27 de fev de 2015

Papos de sexta: Quero um Oscar Literário


Domingo passado tivemos a incrível noite do Oscar. Época mais esperada do ano pelos cinéfilos, oportunidade de ver quem merecidamente - ou não - vai levar a estatueta para casa e de acompanhar todos os atores e diretores amados desfilando roupas de alta costura no tapete vermelho. Não há como negar: o mundo para!
E foi exatamente na noite do Oscar — que tenho a tradição de assistir em família depois de ter visto todos os filmes indicados e de ter dado minha humilde opinião no blog —, quando apresentaram a categoria de "Melhor Roteiro adaptado", que vi como a vida é injusta para os escritores. Vejamos porque acho isso. O Oscar premia os melhores da sétima arte e, na categoria citada acima, premia a pessoa que adaptou o livro de alguém, roteirizando-o. Quando o roteiro é feito exclusivamente para o filme, a categoria é a de "Melhor Roteiro Original".
Ok, mas e quem escreveu aquela história? Cadê o Oscar dele?

Temos prêmios para muitas profissões, mas a para o autor a mais famosa delas é o Nobel de Literatura, e aí quem escreve os chamados livros de entretenimento nunca vai chegar lá. Aliás para quem não sabe, tanto no Oscar quanto no Nobel, ainda não nasceu um brasileiro que tenha levado o prêmio, injustiça a gente vê por aqui.
Mas voltemos ao ponto principal desta coluna! Quero um Oscar de Literatura. Quero sim! Quero ver no tapete vermelho Meg Cabot, Cecily von Ziegesar, Cassandra Clare, Kiera Cass e John Green. Quero esperar pelo momento de "pescar" na luxuosa plateia o autor que está ali vendo a premiação e gritar em casa " Olha ali o Levithan!! Tá do lado do Scott Westerfeld!"
Se existem prêmios na categoria, não são transmitidos pelo mundo afora e muito menos comentados no dia seguinte em todos os lugares. Quero um mundo justo onde as pessoas conheçam a cara de todos os autores maravilhosos que nos encantam com suas histórias.
A cada ano que passa, Hollywood faz mais filmes baseados em livros, ou seja, isso é sinal que tem cada vez mais livro interessante sendo escrito por aí.
Pensando em Brasil, eu sempre acho que a própria Bienal deveria criar um prêmio para os autores. Não somente do Brasil, mas do mundo todo, e em um dos dias fazer a entrega dos mesmos. Não ia ser lindo? Poderia ser por votos do público ou como a Academia, com jurados especializados.
Enquanto esse dia não chega a gente torce pelo Oscar, mas um mundo justo teria um prêmio tão divo assim para a Literatura também, ah, teria! 

26 de fev de 2015

Galera Entre Letras: A MENINA QUE AMAVA OS CORVOS


Eu sei que parece título de um conto de fadas, mas esta é uma história real (e quem disse que contos de fadas não podem ser reais, hein?).

É a história da pequena Gabi Mann e de seus amigos corvos.



Eu fiquei tão absolutamente encantada ao ler a matéria da BBC (aqui está o link para o texto em inglês: http://www.bbc.com/news/magazine-31604026) que resolvi compartilhar a história com vocês.

Acho que todo mundo já sabe que corvos são aves muito inteligentes, não é? Não sabem? Aqui tem um vídeo que comprova que corvos não apenas são aves muito inteligentes, como resolvem problemas e contornam obstáculos com capacidade cognitiva equivalente a de uma criança de sete anos! O link (em inglês) é este aqui: http://www.huffingtonpost.com/2014/03/31/crow-intelligence-solve-puzzles_n_5062314.html.

E vale muito a pena ver o vídeo, mesmo que não dê para ler a matéria.
E não é à toa que corvos e corvídeos em geral, apareçam com frequência em fábulas e histórias de fadas, ora como aves matreiras e enganadoras, ora como aves sábias e prudentes (fica pro futuro fazer uma lista dos contos em que corvos aparecem! rs), mas sempre fazendo uso de sua famosa inteligência.

