27 de set de 2012

Resultado do Clube dos Primeiros Leitores - Garotos Malditos

Aee! Resultado do Clube dos Primeiros Leitores com Garotos Malditos, de Santiago Nazarian! :D

Os números sorteados foram:
74, 57, 11, 70 e 41! 

Os vencedores são:
- Fernanda Matos
- Bruno Heidy Otsubo
- Ana Carmen Rocha
- João Rodrigo Couto de Oliveira 
- Joelmir Gomes da Silva

Parabéns, pessoal :D

Enviem seus dados para galera@record.com.br para mandarmos os livrinhos de vocês! Não se esqueçam de enviar o seu comentário/resenha sobre o livro pra gente!!  (:
Vocês têm até 3 dias para entrar em contato.

26 de set de 2012

Galera Pop - Quando eu conheci The Office

Todo “seriador” que se preze tem a sua listinha de séries para serem vistas. E não estou falando daquela lista com as que você acompanha semanalmente, mas uma outra, onde as “séries que assistirei um dia” ficam se juntando e parecem não ter mais fim. 

Para enfrentar esses “desafios”, seja com filmes, livros ou as séries mesmo é preciso antes de tudo boa vontade. 

Eu já comecei a ver Grey’s Anatomy, The Hills e, chegando quase na 4ª temporada, abandonei. Juro que não foi porque achei chato, é que realmente estava impossível continuar... quando percebi não estava vendo mais nada. 

É complicado conseguir acompanhar em algumas semanas episódios que levaram anos para serem exibidos. Mas eu consegui! Por isso deixo aqui registrado: EU AMO THE OFFICE

O problema para ir diminuindo essa lista sempre foi o mesmo, a falta de tempo. Ou, às vezes, é tudo desculpa minha mesmo, vai saber. Acontece que depois de anos com vontade de assistir The Office, há mais ou menos um mês eu comecei a maratona

Não sei bem se foi a notícia de que a série chegaria ao fim (depois de nove temporadas!!!), mas eu senti que era o momento certo para começar. Tempo eu ainda não tenho, mas acho que quando é o que o que gostamos sempre damos um jeitinho (diminuir as horas de sono sempre ajuda!). hehehehe 

Conheci The Office em um finalzinho de noite qualquer depois da hora que eu já deveria estar dormindo. Assisti uma temporada, duas, três e, quando vi, já estava quase alcançando a última! E agora posso confirmar o que suspeitei por anos: The Office é INCRÍVEL!!!

Para quem não conhece (acho que são poucos), a história mostra as situações constrangedoras e engraçadas da convivência dos funcionários da Dunder Mifflin, empresa fornecedora de papel na Pensilvânia. Michael (Steve Carell) é o gerente e jura ser o chefe mais legal do universo. Mas o cara é simplesmente a pessoa mais sem noção e chata que já vi na televisão. Ótimo para a gente, que morre de rir com suas pérolas. Um pesadelo para os funcionários, que tem de aguentar o mala o dia todo. 

É muito amor gente! Tem a Pam e o Jim, casal tão fofo. Fiquei apaixonada e torcendo pelos dois. O Dwight, o cara é tão... argh! Não consigo nem descrevê-lo (mas prometo, ele faz a gente rir muito). Kelly, Ryan, Andy, Erin, Angela, Oscar, Creed, Stanley, Kevin são personagens tão reais, que com suas particularidades se tornam excêntricos (mas adoráveis!).
Uma das coisas que mais gosto é o estilo em que a série é filmada. Eles simulam um reality show, com direito àquelas entrevistas reveladoras dos funcionários depois de cada "acontecimento" e olhares sem graça direto para câmera. Quem assiste Modern Family? É bem parecido com aquilo. 
Adaptação de um seriado inglês, a versão americana fez tanto sucesso que sobreviveu nove temporadas, duas delas sem o protagonista. E todo mundo sabe que isso não costuma dar muito certo, é só ver The O.C. ou Two and a half men. Estou na oitava temporada, a nona começou semana passada, mas já estou sentindo falta. Imagina quem acompanha essa comédia desde o começo. 

Eu desejei fazer parte daquele escritório e ter um trabalho (aparentemente) chato, conviver com aquela gente doida, mas que no fundo eu iria gostar. Me apaixonar pelo colega sentado na mesa em frente (JIM!). Participar das reuniões inúteis e totalmente divertidas que o Michael inventava. Fugir para a cozinha e colocar a fofoca em dia. Eu quis estar na Dunder Mifflin e viver aquilo, nem que fosse por um episódio ♥
The Office merece ser vista! Sinto que é uma daquelas coisas da ficção que eu vou sempre lembrar e fazer referências durante minha vida. Não me arrependo de ter perdido algumas horinhas de sono. Então, na primeira oportunidade que tiver de tirar algum seriado da listinha, comece por esse

Xoxo,
Nanda
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Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).

24 de set de 2012

Clube dos primeiros leitores: Garotos Malditos, por Santiago Nazarian

Lembram do Clube dos Primeiros Leitores? :D
Voltamos, dessa vez, com o livro Garotos Malditos, de Santiago Nazarian

Para quem não sabe como funciona, explicaremos aqui embaixo!
Quem tiver o interesse em ler o livro, deixe seu nome e sobrenome como comentário aqui neste post. Sortearemos, no dia 27/09/2012 às 16h, CINCO sortudos, que levarão o livro + brindes sortidos da editora. Depois disso, é só nos mandar um comentário/resenha dizendo o que achou do livro!

Os vencedores terão até 3 dias úteis para enviar seus dados para galera@record.com.br. Caso passem do prazo, sortearemos outros ganhadores, até ter as cinco posições preenchidas.

Demais, né?! :D

A sinopse do livro:
Ludo é um problemático garoto viciado em filmes de terror que, após ser expulso da escola onde estudava, vai parar no nada tradicional Colégio Pentagrama. Lá passa a conviver com lobisomens, vampiros, bruxas e zumbis. Nos filmes de terror isso pode parecer uma experiência incrível, mas, na vida real, Ludo pouco a pouco descobre que seus dias não serão nada fáceis. Neste que é o primeiro romance juvenil de Santiago Nazarian, os limites da adolescência, as descobertas sexuais e os valores da amizade são discutidos com humor, terror e, é claro, muita insanidade.

Quem quiser também pode ler o primeiro capítulo do livro clicando aqui!

21 de set de 2012

Papos de Sexta - Quando não só você, mas seus livros precisam de espaço ;), por Rafaella Fustagno

De acordo com meu Skoob eles são 358! Poucos para quem tem mais, muitos para quem tem poucos. Mas a verdade é que eles ocupam uma parte considerável de meu pequeno quarto. Moro com meus pais, e no pouco tempo que não divido mais o quarto com meu irmão mais novo, eles proliferaram. Como Gremlins em que joguei água, surgiram em todos os lugares e, se são de autores que amo, não consigo trocar, doar ou vender nenhum. Na verdade mal gosto que alguém encoste: eu os limpo, eu os arrumo, eu os venero! Claro que estou falando de meus livros! E o que mais tenho visto pelo Facebook e pelos blogs literários são pessoas inventando mil e uma maneiras de guardá-los, das mais comuns as mais interessantes.

Sempre tive meus livros guardados no armário debaixo de minha tv e dvd. Eles dividiam espaço com meus dvds de seriados, de filmes e meus cds. Com o tempo foi ficando complicado, meu quarto então ganhou duas prateleiras onde optei por colocar os dvds - logicamente para dar mais espaço aos livros -, mas alguns meses depois não cabiam mais. Então eles começaram a fazer parte do móvel do computador e de roupas, mas eu queria poder dar espaço para eles respirarem e também queria apreciá-los quando chegasse do trabalho.

Optei por comprar cubos, toda vez que falo isso as pessoas não entendem, então tirei fotos e elas enfeitam essa coluna de hoje para que vocês possam entender do que estou falando. Ao todo são seis cubos, divididos por autores, mas sinto que em breve não darão mais nesse espaço, principalmente os livros de Meg Cabot que já ocupam dois cubos e já imploram por um terceiro.

Vocês devem estar se perguntando por que não compro logo uma estante gigante e coloco tudo isso? Sim, é o que pretendo fazer em breve, assim que convencer minha mãe que não vou casar tão cedo e que preciso delas para ontem. Apesar de ser eu quem irá pagá-las sempre respeito a opinião de minha mãe, que já está quase aceitando que eu chame o marceneiro mais próximo e faça logo a estante dos meus sonhos!

Falei isso para meu irmão... e ele replicou: "E alguém sonha com estante?" Eu sonho ué! Sonho em tirar meus livros de dentro do armário, de olhar para eles sem as portas que nos dividem - porque hoje só vejo sem porta aqueles do cubo! - e ter feliz espaço para meus livros, dvds, cds e canecas. Sim, tenho mania de caneca, coleciono de filmes e seriados que amo (e sempre são muitos), e apesar de serem difíceis de conseguir, amo canecas de livros! Quando ganhei na Bienal do ano passado a caneca da Lauren Kate quase surtei!
E vocês? Onde e como guardam seus livros?

19 de set de 2012

Galera Pop - Ted

Esta é uma das fábulas recorrentes da comédia moderna: o conto do crianção, aquele homem imaturo na faixa dos 30 e 40 anos que não quer largar o osso da pré-adolescência e assumir as responsabilidades que a sociedade careta impinge (relacionamento, carreira, filhos). Dentro desta vertente, surge uma comédia que realmente tem um aspecto fabuloso, pois envolve a amizade entre um homem (Mark Wahlberg) e seu ursinho de estimação falante, Ted (voz de Seth MacFarlane). MacFarlane é o pai do desenho Uma Família da Pesada e concebeu Ted inicialmente como uma série animada; não por acaso, sua estreia como diretor em cinema live action parece um desenho filmado, com o mesmo ritmo de piadas e clima de absurdo geral. O ursinho Ted é uma cornucópia de tiradas grosseiras, preconceituosas e politicamente incorretas; ou seja, é aquele melhor amigo que enche a cara e fala besteira com você enquanto os dois assistem a qualquer porcaria que passa na TV. No caso, a porcaria predileta da dupla é a versão de Flash Gordon dos anos 80 — a década, aliás, é tipicamente reverenciada e satirizada neste subgênero atual de comédia.
Como não é possível fazer um longo esquete de humor com a mesma piada, MacFarlane usa a base de uma comédia romântica tradicional (casal tem crise/briga/se separa/volta) para rechear Ted com uma história banal: o personagem de Mark Wahlberg não evolui no emprego e nem no relacionamento com a namorada (vivida por Mila Kunis, dubladora de Uma Família da Pesada) pois passa os dias bebendo, zoando e fumando maconha com Ted. Quando ela coloca o namorado na parede, no estilo “ou o ursinho ou eu”, ocorre o conflito nos relacionamentos que desemboca em um final de ação um pouco forçado e fora de tom. Mas tudo isso é mero suporte para o que Seth MacFarlane realmente pretende: despejar várias piadas por segundo e fazer comentários ácidos e cínicos sobre qualquer assunto, agindo sob o disfarce do ursinho fofo, uma espécie de desculpa para dizer qualquer coisa impunemente. Se os mesmos diálogos saíssem de um personagem de carne e osso, Ted provocaria aquele constrangimento das criações de Sacha Baron Cohen; aqui, eles se tornam ainda mais engraçados pelo aspecto surreal do brinquedo falante. MacFarlane é como um humorista e seu fantoche.
Ted é engraçado, divertido e inteligente dentro da grosseria, e genuinamente grosso quando deixa a inteligência de lado. Só podia ter uma história menos moralista para um personagem tão amoral.

O trailer e outras informações estão no site oficial.
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André Gordirro, 39 anos, carioca, tricolor, escreve sobre cinema há 18 anos. Passou pelas redações da Revista MancheteVeja Rio, e foi colaborador da Revista SET por dez anos. Atualmente colabora com aRevista Preview e GQ Brasil. Leva a vida vendo filmes, viajando pelo mundo para entrevistar astros e diretores de cinema e, claro, traduzindo para a Galera Record. Nas horas vagas, consegue (tenta...) ler gibis daMarvel, jogar videogames e escrever o primeiro romance (que um dia sai!).

18 de set de 2012

Tons da Galera - Warhol

O assunto do fim de semana no Rio de Janeiro foi a ArtRio, Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. Um dos artistas com obras expostas era Andy Warhol.

Há 50 anos, Warhol realizava sua primeira exposição individual na Ferus Gallery, em Los Angeles, onde exibiu “32 Campbell’s Soup Cans”, trabalho que usava as latas de sopa Campbell’s como referência. Em comemoração a empresa que fabrica a sopa está lançando edições comemorativas e limitadas da famosa latinha, olha que lindas: 
A obra de Warhol, aliás, tem tudo a ver com o momento pelo qual as artes visuais e a moda estão passando, com muita cor e culto a celebridades. Neste ano também se comemorou os cinquenta anos da morte de Marilyn Monroe, uma das celebridades capturadas pelo artista, em sua obra mais famosa depois da lata de sopa: 
Pegando carona nos 25 anos da morte do próprio artista, a marca de maquiagem NARS vai lançar uma linha em homenagem a Andy, com estojos e cores inspiradas nas suas obras. 
Não dá vontade de colecionar todos?

Outra notícia recente, desta vez bombástica, relacionada ao artista, foi que A Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais, criada em 1987, logo após a morte do artista, anunciou nesta que vai se desfazer de toda sua coleção: parte do acervo será doada a museus e galerias e outra parte será leiloada pela Christie’s. O primeiro leilão será realizado no dia 12 de novembro, e haverá também leilões online e “private sales”. O acervo da fundação é composto por pinturas, gravuras, fotografias e desenhos, alguns deles totalmente inéditos para o grande público. Vai ter muita gente quebrando os cofrinhos!

Warhol continua tão atual quanto quando surgiu, e parece que todos os objetos e pessoas imortalizados por ele também: Marilyn, Campbell’s, Elvis, Liz Taylor (que este ano ganha biografia estrelada por Lindsay Lohan), o álbum Nico & The Velvet Underground (cuja capa traz uma pintura de Warhol e que é considerado um dos álbuns de rock mais influentes e criticamente bem-sucedidos da história, aparecendo em 13º na lista dos "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos" feita pela revista Rolling Stone), até o estilo marcante de uma de suas maiores musas, Edie Sedgwick. Os cabelos brancos, quase prata, sobrancelhas escuras e os brincos gigantescos de Edie marcaram presença nos últimos desfiles da NYFW semana passada. Já as listras que Andy gostava de usar nas camisas, adivinhem só, foram o maior hit do elogiado desfile de Verão 2013 de Marc Jacobs. E quando Marc Jacobs fala que está na moda então é porque está, né?
Capa de Nico & The Velvet Underground
Andy e Edie, artista e musa, quase uma história de amor
Cabelo platinado, sobrancelha escura e make 60’s das modelos no desfile de Marc Jacobs e quatro looks listrados na passarela. Warhol aprovaria.
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Alda Lima começou a respirar moda ainda na barriga da mãe, que viajava a trabalho para pesquisar e comprar as últimas tendências. Formada em Cenografia, hoje trabalha com Visual Merchandising e Produção de Moda numa grife carioca. Nas horas vagas traduz para a Record, vê séries e filmes, e alimenta os vícios no Pinterest e em cheesecake. 




17 de set de 2012

Galera Pop - Fãs da Galera vão ao cinema

Novelização da Galera
Estreou nesse fim de semana o quinto filme da franquia Resident Evil — para acalentar os corações dos fãs do game, dos filmes e dos livros! E a Galera Record está lançando, junto com o longametragem, a novelização de John Shirley, baseada no roteiro escrito pelo (também) diretor do filme, Paul W. S. Anderson. Na continuação da história, Alice (Milla Jovovich) logo de início é capturada e levada a interrogatório pela Umbrella Corporation. Presa numa zona de experimentos realizados pela empresa responsável pela criação e propagação do vírus-T, Alice deve lutar para sobreviver e cuidar do futuro do mundo humano (ou o que ainda resta dele). 

