it down” (o nosso “arrasou”, ou “tapa na cara da sociedade”, quando alguém usa alguma roupa, look ou acessório muito incrível) e o mais recente “I’m literally obsessed” (quando Rachel fala de uma roupa, look ou acessório... bem, incrível).

Algumas das famosas expressões de Zoe

Brincadeiras e futilidades à parte, a loira já provou que é talentosa, adorável e que trabalha duro, assim como sua família e entourage, sempre presentes no show: o maquiador e melhor amigo Joey, e o marido de mais de vinte anos e super apoiador (que sofre como alvo de experimentos de moda masculina de Rachel), Rodger. O novo show deve contar também com os dois fofíssimos filhos de Rachel: Skyler Morrison e Kaius Jagger (mamãe é fã de rock). Como em Project, também esperamos ansiosamente a presença de novos personagens polêmicos (como a mal-humorada ex-assistente Taylor) e adoráveis como Brad Gorensky (outro ex-assistente, que ganhou seu próprio reality e participa das edições de Fashion Police, do canal E!). Além disso, em tempos de reality shows sobre qualquer coisa, é um refresco ter uma opção sobre alguém que ama o que faz e que, ora, faz alguma coisa. E bem.

Confira o trailer aqui!


4 de set de 2015

Papos de sexta: Cumplicidade literária


Marco um horário com o cabeleireiro. Tem que ser antes da Bienal. Eu chego na hora. Ele ainda está ocupado. Me pergunta se vou trabalhar. Digo que sim. Ele chama a assistente. Pede para lavar meus cabelos. Para ganhar tempo. Ela obedece. Me pergunta se sou autora. Brinco que um dia serei. Digo que trabalho pra uma editora. Ela acha o máximo. Diz que vai à Bienal no seu dia de folga. Prestigiar uma autora que ela adora. Pergunto quem é. Responde: Colleen Hoover. Eu rio. Digo que vou mediar o bate-papo com a autora. Não na Bienal, mas na Travessa. Ela vai aparecer por lá. Conversamos sobre os livros. Leu quase todos. Seu favorito não foi lançado no Brasil. Mas adorou Métrica. O lado feio do amor também. Conversamos sobre Miles Archer. Também sobre Nick Bateman*. Diz que é fã da Jamie McGuire e Tammara Webber. Conversamos sobre o Lucas. Também sobre os Irmãos Maddox. Meu cabeleireiro me chama. Eu me sento na cadeira. Ela em pé ao meu lado. Diz que adora new adult. Pergunto se leu Beleza perdida. Sim, um dos seus favoritos. Um dos meus também. Conversamos sobre o livro. O cabeleireiro me pede para ficar quieta. Não quer cortar meu cabelo torto. Sento direito e olho para a frente. Descubro que ela é fã da Carina Rissi e Bianca Briones. Informo a agenda das duas autoras na Bienal. Ela fica triste. Vai trabalhar nesses dias. Ela gosta de YA também. Principalmente fantasia. Adora Os Instrumentos Mortais e o Jace. Ela aguarda o seriado de TV. Espera não se decepcionar. Eu também, eu também, eu também. Agora está lendo O Trono de Vidro. Adorando o livro e a Celaena. Ela pronuncia “Celena”. Eu também. Ela diz que é leitora compulsiva. Mas nem sempre foi assim. Agora nem pode comprar todos os livros que gostaria. Digo que vou deixar alguns exemplares com ela. Depois que passar a Bienal. Ela agradece muito. O cabeleireiro terminou. Eu tenho que ir. Nos despedimos com um abraço. De cumplicidade literária. Saio do salão com os cabelos mais curtos. E um longo sorriso no rosto :)

*O modelo e ator Nick Bateman vai interpretar Miles Archer na adaptação cinematográfica de Ugly Love.

3 de set de 2015

Design et cetera: Princesa de luxo

Não é nenhuma novidade que eu sou a aficionada por estamparia da Galera, afinal, já fiz diversos posts aqui sobre capas estampadas com padronagens e como elas são quase pornográficas...  err... perfeitas de tão hipnotizantes. E depois de desenvolver padrões para as capas de O Livro dos Vilões e Os Instrumentos Mortais (capa dura), e de fazer um livro de colorir, tava mais do que na hora de começar outro projeto divo.


Dessa vez, quem ganhou capa com estampa foi a Meg Cabot! A ideia foi aproveitar a vinda dela ao Brasil, pegar um clássico consagrado da Galera, lançado há 15 anos e que vendeu trocentos exemplares, e desenvolver uma edição de luxo comemorativa inspirada nos clássicos da Penguin (abaixo): 



E quando falo em edição de luxo, vocês podem me levar a sério.

Apresento O Diário da Princesa com capa dura de TECIDO e miolo ILUSTRADO em DUAS CORES:















































Ficou lindo, né? (modéstia mandou lembranças hehehe)

Apesar do livro ser juvenil e se tratar de princesa, tomei um cuidado especial para que a capa não ficasse mega infantil e bobinha: afinal, assim como a Mia, suas leitoras cresceram e se tornaram mulheres glamorosas e catladies divas. Então, para retratar a Mia, me inspirei em ilustrações de moda, e, para o Fat Louie, aproveitei que tenho uma gata persa obesa de 10 anos e usei ela de musa: