30 de dez de 2011

Papos de sexta: Feliz Ano Novo! — Este pode ser o último de sua vida, por Janda Montenegro

Era uma vez à meia-noite, uma lenda maia que previa o fim do mundo para 21/12/12. Verdade ou misticismo? Independentemente, nós, brasileiros, adoramos essas coisas meio doidas, né? Mas... e se levássemos isso a sério? E se seguíssemos a mecânica do coração e, com louvor, encarássemos 2012 como o último ano de nossas vidas?
Se considerássemos o mistério do feiticeiro, tecnicamente este seria o último Ano Novo do mundo! =O
Diante de tamanha responsabilidade, o que eu poderia dizer a vocês neste último post do ano, o último que celebraríamos antes que o mundo acabasse?

Quem viu ou leu o livro Footloose sabe que a trama se baseia na liberdade de expressão, nos valores familiares e, claro, muito rock. Que tal se pegássemos esse espírito de aventura e o levássemos conosco ao longo de todo o ano de 2012, independentemente se o mundo acabar ou não? Vamos fingir que a profecia é verdadeira para, assim, encaramos 2012 como se fosse o último de nossas vidas. O que você faria, se isso fosse verdade? O que deixaria de fazer? Como aproveitar os últimos 365 dias de sua vida?

Eu sugiro que você se lembre desta estação do ano como O verão que mudou a minha vida, cheios de Amores ou Beijos infernais. Se o verão é a época de praia e você está um pouquinho acima do peso, deixe isso de lado! Tamanho 42 não é gorda e Tamanho 44 também não é gorda, afinal, diante do fim do mundo iminente, Tamanho não importa! E não acredite nA Rainha da fofoca se ela te disser o contrário!

Aproveite cada dia de 2012 como se fosse o último e não perca uma oportunidade de dizer a quem você ama o quanto eles significam em sua vida! Deixe todas as reclamações de lado e não perca tempo remoendo o que não deu certo em 2011: siga em frente, de cabeça erguida, e deixe os que lhe desejam mal exatamente onde estão: atrás de você. Curta intensamente cada paixão e dance como se ninguém estivesse vendo. Se entregue de corpo e alma a cada novo sonho que surgir e proponha-se algo novo, seja uma viagem a um local desconhecido ou um corte ousado nos cabelos. Ligue para um amigo distante e disponha-se a ajudar um desconhecido a troco de nada, apenas pelo fato de ajudar. E se tiver um tempinho, leia a coletânea Geração Subzero, com lançamento em junho: haverá um conto meu lá. Yay!

Assim, quando o dia 21/12/12 chegar, com seu Mundo das Sombras e sua invasão de Cowboys e aliens, com as Dezesseis ou Dezessete luas despontando no horizonte, lembre-se de que nesta nossa frágil Cidade de Vidro não há Feios, Perfeitos ou Especiais: somos todos iguais. Então, não se feche em seu próprio Círculo Secreto, isolando-se de todos para escrever em seu Diário da Princesa (ou Do Vampiro, se você for desses): o importante é estar com a Galera, mesmo que alguém esteja longe (como a Pamela), ou tenha largado tudo por um sonho (como a Vivi), seja uma maluquinha que tira foto com todo mundo (como a Raffa), tenha suas próprias teorias sobre gatinhos (como a Frini) ou esteja se despedindo hoje, após dois anos de parceria ( como a Luiza :~  )  : a sua Galera estará contigo sempre, até o fim do mundo – e, possivelmente, mesmo depois.

Desejo a todos um excelente Ano Novo e torço para que 2012 seja o melhor de nossas vidas!


Janda Montenegro é escritora, trabalha freelancer com revisão de textos literários e deseja que o Brasil se torne um país de leitores!


23 de dez de 2011

Papos de sexta: Natal num piscar de olhos, por Garota It (Pâmela Gonçalves)

O Natal já está aí? Nossa! Esse ano passou em um piscar de olhos! Venho notando que isso acontece cada vez mais rápido (a piscada e a passagem do ano). Era isso que me diziam quando eu era nova, cada ano que passa você sente sua vida passar mais rápido. E olhe eu aqui com discurso de “velhinha”, eu não acreditava nisso aos quinze anos, mas agora vejo (e pisco) com os meus próprios olhos.