O momento é tão crucial na trama que até mesmo antigos inimigos percebem a necessidade de lutar ao lado de Alice — e definitivamente contra a Umbrella: quem vem resgatar Alice para fora dos muros da megaempresa é Ada (Binbing Li), antes oponente da protagonista. Alice consegue escapar da torre principal, mas as poderosas (e bonitas, bem-vestidas e impecavelmente maquiadas, hahaha) combatentes saem para ir de encontro a algo tão problemático quanto... 
Num experimento viajante e digno de ficção científica, agora a Umbrella realiza, dentro de uma espécie de redoma gigante, simulações de ataques zumbis em recriações de partes de capitais mundiais, como Nova York, Tóquio e Moscou, para poder testar seus novos “brinquedinhos” mutantes. Tudo parece muito real: os prédios, carros, e até mesmo a chuva que cai. Somente o céu, negro e sem estrelas ou a Lua, denuncia a verdade sobre o local em que se encontram.

E os mortos-vivos estão ainda mais aterrorizantes: além da volta dos chamados Lickers, com suas “línguas” que são, na verdade, presas mortais, temos também o que os produtores do filme gostam de chamar de Über-Lickers, criaturas enormes e implacáveis, verdadeiras máquinas de caça, vítimas de mutações muito mais potentes, e que representam um grande desafio à nossa protagonista e seus companheiros na guerra.

Resident Evil 5: Retribuição é eletrizante. Uma hora e trinta e cinco de terror, ação, pitadas de comédia e muitos, muitos tiros. Até quem nunca jogou/assistiu/leu antes a série vai simpatizar com seus personagens, torcer por eles e, ao final, entender a curiosidade e expectativa geradas nos fãs no aguardo do próximo capítulo dessa história.
(Por Juliana Paiva)

14 de set de 2012

Papos de Sexta - Na pressão, por Frini Georgakopoulos

Você tem blog literário? Então já leu livro X, Y e Z? Não? Ah, tá lendo? E tá gostando? Como assim, não? É um megassucesso nos Estados Unidos! Você tem que gostar ou é poser! Vai resenhar quando? Escreve logo! Ah, eu TENHO de comentar?

Você tem Facebook? E Twitter? Fez faculdade de quê? Ai, adoro escrever, então vou fazer jornalismo. Me adiciona? Adoro o “Face”! Mas me adiciona, hein!

Você tá namorando? Ainda? Vai casar quando? Quero convite, hein! E apartamento, já viu? E os filhos? Você não está ficando mais jovem! Como assim não quer filhos? Ah, casa de qualquer jeito, vive de aluguel e tenha filhos... ou vai se arrepender.

Você trabalha onde? Já bateu metas? Já implementou novos projetos? Trabalha tanto assim? Nossa, pra quê? Ah, tira uns dias de licença e vamos viajar.

Esses questionamentos irritantes e opiniões surreais são apenas alguns exemplos do que eu escuto. Todo. Santo. Dia. Pois é, como se a vida já não fosse complicada... Na boa? A vida não é complicada! Tudo é muito simples, mas a gente é que complica! 

Se eu tenho um blog é porque curto (ou porque “certas pessoas” me intimaram a ter um cofcofCarolcofcof) e se eu não escrevo mais posts ou resenho e leio mais livros é porque não tenho tempo. E se eu não gostei do megalançamento-from-the-sky-em-neon-trololó é porque valorizo minha opinião, mesmo que seja diferente das demais. Se eu respeito o seu direito de gostar de livro tosco, respeite o meu de ser uma leitora seletiva e crítica, oras!

Gostar de ler e de escrever não é sinônimo de trilhar uma carreira em jornalismo. Eu odiava ler e escrever e agora não vivo sem fazer os dois. Todo. Santo. Dia. Mas ser jornalista é ir além disso. Isso é ferramenta de trabalho. Ser jornalista é questionar — TUDO e TODOS —, é analisar contexto, é pensar fora da caixa, é expor a verdade mesmo que o caminho para isso seja árduo e repleto de consequências complicadas. Ser jornalista é ter horário para entrar e não ter horário para sair, porque notícia não tem hora! Se ainda não desistiu depois desse parágrafo, então matricule-se na faculdade mais perto de você, porque SIM, é necessário um diploma! Se concorda comigo, curta, comente e compartilhe!

