31 de jul de 2013

Meg Cabot Day também no Brasil



Quem acompanha os perfis da Meg e da Galera nas redes sociais deve ter visto sobre o Meg Cabot Day. Hoje, ela publicou que vai dar brindes e exemplares autografados de Awaken para quem publicar, nos comentários do Keep Calm and Cabot On, uma foto de sua coleção dos livros da autora. Nós aqui da Galera gostamos da ideia e resolvemos adotar a versão brasileira, contemplando um leitor com um exemplar autografado de Tamanho Não Importa. E aí, gostou? Então, não perca tempo. Preencha essa molezinha de formulário do Rafflecopter e participe! a Rafflecopter giveaway

Fica mais um pouco, Dexter

Tenho uma leve impressão de que Dexter é mais uma dessas séries que todo mundo já ouviu falar e acha que é muito boa, mas nem tanta gente assim já se deu ao trabalho de assistir. Será que estou certa?Vai saber!Mas independentemente disso,venho através dessa pedir encarecidamente que @s senhor@s CORRAM PARA ASSISTIR DEXTER ANTES DO ADEUS!
Sério, gente!!! Falo por experiência própria, eu adiei por anos o começo da maratona e nem preciso dizer que me arrependi horrores, não é? Eu estava com os dvds que peguei emprestado com uma amiga há quase um ano (ops...) e só quando a vergonha pelo atraso falou mais alto que eu resolvi, finalmente assistir.
A gente sempre tem uma desculpa para deixar de ver alguma série "famosinha": falta de tempo, tem novidade para ver, não tenho os dvds (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Essa é a melhor em pleno 2013! Você jura??)... Não importa o motivo, hoje estou aqui para te ajudar nesse importante passo, te levar para Miami para conhecer Dexter e o pessoal da Miami Metro.
                                           

Então vamos lá, tãdãm....
11 motivos para você assistir Dexter (até a series finale) 


  1. O tema. O show mostra o dia a dia de Dexter, um serial killer “bonzinho”. Ok, isso soou totalmente bizarro. Deixa eu tentar me explicar melhor. O cara basicamente só mata gente do “mal”, assassinos e coisas do tipo. Ele tem um código, que o ajuda a escolher quem ele vai “limpar” da face da terra. Mais ou menos um vingador, tirando a parte que ele não está se vingando de ninguém especificamente, só matando a vontade que tem de, matar!
  2. Miami Metro. Ele trabalha como analista forense para polícia de Miami. O que ajuda bastante nas “atividades extracurriculares”, especialista em sangue, Dexter sabe muito bem como encobrir seus rastros. Se esconde bem no ninho mesmo, quem vê o cara todo simpático e calmo trazendo os donuts nunca desconfiaria nele. 
                         
  3. Os personagens secundários. Seja o pessoal da polícia ou a família da namorada, a gente acaba se apegando à galera do Dexter, eu amo o fato deles serem gente como a gente. Sabe como é, pessoas normais que tem defeitos e qualidades, e não personagens “santos” ou vilões.
  4.  Os casos. Como o centro de tudo é a sede da polícia onde Dexter trabalha, sempre aparecem uns casos novos para eles investigarem. Bem parecido com CSI, Cold Case, ótimo para quem curte séries policiais
  5. As máscaras. Dexter sempre fala muito das diversas máscaras que ele tem que usar no dia a dia para se fazer de normal. O irmão cuidadoso, o namorado/marido atencioso, o profissional dedicado, o amigo gente boa. Acontece que na nossa vida é bem assim mesmo, né? Com a diferença de que não somos serial killers (ufa!), a gente às vezes precisa se camuflar em alguns papéis para se adequar. É chato, mas faz parte da vida mesmo
                     
  6. O suspense. Toda temporada tem um caso maior que dura do início ao fim. E é tão legal ficar esperando episódio por episódio para descobrir quem é o vilão da temporada. Dá uma ansiedade!!
  7. O Dexter. Independente de amá-lo ou odiá-lo (EU AMO!), Dexter é um cara muito inteligente, muito preocupado com a família e as pessoas que ele ama. Ele diz que não tem sentimentos, mas é só prestar atenção em certas ações dele que a gente percebe.
  8. Dexter 2. Ele é TOTALMENTE GATO! Poucas vezes vi um personagem de série tão lindo! E quando ele usa a roupas para ir “ao trabalho” (a.k.a. matar)???? Meu coração não aguenta!
                      
  9. A Deb. Debra é a irmã adotiva de Dexter, a moça não é um poço de gentilezas. Mas é uma das melhores personagens da série, se não a melhor. Boca suja que só ela, apesar da aparência de durona, é muito sensível e, adivinha só? Só se dá mal no amor
                    
  10. Miami! Se você ama Miami, se prepare para ficar com o pé um pouco atrás. As locações são lindas, os bares e restaurantes parecem ser incríveis, mas se você começa a ver quanto assassinato e coisa errada tem por ali...
  11. Última temporada! Depois de oito anos, a série está chegando ao fim em setembro. Dizem as más línguas que a qualidade caiu nas duas últimas, eu não percebi. Continuo gostando muito e por mim poderia ter mais umas duas. 
 E sabe o que mais me espanta? Nunca parei para pensar que fim teria Dexter... vai ver eu não quero que ele tenha fim nenhum.

                            
HAVE A KILLER DAY!


Xx

Nanda


29 de jul de 2013

Tons da Galera - Para sempre Marilyn

Não há dúvidas de que Marilyn Monroe foi e sempre será a maior estrela de Hollywood de todos os tempos. Não importa quantas Angelinas, Annes, Jennifers ou Meryls vierem, Marilyn ocupa um lugar especial e intocável nos corações e mentes de cinéfilos do mundo todo.
A identificação das mulheres com o mito já teve diversas explicações, entre elas a de que a aura de inocência e fragilidade da atriz, juntamente com sua vida conturbada, faz com que mulheres do mundo todo se identifiquem e não vejam a maior bombshell da história como uma ameaça.
Ainda mais porque recentemente a estrela tem tido um boom de exploração de diversas marcas, cada uma querendo arrancar mais um pedacinho seu, como os estúdios de Hollywood dos anos 50 e 60 faziam, algo que Marilyn nunca escondeu ressentir. Será que ela apoiaria o que os donos dos direitos de sua imagem estão fazendo então? Afinal a moça continua trabalhando sem parar e estufando bolsos alheios, 51 anos após sua morte. Vejamos alguns exemplos?
Marilyn hoje é:
- Estrela de produtos de cabelo.
A marca Sexy Hair lançou esse mês uma campanha para seus produtos com imagens da estrela e slogans como “Estilos mudam, mas sexy é eterno”.
                                                       
- Inspiração e nome para linha de roupas:
A Macy’s lançou este ano uma linha de roupas inspirada no guarda roupa de Marilyn, como o vestido de cerejas inspirado no que ela usou em “Os Desajustados”, seu último filme.
                        
Ressuscitada para vender perfume
Apesar de ser a mais notória usuária do clássico Chanel n5, foi a Dior que ressuscitou Marilyn digitalmente para vender seu perfume J’Adore, com direito a uma fala e tudo. Voodoo pouco é bobagem!
                               
Um rostinho (muito) bonito para vender maquiagem:
Essa linha hit da MAC, que esgotou em dias, não trazia nenhuma inovação, mas o simples fato de ter MM estampada em suas embalagens bastou para que os produtos voassem das prateleiras e se tornassem item de colecionador. Quem bobeou, perdeu (caso dessa que vos fala).
                            

E isso só nos últimos meses, sem contar com novos livros e fotos inéditas que pipocam em livrarias e leilões constantemente. E então? Será que os tempos mudaram mesmo? Marilyn não estaria sendo tão ou mais explorada quanto nos anos pré-feminismo em que viveu? Será que é justamente isso que a faz ser eterna como desejava? E mesmo sabendo que é uma baita exploração, será que tem algum fã que resista? Eu sei que eu não!


26 de jul de 2013

Papos de Sexta:Como dizer o que sinto em robô

Quando li Como dizer adeus em robô, de Natalie Standiford, eu automaticamente me identifiquei com a protagonista no primeiro capítulo. O que é raro de acontecer.


A protagonista tem uma característica que está presente durante o livro inteiro: a dificuldade de transmitir emoção ou dizer como se sente para as outras pessoas. É por isso que a mãe dela a chama de Garota Robô.
Foi impossível não pensar em como eu também sou assim. Já fui muito chorona, muito fácil de ler. As coisas começaram a mudar conforme eu cresci. Acabei me tornando mais fechada e cuidadosa com as coisas que eu falava sobre mim. Uma espécie de proteção contra qualquer tipo de machucado. Afinal, se as pessoas não sabem como estou me sentindo, elas não terão o poder de usar esse sentimento contra mim. Mais ou menos assim.
Esse comportamento que foi sendo construído com o tempo sem eu nem me dar conta, acabou me privando da capacidade de me expressar sobre emoções. Na verdade, essa dificuldade é apenas com sentimentos por outras pessoas. Eu sei muito bem falar como eu me sinto com um livro, um filme, um objeto, um lugar, mas não sobre o que eu sinto pelos outros. Seja da família ou não, amizade, amor, tristeza ou gratidão. Eu pareço fria demais na maioria das vezes, o pior é que tomo essa decisão inconscientemente. Até mesmo quando eu quero falar, não sei como se faz.

Por isso foi legal ver uma personagem tão parecida comigo nesse sentido em um livro. Interessante ver sua evolução, suas escolhas e o seu comportamento. Eu avaliava que tipo de decisões eu tomaria e se faria como ela ou não. Foi quase uma terapia. E não estou brincando!
O que me leva a pensar em como os livros ajudam nesse sentido, não é mesmo? Você se identifica com um personagem por causa de uma característica e começa a avaliar as suas decisões, comparando e pensando sobre as consequências. Quem sabe até colocando em prática algumas coisas, aprendendo a evoluir de certa forma.
Vocês já se sentiram assim com algum livro?


25 de jul de 2013

Meninos e Meninas

No artigo do mês passado, eu falei sobre o lado técnico do trabalho do tradutor e hoje vou falar do lado mais afetivo. Explico: já imaginaram o que é traduzir o livro de um autor que vocês admiram? Bom, eu tenho várias paixões entre autores. Alguns já faleceram (ou viveram em séculos passados), mas outros estão bem vivos e continuam a produzir e, ao contrário do que muita gente pensa, conhecer a obra ajuda, mas não torna a tradução mais fácil que a de um autor desconhecido.
A primeira coisa sobre a qual eu queria falar é que quem “escolhe” o livro para um determinado tradutor é o editor e, melhor do que ninguém, ele conhece os profissionais que tem à disposição e sabe dos gostos de cada um. Como o universo da ficção infantojuvenil inclui vários “subgêneros” livros mais românticos, de aventura, ficção científica etc. –, isso também vai ser levado em conta quando o editor decidir quem vai fazer a tradução de um livro.
No ano passado, depois de preparar o texto de Will & Will, traduzido pela Raquel Zampil, recebi o convite para traduzir o livro Every Day, escrito, desta vez, apenas pelo David Levithan.                                                                                                                                              
 Eu já conhecia o trabalho do David na Scholastic Press (ele é o editor de autores como Markus Zusak e Suzanne Collins) e também como autor, pois já havia lido Nick & Norah. Uma Noite de Amor e Música, publicado em 2009 pela Galera Record e traduzido por Ryta Vinagre.
Bom, acho que foi uma das melhores notícias que recebi na vida, mas, ao mesmo tempo, por conhecer os livros do David, eu sabia que seria um grande desafio. Primeiro, porque os livros dele não costumam se ater a um único “subgênero”, e Every Day não fugiu à regra: tem toques de ficção científica, tem romance e fantasia, além de momentos mais densos e filosóficos.
Em segundo lugar, porque o livro é narrado em primeira pessoa, o que implica identificar-se com o protagonista, pois a história vai ser contada do ponto de vista dele; a questão é que a premissa do livro Every Day, que, em português, se chama Todo Dia, é que o protagonista, A (assim mesmo, sem ponto nem outra referência qualquer), todo dia está num corpo diferente e todo dia vive uma vida que não pertence a ele.
Bom, vocês podem imaginar o que é um protagonista que é e não é a mesma pessoa? E que ainda por cima é outras pessoas? E que, pra falar a verdade, nem dá pra chamar realmente de “pessoa”? Se conseguirem imaginar, bem-vindos ao meu mundo nos três meses em que traduzi o livro!
E quando eu falo em ser outras pessoas, me refiro a meninos, meninas, meninos que gostam de meninos, meninas que gostam de meninas e até um personagem transgênero. Como traduzir essa diversidade, respeitando as características do estilo do David, as características da “fala” dos diversos personagens que aparecem a cada capítulo do livro, e, ao mesmo tempo, procurando criar essa identificação da qual falei com o protagonista?
Logo de cara, um desafio: em inglês, os adjetivos não variam em gênero, são “neutros”, mas, em português, eles variam e eu tive que decidir o gênero de A. Optei pelo masculino.
Além disso, algumas expressões idiomáticas foram traduzidas literalmente e outras, não, dependendo do trecho e do contexto. Minha maior preocupação ao verter o texto foi fazer com que ele parecesse bem “natural” na leitura. Sem falar que, no livro, a exemplo de Will & Will, além das “falas” propriamente ditas, havia trocas de e-mails, textos jornalísticos etc., e cada um desses momentos tinha a sua especificidade em relação à linguagem.
Para completar, o David gosta muito de livros e de citá-los. Até aí, tudo bem, é ótimo citar livros. Mas eu tive que checar cada referência e ir atrás de cada uma das frases mencionadas para descobrir onde ela sencontrava no livro original e poder verter corretamente, tal como aparecia, isolada e sem referência, em Todo Dia. 
No fim das contas, como vocês podem imaginar, traduzir o texto do David Levithan foi uma grande aventura e, confesso, estou tão ansiosa quanto vocês pra ver o livro pronto e reencontrar o A, esse personagem incrível que, durante três meses, foi minha companhia diária.
Até o mês que vem! E ótimas leituras para todos nós! :)
PS: Para o lançamento de Every Day nos Estados Unidos, fizeram um vídeo bem legal no qual 23 autores de livros infanto juvenis leem frases do livro, como se fosse o A, pulando de corpo em corpo. Vocês conseguem identificar os autores?
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Minibio:

Ana Resende trabalha como preparadora de originais e tradutora, e é colaboradora da Galera Record, entre outras editoras. Workaholic assumida, não gosta de videogames e sua leitura favorita são os contos de fadas. Acredita que o príncipe encantado existe, só que se perdeu sem um GPS.

Twitter: @hoelterlein

19 de jul de 2013

Papos de Sexta:H maiúsculo.

Quando eu era pequena, o meu super-herói favorito era o Super-Homem. E não era uma questão de preferência apenas, eu simplesmente não considerava os outros heróis tão super assim. Na minha cabeça, um super-herói nascia com superpoderes e ai de quem dissesse o contrário! rs
Então veio a adolescência e me rendi ao charme dos anti-heróis. Culpa dos hormônios — e do Han Solo < 3 .  Eu sei que muitas pessoas viveram algo parecido e não é difícil entender o apelo. Essa é a face mais humana do herói, e a ficção tira proveito dessa identificação. Basta ver os livros de sucesso nos últimos anos, protagonizados por bad boys, garotas desajustadas e tudo quanto é mau exemplo. 
Jung deve ter uma explicação para isso. Por que nos identificamos com os defeitos e não com as qualidades do herói? Por que valorizamos seus erros e não os acertos? Talvez seja o ímpeto de querer consertar o que está quebrado ou, no meu caso, de enxergar beleza na imperfeição. Ou talvez porque a jornada de um herói errante seja muito mais interessante.
Esses questionamentos me acompanharam até a poltrona do cinema, onde sentei para assistir ao “Homem de Aço”. Foi quando eu percebi que sentia falta do meu primeiro super-herói. Ou melhor, eu sentia falta do herói clássico. Alguém que me resgatasse do ceticismo e restituísse minha fé na humanidade, mesmo que ele próprio não fosse humano :)
Quem melhor do que o Super-Homem para me ensinar valores como justiça, bondade e humildade? Um alienígena cujos superpoderes o aproximam dos deuses, que poderia dominar a Terra, mas escolheu apenas defendê-la. Um herói muitas vezes mal compreendido, vítima daquele pensamento de que ser “bom” é o mesmo que ser “bobo” — vamos combinar, se alguém se aproveita da bondade alheia, o problema está nesse alguém e não no herói, simples assim.
Não pensem que deixei de gostar dos anti-heróis, longe disso! Eu passei a enxergar melhor o seu potencial. Lembre-se que o maior adversário do anti-herói é ele mesmo. O lado negro da Força é o lado de dentro, e talvez por isso ele seja tão egocêntrico.
O anti-herói olha para o próprio umbigo porque sabe que é ali que o vilão se esconde, mas ele pode ser mais altruísta. Qualquer um pode se tornar um herói com H maiúsculo, um Super-Herói — mesmo que não seja o Henry Cavill! rs Basta querer de verdade.
Eu continuo sem respostas para aquelas outras perguntas, mas voltei do cinema mais otimista. Depois do boom das distopias e ficção pós-apocalíptica, talvez a utopia seja a nova tendência. Talvez o retorno do herói clássico seja o prenúncio de tempos menos sombrios.
Talvez, talvez :)



18 de jul de 2013

CAPAS TIPOGRÁFICAS

Oi gente! 
Estou de volta aqui no blog, e dessa vez vou falar das capas tipográficas, ou seja, aquelas em que o único elemento gráfico é o próprio título do livro.
Muita gente acha que são sem-graças e básicas demais. Afinal, por que não usar uma ilustração detalhada, ou uma foto legal para expressar a ideia do livro? Mas a verdade é que a fonte do título diz muito sobre um livro, e quando bem escolhida dá uma ótima capa também.

Para provar, escolhi dois exemplos. O primeiro é nosso lançamento Will & Will, de David Levithan e John Green. Primeiro romance com temática gay a figurar na lista de mais vendidos do New York Times, o livro é igualmente hilário e profundo, e toca em várias questões que vão além da sexualidade. Tanto que até o Pastor Marco Feliciano curtiu a leitura haha.
Olha como era a capa original 
                              


 E como ficou a nossa versão:
                               
Reparem que, quando a capa é tipográfica, qualquer detalhe faz muita diferença. A disposição das letras, nesse caso, indica uma relação entre os dois personagens, e o degradê faz uma menção à bandeira gay. Tudo isso sem usar nenhuma imagem, só o tipo :) Bem legal, né?
Outro exemplo maravilhoso de uma capa tipográfica moderna é o livro de Junot Diaz É assim que você a perde, da Editora Record. Narrado por um homem latino, de paixões incontroláveis, o livro é um desabafo sobre sua incapacidade de ser fiel, mesmo com a mulher que ama. Como traduzir isso em uma capa tipográfica, sem ser minimalista? Bem, antes de responder, veja como era a capa original:
                              
Achamos que a capa parecia mais de um livro sobre Tetris, então fizemos essa:
                              

E o que acharam?

17 de jul de 2013

Pushing Daises



Pushing Daises foi ao ar em 2008 pela ABC e é, até hoje, minha série favorita de todos os tempos!!! Ela durou pouco, só duas temporadas, culpa da greve dos roteiristas que aconteceu aquele ano. Mas eu sinto que se tivesse durado demais acabaria caindo naquela chatice onde muitas séries que eu amei acabaram caindo (Ugly Betty, Smallville, Make it or Break it).


Acontece que duas temporadas de Ned e Chuck foram suficientes para me fazer apaixonar pela série. Pushing daisies foi anunciada como um "conto de fadas moderno", mas eu garanto que é muito mais que isso. Dos figurinos 60’s da Chuck ao estilo “Amélie” — sabe como é, fotografia que enche o coração e um narrador maravilhoso — a série das margaridas (daisy é margarida, em inglês) é para encher nosso coração de amor e nossos olhos com sua beleza. 
Agora, deixando a parte emocionada um pouco de lado. A série conta a história de Ned, um rapaz com um “talento”  bem especial. Desde criança ele consegue trazer pessoas (e coisas) de volta à vida com apenas um toque! Não é demais? Dando a pessoas desventuradas uma segunda chance... mas a coisa não é tão fácil assim. Depois de reviver a pessoa, ele tem 1 minuto para fazê-la  voltar para o descanso eterno de novo ou então alguma outra pessoa que está por perto vai cair — e dessa vez é para sempre. Ah! E depois desses 60 segundos, eles não pode tocar a pessoa de novo, se não ela morre na hora. Não preciso nem dizer que o pobre menino descobriu isso da forma mais triste possível, ele matou, sem querer, o pai da vizinha e sweetheart Chuck (Charlotte Charles). 
E é assim que a história começa a ficar interessante. Depois de anos sem ver o seu amor da infância, Ned acaba reencontrando a Chuck em uma situação inusitada: morta. Bom, não precisa nem dizer que ele decide trazer a moça de volta à vida. Afinal, você não encontra o amor da sua vida todos os dias. 
Tudo bom, tudo legal, os dois juntos e apaixonados! Mas não sei se vocês se lembram, mas depois de ressuscitar alguém, se ele tocar na pessoa de novo ela morre, e para sempre dessa vez! Significa:


Casal lindo e apaixonado junto, mas eles não podem tocar em um fio de cabelo um do outro.

Imagina que situação?? Hahahaha É bem fofo ver os dois tentando se virar para conseguir um simples abraço ou dar as mãos. É por isso que eu gosto tanto de Ned/Chuck, eles são um casal fofo, bonito e que se ama de verdade. Fazem um esforço danado para ficarem juntos, qualquer deslize e ela cai dura, mas nem por isso desistem um do outro.
Ned, o piemaker vai levando a vida tomando conta da sua loja de tortas, do romance com a Chuck e desvendando crimes junto com o detetive Emerson Cod. Ou você acha que ele ia desperdiçar um talento desses?

Pushing Daises é fofa. Acho que essa é a palavra que melhor define esses 22 episódios. A série merece ser assistida, e eu te garanto, você também merece assistir o Ned e a Chuck.    



Xoxo

Nanda

16 de jul de 2013

Dia do Marcador

Falta um pouco mais de um mês para a estreia do filme Os Instrumentos Mortais. E como a Galera não poderia deixar essa data passar em branco, resolvemos fazer um dia do marcador especial "Os Instrumentos Mortais". 
São 5 marcadores inspirados na série, para baixar clique aqui.
Para quem quer imprimir seu marcador, o ideal é que use um papel A4 com uma gramatura maior do que 90g, como 120g - 150g.



12 de jul de 2013

As dores e as delícias de ser blogueira


Parece que foi ontem, era meu aniversário e, no meio dele, a Fernanda chegou com dois presentes: um era um livro, e o outro, um convite. Há pouco mais de 2 anos, ela me perguntou se eu aceitava escrever para o blog dela, que ela precisava de ajuda e que seria um prazer me ter na equipe. Eu nem poderia imaginar que o prazer na verdade seria todo meu. Porque se você, assim como eu, participa de um blog ou é dono dele, sabe exatamente do que estou falando.
Muita gente que não tem blog acha que vida de blogueio literário é um mar de rosas, que recebemos livros de graça todos os dias, com kits lindos, e aí é só postar o que achamos e a vida está feita. Fiz questão de escrever sobre o assunto para esclarecer o que vejo na blogosfera e também o que sinto estando dentro de um blog literário.
Resolvi separar em tópicos:
1- O início de tudo.
Como faço parte da equipe do Livros Minha Terapia não faço ideia de como exatamente começou, sei do ano, 2010, e que a Fernanda tinha muita vontade de dividir a opinião sobre o que lia. Quem tem blog deve lembrar que cada seguidor que aparece no GFC é uma vitória; e se vários aparecerem em um dia é motivo para estourar champagne. O bacana é que cada um tem uma história, muitos são feitos por amigas, outros por uma pessoa só, mas o que sempre digo é que o importante é começar, um dia todos eles começaram do nada, uns fizeram sucesso, outros nem tanto, mas todo mundo arriscou, e fico feliz quando vejo blogs literários comemorando aniversários!

2- As parcerias
Ah, sim... esse tema tão polêmico. Todos sabemos que para um blog se sustentar sozinho — digo, comprar livros e fazer promoções é complicado, a não ser que você seja filha do dono de alguma livraria (infelizmente meu sobrenome não é Saraiva..) —, você precisa de parcerias com as editoras ou com os autores. A parceria consiste em receber livros e material de divulgação gratuitamente, resenhar no blog e divulgar o lançamento nas redes sociais. Acontece que, obviamente, as editoras não tem como fazer parceria com todos os blogs que existem, e isso causa tristeza em uns e alegria em outros quando sai aquela listagem dos parceiros do ano ou dos seis meses. Complicado saber quem merece ou não. Só sei que cada parceria que temos — quando ganhamos ou quando é renovada — é motivo de muita comemoração, tipo quando seu time vence o Campeonato Brasileiro ( se você for homem e estiver lendo essa coluna!)

3- Os comentários
Por que um comentário é tão importante? Se você não tem blog jamais vai entender por que um comentário, nem que seja falando " Adorei sua coluna!", é tão importante para gente. Eu confesso que sou viciada neles. Para quem não entende, vejamos se dessa forma fica mais claro: imagina você mandar um whatsapp, aparecer que a pessoa leu o que você escreveu e mesmo assim não obter resposta? É assim que o blogueiro se sente. Quando escrevo no blog, eu imagino — ok, sou exagerada — que todos os 1471 seguidores leram o que escrevi. Se ninguém comenta é como se eu mandasse email e nunca tivesse resposta. A verdade é que quando posto algo, aquilo é para ser lido, senão seria melhor ficar guardado em word no meu laptop. Quando alguém comenta o sorriso vem de orelha a orelha, porque a gente até vê que viram... afinal temos as " visualizações" da postagem, mas saibam que não é a mesma coisa!

4- O tempo
Se todos precisam de tempo, blogueiro literário precisa de mais tempo ainda. Afinal, ler nem sempre é algo que se faz muito rápido, fora que todo mundo estuda ou trabalha ou faz os dois. Tenho muitas amigas que são mães e casadas, e precisam dividir o tempo do blog com a família. Eu divido meu tempo entre meu trabalho — que me toma muitas horas do dia — e a academia, mas estou sempre ligada no celular para ver se tem email de editora ou comentário a ser aprovado. Fora o tempo para resenhar, montar postagem, fazer sorteio e, às vezes, enviar o livro — ou seja, tempo para os Correios —, vida de blogueiro tinha que ter pelo menos umas 10 horas a mais por dia!