Lembro que eu contava os dias todos os anos para a chegada do Natal, me animava com dois meses de antecedência. Hoje? Perdi um pouco a mão. Ainda conto os dias para o Natal. Acho que eu vivo de contagens regressivas. Sempre arrumo uma forma de esperar por algo. Aniversário, natal, ano novo, bbb =x Ok, ok... vamos para por aqui nas contagens regressivas hahaha.

O Natal... ah o Natal. É mágico, não é? Acho que só seria mais mágico se eu morasse em um lugar que nevasse nesta época do ano. Nunca me conformei com os coitados que fazem o Papai Noel morreeeeendo de calor naquelas roupas fofas e quentes. Passando horas em shoppings e avenidas sorrindo para as criancinhas. Alias, quando eu era pequena morria de medo do bom velhinho. Eu sempre achei que ele fosse da família dos palhaços, e bom... palhaços são algo do mal.
Em dois dias eu posso imaginar vários Jaces saindo do pacote de presente, alguns anjos caídos, quem sabe até um verão que possa mudar sua vida? Eu? Não faço a mínima ideia do que vai acontecer. Se eu não ganhar uma passagem para um mundo desconhecido na noite de natal, faço questão de me presentear com uma.

Aproveite a época para sonhar, para viver outras vidas, conhecer novos lugares. Não estou nem falando de viagens físicas, mas sim, aquelas um pouco mais baratas, que são um portal para qualquer lugar, que fica disponível para quando você quiser. Você só tem que virar a página.

19 de dez de 2011

Os melhores do ano (2011)

A gente adora esse momento: escolher quais foram os nossos livros favoritos publicados ao longo do ano. Cada um escolhe o seu livro do <3 e conta tudo! Claro que a gente também quer saber qual foi o seu favorito e por isso essa lista migrou para o blog há um ano. Não deixe de comentar, tá? Boas férias!!

Pequeno irmão – Viviane Maurey
É um wake up call. Sabe aquele momento em que você se pergunta se tem noção das coisas que faz? Em um mundo onde poucos sabem do que a tecnologia é realmente capaz? Pensei nas coisas que escrevo por e-mail, que posto no facebook e exponho no twitter.  Pode ser bobagem, mas a internet é um Big Brother e, ficção ou não, a história de Cory Doctorow faz uma crítica brilhante – em um ritmo contagiante – a maneira como encaramos hoje a web e o sistema no geral. É uma aula de vida, de comportamento e sem sombra de dúvida, uma obra de arte! NINGUÈM pode deixar de ler!



Cidade de vidro – Ana Lima
Cassandra Clare me fez chorar – tá, sou a maior coração mole, mas ainda assim... O volume que teoricamente fecharia a série Os instrumentos mortais é só ma-ra-vi-lho-so. E tem que ler para entender. Sem dar nenhum spoiler, posso apenas dizer que Clary tem poderes sinistros, Jace fica fazendo aquele mimimi típico dos meninos bonitos que a gente ama, Magnus e Simon arrasam, e Valentim está mais do que determinado a ter PODER ILIMITADO e, se precisar pisar em umas cabeças no caminho, pisará. Huahuahua. Sério, leiam. É muito amor!



Assassin’s Creed - Renascença – Ellen Kerscher
O clima da Itália renascentista e o envolvimento do protagonista com nomes de peso da História, como Leonardo Da Vinci, Maquiavel e Rodrigo Bórgia, prenderam minha atenção. Eles estão vivos ali na narrativa, todos com papéis imprescindíveis e com certa verossimilhança. E não só por isso. É ação o tempo inteiro, numa trama que cresce exponencialmente à medida que novos personagens e objetos aparecem. Iniciado na Ordem dos Assassinos para vingar a morte de parentes, Ezio representa coragem, sagacidade e ainda por cima é mestre em le parkour (rs). Ele é o cara questionador, determinado, fiel à sua ideologia e implacável. E, embora seja um Assassino comprometido com a causa do Credo, sua bondade é enorme. Num mundo em que a verdade parece ser pouco questionada, as inquietações de Ezio são um tiro no peito daqueles que não se questionam, daqueles que não buscam conhecimento.Quem leu, entende: Nada é verdade. Tudo é permitido.