Quando vou casar, quantos filhos vou ou não ter, onde vou morar... não interessa a ninguém! O que importa é que achei a pessoa com quem quero passar o resto da minha vida. E você? Tá solteira, né? Pois é...

Trabalho pra caramba, mesmo, pacas, bastante, mas não é em um emprego qualquer só pra pagar as contas. É carreira que estou traçando e a jornada é árdua, é diária, mas vale a pena. Reclamo muito? Claro! Quem não reclama? Mas é preciso conquistar desafios e o meu é diário! E não, não posso largar tudo para viajar. Responsabilidade, a gente vê por aqui!

Ufa! Leitores do blog da Galera Record, esse post foi feito sob pressão para falar sobre pressão por dois motivos: um, porque precisava desabafar. E dois, porque estou farta de perguntas bobocas e comentários inúteis e sei que vocês devem se sentir — ou já se sentiram — assim alguma vez. Dá vontade de socar, né? Mas sabe quem tem de apanhar? A gente! Por nos importarmos com a opinião alheia. Foi mal, mas quem está lendo e dizendo “eu não me importo” está mentindo para si mesmo. Vivemos em uma sociedade que é conectada 24 horas por dia, com bilhões de “amigos” a um toque de distância. Se você está em qualquer rede social, se é social de qualquer forma, você se importa sim, mesmo que desejasse muito não dar a mínima.

Meu conselho? Se importem, descubram a razão pela qual o comentário X, Y ou Z te incomoda e resolva. Por você, não pelo infeliz que te fez sentir mal. O que importa é ser feliz, ser bem resolvido. Lugar de recalque é embaixo do meu salto! E bola pra frente porque a pressão é grande!

Ah, para continuar no tema, comentem e me deixem feliz! Mas só se quiserem... sem pressão :)

12 de set de 2012

Galera Pop - Saudades American Horror Story...

American Horror Story volta dia 17 de Outubro!!!!!!!!!!!!
Não conhece a série? A parte boa é que se você não assistiu à primeira temporada não tem problema. Pode começar sem medo (quero dizer...) a ver pela segunda, sem aquela preocupação de se perder na história. A segunda temporada tem um novo plot e todos os personagens e ambientem são diferentes. A única coisa que continua é, bem, a “história de terror americana”. 

A segunda temporada vai ser situada em um hospício (“instituição mental” não dá tanto medo) da costa leste que abriga criminosos durante os anos 1960. Outra coisa boa é que alguns atores voltam para a segunda temporada, todos interpretando novos personagens, o que para mim já está ótimo sendo que eles são incríveis e eu quero assisti-los para sempre! 

Evan Peters que na primeira temporada roubou a cena no papel do Tate Langdon, o psicopata adolescente mais lindo da vida, volta como Keith, um jovem acusado de matar a esposa.
Evan Peters volta no papel de Keith
Também voltam Jessica Lange interpretando uma freira sádica chamada Jude (ela foi capa da EW, gente!!!!) e Zachary Quinto como um psiquiatra que entra em conflito com os métodos adotados por Jude no trato dos pacientes. 
Zachary Quinto e Jessica Lange
As novidades no elenco incluem (o gato) Adam Levine como Leo, Joseph Fiennes como o padre Timothy O’Hara, Chloë Sevigny no papel de Shelley, uma paciente ninfomaníaca, e James Crowmwell como Dr. Arden, médico da clinica que aparentemente é um nazista que faz experiências nos pacientes. 


















Não precisa mesmo ter assistido a primeira, mas eu indico! É daquelas séries que você vê todinha de uma vez e se deixar passa a noite acordada para terminar. Eu já vi umas três vezes cada episódio e não tenho costume de ver séries mais de uma vez. 

Segundo o Ryan Murphy (que também é criador de Glee e The New Normal) a segunda temporada vai ser ainda mais assustadora: nos anos 1960 era comum internar qualquer um por ser gay ou gostar de sexo. Para ele não existe nada pior que ser preso em um lugar onde você perde todos os direitos na vida. 

Eu concordo. Pensa só, hospícios são lugares superesquisitos e que sempre dão arrepios. Quem já viu A Hora do Pesadelo 3 ou até mesmo Garota, Interrompida (que nem de terror é) sabe do que eu estou falando. 