5- As promoções
Quem não gosta de uma boa promo? Tem até um termo para quem nunca comenta nos posts sem prêmio, os promonautas! Eu acho que eles são essenciais, pois dão um gás no blog com sua vontade de ganhar livros.
Mas fazer promoção é fácil? Nem sempre, é aí que vem uma das dores de ser blogueira, algumas editoras não mandam o livro para o vencedor, ou seja, sai do nosso bolso fazer o envio para o seguidor que ganhou, e nem sempre é barato. Saber qual promoção dará certo com tantos blogs no mercado também está cada dia mais difícil. Às vezes, um livro que nem esperávamos fazer sucesso bomba, e outro nem tanto.
Então vocês podem me perguntar agora, qual a graça de ser blogueira? E fazendo um trocadilho com o nome do blog para o qual escrevo eu respondo que é a minha terapia!
Eu amo receber livros em casa e enviá-los quando alguém ganha. Adoro a sensação de ler e poder resenhar o que senti com aquele livro e trocar ideias com gente do Brasil inteiro. Curto demais receber email das editoras e preparar posts de lançamentos para o blog. Assim como me divirto criando promoções com a Fernanda e discutindo ideias para os próximos meses. O blog não é meu filho, mas me sinto uma tia bem coruja, dessas que protege, que cuida e que tem orgulho de tudo que ele já conseguiu. Se você tem um blog, sabe do que estou falando; se você ainda não tem, saiba que vale a pena. Mas não pense que tudo são flores! Muitos blogs que vi nascer morreram no meio do caminho porque é preciso ter força de vontade para continuar, não pode desistir no primeiro obstáculo.
Por esses motivos é que, mesmo dando trabalho, ter blog é um prazer, que só quem vive o que citei acima pode entender ;) 

8 de jul de 2013

Dia do marcador

Vocês estavam sentindo falta do dia mais charmoso do mês,  não é? Pra suprir um pouquinho da saudades de vocês esse mês o Dia do Marcador vem com nada mais nada menos que 5 marcadores. Tem  Hex Hall 1 e 2, Will &Will, O Livro das Princesas e especial Meg Cabot! Para baixar nossos designs exclusivos é só clicar aqui.
 Não esquecendo que o seu marcador vai ficar melhor se for impresso em um A4 com gramatura maior que 90g, como 120g-150g 
Se joguem nos marcadores < 3
                                                                                              


5 de jul de 2013

Papos de Sexta: Não fique parado


O som do recreio era convidativo, mas ela não se mexeu. Quatro andares baixo, seus amigos e namorado estavam batendo papo, comendo e combinando o final de semana. O som era de “falta pouco para o dia acabar” e a atmosfera era de possibilidade, de tanta possibilidade. Mas ela continuou na última mesa da biblioteca, lá atrás, quase coberta por estantes de livros de referência e teatro antigo. Nesse horário, o lugar era quase deserto e ela sentia-se em casa. Ela não tinha problemas com amigos ou com a família, mas o que a inquietava era muito pior. E ela não sabia, não conseguia lidar com isso.

- Sabia que a encontraria aqui – ele disse ao avistá-la. Só pelo tom da voz ela sabia quem era e sorriu, mesmo com vontade de chorar. Ele sentou ao seu lado e colocou a mão sobre a manga de seu casaco.
- Você não está bem. Conta pra mim o que foi? – ele pediu e os olhos castanhos dela encararam os azuis dele, por trás de óculos de armação fina, e se embaçaram.

- Eu não sei o que fazer – ela disse baixinho, pois a bibliotecária era de personalidade difícil. 

- Querida, na sua idade, são poucos os que sabem – ele disse sorrindo, mas sem brincar com a seriedade da questão – Quando em dúvida ....
- Siga seu coração, mas mantenha os pés no chão e não tenha vergonha ...
- De rir de si mesmo – ele completou.
 Os dois sorriram e ficaram em silêncio.
- Nada precisa ser decidido agora. Você tem a vida inteira pela frente e nenhum curso é único. Escolha agora, mude mais para frente, volte, tente de novo. Só não fique parada – ele disse, apertou o braço dela de leve e se levantou.
- E espero o ensaio sobre Hamlet na minha mesa amanhã, mocinha. Sem desculpas – ele chamou do final do corredor.
- Sem desculpas – ela respondeu baixinho, sorrindo e enxugando as lágrimas que caíram.
Ela então se levantou e foi encontrar sua turma no recreio. O coração ainda estava apertado e, de certo modo, sempre estaria, mas agora no peito também reinava a coragem, a ideia plantada e nutrida que ela poderia escolher e poderia mudar de ideia. E tudo bem se mudasse.