Bom, a pequena Gabi tinha apenas quatro anos quando começou a notar que os corvos se alimentavam da comida que ela deixava cair do lado de fora de casa. Aos poucos, ela foi percebendo que os corvos não só comiam, como esperavam que ela jogasse alguma coisa pra eles, e depois se aproximavam. O contato da menina com as aves se transformou num ritual diário.

O tempo passou e Gabi começou a perceber os gostos e as preferências dos corvos (aparentemente, sua comida preferida é amendoim com casca), sempre incentivada pela mãe, que registra o contato da filha com os corvos em fotos e vídeos. Após algum tempo, os corvos passaram a trazer pequenos presentes para Gabi, que deixavam na bandeja vazia após comerem o amendoim. E fica claro que eles fazem isso intencionalmente e querem, portanto, se comunicar com a menina.

Porque nem toda comunicação é verbal, sabiam? Aliás, boa parte da nossa comunicação cotidiana é não verbal também: pequenos gestos, olhares etc., que, às vezes, expressam muito mais do que as palavras! 



Os presentes que Gabi recebe são organizados com a ajuda da mãe. Tem de tudo: de botões e clipes de papel até coisas mais nojentinhas, que a menina prefere não guardar. E ela classifica o que recebe numa ordem pessoal de favoritismo.




Eu não sei quanto a vocês, mas eu não tenho dúvidas de que a Gabi merecia um conto de fadas só pra ela!

Até a próxima e boas leituras! 




20 de fev de 2015

Papos de sexta: Silêncio que fere


Sei que fevereiro é o mês da folia, mas também sei que alguns temas sérios precisam ser discutidos sempre. Este é um desses casos. Peço que, por alguns momentos, guardem o confete e a serpentina.

Constantemente conectados, estamos sempre curtindo posts, compartilhando fotos de viagens, fazendo planos para comprar uma coisa ou outra, colocando os highlights da nossa vida da internet. Mas e os bastidores? E as noites mal dormidas por causa daquela briga? E a batalha com a balança que fere a autoestima? E a “amiga” invejosa que nos faz questionar nossas opiniões? E o cara que disse que ligava e sumiu? E a sua família e amigos que não aceitam a pessoa que você decidiu amar só porque vocês têm o mesmo gênero? E .... ninguém compartilha isso, né?

É como se existisse essa obrigação de ser feliz, de estar bem sempre. Posso postar sobre uma reclamação mais rebelde e ganharei “curtidas”, mas se postar sobre o que realmente me fere, estarei me expondo e eu não quero isso. Mas se eu filtro o que coloco no ar, é essencial que quem vê também tenha consciência desse filtro. Sem essa informação, é muito perigoso mergulhar nas redes sociais. Comparar a sua vida – e os seus bastidores – com os highlights dos outros, abre uma porta que parece boba, à primeira vista, mas pode ser complicada e um possível caminho para a depressão.

E a depressão não é frescura. Ela é um pássaro que posa nos seus ombros e pesa, pesa até você não aguentar mais. Mas esse pássaro é invisível para os outros e só aparece para eles por meio das suas atitudes. E ele é malicioso, ele te faz mentir. Quando perguntam se você está bem, se você precisa de alguma coisa, essa ave te faz dizer que não, que tudo bem, que você está ótima. Só que não é verdade. E aí ele cresce, e pesa mais, e você se sente mais sozinho e incapaz de continuar.

Até que, para algumas pessoas, essa ave faz esquecer da luz. Ela te faz acreditar que não tem volta, que você não vai sorrir mais, que você não é o suficiente, que você não importa. Aí, ao entrar nas redes sociais, você vê sorrisos, corpos na praia, relacionamentos sérios, viagens e compara com a sua vida que, de repente, está embaixo das asas da depressão.

E aí fim.

Fim, porque a dor é grande demais para suportar. Fim, porque você não consegue falar o que está sentindo, pois isso seria considerado fraqueza. E depois do fim é muito tarde para entender que a culpa não é das redes sociais, nem da ave, nem sua. Não existe culpa porque não existe culpado. Existem fatos e interpretações e sentimentos e como nós priorizamos cada um deles.

Ao pesquisar para essa coluna, encontrei um dado alarmante: no Brasil, a taxa de suicídio entre adolescentes cresceu mais de 30% nos últimos 25 anos. Outros países que fizeram campanhas sobre o tema conseguiram salvar vidas, mas nós não. Não falamos sobre isso. Porque a palavra “suicídio” vem junto de palavras como “covardia” e “vergonha”.