Mal posso esperar pela estreia!! (Saudades do Evan Peters...) 













Xoxo,
Nanda
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Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Nanda. Tenho (quase) 22 anos, mas juro que pareço ter 16. Estudo jornalismo porque depois de assistir Smallville, decidi que queria ser a Chloe. Sou apaixonada por cultura pop, e fiquei um bom tempo tentando decidir se gostava mais de ler, ver séries ou filmes. Acabei decidindo que tanto faz. Eu gosto de todos! (Mas acho que ter 32 séries na minha watch list responde essa dúvida).

7 de set de 2012

Papos de Sexta - E se você tivesse a eternidade para viver?, por Garota It (Pâmela Gonçalves)

Confesso, o livro Amada Imortal é a minha inspiração para este texto. Terminei de lê-lo na semana passada e simplesmente adorei. O livro tem algumas reflexões sobre como viver a eternidade e, antes de saber sobre o que escrever no Papos de Sexta de hoje, eu me peguei pensando “se eu fosse a Nastasya, como viveria a eternidade?”.

É bem difícil pensar dessa forma, afinal, se eu mal vivi 22 anos, como eu posso falar sobre a eternidade? Nem as pessoas mais velhas do mundo podem falar sobre o conceito de eternidade do livro. A personagem já viveu mais de quatrocentos anos e ainda tem a aparência de uma garota de dezoito anos. É ser jovem para sempre. Poder ser todo o tipo de jovem do mundo, de diferentes épocas. 


É não precisar falar: “Olha, isso era do meu tempo”. Porque todas as coisas serão do seu tempo. É poder aproveitar tudo, aprender com tudo e logicamente se divertir com tudo. Será que isso seria bom? Diversão? Ou a eternidade pode ser um poço sem fim em busca de algo que nunca vamos alcançar? Afinal, para o que exatamente a gente vive? Para morrer? Ou simplesmente vivemos e, enquanto isso, envelhecemos?

Nastasya foi de boa samaritana à louca desvairada aproveitando as melhores baladas totalmente inconsequente. Será que ser jovem é apenas se divertir? Ou é a hora de aproveitar as melhores oportunidades para continuar tendo a oportunidade de se divertir durante toda a vida?

Pensando nisso, eu me pergunto: já não vivemos uma certa eternidade? Afinal, é eterno enquanto dura e, quando falo isso, não estou falando do amor não. Estou falando de todos nós. Não precisamos da eternidade em anos para aproveitar tudo, precisamos decidir o que e como aproveitar as coisas que são boas enquanto vivemos. Nem tudo é só esforço e nem tudo é só diversão. Saber viver é ser jovem para sempre.

3 de set de 2012

ASTERIX: A COLEÇÃO DEFINITIVA VEM AÍ

Criado em 1959 por René Goscinny e Albert Uderzo para a nova revista francesa Pilote, Asterix foi um sucesso imediato. A história de uma tribo gaulesa que resistia à ocupação romana caiu como uma luva para um povo ainda traumatizado com a ocupação nazista na II Guerra. Enfim a França tinha seu herói nacional! Além de se tornar a principal série da revista, as aventuras dos gauleses passaram a ser as compiladas em álbuns partir de 1961 e os gauleses atravessaram as fronteiras e conquistaram o mundo.

No Brasil, os gauleses chegaram em 1967, através de edições com sotaque lusitano. Nos livros da Ibis/Bertrand, importados pela filial brasileira da espanhola Bruguera, o nome era ligeiramente diferente: Astérix (com acento e sílaba tônica no E). Os primeiros álbuns que chegaram aqui foram Astérix o Gaulês e Astérix entre os Bretões. No ano seguinte, a Bruguera lançou a versão brasileira de O Caldeirão e tirou o acento, e passou a lançar regularmente os demais álbuns. O personagem também saiu, em continuação em diversas revistas e jornais.