Não fique parada. Não crie desculpas. Viva em voz alta e ria de si mesmo.

Já escrevi aqui sobre um professor de literatura que foi meu guru na escola e essa é mais uma coluna dedicada a ele. Não somente a ele, mas ao que ele representou para mim e para a minha escolha de profissão.

Quando jovem, tinha medo do futuro, de não fazer a escolha profissional certa. O futuro virou presente e o medo do que vem por aí continua, claro. Às vezes acho que sinto demais, que vejo demais, que leio demais as entrelinhas e isso frustra. Mas é o que me faz ser eu e tenho que lidar com isso. É exatamente essa característica que me fez escolher o jornalismo como profissão. A angústia constante, a indignação perante a injustiça, a busca incessante por todos os ângulos ... tudo isso faz de mim uma jornalista e, por mais que tenha enfrentado situações de dúvidas e de medo na minha jornada até agora, sei que foi a escolha certa para mim. 

Nos últimos dias, vi colegas de profissão passar por situações complicadas que não é o caso discutir aqui. O que cabe dizer é que, cada um – independente da profissão que escolheu seguir – deve a si mesmo e aos outros fazer o seu melhor. Às vezes sentimos que o nosso melhor não é o bastante e a angústia que vem com a pergunta “será que estou no caminho certo?” volta com força. Mesmo tendo certeza, ela volta e tudo bem. Essa dúvida é um convite a tentar mais uma vez, a se esforçar mais, a corrigir erros, aprender e seguir em frente.  

A razão para essa coluna é simples: quer se tornar um escritor? Quer se tornar um jornalista? Quer montar um blog? Quer ser o próximo líder do país? Quer ser Miss? Quer lutar pelos seus direitos? Quer apenas ser ouvido? Então não fique parado. Não arrume desculpas. O medo existe porque se têm algo precioso a se perder. Mas também temos muito mais tesouros a ganhar. Calcule o risco, se jogue, volte, se cure, tente mais vezes. Mas não pare. Faça o seu melhor todos os dias. Viva em voz alta e seja feliz. Ponto.  

4 de jul de 2013

Livros estampados

Oi galera, tudo bem com vocês? Eu estou muito empolgada porque hoje vou falar de dois assuntos que são meus favoritos: livros e estampas. Elas são versáteis e estão por toda a parte: almofadas, roupas, poltronas, bolsas e... livros! Sim, isso mesmo. Livros estampados são a mais nova tendência. Na verdade, muitos livros antigos usavam padronagens nas capas, e ultimamente, essa moda parece ter voltado, dessa vez com uma pegada mais moderna e conceitual.

Começou com a Penguin, que lançou uma coleção maravilhosa de clássicos de capa dura, revestidos em pano e exibindo as estampas da designer Coralie Bickford-Smith. Além de lindos, os motivos são temáticos: reloginhos para Oliver Twist, flores para O jardim secreto, geométricos art déco para O grande Gatsby etc. O resultado ficou superclássico e perfeito para enfeitar qualquer estante, não acham? 
Além de valorizarem bastante o livro, dando um aspecto de edição de luxo, as capas estampadas são atemporais. Diferente das fotos ou ilustrações, que facilmente ficam datadas, a estampa é sempre atual e moderna. Por isso, combina tão bem com os livros clássicos. Pensando nisso, a Galera Record resolveu fazer uma estampa especial para a capa de O livro das Princesas. O livro é uma recontagem moderna de contos de fadas, escritos por Paula Pimenta, Meg Cabot, Patricia Barboza e Lauren Kate, ou seja, o candidato perfeito para esse tipo de projeto.

Ficou maravilhoso, vocês não acham? E o melhor de tudo é que a estampa pode ser aproveitada para fazer outros materiais gráficos, como esse pôster autografado pelas autoras.
Outros selos do Grupo Editorial Record também buscaram inspiração na estamparia e relançaram alguns clássicos com capas que, modéstia à parte, ficaram espetaculares. O livro de crônicas sobre natureza, de Rubem Braga, intitulado O lavrador de Ipanema, além da capa, é todo ilustrado com padrões do artista gráfico Andrés Sandoval, que também cria estampas para marcas como L'Occitane, Coca-Cola e Melissa. O livro é um prato cheio para quem ama literatura e arte.
 Outros dois exemplos notáveis são as novas edições de Bestiário, de Julio Cortázar (lançado pela Civilização Brasileira) e a edição comemorativa de Perdas & Ganhos, da Lya Luft (lançado pela Record).
 
Agora mais do que nunca, os livros se tornaram o acessório mais indispensável de todos. J