29 de ago de 2013

Contagem regressiva para a Fall Season (The CW)



A Fall Season está para os fãs de série assim como as fashion weeks estão para os fashionistas e a Bienal do Livros está para os bookaholics: É MUITA EMOÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!
foto elenco de The 100 (série inspirada no livro de Kass Morgan que a Galera vai lançar!)
Só vou abrir aqui um parêntese para explicar melhor a Fall Season. Durante os meses de Setembro e Outubro, a TV americana coloca no ar novos seriados e volta com os episódios inéditos das séries já conhecidas. Mas é MUITA COISA mesmo, uma enxurrada de novidades e temporadas inéditas, com o melhor que as emissoras têm para oferecer. Fica difícil até escolher o que ver, mas vou tentar ajudar vocês com umas dicas.
Nada contra a Mid Season (meados de Janeiro) ou a Summer Season (Junho/Julho), mas a cereja do bolo dos canais norte-americanos chega mesmo na Fall Season. Que começa muito EM BREVE!

Eu confesso que fiquei bem confusa na hora de escolher uma ou duas séries para comentar, então vou fazer assim: A partir desta (hoje é dia de CW) e das próximas colunas, vou falar das principais atrações de cada uma das top emissoras dos States. Um vídeo e comentários sobre as novidades que mais me deixaram curiosa, e eu imagino que vocês possam gostar.
Fica legal desse jeito? Então vamos começar:

THE CW

Reign

Com estreia prevista para outubro, a série vai acompanhar a vida da jovem rainha da Escócia. Eu particularmente, não curto muito seriados do tipo “histórico”, acreditem ou não, nem Game of Thrones eu vejo. Mas fiquei muito curiosa para ver essa, é tudo tão bonito e misterioso rs
The Originals

Já falei sobre The Originals por aqui antes, a série é um spin-off de The Vampire Diaries, que eu não vejo, mas sei que muita gente curte.
The 100
Série com temática de fim do mundo: EU CURTO! hahahahaha Calma, não sou uma pessoa pessimista, mas acho superinteressante ver a galera tentando se virar para continuar viva. Quem sabe não aprendemos uns truques  para quando chegar a hora da invasão alienígena / ataque zumbi não é mesmo?
                                 


Star-Crossed
Outro de ficção científica. Se a gente pensar bem, não tem NADA "vida real 2013" na grade nova da CW. Isso é bom? Eu não sei, mas o plot desta me interessou um bocado. Olha só, as autoridades decidem inserir um grupo de alienígenas adolescentes em um subúrbio americano para analisar o comportamento deles. Tem romance ET/humano e tudo! Quem não gosta disso? 
The Tomorrow People


Remake de uma série britânica dos anos 1970, a série acompanha alguns jovens que tem poderes supernaturais: teletransporte, telepatia, etc. Eu acho essa ideia superbatida, mas quem sabe, se eles souberem fazer diferente...

                               
Como deu para perceber, tudo fictício demais. Nada de “moça da cidade que muda para o interior”, “órfã que vai morar com a tia”, “menino da casa ao lado que se apaixona pela colega nova”... Tirando Reign que é um drama histórico, vamos ver muita gente voando (?), se teletransportando, lendo mentes, viajando no espaço, mordendo pescoços (ui!)...

E aí, quem curte essa temática mais “fora da realidade” do canal?

Xoxo

Nanda

23 de ago de 2013

Papos de sexta: A arte da timidez

Pode não parecer, mas sou tímida! Já fui bem mais, beeeeeeem mais. Quando eu estava no colégio, demorava um pouco para fazer amizades em turmas novas, mas isso era apenas no começo. O meu problema sempre foi o contato inicial. Depois que eu conheço a pessoa ou a situação... nem ligo mais!
O que me ajudou a evoluir, além do fato de eu crescer e ter que lidar com diversas situações, foi o blog e, logo depois, o vlog. É incrível como o fato de se expressar e encontrar outras pessoas que gostam do que você diz pode melhorar esse lado social e comunicativo. Além de exercitar a forma de eu expor e apresentar as ideias, me fez muito bem ao me dar a oportunidade de conversar com diversas pessoas.
Muitos especialistas afirmam que a internet deixa a pessoa mais introspectiva e propícia a evitar o contato pessoal, o cara-a-cara. Eu não discordo, é claro. Algumas pessoas se fecham, mas eu, diferente dessas teorias, aprendi a desenvolver mais as minhas habilidades sociais por causa da internet. A sacada é usar a internet a seu favor e não como uma forma de se fechar ainda mais. Escrever crônicas, criar um blog sobre um assunto que você gosta ou um vlog (que é muito mais ousado), quem sabe?
Não estou dizendo para vocês começarem a expor sua vida na internet, galera! Bem longe disso. Aliás, se você é menor de idade e quiser criar um blog e/ou vlog, eu acho legal comentar com seus pais. Afinal, nunca se sabe né? Eu sei que pode parecer discurso de velha e que quando eu era menor também achava um saco. Mas sempre fique ligado(a) no que você posta na internet, ter privacidade e cuidado é sempre bom.
Mas voltando ao papo sobre a timidez e tal. Hoje em dia eu sou bem mais desencanada com isso, mas ainda tenho dificuldade nesse primeiro contato. Tanto que é que quando converso com os leitores do blog pessoalmente pela primeira vez, fico um pouco sem graça. Eu nunca sei o que falar! O engraçado é que quando a pessoa conversa comigo sobre qualquer outro assunto antes, respondo totalmente “de boa”, sem timidez. Vai entender, né?
Acho que esse é o real motivo da timidez. Depende muito do assunto que estamos discutindo. Eu não tenho vergonha de puxar assunto com um desconhecido quando vejo que está em dúvida por causa de um livro na livraria, por exemplo. Eu sei, chegar assim, do nada, é meio assustador. Mas é um assunto de escape, fazer o quê? Hahahaha. Para mim, é sempre melhor falar de livro, filme, serie ou música do que do clima ou da demora da fila, por exemplo.
Por que eu escolhi esse assunto para o Papos de Sexta de hoje? Porque na semana que vem, no primeiro final de semana da Bienal, eu vou estar no stand da Galera Record e quero encontrar todos vocês por lá. Vai ser a minha primeira Bienal do Rio e também a minha primeira vez no Rio de Janeiro! Estou tão empolgada que vocês não fazem nem ideia, hahahaha!
                                   

Estamos combinados então? Se você estiver na Bienal não deixe de passar no stand da Record < 3  Para os que não são do Rio ou que não podem comparecer, eu vou estar aqui no blog da Galera Record fazendo a cobertura do que está rolando por lá. Fiquem ligados!
Um beijo e espero por vocês!

Ps: Não liguem se eu ficar um pouco tímida no começo, hahaha.

22 de ago de 2013

SEIS CONTOS DE FADAS PARA A MULHER MODERNA

No fim do ano passado, comemorou-se o bicentenário da primeira edição dos Contos fantásticos infantis e domésticos, dos irmãos Grimm. Muito embora os Grimm não tenham sido os únicos a colecionarem e publicarem contos de fadas, eles são, sem dúvida, os mais famosos.
Gente muito séria, como Maria Tatar e Jack Zipes, vem estudando contos de fadas durante toda a vida e tenta entender por que ainda hoje eles são tão importantes pra nós, e muito se tem discutido sobre a questão do gênero nos contos de fadas (eu comecei a falar disso no mês passado, com o artigo sobre o livro Todo Dia, do David Levithan, e pretendo voltar mais vezes ao assunto) e a maneira como homens e mulheres são representados neles.
Em geral, as heroínas dos contos seguem as convenções sobre as virtudes femininas, e o “felizes para sempre” parece remeter unicamente à ideia do casamento e da criação dos filhos (da mesma forma, os homens sempre são considerados os provedores, isto é, são eles que cuidam do sustento da casa e seu sucesso é medido pela capacidade de desempenhar este papel).
Bom, nada contra quem acha que o único objetivo na vida de uma mulher é casar e ter filhos (viu, Bella Swan?!), mas como fica quem nunca pensou em se casar nem em ter filhos e que busca a realização profissional? E o que dizer de quem não tem cabelos longos e louros, e nem é tão bonita quanto as mocinhas dessas histórias, mas que, óbvio, se acha inteligente e interessante o bastante para sonhar e realizar coisas nessa vida? E se ela não quiser ficar em casa fiando ou tecendo, mas sim viver grandes aventuras mundo afora, sem ajuda de fadas, anões ou magos?!
Bom, os contos de fadas representam a visão de mundo de quem conta os feitos, e é por isso que cada vez mais vemos — e lemos — releituras dessas histórias fantásticas, que tentam aproximá-las da nossa experiência contemporânea, nas quais um monte dessas convenções vai ser questionado. 
***
Dia desses, navegando pela internet, eu me deparei com um texto cujo título em português seria Seis contos de fadas para a mulher moderna. Achei tão incrível que perguntei à autora, Renee Lupica, se poderia traduzi-lo (e adaptá-lo) para a coluna deste mês. Felizmente, ela gostou da ideia e vocês podem lê-lo a seguir.
O original está aqui

I.
Era uma vez uma mulher que nunca se casou, mas que teve muitos relacionamentos satisfatórios, um emprego que a permitia viver com conforto, um apartamento que decorou e no qual morava sozinha, e hobbies que estimulavam sua mente.
Fim.

II. 
Era uma vez um casal que tentava, mas que não conseguia ter filhos. Quando acharam que já estavam velhos demais para ser pais, perceberam que tinham renda suficiente para viajar pelo mundo. Foi o que fizeram, e foi incrível; os dois ficaram satisfeitos e ninguém se lamentou por causa disso.
Fim.

III.
Era uma vez uma mulher que foi abordada por um bêbado num beco escuro; no entanto, ele foi muito educado e explicou que viera até o bar de carro, mas, como era responsável, agora não queria dirigir até a própria casa. Seu telefone celular não estava funcionando, e ele pediu à mulher que chamasse um táxi. Ela chamou, ele agradeceu, e eles se despediram animadamente antes de seguirem caminhos diferentes.
Fim.

IV.
Era uma vez uma mulher muito competente, que sabia que seu desempenho valorizava a empresa para a qual trabalhava, por isso, mesmo estando muito nervosa, ela conversou com o patrão, pediu um aumento e ele foi concedido.
Fim.

V.
Era uma vez uma mulher que cresceu no interior do país e continuou morando ali depois que se casou com o garoto que namorava desde o ensino médio, pois o emprego dele estava ligado à região. Além disso, ela queria ficar perto dos pais. Mas a mulher sempre quis aprender a surfar. Então, quando completou 65 anos, pegou parte do dinheiro da poupança e passou suas primeiras férias sozinha no litoral. Ela teve uma semana de aulas de surfe e se divertiu bastante.
Fim.

VI.
Era uma vez uma garota que cresceu lendo revistas que falavam de produtos de beleza e, por isso, sempre ficava muito preocupada com a pele cheia de espinhas. Ela tentou um monte de tratamentos com graus de sucesso variáveis, e nunca saía de casa sem estar totalmente maquiada. Aos 20 anos, começou a usar produtos anti-idade, pois acreditava que a prevenção funcionaria muito melhor que a cura. Ao completar 30 anos, ainda tinha acne, mas, por alguma razão, não parecia se importar muito com isso. Às vezes, saía sem maquiagem. E, apesar dos cremes que usara aos vinte e poucos anos, ela começou a ter algumas rugas na testa. Mas agora isso não parecia incomodar tanto quanto na juventude. Aos 40 anos, sua pele continuou a enrugar, ela se preocupava menos ainda e ficava feliz de ver que as rugas ao redor dos olhos davam a impressão de que ela ria muito, o que a fazia rir ainda mais; e ela se importava cada vez menos e apenas usava maquiagem quando queria, sem nunca se sentir obrigada a isso. Quando completou 80 anos, sua pele estava mais fina e delicada, semelhante a um papel crepom muito bonito. E ela se sentia cada mais feliz e mais confiante do que antes.
Fim.




Minibio:
Ana Resende trabalha como preparadora de originais e tradutora, e é colaboradora da Galera Record, entre outras editoras. Workaholic assumida, está aprendendo a gostar de videogames, mas sua leitura favorita ainda são os contos de fadas. Acredita que o príncipe encantado existe, que é um cara legal, que está investindo na própria realização profissional, anda de Harley Davidson e bebe Jack Daniel’s.

Twitter: @hoelterlein

20 de ago de 2013

Dia do marcador: Especial séries

Olá Galera!
O dia do marcador está bombando! Para deixar vocês felizes nós montamos marcadores inspirados nas séries Beatiful Creatures, Feios, Fallen e Assassin's Creed. São sete designs exclusivos que você pode acessar aqui.
Como sempre, lembramos que o ideal é imprimir em um A4 com uma gramatura maior do que 90g, como 120g - 150g.


                     

19 de ago de 2013

Tons da Galera: Delírios de consumo de mulheres reais

Alexander Wang, estilista já consagrado e nada menos que novo diretor criativo da Balenciaga, divulgou recentemente na internet um vídeo documentando sua mais recente e exclusivérrima liquidação.
O evento mega hypado sobre os quais poucos sabiam era realmente um mistério; ninguém imaginava quais tipos de descontos encontraria, nem de quais linhas seriam as peças a preço de banana (tá bom, também não é para tanto). A fila de novaiorquinos ansiosos se formou cedo e quando todos finalmente entraram na ante-sala do galpão onde estavam as cobiçadas peças, foram recebidos por uma mensagem de Wang num telão, que sem mais delongas soltou a bomba do dia: tudo é de graça, e salve-se quem puder porque não haveria carrinhos, sacolas, nada.
O vídeo é impagável. Toda aquela pose dos fashionistas de plantão, os únicos e primeiros a saber sobre a tal liqui? História. E o que sobra é medo, muito medo.
Video:
                           

Qualquer semelhança com Delírios de consumo de Becky Bloom é mera realidade.
Foto:
                   

No livro  Rebecca Bloomwood é uma compradora compulsiva com diversos cartões de créditos estourados mas que não consegue parar de comprar.

No entanto, pesquisadores de tendências de comportamento e consumo como os da brasileira Box1824 e da italiana Future Concept Labs, garantem que a tendência de consumo futura será voltada para mais qualidade e menos quantidade, coisa que já temos visto até em redes de fast-fashion como a H&M, com sua linha Conscious e outra linha mais cara porém mais durável e temporal. A previsão é que as gerações futuras deverão preferir gastar com bens imateriais: viagens, experiências, programas culturais, aplicativos...
Já se vê muito desse comportamento pipocando em grandes cidades da Europa, Japão e (gasp!) Estados Unidos, ele mesmo, rei e inventor do consumo desenfreado.
Mas com marcas como GAP e TopShop desembarcando aqui será que o Brasil vai aderir? Talvez sim, mas ainda teremos uns bons dez anos de Becky Blooms desenfreadas pela frente. Se você não quiser arriscar, é bom começar a usar a tática de BB e congelar os cartões de crédito!

16 de ago de 2013

Papos de sexta: Guia de sobrevivência para a estreia de Cidade dos Ossos


Juro que tentei escrever sobre outro assunto. Afinal, não faz duas semanas que eu e Laís Malek,do fansite Idris, moderamos mais um encontro de fãs de Os Instrumentos Mortais aqui no Rio de Janeiro, e achei que não teria o que falar até a estreia do filme. Mas meu amigo e blogueiro Alan Barcelos, outra pessoa que eu perturbei muito até que virasse fã dos livros, me convidou para a cabine de imprensa de Cidade dos Ossos, que aconteceu nessa quinta-feira — a.k.a ontem.                                               
Imagina você se preparar psicologicamente para um evento que vai acontecer daqui a uma semana e,de repente, descobre que será no dia seguinte? Pois é. Eu estava tão eufórica e apreensiva — é verdade que estou ansiosa desde que compraram os direitos do filme, mas tudo bem! r— que não tirei o melhor proveito da experiência.
Por isso, preparei um “Guia de sobrevivência” para a estreia do filme, que compartilho aqui no blog. Quem sabe pode ter utilidade para vocês também?


1) Conheça a história

Leia (ou releia) o livro antes de assistir ao filme. Melhor ainda: leia os três primeiros livros (ver regra nº 2).
Comprimir as 400 páginas de Cidade dos Ossos em 2 horas de filme não é uma tarefa fácil, e ter um conhecimento prévio faz toda diferença.


2) Mente aberta

Algumas mudanças foram necessárias para dar ritmo e imprimir o tom do filme, e a roteirista Jessica Postigo e o diretor Harald Zwart fizeram um bom trabalho. Mesmo as cenas extras parecem ter sido escritas por Cassandra Clare (uma das vantagens de ter a autora acompanhando a produção do filme) e não prejudicam o enredo ou o desenvolvimento dos personagens — com exceção dos spoilers dos próximos livros.
Eu entendo que eles estejam pensando na franquia a longo prazo, por isso adiantaram pontos-chave da trama, mas considere-se avisado :)


3) Atenção nos detalhes

Os cenários são fantásticos, especialmente o Instituto, e os figurinos e objetos de cenas são tão ricos em detalhes que fica difícil absorver de uma só vez.
Por isso, vale navegar antes pelo site do filme, ver todas as imagens, assistir aos trailers, spots de tv e clipes, para se familiarizar com a ambientação e caracterização dos personagens.


4) Foco nas performances

A atuação é o que torna essa adaptação especial — sério, o elenco é incrível! 
Lily Collins interpreta uma Clary determinada, e Jamie Campbell Bower não deixa dúvidas de que é o melhor Caçador de Sombras de sua geração (a.k.a. Jace). Kevin Zegers e Jemima West realmente parecem irmãos nos papéis de Alec e Isabelle, com aquele ar de superioridade. Mas Robert Sheehan é o meu favorito, impecável como Simon! Repare nos gestos e expressões faciais do ator. 
CCH Pounder arrasa como Madame Dorothea, e Jared Harris está maravilhoso como Hodge. Godfret Gao aparece pouco como Magnus Bane, mas era o esperado, e o Valentim de Jonathan Rhys Meyers pode não ser como o dos livros, mas é in-sa-no! rs Um ótimo antagonista para a Jocelyn de Lena Headey e o Luke de Aidan Turner, atores tão bons que você vai desejar que tivessem mais tempo de filme.


5) De olho nos efeitos

Um dos maiores problemas nos filmes de fantasia são os efeitos — ou defeitos! rs — especiais. Felizmente, não é o caso de Cidade dos Ossos.
Se você pausar o filme e olhar bem de pertinho, pode ser que consiga ver falhas, mas na telona do cinema e no desenrolar da sessão? Improvável.
Destaque para a estufa e todos os demônios!


6) A playlist

A trilha sonora pontua bem o filme, especialmente a trilha instrumental.
Os momentos em que Jamie Campbell Bower toca Johann Sebastian Bach no piano são imperdíveis! E fique atento, pois o compositor alemão tem uma função específica na trama :)


7) Valorize a autora

Se você achar que o filme não faz justiça ao livro, não desconte na autora! Mesmo que ela tenha prestado consultoria e acompanhado as gravações, a última palavra é sempre do estúdio.
Melhor ainda: aprenda a desassociar os dois e aprecie o que cada um pode oferecer. Mas nunca troque o livro pelo filme!


8) Cuidado com spoilers

Você vai sair da sessão morrendo de vontade de contar o final. Resista a tentação de publicar nas redes sociais, para não prejudicar outros fãs.
Prefira enviar mensagens, ligar para os amigos ou conversar pessoalmente — mas modere o volume :)


9) Ignore as regras

Se ainda assim você não se sentir preparado para a estreia, não entre em pânico!
O mais indicado, nesse caso, é sentar-se confortavelmente na poltrona e ignorar o resto. Apenas relaxe, para curtir o filme.


10) Assista novamente

Você pode ficar ansioso, como eu, e não aproveitar o quanto gostaria. Então, vale assistir duas, três, quantas vezes quiser! rs
É exatamente o que vou fazer na semana que vem. Quem sabe a gente não se esbarra em alguma sala de cinema?

Últimos esclarecimentos


Pessoal,

Algumas pessoas embolaram as informações do último post e recebemos mais um monte de mensagens com dúvidas. Vamos esclarecer essas dúvidas nesse post, em tópicos.

No mais, aguardem ainda hoje a sensacional coluna da Tita Mirra! Ela vai dar algumas instruções para os fãs que pretendem sobreviver à estreia de Os instrumentos mortais semana que vem.
Boa estreia pra todo mundo :-)

- Cidade dos ossos, Cidade das cinzas, Cidade de vidro, Cidade dos anjos caídos, Cidade das almas perdidas, Anjo mecânico e Príncipe mecânico NÃO terão mais a laminação holográfica.
- Nos livros acima, a partir de agora, a laminação é brilho normal.
- A laminação NÃO voltará a ser fosca com aplicações de brilho em algumas áreas, como era em 2010. Esse acabamento não está mais disponível no Brasil há anos.
- As primeiras edições de Princesa mecânica e Cidade do fogo celestial terão laminação holográfica. A segunda, terceira, quarta e assim por diante terão laminação brilho comum.
- As novas edições terão lombadas com número da série alinhado, entretanto a fonte tem tamanhos diferentes pois precisa ser proporcional à largura da lombada.
- Princesa mecânica virá com a árvore genealógica em todas as edições.
- Pessoas que compraram alguma edição com problemas de impressão - falta de acentos, travessões ou letras -, por favor escrevam para galera@record.com.br e/ou mdireto@record.com.br, pois estamos trocando esses exemplares.






15 de ago de 2013

Os Acabamentos mortais

Meu post de hoje é sobre um assunto bastante polêmico que tem lotado nossas caixas de e-mail de perguntas e reclamações. Para quem ainda não adivinhou, estou falando sobre o bendito acabamento brilhoso da série Os Instrumentos Mortais.Quando começamos a editar essa série, bem na primeira edição de Cidade dos Ossos,usamos um brilho localizado, ou seja, em algumas partes da capa. E ficou lindo, perfeito, sensacional.
Só que esse acabamento localizado esgotou completamente no mercado. E por causa disso, quando lançamos o terceiro da série (e também nas edições subsequentes do Cidade dos Ossos e de Cidade das Cinzas) optamos por usar um  acabamento holográfico na capa inteira. Parecia uma solução perfeita e maravilhosa, só que não era.
Alguns dos lotes desse plástico holográfico eram de qualidade inferior, que saiam com o tempo. O que resultou em milhares de e-mails de leitores querendo saber como fazer para “conservar seu brilho”. Outros leitores, em sua maioria meninos, NÃO queriam que suas capas brilhassem, e preferiam a edição sem o holográfico. Bem enlouquecedor. Além disso, o único fornecedor desse brilho fica em São Paulo, e como vocês sabem a editora é no Rio de Janeiro, e demorava no mínimo 15 dias para aplicar o efeito, esperar secar,  e transportar as capas de volta para a editora.
Foto: Tumblr Apenas Livros
Por mais que nosso maior desejo seja agradar os nossos leitores, fomos obrigados a tomar uma decisão épica. Ou imprimíamos o livro sem esse acabamento, ou não teria como ter os livros nas livrarias a tempo de atender todo mundo.  Mas antes que vocês joguem pedras em mim, me matem esquartejada e distribuam meus pedaços pelo Brasil afora, pensamos em uma solução que pode agradar a todos!
Assim como acontece nos EUA, onde a primeira edição é capa dura para colecionadores, vamos manter o brilho SOMENTE na primeira edição dos livros. Isso não é nenhuma novidade no mundo editorial, quando fizemos os livros do Bernard Cornwell, por exemplo, a primeira edição tinha um pantone metálico que não foi mantido nas posteriores. E continua sendo assim. Quem quer manter uma unidade na sua coleção, garante um exemplar da primeira edição.  
Então, a boa notícia para os amantes do brilho é que a primeira edição de Cidade do Fogo Celestial e Princesa Mecânica brilhará. Faremos uma tiragem alta, colocaremos em pré-venda e todos os amantes do brilho que comprarem ficarão satisfeitos – as demais edições virão com laminação comum, mas com todos os extras etc... tudo igualzinho com exceção da holografia! E o mais importante de tudo é que independentemente do brilho, a série é maravilhosa e o filme estreia semana que vem. :) Então não me matem!
Beijos e até a próxima < 3


9 de ago de 2013

Cobertura da Bienal da Galera por Garota It


Um dos maiores eventos literários do país se aproxima e nós, da Galera, já estamos pensando em como aproveitar ao máximo esse momento com nossos queridos leitores. Para quem vier à Bienal, será um prazer recebê-los em nosso stand, bater um papo literário sobre nossos livros favoritos e, claro, ouvir o que vocês têm a nos dizer. Mas e quem não puder vir? Ah, essa é a melhor parte: quem não vier, não vai ficar de fora! 

Para garantir que os leitores de todas partes do país possam acompanhar o que estará acontecendo, teremos uma convidada muito especial fazendo uma cobertura para vocês. A Pâm, do blog Garota It, emprestará seu carisma e amor pelos livros para deixar vocês todos por dentro de tudo que rolar de mais legal na Bienal. Muitos já a conhecem e será um prazer ter uma figura tão querida da blogosfera representando nosso stand! Essa cobertura feita pela Pâm virá para o nosso blog e também para o Garota It, então fiquem ligados que vamos manter vocês informados. Veremos vocês na Bienal, pessoal!

 Até lá (e também aqui)!

xoxo

Papos de sexta: Pais, filhos e livros

Foto: Mariana, Psycho Books.
Quando peguei “Métrica” para ler por sugestão de minha amiga Lygia, ela disse que eu ia adorar, que era a minha cara, pois a protagonista era louca pelo ator Johnny Depp, assim como eu.
Dito e feito. Quando chegou em minha casa, passei o livro na frente de muitos outros e me envolvi com a história que trazia no slogan: “Amor rima com dor”. No entanto, diferente de tudo que li até agora sobre o livro nos blogs e ouvi de amigas que leram, o motivo maior de eu ter amado esse livro e o vivido intensamente não foi o das outras pessoas. Claro que achei a Layken encantadora com sua força interior para dar a volta por cima de tantos problemas e óbvio que sonhei com o dia quer teria um Will em minha vida. Mas sabem o que mais me marcou nessa leitura? Os pais dela.
Explico: não só porque, esta semana, comemoraremos o Dia dos Pais no país inteiro. Mas porque eu sou muito ligada nos meus, sou a filha que ainda mora com eles por opção não por obrigação e que exatamente por esse motivo não consegue se imaginar vivendo sem eles.
“Métrica” me fez parar para pensar em como a dor de perder um dos dois — ou os dois! — nos afeta. Somos tão pequenos perto desse momento, afinal, por que mesmo a vida nos tira as pessoas que mais incondicionalmente nos amaram?
Gostaria de fazer uma coluna bem mais animada, mas após a leitura me peguei vendo que me orgulho muito de estar presente na vida de meus pais, de fazer valer cada momento, dividindo o que gosto de fazer e o pouco tempo livre com meus amigos, com um namorado ou com eles.
Nunca fui a criança que tinha vergonha dos pais a irem buscar na festa, nunca pensei em pagar mico porque estava acompanhada de minha mãe no shopping... eu sempre desfilei com ela com orgulho.

Meu pai foi quem me passou essa paixão toda por cinema, me levando a inúmeros filmes quando criança. Foi com ele que vi E.T, O Poderoso Chefão, Star Wars, Star Trek, todos os filmes que marcaram minha infância, e ele, mesmo sem gostar, me levava a filmes da Xuxa, aguentando firme quando eu queria ver mais de uma vez e no cinema.
Os passeios pelas livrarias desde pequena também tem recordações com eles, cada livro que eu pegava e minha mãe escolhia para ser levado para casa era motivo de alegria.
Tudo que sou eu devo a eles, são meus melhores amigos, aqueles com quem eu posso contar sempre e que me aguentam com erros e acertos. Pais não são como namorados, que chegam um belo dia e dizem que o amor diminuiu e que precisam repensar a relação.
A relação com eles é para sempre! E por esse motivo terminei o livro chorando muito, eu junto com os personagens queria saber por que eles tinham que sofrer tanto? Porque tanta gente sofre de um jeito que parece absurdo, afinal perder os pais é uma dor sem cura, ela pode até diminuir, mas não passa.
Se Layken e Will foram fortes, acho que no final a mensagem que fica é de que temos que cuidar de quem amamos em vida, aproveitando cada segundo, mostrando a pessoa o quanto significam para nós.
Mais do que um livro sobre a linda relação entre um casal jovem, ‘Métrica” é um livro triste sim, difícil não cair em prantos quando o lemos.
Mas ainda assim é um livro lindo e como dizia Renato Russo, ele prova que “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.”
Cuide bem dos seus pais, dê um abraço apertado neles e comemore o dia 11 da melhor forma que encontrar, de preferência arrancando sorrisos de quem sempre te deu tanto e te pediu tão pouco.
Feliz Dia dos pais! < 3

7 de ago de 2013

Dia do Marcador: Especial Todo dia

Quem gostou de Will & Will vai adorar Todo dia, o novo livro de  David Levithan. A está todo dia num corpo diferente, vivendo vidas diferentes.Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo. Pensando nisso,nós também resolvemos desenvolver um dia do marcador pra lá de diferente! Além de marcador, desenvolvemos um calendário exclusivo do livro Todo dia. Para baixar é só clicar aqui .

Uma dica para quem quer imprimir o material é usar um  A4 com uma gramatura maior do que 90g, como 120g - 150g. E para o calendário o ideal é encadernar depois de impresso.

Aproveitem!




 

6 de ago de 2013

Tons da Galera: Guerra dos sexos fashion


Um dos blogs de moda mais bem sucedidos dos últimos anos é o Man Repeller, onde a fashionista Leandra Medine posta seus looks estilosos e loucos, que seriam capazes de repelir qualquer homem do universo. O blog é um sucesso mundial, e Leandra até mesmo casou recentemente, provando que alguns homens não ligam tanto para os nossos devaneios fashion.
Dezenas de pesquisas já foram feitas sobre as tendências de moda que mais confundem e repelem os homens, a mais recente pelo Stylitics . A conclusão é: a gente acha que está abafando. Eles, não tanto.

Sneakers.                                                                                                                                    As fashionistas desembolsaram U$700 por um original de Isabel Marant, e mulheres do mundo todo contraíram a febre do salto que tem conforto de tênis. Mas os homens não entenderam. Associações citadas foram: sapato de astronauta, pata de bode.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
   Macacões.                                                                                                                               Para a gente, chique. Para eles: “uniforme de mecânico ou paraquedista”. Elvis Presley também foi citado como referência em macacões.
                                 
Sandálias gladiadoras                                                                                                   A gladiadora da hora é alta e chega quase até os joelhos. “A mulher deve ter que acordar 2 horas mais cedo para amarrar aquelas tiras todas”. Um dos entrevistados foi mais sucinto: “Ridículo”.

                                   

Cintos Largos. Também conhecidos como  “Tiras gordas que algumas mulheres amarram em volta da cintura”, por um dos entrevistados.
Vestidos longos.                                                                                                               Acreditem ou não, alguns homens ainda não gostam dessa peça de roupa confortável e elegante tão amada por nós. Um deles justificou: “Eles vêm com essas estampas loucas de zigue-zague ou listras. Meus olhos até doem... é simplesmente pano demais!”.
Sutiãs faixa.                                                                                                                   Comentários: “Aquelas coisas que são só um pedaço de tecido”. “Elas servem para alguma coisa?”. “Eu nem sabia que existia um nome para aquilo.”
Óculos gigantes e coloridos.                                                                                                 Os Rapazes acham que a gente fica parecendo um ET com eles. Ou uma abelha. Enough said.
Botas estilo Ugg.                                                                                                                    O público masculino acha que elas parecem botas “de Papai Noel” ou “algum tipo de mamífero morto preso em nossos tornozelos” e não entende por que esconder nossos lindos pezinhos nesse calçado tão, mas tão gostoso, quentinho e confortável!        