A Bruguera, que virou Cedibra, lançou as primeiras 24 aventuras escritas por Goscinny, que faleceu de ataque cardíaco em 1977. Uderzo ficou tão traumatizado que levou quase dois anos para terminar Asterix entre os Belgas, o último roteirizado pelo parceiro. Embora inicialmente tenha anunciado que Asterix iria parar, na década de 1980 Uderzo assumiu o roteiro e continuou produzindo novos álbuns. Ele e a viúva de Goscinny romperam com o editor Dargaud e fundaram sua própria editora, a Albert-René. Esses já começaram a ser publicados pela Record, que adquiriu os direitos da nova coleção e, posteriormente, herdou os álbuns antigos da Cedibra.

Asterix teve muitos tradutores diferentes em seu percurso pelas várias editoras. Assim, alguns personagens recorrentes tinham nomes diferentes entre um álbum e outro. Para piorar, o letreiramento da Cedibra era muito irregular. Em 1986 a Record começou uma primeira tentativa de padronização, corrigindo os nomes e reletreirando alguns dos álbuns, além de lançar os novos simultaneamente com a França. A essa altura, o tradutor era Cláudio Varga (pseudônimo usado por muito tempo por Gilson D. Koatz). 
Essa versão revisada pela Record ficou valendo por mais uma década e meia. Entretanto, no início dos anos 2000, Uderzo começou a fazer sua própria revisão na coleção. Desde a publicação da primeira aventura, em 1958, os processos de impressão haviam se sofisticado muito. A essa altura os velhos fotolitos já tinham sido substituídos por arquivos digitais e aproveitaram para fazer uma recolorização geral das primeiras histórias, corrigindo alguns erros históricos (como as cores dos uniformes e demais apetrechos dos romanos e outros povos) e melhorando as nuances das cores, que anteriormente eram muito chapadas. Não houve, entretanto, modificações nos desenhos nem nos textos. A Record aproveitou o embalo e fez uma nova revisão no texto quando lançou esses álbuns remasterizados, que foram reletreirados digitalmente.

Essa revisão do colorido, entretanto, não foi suficiente para Uderzo, que decidiu que todos os álbuns teriam que ser recolorizados novamente, pois a nova Astérix La Grande Colléction (em tamanho gigante) requeria que até mesmo os desenhos fossem restaurados. Os originais de Uderzo amarelecidos pelo tempo foram retocados e reescaneados. Em alguns deles o letreiramento foi refeito manualmente. A cor sofreu um novo trato. Os álbuns em tamanho normal passaram a ser reeditados também com essa versão. Praticamente todas as capas sofreram adaptações e algumas foram até redesenhadas.

Quem quiser acompanhar como isso foi feito passo a passo pode ir neste link
Esta coleção definitiva está sendo relançada pela Record, que aproveitou para fazer mais uma revisão, e de quebra restaurou a numeração correta dos álbuns na coleção -- os primeiros haviam sido publicados em ordem trocada. Cleópatra era o número 2, embora tenha sido a sexta aventura. O texto, além de ficar nos parâmetros do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, foi ligeiramente mexido para consertar o que tinha escapulido na revisão anterior, como algumas palavras que caíram em desuso, e padronizar alguns personagens que ainda estavam com nomes duplicados. Todos os álbuns foram reletreirados com a nova fonte oficial BD Asterix, criada para o mais novo álbum O Livro de Ouro - O Aniversário de Asterix e Obelix, lançado para comemorar o cinquentenário da criação de Asterix, em 2009. 

A nova versão pode ser reconhecida pela lombada, que passa a apresentar uma silhueta de Asterix na parte inferior. Todas as novas edições obedecem a esse padrão e as primeiras já começaram a chegar às livrarias.

Asterix também volta a chamar a atenção da mídia este ano por outro motivo: em 17 de outubro deste ano, será lançado na França o mais novo filme live-action do personagem, onde Gérard Depardieu interpreta pela quarta vez o personagem mais querido da série, o gordo e superforte Obelix. Astérix et Obelix au service de Sa Majesté, inspirado no clássico Asterix e os Bretões.
Eeei, você! Não vai deixar um comentário não?
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Ota é cartunista, quadrinista e escritor brasileiro. É formado em jornalismo e trabalhou durante 34 anos para a Revista Mad. Trabalha junto à Record desde 1984. Recebeu, em 1994, o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, pela criação da Revista do Ota.