O verão que mudou minha vida – Marina Góes
A sensação de ler esse livro é parecida com a de rever as fotos das minhas férias de 2002. Minha mãe insistindo pra que eu e meus primos posássemos em um fim de tarde na praia, alegando que um dia essas imagens seriam importantes. Ela estava certa. Boa carioca que sou, tive casa na Região dos Lagos e aqueles meses curtidos sob o sol e dentro do mar, definiam o ritmo do meu ano. Sempre à espera do próximo verão e das pessoas que ele trazia, é lógico que me identifiquei com a Belly. Eu, assim como ela, tinha “primos” BEM gatinhos e sabia que cada um daqueles dias mudaria a história da minha vida (mesmo que hoje eu vá à praia beeem menos do que antes). Pra ler tomando aquela água-de-coco geladinha, o romance de Jenny Han é imperdível pra quem curte uma boa nostalgia.


Glee – O início  – Paula Carvalho
Levando em consideração que Glee é uma das minhas séries favoritas, não precisei pensar muito na hora de escolher o meu melhor do ano! Mas, favoritismos à parte, juro que é totalmente impossível não gostar de Glee – O início! Quem nunca assistiu à série vai querer passar a ver, e quem assiste, mata toda aquela curiosidade LOUCA de descobrir o que aconteceu antes do primeiro episódio. A autora consegue passar o clima da série de forma perfeita, e o livro se desenrola como um episódio — mais rápido do que você gostaria e deixando várias músicas na sua cabeça. Além de tudo, como todo bom livro baseado em filme (nesse caso, série), ele te deixa aquela sensação maravilhosa de que você conhece melhor os personagens do que eles próprios... Sabe? Enfim, seja você um Gleek ou não, vale MUITO a pena!


Era uma vez à mia-noite, de Luiz Antonio Aguiar (org.) – Renata Rodriguez
Quando vi na capa deste livro que cinco aclamados autores brasileiros recontariam Allan Poe, foi amor à primeira vista. Sabia que estes contos iriam me surpreender de alguma forma. Sorte a minha e de quem os leu: a surpresa foi a melhor esperada.
Os contos que seguem dão arrepios na espinha e te levam para um bom suspense. Já havia lido alguns do Allan Poe, mas não os que estão no livro. Melhor ainda foi ler as histórias recontadas. Elas são tão atuais e a sensação de medo é daquelas boas, nada torturante. A única coisa que me torturou, na verdade, foi parar de ler esse livro. A minha regra de “vou interromper a leitura quando acabar o capítulo” não funcionou. Devorá-lo foi a única solução.

 

16 de dez de 2011

Papos de sexta: A arte de NÃO saber dizer NÃO para frilas, por @vivimaurey

Um parecer, uma revisão, um copidesque... não são coisas que podemos resolver em 2 dias – ou em 15, se isso lhe interessa. Claro que as editoras não são maldosas e nos dão prazos razoáveis. Até porque não somos obrigados a dizer sim, aceitamos o prazo de acordo com a nossa possibilidade. Que isso fique claro. Ouviu, Srta Viviane Maurey Inconsciente? Só aceitamos quando podemos dar conta! Certo? Errado!

To até dando aula disso! Juro! Por mais ocupada, com milhões de pendências, tentando escrever o livro, resolvendo assuntos de casa, lidando com estresses familiares, parece que sempre tem um espaço no estômago para um sorve... digo, frila.
É impossível dizer não. Primeiro: É dinheiro. Segundo: É o trabalho que você gosta de fazer (seja escrever parecer, seja revisar ou copidescar). Terceiro: É aquele livro que vc tá LOUCO para ler e te dão a chance de trabalhar nele. É desesperador, mas é a realidade.