                                           

Coletes de pelúcia ou casacos de franja.
Para a gente: boho chic. Para eles:“Pé Grande,o abominável homem das neves”.Ou apenas “Chewbacca”.
                                                                                                                                                    

                      

Calças de cintura alta.
 “Parecem as calças da minha mãe”. “Como garotas respiram com isso?”

                              
E você? Vai abraçar seu lado Man Repeller ou prefere agradar o bofe?

5 de ago de 2013

Segundo conto de As crônicas de Bane.


Chegou agosto, pessoal, e conforme prometido, a história de As Crônicas de Bane, A rainha fugitiva, está disponível nas livrarias digitais. É possível encontrar o livro na Amazon e na Livraria Abril. Mas nos próximos dias, ele estará também nas Livrarias Curitiba,Gato SabidoBuqui,SaraivaSubmarinoCultura/ KoboiBooks (Apple) e Google PlayDepois de lançados em formato digital, todos os contos serão reunidos em um único livro, "As Crônicas de Bane" que será lançado pela Galera! 






2 de ago de 2013

Papos de Sexta: Como passei a não mais odiar Cassandra Clare

Para apresentar o Clube do Livro Saraiva do Rio de Janeiro, eu preciso ler muitos livros, muito rápido. Adoro demais essa maratona literária, mas nem sempre é fácil deixar de lado uma lista de livros que está aguardando para ser lida para dar preferência aos que serão abordados no Clube. Para a edição de agosto, como o tema é Steampunk, busquei livros que tenham essa ambientação, e, entre eles, está a série As Peças Infernais, de Cassandra Clare. Problema? Nenhum, tirando o fato de que eu não gosto de Cassandra Clare.
Prontofalei. É verdade! Sou da época do fandom de Harry Potter quando o seu nome era apenas sinônimo de uma escritora de fanfics conhecida e muito, digamos, complicada e nada simpática. Até aí, ok, coisa de fandom, mas então ela lançou “Cidade dos ossos” e eu comprei para saber como era Cassandra a autora e não a fanfiqueira. E odiei. Achei a Clary uma mala, o Jace um garotinho mimado e todo o universo “sugado” de Hogwarts e da Terra Média, com apenas toques diferentes. Sim, eu sou observadora demais e muito, muito chata, principalmente quando me dão razão para ser. E esse meu “hate saudável” pela autora já foi motivo de muitas brincadeiras, principalmente com sua fã número um e colunista do blog da Galera Record, Tita Mirra. Em sua primeira participação por aqui, Tita escreveu sobre uma coluna  sobre Jace e me ganhou. Só gosto dele quando o vejo pelos olhos dela. Vai entender.
Continuando... Por causa do Clube do Livro Saraiva – e pelo apelo dos leitores que dele participam – tive que dar a Cassandra Clare uma nova chance. Tita me disse que As Peças Infernais é mais legal do que Os Instrumentos Mortais, e lá fui eu, ainda que não convencida, ler Anjo mecânico. A minha ideia era ler rapidinho, só para saber a história mesmo e comentar no Clube. Mas me peguei gostando de Tessa, odiando Jessamine, apaixonada por Will e Jem e querendo muito saber o que acontece no próximo. Ou seja, preciso admitir que Cassandra Clare se provou autora nessa série de livros, e com louvor. Claro que ela tem um check-list básico para ambas as sagas:
  • Protagonista fofa, porém sem noção, que se encontra como pivô dos problemas;
  • Interesse amoroso lindo, forte, mas com rompantes de garoto-enxaqueca;
  • Segundo gatinho gentil, fofo, “friendzoned” para sempre, mas tão cativante quanto o primeiro gatinho;
  • Personagem linda e invejável, mas que é uma MALA e todo mundo odeia, mesmo ela sendo do bem.
E outras coisinhas mais.
Mas em As Peças Infernais, Cassandra realmente soube mostrar sua habilidade com enredo e isso me fez aplaudi-la. O livro é uma viagem repleta de curvas, retornos, obstáculos e prende a atenção do início ao fim, ficando melhor a cada página. São vários pequenos enredos que se unem em um principal de forma coerente e surpreendente. O livro tem elementos Steampunk, mas de forma bem light, o suficiente para adicionar charme à trama e ambientação, mas nada com muita parafernália. 

Mas, qual a razão dessa coluna, já que não vou resenhar o livro (e para saber mais, vocês terão que ir ao Clube. *insira risada maléfica aqui*)? Em Anjo mecânico, vi o talento da autora e não tenho problema algum em dizer que mordi minha língua. A razão desta coluna é exatamente esta: vencer mais um preconceito (ou melhor, “pré” conceito).

Quantas vezes deixamos de aproveitar algo bacana porque temos um pré conceito/preconceito? Gostar de Anjo mecânico não me faz gostar da pessoa que Cassandra foi (porque ela pode não ser mais a mesma), mas me fez ver suas qualidades como autora, algo que não admirava antes. 