Por que?

Em minha opinião – e que fique claro que não sou psicóloga ou perita no assunto –, tirar a própria vida não é covardia, é desespero profundo, e pessoas desesperadas precisam de ajuda e não de julgamento. Vergonha é saber de um problema e fechar os olhos para ele. Vergonha é não ajudar. O silêncio fere. Quem está sofrendo com o peso da ave precisa falar para alguém, precisa se abrir. E é preciso que esse alguém não julgue, mas que escute, que ajude.

Temos tanto a aprender, a ensinar, a vivenciar. A vida é como matemática: se está fácil, tá errado! E que delícia errar e crescer! Não sou forte, não sou valente, sou humana e já senti o peso dessa ave, já entendi como ela funciona e, graças a Deus, a exterminei. Mas essa espécie ameaça voltar e é preciso estar sempre vigilante. É preciso falar sobre o assunto e não calar.

Ninguém é perfeito. Você não precisa ser a mais magra, o mais rico, o mais repleto de amigos, o que tem o namorado ou a namorada perfeita. Você só precisa ser feliz na própria pele e isso depende de você. Não importa se você tem cicatrizes ou se estava pensando em criá-las. Procure alguém para te ajudar. Mande o pássaro da depressão embora. Você tem esse poder, todos têm, de uma forma ou de outra. Mas nunca ao custo de nossa própria existência.

Em uma época onde tudo e todos estão conectados, apague a tela e segure a mão de alguém. Desligue o celular e olhe nos olhos do amigo. Cuide, abrace, ajude a sarar, evite o pouso da depressão.

A razão para esse post aqui no blog da Galera é que, ao longo da minha vida literária, conheci alguns leitores que estavam - e alguns ainda estão - lidando com a depressão. Alguns já se feriram, outros, infelizmente, não estão mais conosco, mas muitos conseguiram conquistar o sorriso de volta. Esse post é uma maneira um pouco longa de dizer “você não está sozinho” aos leitores que podem estar sentindo o peso desse pássaro.

Somos apaixonados por livros, somos sensíveis e muitas vezes nos perdemos nas páginas de histórias para não encarar a nossa. Outras vezes encontramos em personagens fictícios a força para encarar situações e transformá-las. Se perder em livros incríveis ajuda a ganhar perspectiva, força, mas é fora das páginas que a vida acontece e lá você é o protagonista. A sua história é você quem faz.

16 de fev de 2015

Tons da Galera: É Carnaval!

O carnaval está aí mas a gente é brasileiro e tem mania de deixar as coisas para a última hora não é? Tudo bem, você ainda estava tentando viajar, ou jurava de pé junto que ia ficar em casa descansando e binge-watching séries, mas agora pintou vontade de entrar na folia e não tem fantasia. E agora?

Inspirada em livrinhos novos e não tão novos da Record aqui vão algumas sugestões!

Com seus muitos personagens, Harry Potter é sempre fonte interminável de inspiração! Pegue O livro das criaturas Harry Potter ou se inspire nos clássicos como O Prisioneiro de Azkaban da imagem abaixo ou o próprio Harry (alôoo, óculos redondo  + raio pintado na testa + cachecol listrado = moleza).

Star Wars também sempre é uma opção. Quem não tem um sobrinho com um sabre de luz ou uma cabeça do Darth Vader? Se quiser elaborar ainda mais, a dica é consultar O livro dos Sith Segredo do Lado Negro.

Vampiros: uma fantasia que SEMPRE salva a pátria na emergência. As dentaduras são as coisas mais fácil de achar em lugares como Saara e 25 de março, sangue falso se improvisa com groselha e Nescau (sim, sabiam?), preto todo mundo tem no armário, e você ainda pode dar aquele plus levando seu diário para encarnar Diários do Vampiro.

Pra quem quer encarnar personalidades nos blocos, tem sempre Brigitte Bardot, que fez 80 anos recentemente e teve biografia nova lançada pela Record, Amy Winehouse (cláaaassica) que teve também o livro Amy Winehouse, minha filha,  e Marilyn Monroe  — confira o clássico de Norman Mailer.