Quando a gente pega um frila desse, insistimos em dizer: Não pego mais! Chega! Depois desse vou tirar férias de frilas! 2 dias depois você recebe do correio ou do boy o próximo frila. Não dá, viu?! É uma relação de ódio e de amor que só quem faz entende.

É um vazio sabe... que vem quando o frila acaba. Não é só ‘puxa, to sem trabalho pra fazer’ ou ‘puxa, de onde vem o dinheiro agora?’. É mais do que isso! É um buraco que nem twitter ou facebook conseguem preencher. É um vira-tempo congelado. É um chocolate amargo sem qualidade, é um bolo seco, é um sorvete derretido, é... ok. Chega! To dramatizando pq to com fome. Percebe-se, né?

Ou seja, terminei um frila recentemente e estou nesse limbo. Não posso me dar ao luxo de pegar outro agora, enquanto não escrever pelo menos até a metade do meu livro, mas será que vou conseguir?

Acho que to precisando de ajuda profissional, risos. I'm crazy!

9 de dez de 2011

Papos de sexta: Meu vício desde o início

No relógio já passam de meia noite e em uma de minhas mãos tem o mouse,


na outra o cartão de crédito. Tento me concentrar em outras coisas, dou uma olhada geral no quarto e vejo que eles estão por todo lugar, já tomaram conta de metade de meu armário de roupas, já dividem espaço com meus dvds e estão ganhando deles disparado, na sapateira não há mais sapatos, só eles. Mas e daí? Bem, eu preciso dele, afinal está pela metade do preço e eu nem me importo se ainda tenho mais de 60 deles para serem lidos porque esse faz parte daquela coleção em que já tenho todos os outros nove... ele é o décimo e sem ele nunca entenderei a saga ...me controlo, vou para outra página , tento olhar as notícias do dia... mas não consigo me concentrar em mais nada... volto a aba em que ele está, quando vejo piscando "Frete Grátis". Era a palavra mágica que esperava... desisto... digito rapidamente os números de meu cartão e rezo para que ele passe – afinal, como assim eu posso perder essa promo única em minha vida? – segundos de tensão e a confirmação: Pedido aprovado. Agora é só esperar chegar.

Bem, se você se reconheceu no texto acima saiba que não está sozinho... uma vez por semana pratico o ritual... compro um livro. Minha mãe já me olha de cara feia e diz que enlouqueci e que deveria trabalhar em uma biblioteca, mas eu acho que sou normal... ou quase, sei que levarei algum tempo para ler todos os livros que compro, sei que mais um nunca é demais. Também entendo que livro ganho em promoção não conta né... pena que para minha mãe conta, ela disse que sou caso de internação... exagerada né? Mas certa noite sonhei que estava em um círculo de cadeiras com todas minhas amigas literárias, eu dizia em voz alta: "Bom dia, me chamo Rafaella, tenho tantos anos e estou há 15 horas sem comprar um livro", ouvia em coro um "Como você consegue?", bem aí não lembro de mais nada. Porque quando acordei a primeira coisa que fiz foi olhar para minha estante, abrir os armários e ver feliz que estavam todos ali... que minha mãe não tinha doado nenhum para campanhas de incentivo a cultura.... Ainda bem que tenho minhas amigas que me entendem, pelo twitter avisamos umas as outra das promos e onde está a Feira Itinerante do livro. Uma ajuda a outra... são cupons descontos, cartão de crédito emprestado... somos um grupo que se apoia nesses momentos em que não somos compreendidas.
Meu porteiro também me apoia, ele disse que queria muito que a filha dele gostasse de ler igual a mim e sempre guarda na mesa dele minhas encomendas das lojas virtuais para que meus pais não vejam que comprei mais um livro. Quando eu passo, ele me entrega!
Cada um tem seu vício, o meu é esse. Não mata, não é ilegal e não faz mal nem a mim nem a ninguém, imagino como o mundo seria bom se todos os vícios fossem esse ;)