Quantas vezes cobramos de autores e outros artistas e personalidades que sejam perfeitos, porque, para nós, sua obra é? “Puxa, adoro o livro dela, mas ela é antipática”. E daí? Sua antipatia não invalida seu talento. Seria ótimo se fosse a pessoa mais fofa do mundo, mas e daí se não for? E não falo somente de Cassandra, pois nem a conheço, mas de todos e qualquer um de nós. Se não somos perfeitos e odiamos que nos cobrem isso, por que julgamos os outros? O que faz a nossa opinião ser lei? Aliás, uma curiosidade: nossa opinião muda e isso é lindo! Não somos árvores, nem prédios, fixos em um lugar! Somos seres pensantes (graças a Deus), que buscam cada vez mais informações, mais conhecimento e isso deve nos fazer questionar o mundo e a nós mesmos. 

Graças ao Clube do Livro Saraiva, aprendi a vencer vários preconceitos literários, me abri a novos gêneros literários e descobri livros incríveis por essa razão. Espero que, com dicas e informações passadas durante o Clube, também ajude outros a vencerem preconceitos, sejam eles literários ou não. 

Depois de ler Anjo mecânico e agora, lendo Príncipe mecânico, ao pensar em Cassandra Clare como autora, não reviro mais olhos, mas sorrio. Tente fazer o mesmo com outros autores, atores, colegas. Só quem perde com o preconceito somos nós.





1 de ago de 2013

Entrevista com Leonardo Iaccarino

Oi gente, tudo bem? Hoje tenho um convidado muito especial na coluna para falar sobre o processo de criação de capas aqui na Record. O nome dele é Leonardo Iaccarino, premiadíssimo designer da editora desde 2001, que foi superlegal em nos conceder essa entrevista para o blog. Espero que gostem! 
  Leo, apresente-se brevemente para os leitores da Galera. 
Olá pessoal. Me chamo Leonardo Iaccarino, sou designer e gerente do departamento de Design do Grupo Editorial Record. 
  Qual a sua formação? 
Sou formado em design gráfico e design de produto pela ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), e mestre em Information Design pela University of Reading/UK. De 2010 a 2012 lecionei a disciplina de projeto gráfico na Unicarioca. 
  Quais prêmios você ganhou por quais capas? 
Em 2012 ganhei o prêmio Jabuti (54º edição) de melhor capa com o projeto de A anatomia de Gray


                                .  
Também no ano passado, a capa de Contos de mentira foi finalista no concurso de melhor capa de livro  promovido pela Getty Images.
                                                      
 A capa do livro Saia da sua caixa foi selecionada para a bienal da ADG de 2004, para o anuário internacional de design da HOW em 2005 e para GATEWAYS, uma exposição internacional de design de capas que ocorreu em 2008 em Portugal
                                      
 Também para essa exposição foi selecionada a capa do livro Os homens que mataram o facínora.                            
                                 
Conte um pouco sobre o processo interno de criação e aprovação de capas.
Somos uma equipe de 3 designers (eu, Diana Cordeiro e Tulio Cerquize) e dois estagiários. Produzimos uma grande parte da demanda de capas das editoras e selos do grupo internamente. Normalmente começamos o processo com uma conversa com o editor responsável pelo livro, para entender um pouco sobre público alvo e posicionamento do produto. Em seguida, entramos em um período de imersão no conteúdo, até chegar à uma solução conceitual. Com o conceito definido, desenvolvemos alternativas gráficas e trocamos com o editor até sua aprovação. Posteriormente a capa é discutida em uma reunião do conselho, envolvendo além do design e editorial, representantes dos departamentos de marketing e comercial. Quando o autor é brasileiro, muitas vezes ele também participa do processo de alguma forma.
Na sua opinião, o que é necessário para se fazer uma boa capa? Como você faz para traduzir os elementos literários para a capa?
A capa deve honrar o conteúdo do livro, sem no entanto o entregar por completo. Boa capa é aquela que dá um 'gostinho' do livro e induz o leitor à compra e(ou) leitura. Gosto muito quando a capa não é totalmente óbvia e convida o leitor a ter sua própria interpretação. Essa relação muitas vezes acaba deixando o leitor mais próximo do livro. Não existe uma fórmula. A linguagem da capa é em grande parte consequência da linguagem do texto, claro. Mas não é uma ciência exata, e por isso temos várias possíveis soluções (certas e erradas!) para a mesma 'questão'. Esse tom vem da "mão" do designer, da forma que ele interpreta e traduz o conteúdo no momento da criação. E é isso que faz o nosso processo de trabalho tão vivo e apaixonante. Você pensar que a mesma pessoa pode gerar soluções totalmente distintas dependendo do dia, do humor, e da geração de significado estabelecida em um determinado momento.
  Onde você busca inspiração para criar essas capas maravilhosas?
Em tudo. Na observação de pequenas coisas e situações do dia a dia muitas vezes surge um insight. Costumo dizer que o designer trabalha 24 horas por dia, a inspiração está em toda parte, todo tempo. Até em sonhos pode vir a solução de um projeto gráfico (já aconteceu comigo). Mas nada disso é possível sem conhecimento técnico e bagagem cultural. Conhecer a história da arte, da evolução da escrita e da tipografia é essencial para se fazer um trabalho editorial competente.
 Abaixo, outras capas bem maneiras feitas pelo Leo:
                              
                                 
                          
                            
                          



  Adorei entrevistar o Leo e espero que vocês tenham curtido também. O trabalho dele é realmente incrível, e todos nós da Record somos muito fãs. :) 
 Um beijo grande e até a próxima, Rafa