O lance é ir com o namorado? Coloque uma camisa dos Beatles nele e diga que a inspiração foi o divertido Love me Do: 50 momentosmarcantes dos Beatles ou carreguem juntos no glitter, calças bocas de sino e brilho e vão de Abba.

Outras inspirações da literatura são Alice de Alice no país das maravilhas (que faz 150 anos este ano e terá lançada pela Galera lançará uma adaptação ilustrada do clássico, batizada de Pequena Alice no país das maravilhas!), ou a princesa básica, já que tem  Novo Diário da Princesa  na praça (lançamento brasileiro previsto para o final de 2015).


Harry Potter, Abba, Amy, BB e Alice. Agora nao tem desculpa de que nao teve nenhuma ideia!


Bom Carnaval, leitores!

12 de fev de 2015

Galera entre letras: A Fantasia Gaiata


 “A taberna é o centro do universo da fantasia gaiata.”

Na fantasia com “f” minúsculo, a ação e seus protagonistas abandonam os salões e corredores suntuosos dos palácios e vão para os cantos escuros e nem sempre limpos da taberna — ou de lugares piores, até. Não é raro ver um personagem embrenhar-se na floresta e sair cheio de arranhões e hematomas, ou se sujar até o pescoço na lama de um chiqueiro.

Obviamente, a mudança de cenário reflete a mudança dos personagens: já não temos mais heróis em armaduras impecáveis, nem donzelas que, a despeito de todo sofrimento, não tem um único fio de cabelo fora do lugar. E por que essa mudança de cenário e personagens é importante para a ficção fantástica?

Se vocês se lembram da coluna passada, no artigo teórico fundamental para a fantasia, Tolkien estabelece um monte de regrinhas para a criação do texto fantástico, que incluem certo caráter utilitário da fantasia, o qual aparece no “final feliz” e na resolução dos conflitos. E ainda que Tolkien estabeleça uma distinção nítida (e, segundo ele, necessária para que não se julgue o mundo secundário pelas regras do mundo real) entre o mundo real e o mundo secundário, o mundo fantástico reproduz certas concepções moralizantes do mundo real: bem x mal; personagens com características definidas (tudo é preto OU branco; não há sombras nem tons de cinza); para não mencionar a religiosidade a que Tolkien remete em sua tentativa de encontrar “consolo” das agruras do mundo real na ficção.

Ao criticar Tolkien, no artigo Ursinho Pooh, Épico, o pai de Elric de Menilboné, Michael Moorcock, associa corretamente esses aspectos à infantilização da literatura fantástica. E dá pra ir ainda mais longe e criticar o caráter utilitário e apaziguador que Tolkien atribui à ficção fantástica. Quem foi que disse que finais felizes são obrigatórios?! E quem foi que disse que sempre tem que ter um plot twist na trama para nos consolar dos problemas do mundo real?!

A sisudez do discurso (e da ficção tolkeniana) também incomodam bastante; por isso, o riso gratuito de histórias como as das Crônicas de Lankhmar, de Fritz Leiber (pra mim, o inspirador da fantasia gaiata), são tão importantes. Primeiro, porque em suas aventuras, Fafhrd e Gray Mouser estão longe de serem os cavaleiros que estamos acostumados a ver, o que impede a “heroicização” dos protagonistas. Vê-los metidos em encrencas, bêbados ou simplesmente famintos, os torna “humanos, demasiado humanos”, e ninguém que leia o romance vai querer se identificar com dois bandidos metidos a valentões!



E essa é uma das qualidades do texto de Leiber: o texto é puramente literário! Ao contrário das histórias de fadas que Tolkien defende, com suas qualidades específicas (a fantasia, a recuperação, o escapismo e o consolo final), o texto de Leiber não tem pretensão alguma de “cura” da realidade. E justo não pretender nada além do mero caráter literário e fictício da obra é que faz de Leiber um dos grandes.

Na próxima coluna, vou falar de uma menininha que também se tornou grande e que está completando 150 anos! Já sabem quem é?

Até a próxima e boas leituras pra todos nós!

6 de fev de 2015

Papos de sexta: The Walking Daryl

A 5ª temporada de The Walking Dead retorna no dia 8 de fevereiro nos Estados Unidos, e no dia 9 aqui no Brasil, após hiato de 70 dias — não que eu esteja contando ou algo parecido :)
O último episódio de 2014 — considerado um dos melhores da série — terminou de maneira dramática e a especulação está correndo solta entre os fãs. Alguns rumores ganharam força, como a possibilidade de Rick Grimes tornar-se um vilão, já que a mudança na postura do Xerife é incontestável. Mas nenhum personagem rende tantas teorias quanto o interpretado pelo ator Norman Reedus.
Muito tem se falado sobre o destino de Daryl Dixon. Como o personagem não existe nos quadrinhos, os criadores da série de TV têm maior liberdade para tramar o que quiserem para ele, sem que isso altere o rumo da história. Daí surgiram rumores de que ele morreria em breve, levando os fãs ao desespero — quem não conhece o meme If Daryl dies we riot (algo como “se o Daryl morrer, nós nos rebelamos”)?
A revolta não é apenas por Normam Reedus ser um bom ator — ou por ser muito gato! rs — mas porque seu personagem é um dos favoritos dos fãs, tanto que o autor Robert Kirkman cogita levar Daryl para os quadrinhos. Mas todo esse sucesso pode estar ofuscando os demais protagonistas da série.
Outra teoria diz respeito à sexualidade de Daryl, ou a aparente ausência dela. Kirkman afirmou que tem ideias muito específicas sobre isso e que serão exploradas no tempo certo. Ao ser questionado se o canal AMC estaria OK com a possibilidade de Daryl ser gay, ele respondeu “absolutamente”, plantando a dúvida na cabeça dos fãs.
Kirkman sempre defendeu que personagens gays podiam ser badass, e os paralelos entre Daryl Dixon e Paul “Jesus” Monroe — que existe nos quadrinhos mas ainda não apareceu na série de TV —  são muitos. Resta saber se os dois são personagens distintos ou se Daryl é a encarnação de Jesus na TV.
Por último, a notícia de que um dos protagonistas do spin-off será revelado no final desta temporada alimentou um antigo sonho dos fãs: de que Daryl Dixon tivesse sua própria série de TV. Já essa teoria não me agrada tanto, pois eu curto demais o bromance entre os atores Norman Reedus e Andrew Lincoln :)
Agora é com vocês: quais rumores de The Walking Dead vocês ouviram por aí, e o que vocês esperam deste final de temporada? Vamos especular nos comentários!

5 de fev de 2015

Design et cetera: Looks Literários

Eu já falei isso antes e volto a repetir, não existe inspiração maior do que um bom livro e isso vale até quando o assunto é moda. 
Para o post de hoje, montei alguns looks inspirados em livros da Galera. São estilos distintos baseados em histórias completamente diferentes.


Para começar, um dos favoritos da casa: O fator nerd. Há quem se engane que nerds não têm estilo. Pelo contrário. O conceito de geek chic une tecnologia, referências culturais e muito estilo. Que tal um vestido com estampa de comic book, combinando com um laço de cabelo em 8-bits? Mas o look não ficaria completo sem UMA BOLSA FEITA DE TECLAS e um sapato pixelado. #sonho


Nosso segundo look do dia é inspirado na série Teardrop da Lauren Kate. Como um vestido feito de água (ainda) é impossível, você pode recriar o clima etéreo do livro investindo em peças românticas em cores azuladas. A renda e a transparência do tecido imitam o movimento das ondas. E para os acessórios: que tal um colar e uma bolsa de concha?


Nossa próxima musa inspiradora é Emily, the strange. Se você curte a vibe gótica e tem uma leve obsessão por gatos e sarcasmo, esse é um look que nasceu para você. Pense em White Stripes, franjas e combine isso com acessórios de gatinho.

Para fechar, escolhi um livro muito fofo nosso: O futuro de nós dois. A história toda se passa nos anos 90, e gente, não tem como negar: os anos 90 voltaram! Pelo menos para as passarelas. Então vá sem medo! Invista na estampa mais colorida, nos cordões dourados exagerados e nos óculos wayfarer. Se alguém encontrar esse pingente de disquete, por favor me passe o link! #preciso
E aí? Qual o look mais curtido do post?

Beijo e até a próxima!